Fora dos Eixos
1 Fora dos Eixos - Capítulo único
Notas iniciais
Fora dos Eixos
Capítulo Único
P.O.V. Percy
Um ano atrás – Luta contra Gaia
Enquanto lutávamos contra a Mãe Terra, desviava várias vezes meu olhar ao campo de batalha vendo como estava nossa situação, e justamente em uma dessas vezes avistei um gigante quase matar a Thalia, logo vou ajuda-la... Assim que mato o gigante sinto um forte aperto no peito e ouço um grito desesperado, viro-me em direção ao som e entro em desespero ao ver Annie com uma espada fincada em seu coração e Gaia com um sorriso maligno, corro em sua direção, mas apenas consigo olhá-la e escutar um fraco “Amo você” antes que ela fechasse completamente seus olhos e fosse aos domínios do meu tio... Sinceramente depois disso eu nem posso dizer que lembro o que aconteceu, simplesmente entrei em modo automático acabando com tudo o que via pela frente. Pouco tempo depois fui acompanhado pelo Jason que também parecia transtornado, o que depois eu vim a descobrir que fora causado pela morta de sua namorada Piper McLean, filha de Afrodite. Com isso conseguimos derrotar Gaia, mas a que preço conseguimos essa vitória?
Depois da queima das mortalhas realizada como de costume, a única coisa que vinha a minha mente era uma forma de me juntar a Annabeth. Observava as ondas do mar, e era inevitável não pensar no quão mais fácil seria se eu pudesse me afogar. Tive meus pensamentos interrompidos pela presença do meu pai e da Atena:
− Filho, talvez você esteja exagerando, sabe? Eu entendo que ela era importante para você, mas isso não quer dizer que deva acabar com a sua vida. – eu o encaro com o cenho franzido, abro e fecho a boca várias vezes tentando formular uma resposta, ele fala como se soubesse o que eu sinto quando na verdade nunca amou verdadeiramente alguém. Mas antes que eu retruque, Atena se pronuncia:
− Perseu, imagino que já saibas que não gosto nenhum pouco de ti, mas infelizmente minha filha o amava, e sei o quanto é difícil, afinal eu também a perdi, mas, se ela se parece comigo tanto como suponho, posso afirmar-te que detestaria o fato de ser culpada pela tua morte! Então se tu amas realmente minha filha pense nisso. – me olha seriamente e some na frente dos meus olhos deixando um cheiro de livros no ar.
− Bom... Eu também penso isso Percy, mas não posso me meter na sua vida... Só pense bem antes de qualquer coisa. – Poseidon diz antes de também sumir na minha frente deixando ainda maior o cheiro de maresia.
Suspiro alto e vou ao meu chalé, passando por todos que me olham com pena. Já no chalé dois deito na minha cama com uma foto nossa em mãos e suspiro sentindo as lágrimas voltarem a cair. Chorando pego no sono.
P.O.V. Narrador (as)
Enquanto Percy chorava a morte da sua amada, ela encontrava-se nos Campos Elísios revendo seus antigos amigos Luke Castellan (filho de Hermes), Silena Beauregard (filha de Afrodite), Charles Beckendorf (filho de Hefesto) e Bianca di Angelo (filha de Hades).
Assim que a filha de Atena chegou todos se assustaram e se questionaram sobre o que aconteceu, afinal ela era uma das melhores do acampamento. Ela mal os viu e já foi entupida de perguntas:
− O que está acontecendo? – Luke.
− Por que você está aqui? – Beckendorf.
− Annie! – Silena.
− Como tudo está? – Bianca.
Meio tonta ela apenas os olhou por um longo momento até que se sentou em uma pedra e ainda meio confusa começou a falar:
− Bem eu... Não sei bem... Estava lutando contra um gigante e Gaia surgiu de repente... E o Percy...
− Ok! É desculpa você ainda está confusa, mas nós não esperávamos te ver aqui, quer dizer você é ótima em tudo... E bem, não me parecia que morreria assim... Digo cedo, sabe? – diz Silena um tanto confusa, não sabendo como se expressar direito.
− Tudo bem! – ela responde com um suspiro, massageia suas têmporas e pensa um pouco tentando encaixar tudo o que aconteceu. Mas após alguns minutos é interrompida por Luke que se ajoelha na sua frente e lhe pergunta carinhosamente:
− Está melhor? – ela apenas afirma com a cabeça. – Então você pode nos explicar o que aconteceu? É que nós estamos curiosos, sabe aqui não se tem muita informação de fora. – novamente ela suspira e acena positivamente, começando seu relato ocultando certas partes, como seu relacionamento com Percy, já que imaginava que se falasse sobre isso iria desabar em um longo choro:
− Bem... O que vocês querem saber? – olha ao redor vendo Bianca sentada à sombra de uma árvore, Silena entre as pernas de Beckendorf que se apoiava em uma pedra e Luke ainda à sua frente.
− Tudo. – responde Silena.
− Bom, pouco depois da derrota de Cronos, recebemos uma nova profecia... E então Hera trocou o Percy e o Jason de acampamentos... – nessa hora ela foi interrompida, por Beckendorf:
− Como assim acampamentos?
