Forasteira
71 Memórias Alteradas
Notas iniciais
Deixar um beijo para minhas leitoras fieis que sempre comentam. Vocês são minhas inspiração :) Obrigada.
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Gente e Forasteira recebeu sua 16º recomendação. Não é a coisa mais linda de viver? Aurora, meu bem, você me deixou radiante pela sua recomendação. Vou dar pulinhos durante tds a semana. Obrigada pelo carinho e por confiar em mim e em Luryl :)
beijos enormes da Amora
Flashback ON
- Luna, vou pedi pra você se acalmar, respirar e tentar me contar com detalhes tudo o que se recorda desta sua lembrança resgatada em Woodbury.
- Vou tentar, prometo. Mas nem preciso fazer tanta força, porque é tão vívido, tão real... Parece que posso abrir os olhos e me enxergar nesta cena horrível... – disse num sussurro, meio soluço.
- Tudo bem, mas preciso que você narre pra mim tudo com detalhes. Certo?
- Tá...
- Ok, como começa a lembrança que você resgatou...?
- Bem... Eu estou indo até a cela de Daryl. Eu estou desesperada, não sei mais o que fazer... Não quero passar por isso mais. Resolvi conversar com ele. Espero que tenha misericórdia de mim, da minha situação...
- Não quer passar pelo o quê?
- Não quero que ele me violente mais nenhuma vez. Eu estou cansada.
- O que ele costumava fazer com você?
- Eu sei como começa... Ele me traz flores ou algo gostoso para comer. Ás vezes estamos em algum lugar gramado, um tipo de bosque...
- Você enxerga esta cena na sua cabeça? Tem lembrança dela?
- Não. Eu apenas sei que costuma ser assim. É algo que está dentro de mim. Eu sei como ele gosta de começar a fazer... aquilo. – Luna abaixa a cabeça, mesmo de olhos fechados, e cora violentamente.
- Certo, querida. Continue.
- Quando ele me traz flores, sempre acho que talvez naquele dia ele só está querendo ser legal comigo. Mas ai, ele coloca as mãos em cima das minhas pernas. Meu coração dispara tanto... Tenho vontade que ele pare. Mas não sei como pedir. Tenho medo de pedir.
- E ai?
- Ele começa a acariciar as minhas pernas por cima da saia. Mas eu sei que ele não gosta de me acariciar por cima da roupa apenas. Ele gosta de sentir a minha pele. Eu sei que em algum momento ele vai começar a levantar a minha saia e vai passar a mão por entre as minhas pernas...
- E você sente vontade do quê neste momento?
- De chorar e tenho vontade de que ele pare. Porque nada disso está certo. – Luna soluça.
- Então você não quer mais que Daryl faça isso com você e está indo à cela dele para pedir que pare, que lhe poupe, é isso?
- Sim!
- Acha que ele vai aceitar?
- Eu não sei... Ele é tão difícil de prever. Ás vezes, ele tem atitudes que parecem que são para me proteger, outras vezes ele parece só querer meu corpo, que eu me deite com ele. Eu não consigo prevê-lo... Sei que sou forte, mas dele eu tenho medo.
- Medo do quê?
- De decepcionar... Mas eu não sei porque.
- De decepcionar?
- É... Não quero que pense que sou uma mulher qualquer, com quem ele pode fazer o que bem entender...Mas não sei porque me importo.
- Certo.
- Então, eu estou indo para a cela de Daryl. E quando chego, ele está de costas. Eu peço para entrar. Ele está sendo doce comigo, Hershel. Está sorrindo e segurando minha mão. Ele me puxa para mais perto, acaricia meu rosto. Pergunta se estou bem, se preciso de algo.
- Como você sente com relação a isso?
- Me sinto enojada. Eu sei o que ele quer... Mas ele é tão educado Me sinto obrigada a ser também.
- E então?
- Digo que preciso conversar sério com ele. Então ele me pega e me leva para um tipo de sofá ou cama no canto da cela. Nós nos sentamos lado a lado e ele olha sempre muito dentro dos meus olhos, me deixando nervosa. Depois seu olha desce para o decote em minha blusa e passeia até as minhas botas. Ele lambe os lábios e eu isso me deixa mortificada. Estou com medo. Quero desistir de falar, mas ele não me deixa. Me prende ali. Me pede para abrir meu coração.
- E você faz isso? Você confia nele?
- Não! Eu não confio nele um minuto sequer. Mas eu não tenho muitas alternativas. Porque agora a cela está fechada e só ele tem as chaves...
- E o que você diz?
- Eu começo dizendo que não está certo o que está acontecendo e que eu estou sofrendo. Mas ele se aproxima mais de mim, com aqueles olhos de quem irá me atacar. Então, enquanto eu falo, ele simplesmente enfia uma das mãos por debaixo da minha blusa. Ele sobe pela minha barriga e pousa sobre meus seios. Ele está me apalpando com força, já sinto o peso do seu corpo pressionando o meu. Não consigo me mover direito... – Luna diz, começando a derramar algumas lágrimas.
