For You I Do Everything
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Despertei com a claridade entrando pela janela do lugar e só então percebi que ainda estava no quarto de hospede. Realmente eu deveria estar muito cansada, normalmente eu nunca durmo fora da minha cama. Pisquei algumas vezes tentando me acostumar com a claridade e me espreguicei. Senti um chute de levinho no meu ventre e sorri, essa era a forma da minha filha me dizer bom dia.
— Bom dia pra você também meu amor – A acariciei e fui presenteada com um chute um pouco mais forte que me fez ri.
Sai do quarto e fui para o meu. Como havia imaginado Edward deveria ter saído logo cedo, hoje era sábado então deve ter ido se encontrar com Emmett ou algum outro idiota amigo dele. Fui até o closet e optei em vestir um vestidinho azul marinho estampado com alguns desenhos não muito coloridos, fiz minha higiene pessoal e me olhei no espelho constando que estava apresentável. A cor do vestido destacava na minha pele clara, sua costura realçava alguns pontos no meu corpo como minha barriga arredondada e meus seios que estava bem maiores, realmente eu estava bem, optei em calçar algo baixinho para não me cansar muito afinal eu estava carregando dois pesos.
Desci as escadas e vi que Marie já na cozinha preparando o café da manhã.
— Bom dia Marie!
Dei um beijo em sua bochecha e ela riu.
Marie havia sido uma segunda mãe desde que cheguei na vida dos Cullen, ela sempre era carinhosa, atenciosa e se mantinha pronta para me ajudar no que fosse preciso. Nossa amizade ia além do que as pessoas pudessem ver, eu realmente a considerava muito.
— Bom dia minha menina, como está? E como está essa pequenininha que não vejo a hora de poder apertá-la muito? – Brincou com minha barriga.
— Estamos bem, bem e famintas.
— Imaginei, por isso fiz um café da manhã especial... PANQUECAS!
— Você realmente quer me ver gorda depois que essa mocinha nascer?
— Que isso, que absurdo! – Colocou um copo de suco e o prato com a panqueca em minha frente.
— Edward pelo que vejo saiu logo cedo.
— É, como sempre...
Pelo seu olhar ela notou que eu estava diferente.
— Você e ele não se acertam nunca não é mesmo?
— Eu tento! Só Deus sabe o quanto eu suporto as coisas que ele faz comigo, Marie.
— Eu imagino minha menina. – Olhou pra baixo e se encostou no balcão da cozinha onde normalmente eu tomava meu café da manha em sua companhia. – Posso te pedir uma coisa?
— Claro Marie, você sabe que é como uma mãe pra mim. – Sorri e segurei sua mão por cima do balcão.
Ela sorriu.
— Não desista do menino Edward.
Aquilo me pegou de surpresa.
— Eu sei que ele é difícil. Sei como ele vem agindo errado com você por todo esse tempo que estão casados e que não aceita a filha, mas por favor Isabella, não o deixe sozinho. Mesmo com tudo o que ele apronta no fundo eu sei que ele não é esse monstro que aparenta ser, ele só está perdido, assustado.
— E como você acha que eu estou? Desde que me descobri gravida a única que se preocupa com isso sou eu ou a família dele. Se lembra de quando contei a ele sobre a gravidez? Marie, chamar o filho de bastardo é forte demais, dizer que não o quer é pior ainda, o bebe não pediu para vir ao mundo, se ele está aqui é por irresponsabilidade nossa. Olha pra mim – Ela continuava me encarando ouvindo todo o meu desabafo — Eu não terminei a faculdade, larguei todos os meus amigos, enfrentei o meu pai e todas essas pessoas fofoqueiras, me casei e agora estou aqui imensa de gorda com um marido que me trai e ainda fala que não sou boa de cama.
Pude ver o rosto de Marie se contorcer em pavor.
— Ele não fez isso...
— Sim, ele fez. Ele fez pior... – Suspirei — Ontem a noite eu o confrontei, pedi que me falasse onde estava e sua resposta foi dizer que estava fodendo gostoso uma mulher que conheceu, que estava cansado porque ela era boa de cama diferente de mim. – Mordi os lábios – Aquilo realmente doeu.
Lá estava a dor me consumindo novamente, lembrar daquilo não me fazia nada bem.
— Eu realmente estou chocada onde o nível disso está indo, ele está ultrapassando dos limites.
— Sim ele está. Mas quer saber? Não vou mais sofrer por ele, se ele quer se divertir que faça bom aproveito, quer sair por ai fodendo qualquer uma que vê pela frente que também faça isso. A única coisa agora que me importa é cuidar da minha saúde e da minha filha, criá-la com amor, carinho e proteção, se preciso eu até...
Parei de falar, eu sabia que ela poderia ficar chateada se comentasse aquilo.
— Você até...? Anda Isabella, fale.
— Eu até peço o divórcio e sumo da vida de Edward pra sempre, Marie.
Sua expressão foi de alguém que se assustou com minha determinação, mas realmente eu estava disposta a fazer qualquer coisa para que Renesmee não sofresse. Me levantei e lhe dei outro beijo me despedindo.
— Estou de saída, hoje vou ao clube com Alice e respirar um pouco o ar puro.
— Faz bem.
Peguei minha bolsa e a chave do carro indo em direção a saída da casa, mas antes ouvi sua voz me chamar.
— Menina Isabella?
Virei e a encarei.
— Sim?
— Você está linda grávida, parece que nasceu pra isso, não ligue para o que os outros falam. E sobre o menino Edward... – suspirou – Eu realmente espero que ele não veja tarde demais o quanto está perdendo.
Fiquei tocada com suas palavras. Droga de hormônios!
— Obrigada – sussurrei.
Virei e sai de casa pegando o carro na garagem com o destino ao clube onde iria encontrar Alice. Espero que hoje eu tenha um dia de paz... Assim espero.
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