− Ah, sim é que nós não sabíamos, mas existe um acampamento romano... – novamente ela é interrompida desta vez pela presença da Piper.
− O Acampamento Júpiter. Oi Annie. – fala ela sorrindo fracamente.
− Piper! – responde Annabeth em um comprimento. Enquanto Piper se senta ao eu lado, ela suspira mais uma vez e retorna sua explicação após uma rápida apresentação da filha de Afrodite.
−... Enquanto eu estava em busca da Atena Partenos, seguindo a Marca de Atena, eles conseguiram resgatar o Nico... Então Aracne caiu no Tártaro, mas meu pé estava enrolado nas teias e eu quase caí, o Percy tentou me segurar, mas não conseguiu. Por isso nos jogou Tártaro abaixo e...
− Vocês caíram no Tártaro? – perguntou Luke incrédulo.
− Hã... Sim, mas isso não é importante. – afirmou ela antes de continuar tentando evitar as mais fortes lembranças com Percy – nós então fechamos as Portas da Morte... E a última coisa que eu me lembro foi de olhar os olhos do Percy. – termina o relato piscando para evitar as lágrimas.
− Depois disso ele ficou transtornado, e partiu para cima da Gaia. – contou a Piper. – E depois, bem um monstro ia acertar o Jason e eu... – ela interrompeu-se sem saber como continuar.
− Você se jogou na frente dele levando o ataque!? – sugeriu a Annie.
− É, sim. – ela conclui com a voz falhando, e com algumas lágrimas caindo.
Exatamente no momento em que a Annabeth, a Silena e a Bianca se aproximam da Piper para dar-lhe apoio uma voz sombria soa pelo ambiente:
− Annabeth Chase! – chama Hades. Deixando todos perplexos, pois normalmente ninguém recebe a visita do Lord em pessoa.
− Lord Hades. Algum problema? – ela responde se aproximando após fazer uma reverencia.
− Muito contra minha vontade filha de Atena, foi decidido pelo Conselho Olimpiano que você terá uma chance de conversar através de um sonho com meu sobrinho, já que mesmo que não admitam muitos temem que ele venha para os meus domínios, e deixe de prestar-lhes favores. – Hades fala e em seguida some deixando um ar sombrio onde antes estava.
P.O.V. Percy
Estava sonhando, eu sabia que estava sonhando, mas mesmo assim não deixava de estar feliz, estava revivendo os melhores momentos com a minha sabidinha.
“... Imaginei que fosse dizer: Você matou um minotauro! Ou Uau, você é tão assustador! Ou algo do tipo. Em vez disso ela disse:
− Você baba quando está dormindo.
Depois saiu correndo pelo gramado, os cabelos loiros esvoaçando atrás dela... ”
“... Annabeth me olhou, furiosa como se fosse me dar um soco. E então ela fez algo que me surpreendeu ainda mais. Ela me beijou.
− Tenha cuidado, Cabeça de Alga... ”
“... – Onde você estava? – interrompeu Annabeth, empurrando os outros campistas. Pensei que ela fosse me dar um soco, mas em vez disso ela me abraçou com tanta força que quase quebrou minhas costelas. Os outros ficaram em silêncio. Annabeth percebeu que estava fazendo uma cena e então se afastou. – Eu... nós pensamos que estivesse morto, Cabeça de Algas!
− Desculpem-me – eu disse. – Estava perdido.
− Perdido? – gritou ela. – Por duas semanas, Percy? Em que raios... ”
“... – Você tem alguma coisa a me dizer, Cabeça de Alga?
− Você provavelmente me daria um passa-fora.
− Você sabe que eu lhe daria um passa-fora.
Limpei o bolo das mãos.
− Quando eu estava no Rio Estige, me tornando invulnerável... Nico disse que eu tinha de me concentrar em algo que me mantivesse ancorado ao mundo, que me fizesse querer permanecer mortal.
Annabeth mantinha os olhos no horizonte.
− Sim?
− Então, lá no Olimpo, quando queriam me tornar um deus e coisa e tal, continuei pensando...
− Ah, então você queria.
− Bem, talvez um pouquinho. Mas não quis, porque pensei... Eu não queria que as coisas ficassem as mesmas para toda a eternidade, porque elas sempre podem melhorar. E eu estava pensando... – Minha garganta estava totalmente seca.
− Em alguém em particular? – perguntou Annabeth, com a voz suave.
Olhei para ela e vi que estava tentando não sorrir.
− Você está rindo de mim. – queixei-me.
− Não estou, não!
− Você não está tornando as coisas nada fáceis.
Então ela riu de verdade e abraçou meu pescoço.
− Eu nunca, mas nunca vou tornar as coisas fáceis para você, Cabeça de Alga. Acostume-se a isso.
Quando ela me beijou, tive a impressão de que meu cérebro estava derretendo e escorrendo para o corpo... ”
“... E aquele foi, sem dúvida o melhor beijo subaquático de todos os tempos... ”
“... Lembro que ela me beijava sempre que eu dizia algo idiota... Ela deve ter me beijado muito... ”
“... Percy a abraçou com força. Eles se beijaram e por um momento nada mais tinha importância... ”
“... Annabeth agarrou-o pelo pulso e o lançou por cima do ombro. Ele caiu com força no calçamento de pedra... Annabeth pôs o joelho no peito de Percy e pressionou o pescoço dele com o braço...
