For You I Do Everything
31 Capítulo 30
Notas iniciais
Capítulo 30
— Droga James! Será que você não consegue fazer nada direito?
Irina gritava ao celular. A força com que ela segurava o aparelho era tão forte que sua mão chegava a tremer.
— Eu pedi pra você só ficar de olho no desgraçado e você nem disso da conta?
Ela se calou por alguns segundos para que o rapaz do outro lado da linha terminasse de falar o que tinha começado e voltou falar...
— Vê se consegue fazer a porra do trabalho direito ou eu mesma vou ter que interferir nisso, e nós dois sabemos que não é nada legal quando entro na jogada.
“Ah sim, com toda certeza ele sabe que não é nada legal” – Pensou.
Pra quem era de fora e não conhecia o tipo de pessoas com que Irina andava, James não passava de um mero amigo, mas na verdade ele era mais como um amante para a loira. Aquele homem não era o tipo que as pessoas gostariam de ter como amigo, James era cruel e fazia qualquer para conseguir dinheiro e poder e Irina sabia muito bem disso.
Assim que Irina encerrou a ligação, sua única atitude foi jogar o aparelho móvel contra a parede mais próxima. O ódio que ela estava sentia era surreal, desde a briga que tivera com Edward eles nunca mais se falaram, nem mesmo um telefonema ou uma foda casual como costumavam ter, isso a intrigava, a mudança a assustava e a fazia sentir o gosto da derrota e isso ela nunca aceitaria.
— Desgraçado! Filho de uma puta! Você vai me pagar muito caro Edward Cullen!
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— Bela me desculpa não ter ligado antes, os preparativos do casamento estão me deixando louca.
— Não precisa se desculpar Alice. Apesar de não saber nem metade do que você deve estar passando, eu posso imaginar.
— Você nunca se casou na igreja... Eu esqueci que até isso o Cullen idiota te privou.
— Alice, não vamos falar sobre ele.
— Como assim “não vamos falar sobre ele”? É claro que vamos falar sobre ele, e então, como foi? – Perguntou Alice ao telefone.
— Provavelmente Jasper deve ter te contado tudo, não se faça de besta.
— Jasper não me conta tudo... Ok, ele me disse um pouco do que Edward contou pra ele, mas eu não estou nem um pouco interessada no que o Cullen disse ou sentiu e sim no que você sentiu.
Bella suspirou derrotada. Ela sempre perdia as batalhas contra Alice.
— Eu fiquei realmente surpresa, ele parecia outra pessoa, Alice. – Bella comentou.
Já havia se passado dois dias desde que estivera na empresa conversando com Edward, desde então eles ainda não haviam tido nenhum tipo de contato, nem mesmo pelo telefone.
Alice era outra que também havia sumido por esses dias, mas ela tinha seus motivos, já que estava ocupada com os preparativos de seu casamento.
— Jasper andou comentando sobre o comportamento e das mudanças do Cullen, achei difícil acreditar, mas mesmo não indo muito com a cara dele, eu não posso sair falando mal pelas costas, afinal, eu prefiro jogar na cara do temido Edward Cullen.
— Você é terrível. – Com o comentário Bella acabou rindo – Mas estou falando sério, Alice. Edward parecia outra pessoa. A forma que ele agiu com Renesmee foram surpreendentes e eu pude sentir que ele parecia muito arrependido.
— Bella, Bella, pode parar por ai! – Alice a repreendeu – E o que vocês concluíram?
— Ele vai ajudar nas despesas da filha e vê-la de vez em quando.
— Isso é bom. Na verdade isso é ótimo. E você já conseguiu algum trabalho? Algo em vista pelo menos?
— Nada ainda, Alice. Eu estou tentando, mas parece que os turnos de meio horário não existem nessa porcaria de cidade.
— Estamos em NY meu amor, é claro que seria difícil achar um emprego com esses requisitos.
— Se eu tivesse uma faculdade ou algum estudo não seria tão difícil. – Se culpou.
— Pare de se culpar por uma coisa que você não pôde evitar. – Alice a repreendeu novamente.
— Ele me ofereceu emprego... – Bella usou o tom mais calmo para dizer aquilo para a amiga, ela sabia que Alice poderia surtar com isso.
— COMO ASSIM ISABELLA SWAN? Aquele desgraçado sabe que você precisa de grana e só te oferece um emprego? Ele deveria te sustentar e você gastar toda grana que aquele babaca tem!
— Ele me ofereceu isso também, mas eu não aceitei. Nunca quero depender do Edward de novo e você sabe disso.
— Bella, amiga, das duas uma, ou você é louca, ou você é burra mesmo. Os Cullens são podre de ricos e você não tira vantagem disso? Fala sério!