- Querida e o que ele fala a você?
- Ele diz primeiro que meus seios são pequenos, mas que sou linda do mesmo jeito e que ele não se importaria com esse detalhem desde que eu ficasse com ele. Eu peço para que pare, que tenha piedade de mim, digo que o que ele faz comigo me desonra. Mas ele não volta atrás. Ao contrário: ele tenta me beijar e diz que eu não me preocupe porque quando um homem amava uma mulher como ele me amava, aquilo não era pecado. Eu tentei escapar... Mas ele me derrubou no chão e montou em mim, me paralisando. Suas mãos começaram a me tocar em várias partes. Eu me debatia, gritava... Ele me beijava, colocando a língua violentamente na minha boca, chegando à minha garganta. Enquanto isso repete que eu sou doce e linda e que está disposto a ficar comigo mesmo que eu seja cigana. Então, ele levanta a minha saia acima dos meus quadris e eu começo a gritar... – ela faz uma pausa, está arfando e soluçando com a recordação.
- O que você diz a ele?
- Digo que ele está me machucando, peço socorro. Eu choro muito e ele tapa a minha boca com uma de suas mãos. Fica violento e fala que sou uma má agradecida. Que nenhum homem iria me querer por eu ser cigana e que até meu pai sabia disso. Mas que ele estava disposto a ficar comigo e isso já era muita coisa.
- E que mais?
- Ele passa uma das mãos pelo meio das minhas pernas, como que procurando algo. Ele segura meus quadris contra o chão e ao mesmo tempo me aperta. Ele me aperta com força, parece fazer para me machucar mesmo... Eu peço mais uma vez que ele não faça nada. Mas, Daryl diz que a culpa daquilo é minha. Por ter u corpo como este e que Deus fez mulheres com este tipo de corpo para dar prazer a homens como ele...
- Isso é horrível de se ouvir, Luna.
- Sim... eu me sinto um trapo humano, usada e desrespeitada. Mas quando grito ninguém aparece para me socorrer.
- Ele continua tentando despi-la nesta altura?
- Sim. Ele luta para arrancar minha roupa e no meio disso grita que ciganos são inferiores, mas que tenho sorte por ele me amar mesmo assim.... – ela soluça longamente.
- Continue, minha querida... se puder, claro.
- Depois ele consegue rasgar minha saia. Ele arrebenta os botões da minha blusa violentamente. Eu o vejo abaixar a calça apenas os suficiente para fazer o que precisa fazer. Ele deita sobre mim, joga o peso do seu corpo... Eu só posso chorar, porque eu sei o que ele quer e não consigo fugir. Daryl vira o meu rosto de lado e crava os dentes no meu pescoço, me dá tapas nos quadris e belisca minha pele. Vejo subir para aminha boca. Ele coloca a língua dele dentro da minha boca à força. Faço força para não me mover. Ele está exigindo que eu gema o seu nome, mas não tenho forças.
- Ele está muito bravo?
- Ele está enfurecido, os dentes trincados... Eu o sinto arrebentar a minha calcinha e jogá-la num canto e grito ainda mais. Então, Daryl ri e diz que meu sofrimento dele o deixa de... – Luna para u pouco e repensa. – Que meus gritos o deixam duro e que isso só pode ser sinal de que eu quero que ele.... – ela cai no choro e cobre o rosto com as mãos.
- Luna, fará bem pra você falar. Não tenha vergonha. Sei que não são palavras suas. Ok?
Ela funga e limpa o rosto de novo com as mãos.
- Ele fala que tudo aquilo só o faz ter vontade de me .... – Nao sei se tenho coragem de falar!
- Respire e desabafe meu anjo... O que o filho da mãe falou pra você, hein?
- Ele diz que quer me foder como um animal, como se eu fosse sua égua. Que de todas as suas posses, eu sou sua favorita. E ele me bate forte nos quadris de novo. E então eu o sinto entrar, me rasgando por dentro, sem cuidado algum. Ele só estoca cada vez mais forte, mais forte e eu sinto tanta dor que não tenho mais lágrimas para chorar.
- Céus... E diz algo?
- Diz que sou tão apertada e gostosa que ele seria capaz de passar o dia todo me comendo. Fala que não vou conseguir nem ficar em pé quando ele acabar.... Coisas horríveis e grotescas assim... Então começou senti-lo arfar. Ele fala que está perto de gozar. Diz que poderia fazer isso em outro lugar, mas que vai gozar dentro de mim porque quer que eu carregue o cheiro dele para qualquer lugar que eu vá. Para que os outros machos sintam e saibam que sou dele. Eu peço para ele não fazer aquilo ou posso engravidar.