− Se você me deixar de novo – disse ela, os olhos ardendo –, juro por todos os deuses...
Percy teve a ousadia de rir...
− Considere-me avisado – disse ele. – também senti sua falta... ”
“... Annabeth encostou os lábios no ouvido de Percy.
− Amo você... ”
“... – Isso é... Incrível.
− Para você só o melhor – eu disse. – E achou que eu havia esquecido.
− Você esqueceu Cabeça de Alga. – mas seu sorriso dizia que ela não estava realmente zangada. – Mas consertou muito bem. Estou impressionada... ”
“... – Temos tempo para um passeio ao longo do rio – sugeriu Annabeth. – E Percy... Fique a vontade para começar a planejar o nosso aniversário de dois meses.
− Ah deuses... ” ¹
Quando do nada a imagem muda e eu vejo Hades me olhando, ele nem dá tempo suficiente para eu pensar e já vai falando:
− Muito contra minha vontade querido sobrinho – começa irônico – foi decidido pelo Conselho Olimpiano que você terá uma chance de conversar através deste sonho com a filha de Atena, já que muitos não te querem nos meus domínios. – assim que termina sua imagem some me mostrando uma imagem em que se encontravam o Luke, o Beckendorf, a Silena, a Bianca e a Piper com cara de pasmos, e prestando mais atenção eu vejo a Annie olhando para mim com um sorriso lindo, sem me conter corro até ela e a beijo.
P.O.V. Narrador (as)
Enquanto o jovem casal que foi bruscamente separado pelo destino conversava, os amigos deles os olhavam surpresos afinal, dificilmente alguém vivo aparece por ali, mesmo em sonho.
− Amo você. – Percy sussurrou ao ouvido da Annabeth, assim que envolveu seus braços ao seu redor. – Eu... Eu não vou demorar muito e logo estarei novamente... – Mas ele foi bruscamente interrompido por ela que enquanto o ouvia lembrava-se de um pequeno sonho que teve na última vez que dormiu antes da guerra, em que ele passeava pela praia sorridente de mãos dadas com uma garota, a qual não sabia quem era, mas tinha a certeza de que não era ela.
− O QUÊ? – gritou ela se afastando dele, concluindo após a lembrança que se eles foram separados foi porque assim as Parcas quiseram. – Não, nem pense nisso! Perseu Jackson se você fizer isso eu juro que te mato!
− Mas... Como? Por quê? – questionou ele confuso e com olhos cheios de lágrimas.
− Percy – ela suspirou e recomeçou calmamente. – Percy se nós fomos separados desta forma, foi porque assim as Parcas quiseram, e não há nada que possamos fazer. Eu te entendo, não gostaria que isso tivesse acontecido, mas presumo que esse seja o meu destino, mas não o seu, você ainda tem muita coisa para viver Cabeça de Alga. Eu te amo, sempre vou te amar e com certeza se você vier para cá quando tiver que vir eu ficarei imensamente feliz em revê-lo, mas eu não aguentaria ser a causa disso. Então, – ela parou ao notar que o Percy parecia começar a sumir, como se o tempo estivesse acabando. – só não faça isso e não esqueça que eu amo você. – ela concluiu e lhe beijou de leve nos lábios.
A olhando desolado, Percy sorriu fraco, assentiu, e lhe deu um beijo na testa, antes de sussurrar “Também amo você sabidinha” e enfim desaparecer.
De volta à atualidade...
P.O.V. Percy
Após acordar, e me arrumar sigo em direção ao novo acampamento Greco – Romano. Chegando lá posso notar como eles conseguiram pegar o melhor dos dois acampamentos e transformar em um só. Tendo em um lado os chalés de todos os deuses como antigamente, apesar de ter um chalé para a forma romana e ao lado um para a forma grega, para evitar problemas com a personalidade dos semideuses que é bastante parecida com a de seus pais. De outro lado o campo de treinamento, a arena, o anfiteatro, o senado... E todos os pontos principais de cada acampamento, em outro a cidade Nova Grécia-Roma, possibilitando aos romanos continuar na sua vida de forma segura e aos gregos essa experiência e no centro de tudo uma nova Casa Grande onde ficam Quíron e os pretores Frank Zhang e Hazel Levesque que comandam e direcionam as atividades do acampamento.
Ainda olhando em volta vejo todos felizes e fico pensando se eu sou o único que ainda sofre as perdas da última guerra.
O Frank e a Hazel estavam caminhando de mãos dadas pelo acampamento, o Jason e o Nico também, pois é acredita que eles estão namorando? Eu fiquei bem surpreso quando me contaram que ele e o Nico se aproximaram tanto depois da morte da Piper que se apaixonaram. A Clarisse e o Chris estavam lutando na arena, o Travis e a Katie passeando pelas plantações o Connor e a Miranda correndo de um lado para o outro, o Will indo em direção ao hospital da cidade onde trabalha como médico, e até a Rachel e o Octavian estavam “brigando” em um canto como sempre.
Solto um longo suspiro e continuo caminhando em direção a Casa Grande para avisar ao Quíron que cheguei.
