Forasteira
40 Nos seus braços
Notas iniciais
E meninas meu amor mais absoluto a todas vocês que me acompanham e deixam seus comentários doces e tanto carinho pra mim. Sintam-se beijadas, cada uma de vocês.
Beijos enormes da Amora
Luna achava tão doce o que Daryl estava fazendo por ela. E tudo o que ele propunha era bom, delicado, gostoso...
– Você está sendo tão paciente comigo. – disse mordendo de leve os lábios.
– Não quero que você pense que eu estou fazendo isso só para conseguir... você sabe... – ele parecia preocupado verdadeiramente.
– Sei. Não estou pensando isso, não.
– Jura?
– Juro.
– Então, vamos continuar? – o caçador perguntou.
– Ok.
– Certo. Hum, deixa eu pensar... Bom, e o que me diz de eu tocar sua barriga?
Uow! Aquilo era muito ousado. Para Daryl tocar seu ventre, ela precisaria tirar a blusa e essa ideia a deixava nervosa.
– Acho que seis...
– Seis? E se eu tocá-la por cima da blusa...?
– Melhora... Aí seria um oito.
– Então vamos fazer assim? Acha que tudo bem?
– Sim, acho que sim...
Então Daryl tirou o travesseiro da mão dela, colocando-o na cama e ajeitando a cabeça da cigana por cima dele. Agora ela estava deitada, mas suas mãos repousavam por cima da barriga. Era uma defesa quase infantil. Daryl achou que devia ter cuidado com aquilo.
– Você me avisa se não estiver confortável?
– Sim... ela sussurrou.
O caçador tocou seu ventre primeiro com a mão direita, bem devagar. Sentiu a respiração de Luna falhar.
– Tudo bem?
Ela assentiu. Então, ele passeou os dedos por cima de sua blusa desenhando o contorno da sua cintura. Como Luna podia ter vergonha daquele corpo tão belo? Daryl não entendia muito de arte, mas tinha certeza que qualquer um desses pintores famosos teria dado um braço para ter uma modelo como aquela diante de si. Era uma beleza tão feminina e forte ao mesmo tempo. Sua silhueta sinuosa a fazia sensual e delicada. Era enlouquecedor! Então, Daryl acrescentou a mão esquerda ao carinho. Luna ofegou.
– Luna, porque você tem vergonha do seu corpo?
Aquilo a pegou desprevenida.
– Não sei... Acho que meu corpo é tão diferente do da maioria das mulheres por ai...
– É. Ele é diferente, sim. Ele é simplesmente lindo. Você tem uma cintura tão pequena. Tantas curvas... Deve ser bonito demais de ver! – Daryl tentou não suspirar nem nada. Queria passar firmeza e credibilidade naquilo que estava constatando.
Luna não soube o que responder. Apenas fechou os olhos.
– Acha que posso levantar sua blusa até a altura do umbigo? Não mais que isso...
– Ok. Isso seria um sete. – disse se agarrando aos lençóis que cobriam o colchão.
Daryl então desfez o nó que amarrava a blusa na frente e subiu o tecido devagar. Nem um milhão de anos o teria preparado para o que viu e sentiu. A pele da cigana parecia um veludo imaculado. Sem manchas, sem pelos, sem marcas... Ele passou os dedos pela cintura dela agora desnuda e era como tocar a mais pura seda. E constatou o óbvio: a cintura da garota era mesmo a de uma boneca.
Um pouco mais abaixo ele percebeu que os quadris de Luna de fato abriam mais do que os das outras garotas com quem havia transado, formando uma perfeita ampulheta. O corpo dos sonhos de qualquer homem, meu Deus! Numa perfeita sincronia, eles suspiraram juntos pela sensação de estarem tão próximos um do outro.
– Tudo bem se eu beijar sua barriga? – pediu quase implorando.
– Isso é um seis, Daryl. Não sei... – Luna se revirava e enterrava os dedos na cama como se quisesse se segurar a algo material.
– Prometo não ser nada abusado...
Ela ponderou. Até aquele momento ele tinha mantido sua palavra. Resolveu assentir.
– Certo. Mas toma cuidado, tá? – suplicou.
– Pode deixar. – o rapaz se inclinou e deixou a pele dos seus lábios tocarem a pele da barriga de Luna. O sabor dela era ainda mais intenso. Ele sentia todos os cheiros se misturando e o embriagando: incenso, canela, mel e... cravo! Cada um dos pequenos beijos que aplicava na região parecia fazê-lo se sentir ainda mais vivo do que antes. Luna moveu as mãos e começou a acariciar seus cabelos. Como aquilo era bom!
Quando Daryl teve coragem de parar com a carícia, Luna não se importou em abaixar a blusa e esconder o pedaço de pele exposta.
– E agora? – a cigana questionou?
– Agora pensei em tirar a minha camisa. Como é isso para você?
– Isso é um... nove.
Então, Daryl começou a desabotoar a camisa sem mangas devagar. Quando todos os botões se abriram, ele movimentou os braços e se livrou da peça. Luna percebeu que julgara aquilo erroneamente. Defintivamente, Daryl sem camisa não era um nove. Era um três ou até um dois! Ela ergueu o tronco se sentando novamente. Pressionou as costas tão forte contra a cabeceira que parecia querer abrir um buraco na parede e se esconder dentro dele.
