For You I Do Everything
45 Capítulo 44
Notas iniciais
“Você ainda vai ser minha de novo, Isabella” — Comentei comigo mesmo em voz alta.
[FIM DO CAPÍTULO ANTERIOR]
Capítulo 44
[POV Bella]
Uma semana já havia se passado desde a conversa que eu e Edward tivemos.
Nada mais sobre daquele assunto foi dito, nem por mim e nem por Edward. Ele veio algumas vezes pela noite visitar Renesmee, os dois pareciam estar começando a se entender melhor.
Nessie já chegou a dar algumas gargalhadas gostosas com ele, o que me surpreendia, ela não costumava fazer aquilo comigo ou com qualquer outro ao seu redor, era só com Edward. Ela também começou com a mania de querer pegar no cabelo dele, o que não julgo.
Ângela voltou da viagem naquela semana. Eu estava odiando ficar naquele apartamento sozinha. Não totalmente sozinha, pois eu tinha Nessie, porém, não era a mesma coisa. Mas aquele logo mais seria o meu futuro...
Eu e Nessie sozinhas naquele enorme apartamento.
“Ei, Bella – Ângela me chamou ao perceber que estava distraída – O que tanto pensa?” — Perguntou e sentou-se ao meu lado.
“Sinceramente? — Lhe respondi com uma pergunta e ela me olhava ainda em busca da resposta – Estava pensando em como será minha vida com Nessie daqui uns dias. Você já está acertada com Ben, e... Eu confesso que estou com medo.” — Confessei.
“Você não precisa ter medo. Ei! — Chamou minha atenção — Eu vou estar sempre por perto para quando precisar, Bella. E você também tem o Edward...”
Suspirei e virei o rosto. — Ângela e sua nova mania de estar incluindo Edward em tudo.
“Edward é pai da Nessie, Ângel, só isso.” — Afirmei.
“Você pode tentar se enganar, mas a mim você não engana, Isabella.” — Disse séria, mas sorriu ao terminar a frase.
Droga! — Maldita hora que contei tudo o que aconteceu a Ângela.
Desde o dia que lhe contei tudo o que havia acontecido, com os mínimos detalhes, nunca mais ela deixou de me importunar dizendo que eu podia me dar uma nova chance.
“Eu sei que você não gosta que eu diga isso, mas Bella, ele faz parte da sua vida e da vida da sua vida. Querendo ou não ele vai estar aqui sempre para te ajudar.”
“Desde quando você virou fã do Edward?” — Perguntei meio irritada.
“Desde que vi que ele deixou de ser um babaca e começou a tentar ser uma boa pessoa.” — Respondeu.
Bufei. — Ok. Eu não tinha mais a raiva do Edward, porém, não era como se eu quisesse o incluir 24 horas no meu dia.
“E o Paul?” — Ângela perguntou e dessa vez percebi que seu tom de voz mudou.
“O que tem o Paul?”
“Não se faça de desentendida, você sabe muito bem que ele já está andando atrás da sua saia há algum tempo.”
“Ângela, não pira! Paul é só um amigo de bom coração.”
“Não pira? Bella, você já começou a trabalha para Sra. Cullen e o cara acha que é seu amigo, e pode apostar que agora ele acha que é bem mais que um amigo, te mandar mensagem perguntando se você está bem quando chega, te dá bom dia, boa tarde e se bobear vem querer te botar para dormir.”
“E daí, qual é o problema?” — Dessa vez não tentei disfarçar minha ignorância.
“Quer saber mesmo qual é o problema? Acho melhor você perguntar para ele mesmo, quem sabe, se ele for seu amigo como você diz ser, ele não te conta tudo sobre ele.” — Dessa vez ela pareceu bem irritada.
Sem dizer quaisquer outras palavras ela se levantou e saiu marchando para seu quarto.
‘O que está acontecendo com ela?’ — Perguntei a mim mesma.
Eu e Ângel nunca nos estranhamos, muito pelo contrário, nós sempre nos apoiamos e temos conversas sobre tudo.
No entanto, depois que contei a ela sobre as investidas do Paul em mim, Ângel mudou completamente. Ela não gostava dele, o motivo? Não sei.
Paul havia se mostrado um bom rapaz e um grande amigo. Sei que ele era amigo do Edward, ou ex amigo, como ele mesmo já chegou a dizer algumas vezes. Contudo, não entendo o motivo do afastamento e também não entendo a raiva da Ângela por ele. Que ela sabia alguma coisa que eu não sei, depois de hoje tive certeza, mas isso não era motivo de toda raiva. Eu também sabia que ela estava torcendo para que eu e Edward nos acertássemos, porém, eu não disse a ela que isso nunca iria acontecer, mas também nunca disse que não daria chance a outras pessoas...