Assim que chego lá vejo o Leo que parecia estar discutindo com o Quíron sobre a Calipso, ele queria encontra-la, mas não estava conseguindo autorização.
− Percy! – exclamou Quíron sorrindo quando me viu. – Que bom que veio. – virou-se para o Leo. – Leo você acha realmente que conseguirá achar a ilha de Ogígia novamente?
− Claro que sim Quíron, eu vou cumprir minha promessa, você só precisa me deixar ir.
− Quíron – eu o chamo. – deixe o Leo ir, que mal há? O máximo que vai acontecer é ele voltar sem a Calipso.
− Poxa Percy sua confiança em mim é enorme hein!? – diz sarcástico, é impressionante eu estou ajudando e ele ainda reclama. – E então Quíron posso ir?
Quíron solta um longo suspiro e afirma com a cabeça.
− Tudo bem. Vá! – cede arrancando um sorriso de orelha a orelha do Leo. Que logo sai correndo para sabe-se lá onde.
− Percy como você está? – Quíron volta novamente sua atenção para mim.
− Ah está tudo bem, – sorrio fracamente e prendo um novo suspiro. – eu só vim avisar que cheguei e pegar meu horário de atividades.
− Ah fico feliz que esteja melhor. – me olha como se não tivesse acreditado na minha resposta. – Só um minuto que já lhe entrego seu horário. – fala indo em direção a uma mesa para pegar o pequeno pedaço de papel.
Assim que pego meu horário destas férias, o agradeço com um sorriso e sigo em direção ao meu chalé, lá me troco e vou em direção à praia, onde me sento na areia...
...
Do nada sinto algo tocar o meu ombro, viro e vejo uma jovem de cabelos castanho usando um vestido simples marrom, que me examina com olhos tão vermelhos como as chamas de uma fogueira, mas que ao mesmo tempo são extremamente calorosos e aconchegantes:
− Lady Héstia!
− Olá Perseu! Como vai? – pergunta, eu olho em seus olhos e simplesmente me sinto tão bem, talvez... Como se... Estivesse em casa, que acabo sendo sincero, como não fui desde a morte dela.
− Na verdade nada bem. – ela me olha de forma carinhosa e sorri como se me incentivasse a falar mais. – Sabe, eu vejo todos felizes e... Não quer dizer, não é que eu ache que não devam estar felizes, mas eu não sei, não consigo – pauso e suspiro, coisa que eu ando fazendo muito ultimamente, antes de continuar. – estar feliz, sonho quase todas as noites com as lembranças da guerra ou pior do Tártaro e, eu não consigo aceitar que a Annabeth morreu, sabe? Eu que devia ter ido no lugar dela, e... – paro simplesmente sem saber como continuar.
− Não se martirize meu herói, você só está triste por isso não compreende a felicidade de seus amigos, talvez já esteja na hora de seguir em frente. E a propósito se Annabeth morreu foi porque tinha de morrer, você não pode mudar seu destino, meu jovem. – disse ela serenamente.
− Eu sei, só que é... Tão difícil.
− Talvez se você tiver ajuda. Algo que o anime. – diz sorrindo. – Que tal me acompanhar em um passeio pelo acampamento? Estou cansada de observar os campistas passarem por mim. Ainda não tive a oportunidade de ver pessoalmente o acampamento e a cidade após a construção, normalmente me entreto com minha fogueira.
Olho em seus olhos vendo a simplicidade e calma neles, o que me faz sorrir e assentir. Levanto-me e estendo a mão para lhe ajudar, gesto que ela recebe com um lindo sorriso aconchegante.
Caminhamos por todo acampamento, vendo de perto o Senado, o Fórum, os Templos, o Coliseu, o Refeitório, a Parede de Escalada, o Arsenal, a Arena, as Plantações (que agora possuem várias plantas, não só morangos), o Anfiteatro, as Quadras de Esportes, as Artes e Ofícios... E por fim fomos aos Chalés, onde no centro fica a fogueira em que Lady Héstia normalmente fica. Neste tempo conversamos bastante, e me surpreendi, com a facilidade dela em não parecer uma deusa. Quer dizer, não que ela não pareça é só que ela age como se não fosse, ou talvez os outros deuses que agem muito como deuses. Ah, deuses que coisa confusa...
− Percy? – ela me chama atenção, acho que me perdi em pensamentos. – Tudo bem?
− Ah, sim, sim. Desculpe eu me distrai. É que o TDAH às vezes me desliga um pouco. – dou um sorriso amarelo, que a faz dar uma risadinha.
− Tudo bem! Eu só... Tenho que ir. – diz sorrindo.
− Ah claro. – faço uma reverencia e sorrio. – Até mais Lady Héstia.
Ela novamente sorri e me surpreendendo muito me beija na bochecha antes de sumir em frente aos meus olhos deixando um leve cheiro de madeira? Madeira perfumada? Não, não acho que é aquele cheiro característico de fogueira, lareira mesmo.
− E aí cara? Como é que você está? – novamente alguém chama minha atenção, qual é o problema desse povo, não podem me deixar pensar não!?
− E aí Grover, Juníper, estou bem e vocês?