– Que foi? Por que se assustou? – Daryl achou que ela não tinha gostado de ver o tronco dele desnudo e sentiu uma pontada de medo.
– Nada! – mentiu descaradamente.
– Vem aqui, deixa eu abraçar você...
– Sem camisa? – ela se apavorou.
– É... Sou tão feio assim sem camisa? – perguntou entre curioso e brincalhão.
– NÃO! – ela não queria que ele interpretasse errado. – É só que... Você tem muitos músculos e... – Daryl soltou um meio riso..
– Não tenho tantos. Não exagera!
– Homens excessivamente musculosos me deixam enjoada... Acho estranho demais. Não é o seu caso, mas mesmo assim... você poderia me prender ai facilmente. – disse Luna assustada.
– Então, vamos mudar a coisa. Qual nota você daria me tocar?
– Não sei... Um seis. Ou cinco.
– E se for só com uma mão e de longe?
– Melhora para sete.
Daryl descolou uma das mãos de Luna dos lençóis e a guiou até seu peito
Ela o tocou receosa. Obviamente ele era um homem com músculos definidos, na medida certa. Nem muito grande, nem muito pequeno. E isso fez Luna corar. Daryl guiou a mão da cigana por todo seu peitoral e ombros.
– Não quer me dar a outra mão? – ele perguntou. Ela assentiu. E ele a ajudou a fazer o mesmo trajeto.
– Você acha que eu poderia tocar suas costas? Um pouco? – ela arriscou num ato heroico.
Daryl tremeu nas bases. Suas costas eram cortadas de uma extremidade a outra por cicatrizes causadas pelas surras que seu pai lhe aplicava regularmente. Não se sentia à vontade e jamais mostrara para ninguém, a não ser Merle que havia descoberto as marcas sem querer, durante o tempo que estiveram sozinhos na floresta. Quando estava pronto para negar, algo no fundo da sua alma lhe lembrou do quanto aquela garota vinda de uma realidade drasticamente diferente, sobrevivendo em meio ao inferno, havia cedido... E não se sentiu na posição de lhe negar o único pedido.
Ele se levantou, girou o corpo e sentou-se de novo dando as costas para Luna.
A garota se moveu para mais perto dele. Daryl sentiu-a meio que se encaixar o quadril por trás dele, como se fosse abraça-lo. E ficou imóvel.
Ela repousou as mãos primeiro sobre seus ombros e os acariciou de leve. Claro que viu as marcas arroxeadas e grotescamente cicatrizadas por toda a extensão de suas costas. Não quis perguntar nada. Nem era necessário. Só precisava fazer algum carinho nele, aquecê-lo e protegê-lo das lembranças ruins. Então, desceu as mãos afagando cada pedacinho das costas do seu caçador.
Seus dedos delicados começaram a contornar de leve cada uma das chibatadas tatuadas em toda a pele de Daryl. Ele tremeu mais do que Luna esperava. As lágrimas escaparam silenciosas dos olhos dela. Num impulso mais forte do que sua fé na promessa que precisava manter, a garota ajeitou os longos cabelos de um lado só, inclinou a cabeça e começou a contornar as cicatrizes novamente, mas desta vez com pequenos beijos. Eram tantos machucados que ela acabou beijando praticamente toda suas costas quentes.
Daryl sentia o calor dos seus lábios e o rastro de umidade deixado pelas lágrimas. Ele soube que estavam irremediavelmente ligados. Alma com alma. Seu sofrimento era o sofrimento dela. Este pensamento o arrebatou de tal maneira que o rapaz arqueou e abaixou a cabeça, expondo sua nuca agora já adornada por fios finos de cabelo já crescidos. Luna avistou aquele pedaço de Daryl que ainda não havia beijado e subiu para completar o que estava fazendo. Ele sentiu sua boca carnuda beijá-lo ali e, sem conseguir se conter, gemeu seu nome.
– Ahhh, Luna! – deixou escapar num fio de voz. Um sussurro tão cheio de emoções reprimidas que Luna se arrepiou inteira.
Agora o caçador sentiu algo apertá-lo e quando abriu os olhos entendeu: ela o havia abraçado por trás e estava com a testa apoiada na sua nuca, respirando quente pertinho do seu pescoço. As lágrimas caiam grossas e pesadas sobre a pele de Daryl. Ele, por sua vez, cobriu os braços da garota, agora em torno do seu tronco, com os seus, reforçando o abraço.
– Estou compreendendo melhor, caçador. – revelou ainda entre lágrimas.
– O quê exatamente? – quis saber segurando mais forte os braços da cigana em torno de si, com medo dela querer desfazer o abraço e o contato que estavam tendo agora.
– Porque neste momento eu gostaria de me fundir a você e abraça-lo por dentro. Se pudesse, eu gostaria de tocar seu coração, segurá-lo com as minhas mãos. Gostaria de ser você também. E não ser só Luna. Ser só Luna não faz mais o menor sentido... Acho que estou fora das minhas faculdades mentais. – completou soluçando de leve.
– E eu adoraria tocar sua alma. E ela parece tão distante. Mas eu juro, Luna, sua alma é o que eu mais desejo. E eu me pergunto se vale a pena viver mais um único dia sem isso...
(CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO)
Notas finais
beijos enormes da Amora ♥
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