“Deus!” — Exclamei!
Será que nada nessa vida é fácil para mim?! — Tudo que eu menos precisava agora era perder a minha melhor amiga por motivos bestas.
Resolvi deixar Ângela sozinha um pouco, talvez fosse os hormônios e a confusão da mudança que estivessem mudando o seu humor daquela maneira, então, resolvi que conversaria com ela mais tarde.
Peguei meu telefone sobre a mesa de centro da sala e olhei todas as mensagens nele. A grande maioria eram da empresa. Eu já havia começado a trabalhar e começar a colocar a minha vida em ordem.
Nessie ficava com a babá ou com a avó. Não era sempre que Esme estava disposta a aparecer na empresa, e são nesses dias que ela pede para eu levar a neta para ficar com ela na casa do filho. Edward por outro lado parecia estar indo muito bem na empresa, ao menos foi isso que Ângela comentou nos últimos dias.
Uma mensagem desconhecida chamou minha atenção e resolvi abri-la antes de todas.
Meu coração quase saiu pela boca quando vi de onde era... Universidade.
Eu tinha sido aceita na melhor universidade do Estado.
“ÂNGELA!!!” — Gritei e não me preocupei com os vizinhos — “ÂNGELA, CORRE AQUI!”
“Por Deus, onde é o fogo?” — Minha amiga apareceu na sala enrolada somente em uma toalha de banho e os cabelos completamentes molhados e cheios de sabão.
“Eu fui aceita.” — A encarai, meu sorriso ia de orelha a orelha.
“Aceita? Aceita aonde?” — Disse confusa e tentando manobrar os cabelos e a espuma que escorria.
“A universidade Ângel. A universidade acabou de enviar uma mensagem dizendo que eu fui aceita e que posso começar na segunda feira.” — Expliquei repleta de felicidade e incredulidade.
Ângela por fim entendeu o que estava acontecendo e seu semblante bravo mudou para feliz. — Muito feliz. — Ela caminhou até mim e, mesmo molhada, me abraçou apertado e disparou todas as palavras calorosas de amiga, dizendo que sempre soube que eu conseguiria.
“Agora vou precisa mais de ajuda do que nunca.” — Lhe disse me afastando.
“Não se preocupe, você terá toda ajuda necessária e daqui há algum tempo estarei eu na primeira fila assistindo a sua tão sonhada formatura.” — Disse ainda sem se conter de felicidade.
“Preciso ir para a empresa. Preciso conversar com Esme e contar sobre a novidade, preciso conversar com a babá, combinar todos os horários e ainda comprar meus materiais e...” — Disparei.
“Bella!” — Ângela chamou minha atenção, fazendo com que me acalmasse — “Fique calma. Uma coisa de cada vez. — Disse e concordei com ela. — Ótimo. Agora, porque você não se arruma e vamos juntas que vou lhe dar uma carona.”
“Tudo bem. Eu já volto”
Sai disparada para o quarto e comecei a me arrumar.
Hoje fui dispensada mais cedo da empresa, assim como Ângel, por isso estávamos em casa àquela hora da tarde. — Não era muito comum nossos horários batem, principalmente nossas folgas, a grande maioria das vezes nós nos víamos eram nos finais de semana. — Hoje, por sorte, fomos dispensadas juntas.
“Estou pronta.” — Lhe disse aparecendo de volta a sala.
Ângela ainda não estava ali.
“Eu já estou indo” — Ouvi seu grito vindo do quarto.
Ri.
Não demorou muito e minha amiga apareceu na sala, arrumada e com a barriga mais acentuada da gravidez. — Sorri.
“Vamos?” — Perguntou.
“Vamos.” — Confirmei.
Ângela pegou as chaves e fomos para o carro, dando partida para a Empresa da Sra. Cullen, como ela mesma dizia.
[Pov Edward]
“Ei, mocinha! – Chamei a atenção de Nessie. Ela me olhava com os olhinhos verdes curiosos, o que me fez sorrir ainda mais. – Vamos lhe colocar sentadinha ali enquanto a senhorita assiste o papai trabalhar com esse mocinho ali?” — Apontei para a bola de pelo que brincava dentro da piscina que tinha na cobertura.
Nessie riu e bateu os pezinhos, parecia feliz. — É, eu havia arrumado um companheiro e aquilo parecia que a estava fazendo feliz também.