— Eu não estou com um pingo de paciência para ter esse tipo de discussão com você de novo, Alice. Eu já lhe expliquei que não quero nada do Edward. Eu preciso ser responsável por mim mesma e por minha filha, e essa sim é a responsabilidade dele, cuidar somente do bem estar de Nessie.
— Tudo bem, eu não vou mais me meter nisso. Mas quer uma opinião de amiga? Eu acho que você deveria aceitar a proposta dele.
— O que? – Bella perguntou incrédula no que tinha acabado de ouvir e acabou rindo nervosa sem entender.
Nunca imaginou Alice concordando com uma ideia de Edward, essa era a primeira vez.
— O que, o que? Estou falando sério. – Alice retrucou – Pense pelo lado positivo da história.
— Então me explique qual é esse lado porque não estou mais conseguindo acompanhar o seu raciocínio nada normal.
— Você não usa a cabeça? Esse é o momento perfeito para mostrar ao Edward sua volta por cima... É claro que você deve exigir as suas condições.
— Condições? Que condições? – Bella estava cada vez mais perdida.
— Isabella, use isso como uma maneira de fazer com que Edward faça tudo o que você quer que ele faça. Qual é o seu maior desejo no momento? – Perguntou Alice com a voz mansa.
— Que ele assine o divórcio. – Bella concluiu perdida em pensamentos.
— Ótimo! Aí está uma das primeiras coisas que você pode exigir que ele faça.
— Mesmo que isso possa estar sendo uma boa ideia de momento, e o depois? Como vou olhar para cara dele todos os dias?
— Você não precisa olhar na cara dele todos os dias. Bella, não existe somente o setor de Edward naquela empresa, você pode trabalhar com o Jasper ou com Emmett.
— Emmett? Nem pensar. Ele é mais burro do que uma porteira.
— Que Rose não escute você falando isso – Alice soltou uma risada alta que acabou fazendo com que Bella risse junto. – Emmett parece burro, mas ele é uma boa pessoa, eu te garanto. – Alice riu novamente.
— Eu prometo que vou pensar com calma sobre sua ideia, Alice. Ok, vamos esquecer esse assunto e me conte sobre os detalhes do casamento. Já decidiu sobre seus pais? – Bella perguntou.
— Eu fico chateada em pensar que não vou poder tê-los presente no meu casamento, mas infelizmente o destino quis assim, eu não faço a mínima ideia de onde eles possam estar.
— Seus tios nunca falam sobre eles?
— Você sabe que aqueles filhos da puta nem meus tios são de verdade e que muito menos ligam pra mim. Por mim eles nem estariam nessa cerimônia e muito menos na festa.
— De certa forma eu te entendo...
— Charlie? Nenhuma notícia dele até hoje?
— Nada! Provavelmente ele nem sabe que eu fugi e que a neta nasceu.
— Até nisso nós somos parecidas. Nossos parentes não prestam. – As duas voltaram a rir.
A conversa entre as amigas continuou durante alguns minutos até que se encerrou a ligação.
Eram quase onze horas da noite e Bella usou aquele tempinho para si mesma, sendo assim, pôde descansar um pouco. Nessie estava roubando suas energias, mas ela não podia negar que a experiência de ser mãe era incrível.
Já estava bem tarde e Nessie continuava dormindo tranquilamente e sem nenhum sinal de que iria acordar tão cedo.
Depois de verificar a filha em seu quartinho e constatar que estava tudo bem, Bella pôde voltar para o seu próprio quarto e tomar um banho tranquilizante.
Ângela também havia ido dormir cedo, o trabalho parecia estar tomando as forças da amiga. Diferente dela, que os dias pareciam ter sempre as mesmas rotinas.
Antes de se deitar, Bella conferiu outra vez se a filha estava bem e verificou se o apartamento estava trancado. Tudo em perfeita ordem, mas o sono não parecia querer chegar, então acabou se perdendo em pensamentos com as palavras que a amiga havia dito mais cedo. Será que Alice estava certa em querer que ela aceitasse a proposta de Edward?
Seus pensamentos foram tirados pelo toque insistente do seu celular.
Bella não se deu ao trabalho de olhar quem poderia estar ligando aquela hora. Em sua cabeça, achou que fosse Alice que tinha esquecido de falar mais alguma coisa.
— Alice será que você não consegue ficar quieta?
— Desculpa decepcioná-la, mas não é a Alice. – A voz rouca e ao mesmo tempo serena veio do outro lado da linha.
— Edward? O qu- O que você quer ligando a essa hora? – gaguejou – Aconteceu alguma coisa? – A voz de Bella não era de alguém que estava alterada ou com raiva por ele ter ligado naquele momento, mas de preocupação.
Edward pôde perceber que mesmo sem querer, acabou deixando a moça assustada. A preocupação era evidente em seu tom de voz.
“Preocupação... Pelo menos isso poderia ser algum sinal de carinho.”— Pensou.
