Notas iniciais
Ao Maurício, por me socorrer nos momentos de dúvida; à Tatiane, por sempre ter acreditado em mim; ao Heliton, por me incentivar a escrever; e a você, que acabou de ler este conto.

Apesar de a ideia para este conto ter surgido no início de 2015, numa primeira versão bem diferente, foi somente em 2019 que decidi reimaginar esta história tão importante para mim. A violência doméstica, como se sabe, não escolhe etnia, classe social ou orientação sexual. É por isso que, enquanto escrevia, optei por não dar nomes às personagens ou entrar em detalhes quanto à suas características. Sequer é mencionado o local onde se passa. Assim, cabe ao leitor esboçar e conduzir tudo como bem entender.

Outro ponto que se debate em Fora das câmeras é a superexposição da vida particular das celebridades pela mídia. Não é necessário ser famoso para se colocar no lugar daqueles que, via de regra, se sentem sufocados pela falta de privacidade. Então, é compreensível que a maioria de casos de violência doméstica envolvendo pessoas públicas reste abafada por contratos milionários ou processos judiciais tramitando em segredo de justiça.

Por fim, também é falado sobre a importância de se permitir contar ao mundo a sua história como vítima de abuso. Passar por um trauma é, sem sombra de dúvidas, uma experiência devastadora, mas isso não significa que você deverá sobreviver sozinho ao que lhe aconteceu. Se você chegou até aqui, e se sente pronto para falar, procure alguém de sua confiança, seja um amigo, familiar ou terapeuta. Você definitivamente não está sozinho!

Notas finais
Esta obra é dedicada à Maria, minha avó.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.