Snoop era um cachorro da raça Golden que Emmett o criava desde filhote, porém, agora não podia mais ficar com ele e como me viu um “Solteiro infeliz”, como meu próprio amigo dizia, ele mesmo resolveu colocar o cachorro para dentro da minha casa sem a minha permissão.
No começo odiei a ideia porque eu odiava animais em sí, não por serem animais, mas por saber que eles iriam morrer um dia. No entanto, quando vi Snoop interagir com Nessie e ela reagir tão bem ao cachorro, eu acabei me apegando a aquela peste também.
Hoje, Esme decidiu passar um tempo com Nessie, mas algum chamado a fez ir apressadamente para Deus sabe lá aonde, e por isso cá estou eu. Um dia de folga não me faria mal, pelo contrário, eu adorava, assim tenho mais tempo para passar com minha filha.
“Vamos.” — Disse a mim mesmo puxando a cadeirinha onde Nessie estava sentadinha e fui com ela até o lado de fora da cobertura.
Coloquei sua cadeirinha por baixo do sombreiro e me certifiquei se ali não bateria nenhum sol que lhe fizesse mal. Me certifiquei sobre a segurança dela de novo e olhei para a piscina.
Lá estava o cão peludo nadando como se não houvesse amanhã. Era estranho, todos os cachorros odeiam água, mas este ali parecia curtir uma boa poça de água qualquer.
“Vamos ao trabalho” — Murmurei e bati palma em seguida — “Snoop! É hora de sair daí, rapaz.” — Me aproximei da borda onde ele estava e aquilo o agitou, fazendo com que batesse as patas fortemente contra a água e fosse para o outro lado da borda. — Ele me ignorava com vontade.
Aonde estava minha moral? Por um minuto me peguei imaginando como eu seria sendo pai de um garoto. — Ri comigo mesmo pensando sobre aquilo.
Fui atrás dele de novo do outro lado da borda e novamente ele fugiu. — Esse cachorro era realmente uma peste, contudo, muito inteligente. Depois de fazer mais umas cinco tentativas, acabei desistindo. Eu sabia que teria um trabalho duro daqui por diante, então, tratei de tirar minha camisa e fiquei só de bermuda para entrar na piscina para busca-lo no braço. Snoop fazia pirraça como Renesmee as vezes.
“Vamos garoto! Olha lá, temos uma dama nos olhando, vai agir feio assim mesmo?” — Perguntei ao cão como se ele fosse realmente me entender.
O que me surpreendeu foi a gargalhada gostosa de bebê vindo da minha filha.
“E você está gostando de ver seu pai sofrer né? — Outra gargalhada, dessa vez mais alta soltou dela me fazendo rir junto. — Vem garoto, vou te colocar no cercadinho e você vai me esperar até eu te dar banho.”
Coloquei o cachorro no cercado e voltei para a piscina para cobri-la.
Depois de tampar a piscina, soltei o cachorro e ele correu ao meu redor em busca de diversão. Aproveitei aquele momento e fui até a mangueira, a abrindo e aproveitando para ensaboar o cão. — Enxaguei Snoop e olhei Nessie nos olhando curiosa. — Sorri para ela e soltei a mangueira que estava brincando com Snoop.
“Vem mocinha, vamos ajudar o papai a fazer isso.” — Peguei Nessie no colo e voltei a aproximar do cachorro que me esperava. — Ao menos ele era obediente quando queria ser.
Abaixei e peguei a mangueira e molhei o grande cachorro, o fazendo feliz novamente. Nessie também estava. — Molhei minhas mãos e passei no rostinho de Nessie, fazendo com que ela se sentisse participando da “baderna” também. Ela pareceu gostar, o que me fez animar e pegar uma de suas mãozinhas e esfregar o pelo do cachorro também.
“Muito bem!” — Parabenizei e beijei suas bochechinhas, como se ela estivesse fazendo todo o trabalho.
Soltei Snoop e ele saiu correndo e latindo desesperado rumo a porta de vidro e só então percebi que não estávamos sozinhos.
“Isabella. Ângela. Eh... Oi. Desculpa, eu não estava esperando por ninguém e... Snoop, para!” — Interrompi minhas desculpas para repreender o cão quando ele não parava de latir e rodear as duas.
Renesmee ainda estava nos meus braços balançando os pezinhos com alegria enquanto Snoop fazia sua bagunça. Eu não podia solta-la para tira-lo de perto e fazer com que ele aquietasse.
Para minha surpresa Isabella se abaixou a altura do cão e começou a brincar com ele.
E por incrível que pareça o safado do cachorro pareceu gostar mais dela do que de mim, que lhe sustentava.
Cachorro traíra.
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