— Não, não aconteceu nada. Desculpe te ligar assim, ainda mais essa hora, mas eu queria saber de Renesmee. – Tentou disfarçar de alguma maneira o motivo verdadeiro daquela ligação.
Era verdade que queria saber sobre a filha, mas ele queria principalmente poder ouvir a voz da moça de novo.
— Há essa hora? Edward, Nessie já está no décimo quinto sono. – disparou.
— É você tem razão, eu deveria ter ligado mais cedo... Eu não tinha percebido que já era tão tarde...
— Acho bom você olhar o relógio da próxima vez que ligar. – Ele concordou que mereceu essa.
— Só queria saber se ela está bem... Se você está bem. – Edward perguntou com calma.
— Ela está ótima. Está tudo como sempre esteve então passar bem.
— ESPERA! – Ele a chamou um pouco mais alto para que ela pudesse ouvir e não encerrar a ligação.
Mesmo Bella afastando o aparelho do ouvido ainda pôde ouvir o pedido para que esperasse, então voltou a colocar o aparelho no ouvido para saber o que ele queria. Ela deveria, mas não conseguia agir de forma mal educada, pelo menos sua mãe a tinha ensinado bons modos.
— O que mais você quer? – A voz dela parecia exausta e Edward notou isso.
Ele odiava a ideia de que Isabella estivesse criando a filha sozinha. Ele não era bobo, sabia que um bebê tirava as energias das pessoas, ele mesmo já ouviu sócios da empresa falarem sobre isso, e agora ele se amaldiçoava por não poder estar ao lado da esposa para viver e compartilhar essa experiência com ela.
— Edward? Dormiu do outro lado da linha? Eu preciso desligar porque diferente de você, eu tenho uma filha pra cuidar, e se bem a conheço em algumas horas ela vai está acordando aos berros.
— Você não tem ideia do quanto eu queria estar te ajudando nesses momentos. – Sussurrou.
— Mentira. Você nunca quis isso e nós dois sabemos muito bem. – Acusou.
Ele fechou os olhos sentindo o peso da culpa.
— Será que pelo menos uma vez você pode não jogar na minha cara as coisas que eu fiz?
— Impossível. – Respondeu dura.
— Por favor, Bella, não haja como se eu não fizesse parte disso tudo.
— E eu não estou agindo porque infelizmente você faz.
— Eu só quero tentar achar uma maneira de ter o seu perdão e ser um bom pai... Ter uma família e se possível ao lado da mulher que eu amo.
— Tarde demais.
Ele suspirou.
Não era aquilo que ele queria com aquela ligação, na verdade nem ele mesmo sabia o que queria ligando aquele momento para ela.
— Pensou sobre a minha proposta? – Resolveu lembrá-la.
Ele não queria encerrar a chamada.
Edward notou que ela demorou a responder e ficou com receio de que ela pudesse por um fim na conversa.
— Vamos Bella! Aceite logo o trabalho na empresa e você vai ver que será a melhor opção tanto para você, quanto pra nossa filha.
— Edward eu não quero ter essa conversa agora.
— Tudo bem, mas me prometa que irá pensar sobre o assunto. – Insistiu.
Ele aguardava a resposta, mas ela não o respondeu.
— Passar bem.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, a ligação já havia sido encerrada.
Edward encarou seriamente o aparelho em suas mãos.
Sua cabeça estava fervendo e ele se controlava pra não perder o controle.
As coisas não estavam saindo bem como ele tinha imaginado.
Tudo estava mais difícil do que ele previu e seria uma longa batalha pela frente. Uma verdadeira guerra.
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Depois que desligou o celular, Bella o colocou novamente sobre o criado mudo ao lado de sua cama e voltou a se deitar.
“Talvez Alice tenha razão” – Pensou.
Ela se encontrava perdida. Ao mesmo tempo em que pensava que aceitar a proposta poderia ser o certo a fazer, o seu outro lado falava ao contrário e dizia que talvez fosse errado. Mas ela tinha que tomar a decisão. Querendo ou não, ela já sabia qual seria.
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Outro dia já havia começado com tudo.
A rotina era a mesma, mas sempre uma correria.
Nessie já estava com quase três meses e isso provava que o tempo estava passando muito rápido.
— Bom dia flor do dia! – Ângela apareceu na sala completamente arrumada.
— Com pressa? – Perguntou Bella.
— Muita. Hoje teremos o chefão na empresa.
— Carlisle?
— O próprio. – Angel confirmou.
— Ângela, por acaso o que uma pessoa que trabalha de part time na empresa faz? – Bella perguntou curiosa.
Mesmo do sofá Bella podia acompanhar os movimentos da amiga do outro lado do balcão que separava os cômodos.
— Depende, tem várias funções.