− Ótimos, mas você está bem mesmo cara? Por que no último verão você meio que... Né!
− Não precisa se preocupar Grover eu não vou me matar. – falo franco, acredito que todos pensem que não desisti dessa ideia, porque sempre que passo me olham meio torto.
− Ah! – exclama suspirando. – Fico muito feliz por isso cara.
− Grover! Nós temos que ir amor! Desculpa Percy, mas nós ficamos de ir visitar o Hedge.
− Certo Juníper, eu já estava indo para o meu chalé mesmo, depois conversamos melhor Grover.
− Aram. – disse já sendo puxado pela namorada em direção à floresta.
...
Cinco semanas depois...
Como nos finais de semana não temos treinamento resolvo ir à praia (ao invés de ir junto com todo acampamento ver um teatro promovido pelos filhos de Apolo), ok! Eu sei, eu vivo lá, mas bem isso é culpa do meu pai. Chegando lá após dar um mergulho me sento na areia e me coloco a observar o horizonte. Nossa como eu ando fazendo isso ultimamente. De qualquer forma este é um ótimo lugar para se pensar e refletir, ou simplesmente lembrar...
Flashback on
Naquele dia após o jantar, não houve a fogueira como de costume, algo sobre um castigo para os semideuses que andam exagerando nas provocações entre gregos e romanos. Não sei bem, pois não estava presente. De qualquer modo, segui até a fogueira e me pus a conversar com Héstia, enquanto ela mexia calmamente no fogo, como faço quase que diariamente. Mas neste dia em especial conversamos sobre algumas coisas realmente interessantes, quem visse pensaria que eu estava a entrevistando de tantas perguntas, quando na verdade eu só estava curioso:
− Héstia. − pois é ela praticamente me obrigou a não chama-la de Lady ou senhora, ou ainda a fazer reverencias, me disse que não é mais necessário tanta formalidade. – Posso te perguntar umas coisas que eu sempre quis saber?
− Coisas? Hum... Se eu puder responder... – disse me olhando com a sobrancelha arqueada.
− Acho que vai. – sorrio alegre.
− Ok! Pergunte então...
E lá se foram várias horas com perguntas de todo o tipo. Quê foi? Eu sou curioso. Quando cheguei em uma que eu realmente queria saber, ainda que não saiba bem o porquê.
− Hum... Então aqui vai a última: Você jurou mesmo castidade eterna? Por quê? – dessa vez ela me olhou surpresa como se não esperasse essa pergunta, suspirou e enfim me respondeu.
− Ah, bem, sim. Na verdade não é exatamente um juramento que eu não possa quebrar ou algo assim, não jurei pelo Rio Estige e sim perante Zeus. Para ser sincera resolvi fazer o juramento apenas para... Como posso dizer, me livrar de cortejos cujo os quais não estava interessada. E foi pelo meu juramento que recebi a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em meu palácio cercada do respeito de deuses e mortais. Claro que isso assim que fiz meu voto, atualmente não sou incluída em muitas oferendas, mas não me importo eu sou o lar, a lareira, o fogo, eu mantenho a paz e realmente me sinto bem assim.²
Eu não sei porque, mas me senti tão bem com essa afirmação, se bem que talvez seja só por ouvir ela falar, quero dizer, a voz dela transmite tanta tranquilidade, aconchego. Como não sabia o que responder apenas sorri, e me despedi já que não iria demorar para o toque de recolher soar.
Flashback off
Ainda perdido em lembranças sinto um delicado toque no meu braço. Sorrio e viro para vê-la, como de costume ela estava vestindo um vestido simples, mas hoje na cor amarela.
...
− Vamos na água? – pergunto animado.
− Água? Não, claro que não, eu nem estou vestindo algo apropriado. – nisso dou um sorriso malicioso, me levanto e ignorando completamente o que ela disse a pego no colo e saio em direção a água, sentindo ela tentar sair dos meus braços, mas como ela agora normalmente assume a forma quinze/dezesseis anos, eu sou mais forte.
− PERSEU! Me coloque no chão. A-g-o-r-a! – diz entre dentes, mas eu a ignoro, eu sei você deve estar me chamando de maluco neste momento, por ignorar uma deusa, e eu só posso afirmar que não me importo, como já disse muitas vezes eu mal lembro que ela é uma deusa e a trato como uma pessoa normal, como se eu fosse normal, mas...
− Hum... Não! Se eu te largar você não vai querer mergulhar comigo. – respondo já chegando perto da água. Ela nem me responde só resmunga coisas que eu não entendo. O que me faz rir.
Assim que chego na água solto ela lentamente, não por medo de deixa-la cair ou algo assim, mas porque eu estava gostando de tê-la em meus braços.
...
Uma semana depois...
Por algum motivo bizarro os deuses decidiram fazer uma festa em comemoração a sabe-se lá o que. Por isso daqui a duas semanas seremos obrigados a visitar o monte Olimpo no Empire State com trajes formais. Suspirei e comecei a caminhar pela cidade, observando as pessoas, já que a minha companheira de conversas não apareceu hoje...
− E ai Percy! Eu estava mesmo querendo falar com você. Mas parece que você some cara, estava até pensando que já tinha ido. – diz Jason se aproximando com uma caixa preta na mão.
