Fora dos eixos
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A minha maior companhia era a sensação de vazio e falta que estava sempre adestro. Quando morri, essa sensação me consumiu como uma fogueira. Ela queimou de dentro pra fora, da primeira célula até a última. Mas não, não estava regenerando esse corpo. Esse corpo que carregou todas as palavras. O universo se espremendo pra caber nelas. Dentro de mim, escorrendo de mim, me invadindo, me enlouquecendo. Finalmente ou infelizmente, não saberia a diferença. A vida teve uma ou várias camadas a mais de dificuldade, não importa o quanto eu corresse, sempre estava em último lugar. E eu detesto correr.
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