Notas iniciais
Agora a coisa vai ficar séria... Beijos enormes da Amora!

- Oi! – Daryl disse chegando por trás de Luna e a assustando de propósito.

- AI, MEU DEUS! Você quase me mata do coração! – Luna cai no riso na sequência e Daryl se sente muito esperto por tê-la feito sorrir. Toda vez que ela sorria ele parecia se apaixonar um pouco mais por aquela mulher que ele encontrou descalça no meio do mato.

- Eu sei que vai parecer repetitivo, mas você está realmente linda hoje... – ele elogiou-a olhando para o céu estrelado.

Ela usava uma blusa que deixava seus ombros à mostra. Daryl achou que seu coração pararia quando a viu saindo do vestiário pela tarde.

Luna cora. Porque ele causava esse efeito nela? Queria poder esconder melhor o que sentia. Mas andava cada vez mais complicado.

- Você e seus elogios... – sussurra.

- Não gosta?

- Gosto. Eu não era elogiada desse jeito na minha antiga vida.

- Antiga vida?

- É. Parece que foi em outra encarnação. – ela diz um tanto deprimida.

Daryl concorda, balançando a cabeça.

Longo silêncio.

- Você já imaginou nós dois juntos? – Daryl precisou reunir toda a sua coragem para perguntar. Levou um dedo até a boca e roeu a unha esperando pela resposta.

Luna pensou em dizer que não porque aquilo nunca aconteceria. Mas estaria mentindo e ela não queria quebrar outro costume.

- Todos os dias...

- Eu também. – Daryl se aproximou um pouco mais da cigana. Ele agora respirava bem perto da sua nuca.

- Yanka me perguntou se estamos juntos...

- E o que você respondeu?

- Eu... Eu quis dizer que não. Mas...

- Mas ela tem 6 anos, só que não é idiota, certo?

- É. Isso! – ela tentou esconder uma risada, mas não conseguiu.

- Posso perguntar uma coisa?

- Claro, caçador!

- De onde vem esse cheiro de incenso que você tem? – perguntou baixinho.

- Cheiro de incenso? Eu tenho cheiro de incenso? – ela riu sem graça sentindo Daryl no seu pescoço.

- É. Esse cheiro me deixa...

- Enjoado?

- Louco.

- Não sei. Usamos mesmo muito incenso no acampamento. Faz parte do altar de Santa Sara. Nem tinha notado que tinha esse cheiro em mim...

- Tem outra coisa que eu tenho que te perguntar também... – disse se posicionando cara a cara com Luna.

- Tá... Pode falar.

- Se pudesse, você se casaria comigo?

Luna estava esperando qualquer pergunta sobre qualquer coisa, menos aquilo. Seu estômago deu uma cambalhota e ela teve vontade de sair correndo. Mas não adiantaria. Ele iria atrás dela de todo jeito.

- O que você acha? – quis ganhar tempo.

- Não sei, me diga você... – agora ele estava muito nervoso.

- Daryl? – ela quase choramingou.

- Hum?

- Não posso falar isso em voz alta. – ela cochichou.

- Como assim?

- Ciganos não falam em voz alta certas coisas.

- Certas coisas?

- Pois acreditamos que se você fala, elas ganham poder para acontecer...

- E você não gostaria que acontecesse?

- Esse é o problema. Eu gostaria. Mas não posso...

- Cigana, quantas vezes eu preciso gritar para que a porra do universo ouça e isso aconteça de uma vez?

- Daryl... Yago está de volta.

- E daí? Eu vou quebrar todos os dentes dele se ele sonhar em se colocar no caminho.

- Não, você não entende! Ele é o único homem vivo do meu bando...

- E...?

- E neste caso ele é o novo kuká.

- O novo o quê?

- O novo kuká. O novo líder. Ele é o nosso juiz supremo. Só ele pode definir como as coisas acorrem no bando. Eu e Yanka somos seu bando. Para casar com você, precisamos da autorização do kuká. Não entende? Porque acha que ele anda tão calmo?

- Filho de uma puta! – Daryl queria matar Yago. Ele sabia direitinho como foder com a vida dos dois.

- Acha que ele teria coragem?

- Ele já me lembrou disso duas vezes, quando esbarramos na troca de turnos de vigília. E também mandou recados por Yanka.

- Porque você não me disse nada?

- Não quero que vocês briguem! Eu não sei o que faria se vocês brigassem...

- Porque aquele canalha é sangue do seu sangue, né? – Daryl estava puto com aquela mania de Luna de ficar do lado de Yago. – Vai preferir viver debaixo da asa deste desgraçado? Você sabe bem o que ele quer... Você é idiota? – ele estava irritado e não conseguia fingir.

- Não! Não quero que vocês briguem porque eu conheço Yago. Ele vai querer lavar a honra do bando com seu sangue – ela começava a chora e soluçar. – E eu não vou aguentar perder você. Porque eu o amo! – ela gritou e se curvou como se sentisse dor. – Eu o amo mais que a minha própria vida, Daryl Dixon.

- Vou matar esse desgraçado!