− Oi Jason! – o cumprimento com uma sobrancelha arqueada. – Hum... Falar comigo? Sobre o quê? E bem é que eu ando meio ocupado com outras coisas.
− Outras coisas é? – sorri de forma maliciosa me fazendo revirar os olhos. – Mas deixando isso de lado, eu quero é te chamar para uma festa surpresa de aniversário que eu e o Nico estamos armando para a Thalia.
− Festa Surpresa? Para a Thalia? – eu começo a rir tentando imaginar a Cara de Pinheiro em uma festa surpresa cheia de balões coloridos e alegres. O Jason está louco ela vai querer mata-lo.
− Qual é a graça?
− Toda, sinceramente eu não consigo imaginar a Cara de Pinheiro fazendo uma cara surpresa para uma festa cheia de balões coloridos, docinhos, bolo, chapeuzinhos e essas coisas de festa. Acho que ela vai querer atirar um raio em você.
− É por isso mesmo que eu quero fazer, sabe eu acho que ela nunca teve uma festa, talvez fique mais feliz...
− Menos chata, irritante e ranzinza você quis dizer. – o Nico que como sempre surge do além completa a fala do Jason, e ao que parece pela cara que ele fez não eram essas as definições que ele pretendia dar para a irmã.
− Nico! –exclama indignado.
− O quê? – pergunta o Nico inocentemente como se não tivesse acabado de falar mal da prima/cunhada.
− Ok! Quando vai ser a festa? Pode deixar que eu vou. – digo quase rindo deles que pareciam discutir silenciosamente.
− Ah sim, é amanhã. – responde o Jason sorrindo. – À tarde, depois do almoço, que é quando as caçadoras chegam.
− No chalé de Júpiter. – explica Nico, antes que eu pergunte.
− Tá, até amanhã então. – sorrio e os deixo ainda meio que discutindo de forma muda!?
...
Aproveito o final da manhã, depois do treinamento para caminhar na praia antes da festa da Thalia.
− Percy! – escuto uma voz linda me chamar.
− Héstia! – repondo sorrindo.
− Desculpe não aparecer ontem... – parou para soltar um suspiro. – A Afrodite e a Hera estão enlouquecendo todos com os preparativos para a Grande Festa. Mas ao mesmo tempo é maravilhoso, todos estão tão felizes, que eu me sinto feliz. – agora deu um sorriso tão alegre que me fez sorrir junto.
− Tudo bem! – digo rindo.
Ela só sorri, e novamente é um sorriso tão lindo, acolhedor, sincero, que eu acabo me aproximando e aproximando e de repente estou a centímetros do rosto dela, conseguindo sentir seu hálito doce. Ela fecha seus olhos e eu entendo isso como permissão para seguir em frente, quando me dou conta já estou perdido nos macios lábios da deusa da Lareira/Família.
...
Estava junto com todos: Frank, Hazel, Quíron, Travis, Katie, Connor, Miranda, Clarisse, Chris, Octavian, Rachel, Will, Grover, Juníper e Nico. O Jason estava “buscando” a Thalia, o Leo ainda não voltou com a Calipso, mas eles conseguiram sair da ilha, pelo que Quíron me contou eles estão no meio do caminho, ao menos foi o que o Leo informou via Mensagem de Íris e a Reyna foi passar um tempo com a irmã junto das Amazonas e ainda não voltou, o Treinador Hedge não pode vir parece que a sua filha está doente, e por último a minha mãe ainda não chegou, pois é, acredita que o Nico a convidou, ele me disse que a Thalia iria adorar vê-la.
...
Obviamente a festa da Thalia foi hilária ela quase enforcou o irmão e o cunhado, depois que, assim que entrou no chalé todos gritaram surpresa, mas até aí ela só tinha lançado um dos seus olhares mortais para eles, mas na hora de cantar os parabéns quando o Nico trouxe um bolo todo cor de rosa (o qual foi ele quem ficou responsável pela compra) com o intuito de irritá-la (o que ele conseguiu) ela foi com tudo para cima dele, se não fosse o Jason segurá-la o Nico tinha ido em uma viagem só de ida visitar o pai. Coitado, tudo bem que ele provocou, mas do jeito que ela o atacou até senti pena.
Depois desses pequenos contratempos a festa seguiu bem, a Cara de Pinheiro até parecia estar se divertindo, apesar de ainda mandar frequentemente olhares mortais ao Nico que se escondia atrás do namorado, diz ele que não é por medo, mas “Se o Jason receber uma descarga elétrica ele não vai se machucar. Eu vou!”.
...
Levanto me arrastando da cama, querendo ou não foi uma festa e tanto. Espreguiço-me e vou ao banheiro fazer a minha higiene matinal. Depois saio do meu chalé rumo ao refeitório para tomar aquele café, pois estou precisando! Chegando lá encontro todos imersos em risadas e assuntos variados. Cumprimento alguns amigos e sento em uma mesa solitário como sempre, após pegar um copo de café preto — para ver se eu acordo.