- E o que ele responde?
- Ele só diz: ótimo! Você é minha. Se eu fizer um filho em você, vai ficar mais claro ainda de quem você é. Também fala que isso só o faz me amar mais e querer gozar mais dentro de mi.... – Luna volta a cobrir o rosto com as mãos, chora sem pudores, sem intervalos incessantemente.
- E então, como termina?
- Ele anuncia que vai gozar e abre espaço na minha boca com sua língua. Quando os seus espamos acabam. Ele me faz olhar em seus olhos e diz que aquilo tudo só está acontecendo porque eu reneguei o único homem quis me amar fora ele. E que esse homem se chamava Philip. Mas que minhas família o rechaçou e que estar naquela situação era culpa minha por ter rejeitado o moço que quis se casar comigo.
- Certo, Luna... Acho Que já é o suficiente. Luna abre os olhos e está em estado catatônico. Não ouve mais o que Hershel fala, quase não se lembra como é que se respira. Seu corpo está em choque.
Flashback OFF
- Eu não fiz nada disso pra ela , Hershel! Não fui eu. Foi outra pessoa... Mentiram pra Luna. Eles querem que ela me odeie, mas não sei por que... – Daryl levantou-se e foi contido por Rick.
- Eu sei que é emntira Daryl. Soube desde o primeiro minuto.
- Como?
- Porque ela diz que tudo aconteceu na sua cela...
- Mas você nunca se instalou em uma. Sempre dormiu na torre ou no corredor das alas. – Rick completou pensativo.
Daryl dá uma volta em torno do próprio corpo, suspira e se senta.
- Luna me contou que o ex diretor da sua escola quase a estuprou anos atrás. E o que você descreveu é muito, muito parecido com o que ela me contou. Inclusive as frases que supostamente eu que digo pra ela nestas lembranças idiotas. Coisas como “Deus inventou mulheres com seu tipo de corpo para satisfazerem homens como eu”.
- Então, ela pode estar simplesmente embaralhando as coisas...- Rick chutou.
- Não! Porque este cara, apesar de ser um desgraçado, ele não conseguiu estupra-la. Parece que alguém bateu na porta da sala onde ele estava com ela... Interromperam o bastardo bem em tempo! – Daryl, apoia a cabeça entre suas duas mãos, em sinal de desespero. Ele olha para Hershel por um tempo, os olhos perdidos e tristes. – Ela só tinha 14 anos, porra! Era uma criança e esse maldito... – Daryl dá um soco na mesa e se levanta de novo.
- Eu sei que você está revoltado... Mas Daryl o importante agora é saber quem foi e porque plantaram esta lembrança na cabeça da cigana... rEsta memória é cheia de detalhes, coisas tão minuciosas que alguém com amnésia não poderia recordar numa única sessão de hipnose! – Hershel pondera.
- Agora nesse momento eu só consigo pensar em esquartejar este ex diretor filho da mãe, se é que um mordedor já não devorou as bolas dele. Desgraçado! – Daryl esbravejou. – ele respira, toma ar e continua. – Agora eu não estou entendedo o lance com o cara que a amou de verdade! No sonho delirante dela eu digoq eu o único cara que a amou mesmo foi um tal de Philip, não é?
- Isso. – Hershel concordou.
-So que Philip é o nome do tal ex diretor que tentou estupra-la...
Do fundo do corredor, a figura de Merle aparece. Ele traz na mão boa um lenço que Daryl reconhece como sendo de Yanka. Seu irmão estava fazendo as vezes de pai para a pequena cigana ou era delírio da parte dele?
- Deb novo falando do quase estupro da Maggie em Woodbury? Vocês não viram o disco nunca, é? – disse se encostando na parede e dando um sorriso irônico.
- De onde você tirou que estamos falando do caso da Maggie em Woodbury, Merle?
- Ué eu ouvi o verbo estuprar sendo conjugado numa mesma frase em que ouvi o nome Philip... – ele respondeu, achando que estava parecendo óbvio.
- O que o Governador tem a ver com isso tudo? – Rick pergunta visivelmente transtornado.
- Tudo. Ora, o nome do Governador é Philip. Não sabiam? – Merle vomita as palavras e parece despejar dinamite sobre a cabeça de Daryl.
O queixo de Rick e Hershel caem mais um pouco diante desta revelação.
Philip. Governador. Obsessão por Luna.... Seria mesmo possível que o Governador era o antigo diretor da escola de Luna? Só de fazer esta suposição o sangue de Daryl borbulha em suas veias. Se isso for verdade, vou enfiar todas as minhas flechas no rabo daquele desgraçado!”
Notas finais
Contem pra mim o que acharam?
beijos enormes da Amora
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