For You I Do Everything
44 Capítulo 43
Notas iniciais
Agora cabia a ela, Isabella, acreditar em minhas palavras ou não
[FIM DO CAPÍTULO ANTERIOR]
Capítulo 43
[PovBella]
O dia e hoje estava sendo tão cheio de acontecimentos. Eu estava sozinha nessa novamente. Dessa vez nem Ângela estava aqui para me estender a mão para qualquer decisão que eu viesse tomar.
Respiração estava descompassada, coração acelerado. Estava tudo tão confuso.
A quem eu queria enganar? A mim mesma? — Claro.
Eu ainda o amava.
Era errado, mas eu ainda o amava. Ângela tinha razão quando dizia que um passado mal acabado sempre volta para bater em nossa porta. E sabe para quê? Para nos atormentar. — E era exatamente isso que estava acontecendo agora. Eu estava confusa. Atormentada.
Edward ainda estava parado a minha frente esperando uma resposta minha.
Suspirei pesadamente, soltando minhas mãos das suas delicadamente. — Tentei não demostrar o quanto eu estava afetada com aquele gesto, o que certamente foi em vão.
“Edward... — Comecei – Talvez esse não fosse o momento adequado para conversarmos sobre isso ou tomar qualquer decisão agora.” — Minha voz estava baixa e transparecendo uma calmaria que não existia.
Edward mordeu os lábios, abaixou a cabeça e fechou os olhos, como se estivesse se recuperando do nosso momento de tensão, pois era aquilo. Aquele dia estava sendo um momento e tensão para todos nós. Não só para mim e ele, mas até para nossa filha.
Nossa filha.
O nome de Renesmee passou pela minha cabeça piscando várias e várias vezes. Aquele era o momento de a Isabella Swan pensar, e não a Bella frágil e inútil que Edward Cullen conheceu há algum tempo atrás. Qualquer passo mal tomado afetaria não só a mim, mas também a ela.
“Tudo bem, Bella. Você tem razão. — Concordou ainda com a cabeça abaixada, para em seguida voltando a firmar seus olhos em mim – Eu voltei a fazer tudo errado.” — Sussurrou.
Dessa vez foi eu que lhe encarei confusa e em busca de alguma resposta.
Ele riu baixo, mas seu sorriso não chegava aos seus olhos.
“Eu prometi a mim mesmo que nunca lhe faria mal de novo, mas pelo que vejo estou fazendo agora. Me desculpa, eu não queria coloca-la contra a parede ou fazer você se sentir encurralada de alguma maneira.”
Aquilo para mim foi novo.
Edward me pedindo desculpas? — Era bastante novo.
“Tudo bem, Edward. Não precisa se desculpar por isso. Eu só acho que seja demasiado cedo, vamos nos dar um tempo para pensar, respirar e, depois, com mais tranquilidade e sem um clima totalmente pesado, nós dois voltamos a conversar.”
Ele concordou.
“Acho que está na hora de ir... — Disse constrangido – Posso passar no quarto da nossa filha antes de ir embora?”
Concordei com um aceno lhe dando passagem. Edward já conhecia o quarto de Renesmee e sabia o caminho, eu não precisava ficar o seguindo todo o tempo como se fosse um ladrão. Além do mais, eu precisava de um tempo sozinha, para processar tudo, ou ao menos um pouco de tudo.
Encostei-me contra a parede mais próxima de mim e fechei os olhos.
Eu tinha que ser mais forte agora do que antes.
[Pov Edward]
Eu já devia imaginar que Bella não reagiria assim tão rápido.
O que eu estava pensando afinal? Só um burro para pensar que depois de tudo o lhe fiz ela voltaria para mim assim de tal maneira.
Jasper tinha razão, antes de ter essa conversa com Isabella eu disse a ele o que iria fazer e ele ainda me aconselhou e disse que eu deveria me blindar, as coisas daqui para a frente não seriam nada fáceis. E era verdade. As coisas quando valem a pena nunca são fáceis.
Cheguei de frente para a porta do quarto da Renesmee e abri lentamente para que não a despertasse.
Caminhei até estar perto do berço e sorri levemente, assistindo o sono da minha pequena mistura perfeita com a da mãe.
Senti meus olhos marejados.
Agachei-me diante do bercinho e as grades deixavam que eu ficasse com o rosto próximo ao dela.
Renesmee estava em um sono tranquilo e tinha um pequeno beicinho enquanto ressonava. Nada parecia estar acontecendo no seu mundo perfeito. Ali tudo parecia tranquilo, o quartinho bem decorado e o cheirinho de bebê, enviavam ao meu corpo sensações de paz,
“Por você eu quero ser uma pessoa melhor, minha filha” — Sussurrei.
Levei suavemente minhas mãos entre as grades e acariciei o rostinho perfeito.
“Eu juro que nós ainda vamos ser uma linda família. Pode levar o tempo que for, mas eu serei paciente, e espero que você também seja.” — Finalizei. Sorri ainda mais ao ver o leve sorrisinho se formando no rostinho da minha filha, como se ela estivesse entendendo o que eu dizia.
Sai do quarto com cuidado, tentando fazer o mínimo de ruído possível.
Fechei a porta do quarto e olhei para o largo corredor. Eu ainda me sentia um pouco constrangido pela conversa que tive com Isabella, no entanto, eu não deveria me sentir assim. Pela primeira vez eu estava tomando a decisão certa, sendo sincero e deixando que o tempo batesse em mim para que eu pudesse concertar todas as burradas que eu mesmo havia feito. Iria doer? Iria. Já estava doendo. No entanto, nada daquilo podia ser deixado para trás.
Todo ato tem sua consequência e eu estava tendo a minha.
Meneei a cabeça e avancei novamente para a sala.
“Acho que ela não vai despertar tão cedo” — Entrei na sala dizendo e percebi quando Bella ainda estava escorada contra a parede e se assustou.
Ela tentou disfarçar com um leve sorriso
“Assim espero.” — Respondeu.
“Bem, acho que agora posso ir” — Comentei caminhando rumo a porta, mas parei quando a abri. — “E-Eu... Pedirei para Esme combinar com você os dias para que possa lavar Nessie lá pra casa. Eu gostaria de ter um pouco mais de tempo com ela, se não se importar.”
Isabella estava parada na porta e seu semblante era suave. Ela não pareceu resistente e agora parecia mais tranquila do que antes.
“É claro. Acho que Renesmee vai gostar de fazer uma boa bagunça na cozinha do pai.” — Sorriu e acompanhei.
E novamente uma tensão se espalhou entre nós.
Não era algo ruim, mas era algo novo...
Bem novo.
Eu me aproximei e a senti ficar sem reação e sua respiração mudar.
Eu sabia que ainda causava algum efeito nela, assim como ela também causava vários em mim.
Olhei fixamente para boca avermelhada e senti um forte desejo de beija-la.
Eu daria tudo para sentir novamente o gosto dela em minha boca, lábio contra lábio, língua contra língua... Mas não seria hoje.
Tratei de me desviar antes que caísse na tentação e abusasse mais do que já havia abusado hoje. Beijei demoradamente o canto dos lábios dela e me obriguei a afastar.
“Adeus, Bella.”
E antes que ela pudesse responder eu já estava entrando no elevador e apertando o botão para a saída.
Assim que as portas se fecharam eu pude respirar.
“Você ainda vai ser minha de novo, Isabella” — Comentei comigo mesmo em voz alta.
Fale com o autor