Ao terminá-lo vou para a arena treinar um pouco. Assim que piso nela, sinto um aperto no coração por lembrar involuntariamente da minha sabidinha. Paro no mesmo instante e mergulho em um mar doloroso e torturante de lembranças. Fico nesta posição por não sei quanto tempo, até sentir uma lágrima escorrer. Rapidamente balanço minha cabeça, saco contracorrente e parto para cima dos bonecos que tem na arena, decepando braços, pernas e cabeças sem dó nem piedade. Golpes rápidos e precisos, que me surpreendem e ao mesmo tempo me trazem alivio, fazendo com que eu esqueça parcialmente minhas lembranças masoquistas.
Não sei quanto tempo se passou, mas o sol está ardido deve ser meio-dia. Por mais que eu não quisesse parar, os meus músculos imploravam por uma pausa, foi exatamente o que fiz. Guardei contracorrente no bolço, tirei minha camisa que esta ensopada de suor e segui a passos lentos até a praia. No caminho encontro algumas filhas de Afrodite que quase me comem com os olhos, mas tudo parece cinza, sem cor e vida...
Ao chegar no meu destino sinto a areia fofa em meus pés, atiro a minha camisa na areia e vou de encontro às águas do mar, que me abraçaram com sua ondas, fazendo com que cada músculo relaxasse e minha mente adormecesse. Quando saio do mar o sol está mais intenso, suponho que seja de tarde. Mas assim que abro os meus olhos a vejo sentada na areia com minha camisa em suas mãos. Seu olhar é tão intenso que me causa um arrepio.
− Oi. − foi à única coisa que consigo pronunciar enquanto me sento ao seu lado.
− Olá Perseu! − Escuto sua linda voz e automaticamente olho para ela. Os seus olhos estão tão vermelhos quanto carmesim. Foi como da primeira vez, inevitável, quando me dou conta já estou envolvido em um beijo lento e doce. Sinto suas mãos em meus cabelos e logo os meus braços já estão entrelaçados em sua cintura.
Afasto-me lentamente dos seus lábios, mas ela continua com os olhos fechados. Ao abrir os olhos, ela me fita intensamente, me deixando nervoso.
− Hã... Eu preciso ir! – exclama se afastando e sumindo no ar.
− Héstia, espere! – chamo, mas ela já havia desaparecido. – Droga!
...
Ligo o chuveiro e sinto a água gelada cair sobre o meu corpo. Mas a cena do beijo não sai da minha cabeça. Desligo o chuveiro e me enrolo na toalha. Estava prestes a sair porta a fora, quando me dou conta que estou só de toalha. Visto uma roupa qualquer, caio um tombo enquanto coloco os tênis e vou parar do lado de fora do meu chalé.
...
Chego no refeitório esbaforido, com a esperança de encontra-la, mas dou com os burros n’água . Saio de lá cabisbaixo e perambulo pelo acamamento até que avisto saindo da Casa Grande uma cabeleira castanha. Corro gritando ao seu encontro, ela me olha inicialmente assustada, mas depois sua expressão se suaviza e ela sorri.
− Aconteceu alguma coisa Percy? – Quíron me pergunta.
− Não, nada! Apenas quero falar com Lady Héstia. – falo passando a mão em meus cabelos.
− Hum... Pensei que fosse algo sério para você vir correndo enlouquecidamente até aqui.
Fico sem saber o que falar, mas felizmente parece que Héstia percebe e me socorre:
− É que... Isso não passou de uma brincadeira e você foi o felizardo. – ela dá dois tapinhas no ombro do Quíron. Seguro o riso com a cara desacreditada que ele faz. Ela é hilária!
− Vocês acham que eu vou acreditar nisso?
− Hã... Sim! – digo sorridente.
− Vocês estão muito estranhos e boa coisa não deve ser! – dá as costas nos deixando vermelhos.
− Então – começa. – o que te aflige meu herói? – pergunta com uma cara deslavada.
− O que você está querendo dizer?
− Nada! – sorri de forma inocente. Apenas a observo; Quando ela percebe, faz o mesmo. Acabamos parando em frente às plantações de morangos. Não resisto e toco sua face, o que a faz fechar os olhos e suspirar. Percebo ela se aproximar lentamente e sinto seus lábios encostarem-se aos meus e logo começamos um beijo ardente e apaixonado.
...
Ao nos separarmos tivemos uma longa e esclarecedora conversa sobre a nossa complicada e embaraçosa situação.
Sentados a sombra de uma árvore, nos encontrávamos em uma posição confortável e aconchegante. O seu cheiro é...
− Percy? – escuto sua voz cantarolar em meus ouvidos.
− Hum? – digo simplesmente.
− No que você tanto pensa?
− Em você, em nós! – dou um beijo na ponta do seu nariz.
Ficamos jogando conversa fora durante um bom tempo. Quando já estava escurecendo ela fez questão de me acompanhar até o meu chalé. Como sou um cavalheiro resolvi convidá-la para entrar e prontamente ela aceitou.
Assim que fecho a porta sou praticamente atacado por uma certa deusa; Nos beijamos com fervor.
...
Os dias foram se passando e nós continuávamos a nos encontrar as escondidas. Era divertido e excitante “namorar” assim. O nosso relacionamento estava indo de vento em poupa. Eu estava mais do que decidido.
...