— Hm... E por acaso são muitas que envolvem o setor presidencial?
— Quase nunca. Quer dizer, algumas vezes a pessoa é obrigada a ir até lá levar alguns papéis para Tânia ou o chefe assinar.
“Chefe” – Essa era a forma que Ângela havia adquirido para se referir ao Edward sem usar o seu nome.
— Entendi.
Bella se levantou e começou a andar pelo espaço da sala com Nessie no colo.
— Por que a curiosidade?
— Nada, só fiquei curiosa para saber a função que uma pessoa de meio horário faz, afinal é pouco tempo de trabalho.
— Sim, mas com esse pouco tempo dá para fazer várias coisas. — Ângela respondeu.
No minuto seguinte Bella voltou o olhar para a amiga, mas a mesma já estava se despedindo dela e da filha apressadamente. Ela podia jurar que o tom de malícia foi presente na resposta, mas talvez tenha sido coisa de sua cabeça.
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— Vou estar na sala de reunião com os outros. Já sabe Tânia, remarque toda agenda para amanhã e se me ligarem e for algo urgente peça para retornar daqui algumas horas.
Edward passou pela secretária indo em seguida para a reunião marcada pelo pai.
Tânia já estava acostumada com o gênio difícil de seu chefe e amigo e por isso não ligava mais pela maneira grosseira de Edward ser. Ela por sua vez, não foi solicitada para participar da reunião, o que de certa forma era um alívio para si mesma, assim não precisaria ficar ouvindo a “encheção de saco” de Irina quando se encontrassem de novo.
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Bella banhava Nessie e pensava em como agir nas próximas horas.
Completamente distraída com seus pensamentos, ela não notou que Nessie batia as perninhas gordinhas sobre a água da banheira e causando uma grande bagunça pelo cômodo. A garotinha era mais esperta do que imaginava. Nessie já conseguia segurar algumas coisas com suas mãozinhas e as vezes, quando isso ocorria, ela mesma ficava observando o objeto como se fosse a coisa mais incrível do mundo, mas ao constatar que o objeto que segurava não era de grande importância pra ela, logo tratava de arremessá-la em qualquer direção que visse primeiro.
— Ôh filha não faça isso com o patinho, ele é seu amiguinho! – Bella choramingou abaixando-se pela terceira vez para pegar o pato de borracha que Nessie tratava de jogar para fora da banheira, mas nunca soltando a filha. – Pronto! Já chega de arremessar o pato pra longe por hoje. – Bella pegou Nessie pelos bracinhos para que não a machucasse e a aconchegando em seu peito, embrulhando-a na toalha de bichinhos. – Você deve ter um grande problema com esse pato, eu realmente até hoje não entendi a sua implicância com o coitado. – Riu do comentário, mas infelizmente ela nunca saberia o motivo de Nessie implicar com o patinho de borracha. O mais interessante era que se não tivesse o pato, Nessie chorava o querendo, e se o tinha, sempre ficava o tacando para fora.
Bella caminhou para fora do banheiro voltando para o quartinho da pequena e começou a trocá-la e perfumá-la.
— Hoje é dia de ficar muito linda e fofa, porque a mamãe vai resolver algumas coisas muito importantes para nós duas e precisa que você aja como uma princesinha. Posso contar com você pra isso, filha? – Olhou para a pequena como se aguardasse uma resposta e a menina a encarava. – Ótimo.
Quem via, achava a cena cômica. Bella sempre teve a mania de conversar com a filha, até mesmo quando Nessie estava dentro da barriga ela ainda conversava com a menina. Mas isso mesmo parecendo estranho, era importante para as duas.
— Vamos mocinha, agora que você está perfeitinha, é hora da mamãe se arrumar.
Ela colocou a filha no carrinho de bebê e deixou alguns brinquedos dentro do cercado para distrair a menina. Aproveitando a distração, correu até o banheiro para tomar um banho rápido e se arrumar.
Bela optou por usar um vestidinho solto e uma sandália com um salto um pouco mais alto do que de costume, mesmo assim fazendo a combinação perfeita das roupas. Vestidos... Sim, agora vestidos estavam fazendo parte do seu dia-a-dia, mas isso era bom e a fazia se sentir mais mulher e mais bonita. Ela também nunca foi uma grande fã de maquiagens, mas agora estava tornando um hábito usá-las. Nada era exagerado. A maquiagem era leve e pra quem olhasse sem muita atenção nem percebia que estava usando produtos. A única coisa que se destacavam eram seus olhos e sua boca, partes do seu corpo que ela mais gostava em si mesma.
Em pouco menos de uma hora ela já estava pronta para sair. Tirou alguns brinquedinhos que havia colocado dentro do carrinho de bebê e saiu com a filha pela porta, trancandá-a em seguida.
— Vamos meu amor, é hora de ver o papai.
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