Ao amanhecer, lembro logo que desperto que hoje a noite é a grande festa no Olimpo, onde muitas coisas podem acontecer.
As horas passaram voando e quando percebo já é noite. Arrumo-me rapidamente e logo todos já estávamos no Olimpo. Passo os olhos pelo salão, mas não há encontro. Passa-se algum tempo e como já estava ficando entediado, resolvo dar uma caminhada pelo Olimpo, apreciando-o.
Estava tão imerso em meus devaneios sentado em um banco qualquer da praça que não percebo que alguém se senta ao meu lado, até que sinto uma mãozinha delicada acariciar meu ombro despertando-me.
− Está tudo bem? – me olha preocupada.
− Eu estava apenas pensando... – deixo a frase no ar.
− Em quê?
− Na minha vida... Novas decisões entre outras coisas.
− Novas decisões? – não respondo, apenas sorrio e lhe convido a voltar à festa.
Levanto e estendo a mão para ajuda-la. Quando entramos todos estavam em silêncio esperando pelo discurso de Zeus. Cochichos começam quando nos veem de mãos dadas.
Zeus bate em sua taça pedindo silêncio, então começa:
− Primeiramente boa noite a todos, hoje estamos aqui reunidos para celebrar... – interrompo-o.
− Com licença Lord Zeus, eu desejo fazer um pedido. – atraio os olhares de todos. Meu pai me olha divertido, enquanto Zeus me fulmina com seus olhos.
− Que pedido?
− Se me deixar dizê-lo, saberás qual é! – afirmo debochado.
− Você é igual ao seu pai, − dá um olhar ameaçador para Poseidon. – irritante! – dou um sorriso travesso.
− Esse é meu garoto! – meu pai dá um sorriso orgulhoso.
P.O.V. Narrador (as)
Percy caminha lentamente até Lady Héstia, a qual esboça um lindo sorriso ao vê-lo se aproximar.
− Lady Héstia você aceita namorar comigo? – pergunta enquanto abre uma caixinha preta, com um lindo anel. Todos ficam pasmos, fazendo caretas engraçadas, mas não tanto quanto a de Zeus, que estava com a boca aberta e os olhos arregalados. Afrodite como sempre estava radiante enquanto dava pulinhos e batia palmas. Já Poseidon apenas exibia um sorriso gigante.
− Mas é claro que sim meu herói! – aceita pulando em seus braços e o beijando avidamente, gesto que arranca várias exclamações surpresas dos presentes na festa: semideuses, deuses, dríades...
Zeus deixa cair à taça que ainda segurava enquanto incrédulo encara a cena a sua frente:
− QUE ABSURDO! – grita indignado. – HÉSTIA VOCÊ TEM UM JURAMENTO A MANTER! E QUER FAZER O FAVOR DE SAIR DO COLO DESSE MOLEQUE, QUE EU NÃO SEI SE VOCÊ LEMBRA, MAS É SEU SOBRINHO.
P.O.V. Héstia
Com o escândalo do meu irmão, lentamente desvencilho minhas pernas de sua cintura, causando a quebra do nosso beijo. Viramo-nos calmamente na direção de Zeus, o qual parecia possesso de raiva.
Percy sequer me dá tempo para pensar em algo, e logo vai falando:
− Não exagera tio, você esqueceu que é casado com a sua irmã!?
Zeus fica vermelho e murmura mais para si mesmo:
− Garoto insolente... Realmente é uma cópia do pai.
− Meu irmão – inicio calmamente, tentando deixar claro minha decisão, mas sem deixa-lo mais nervoso. – você não tem nada a ver com as decisões que tomo ou deixo de tomar. A propósito, assim como fiz meu juramento perante você também posso retirá-lo como faço neste momento.
− Mas... Mas...
− Mas nada Zeus, cansei de você e seus exageros, eu não sou sua filha, além do mais já está na hora de viver a minha vida conforme as minhas próprias vontades.
Antes que Zeus conseguisse abrir a boca novamente, Hera opina:
− Fico feliz por vocês, você costumava ser tão sozinha. – Sorrio e pego a mão de Percy.
− Verdade. – concorda Deméter. Hades apenas dá de ombros e Poseidon faz um sinal de positivo e continua sorrindo como sempre.
− Com licença. – digo a todos, enquanto viro-me para Percy. – Vamos?
...
Alguns anos depois...
P.O.V. Narrador (as)
Caminhando na praia ao lado do Percy encontrava-se Héstia. Eles andavam de mãos dadas aos risos, pareciam duas crianças. De repente Héstia para e diz:
− Percy eu preciso contar uma coisa para você! – ele franze o cenho com suas palavras, lembrando-se que a única vez que ela disse essas palavras, foi quando estavam noivos, e ela lhe disse que só poderiam casar-se se ele se tornasse imortal.
− O que aconteceu? Você está me deixando nervoso! – diz se sentando na areia.
− Bom... Eu... – passa a mão pela barriga. – Estou grávida!
Percy fica olhando pasmo em sua direção por um bom tempo, deixando Héstia confusa. Até que ele sorri e a cobre de beijos, principalmente sua barriga. Por fim beija sua boca apaixonadamente e sussurra em seu ouvido:
− Amo vocês!
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