For You I Do Everything
26 Capítulo 25
Notas iniciais
Os meses foram passando muito rapidamente.
Renesmee já estava com dois meses de vida e a cada dia mais esperta do que antes. Seu crescimento estava indo muito bem e Isabella se orgulhava muito disso.
Bella por sinal, também estava cada dia melhor. Quanto mais o tempo se passava, mais recuperada de seu passado ela ficava. Com todo esse tempo, ela também acabou se acostumando com a rotina de ser mãe, o que antes a assustava, hoje era diversão. Curtir cada momento da filha era o seu maior presente.
A vida estava finalmente caminhando como ela desejou e planejou.
Apesar de Rosalie aparecer algumas vezes em sua casa, nenhum outro Cullen havia a incomodado, até mesmo Emmett evitava acompanhar a esposa nas vistas frequentes por achar que Bella tinha algo contra ele, mas isso não era verdade.
Rose por ser muito sua amiga, já havia comentado isso com ela algumas vezes, mas sempre Bella deixava claro que não via problema, desde que ele mantivesse a boca fechada quando estivesse perto do amigo.
Era um dia de sábado e o sol brilhava pela janela, iluminando assim todo apartamento.
Isabella aproveitou que Renesmee estava dormindo para adiantar sua mamadeira, mas sua atenção foi atraída por Ângela carregando uma Nessie completamente acordada e animada.
— Olha quem veio dar feliz aniversário para a mamãe mais especial do mundo.
Enquanto falava, Ângela balançava os bracinhos de Nessie como se a menininha estivesse dando “olá” com os bracinhos gordinhos para a mãe, fazendo assim a garotinha sorrir como se entendesse, fazendo com que mãe e “tia” começassem a rir juntas.
— Você lembrou. – Estava tímida.
De certa forma Bella nunca gostou de comemorar o seu aniversário.
— É claro que eu tinha que lembrar! Como acha que essa mocinha iria sair pra comprar um presente pra mãe?
— Você não... Ah não Ângela, o combinado era sem presentes.
— Esse era o nosso combinado e não o de Nessie.
Ângela estendeu o embrulho para a amiga e a abraçou em seguida com Nessie ainda em seu colo.
—Isso é golpe baixo. – comentou.
— Para de reclamar e abre logo.
Bella agradeceu pelo lindo porta retrato que a amiga tinha mandado fazer com uma foto sua e de Nessie. A imagem era de quando a filha ainda estava com poucos dias de vida, Bella estava em pé em um campo todo cheio de flores e a filha com a cabeça deitada sobre seus ombros, até mesmo pela foto, era possível sentir a paz e a tranquilidade que a criança transmitia.
Nessie encarava a mãe e fazia barulhinhos de bebê. Bella a pegou enchendo-a de beijos pelo rostinho. Ângela achava linda aquela ligação de mãe e filha, pareciam ter sido feitas uma para a outra.
Ainda estavam paradas na grande cozinha.
Bella amamentava Nessie enquanto Ângela preparava algo para comer.
— Como vão as coisas no trabalho? Você não fala mais nada.
— Não tem o que falar, nada de interessante acontece naquele lugar. – Ângela riu – Pelo menos não no meu setor. Sabe que as vezes, eu gostaria de ser do setor do Cullen, porque é lá que as coisas “pegam fogo”. Tenho até pena de Tanya que vive correndo feito uma doida pra lá e pra cá e... – Ângela notou que tinha falado demais e murmurou um “desculpe” para a amiga.
— Não tem problema.
Ângela se mexeu na cadeira pra ficar de frente para Bella.
— Bella, você por acaso recebeu algum telefonema estranho por esses dias?
— Dias atrás recebi um telefonema de uma pessoa perguntando se era da pizzaria, isso é estranho?
As amigas riram do comentário, mas a tensão ainda era presente em Ângela.
“O Cullen ainda não a procurou. Isso seria um bom sinal?” – Ângela não evitou pensar na possibilidade de Edward ter esquecido aquela ideia louca de ter pedido o telefone de Bella.
— Eu também recebi alguns telefonemas no meu telefone pessoal de um número desconhecido, até cheguei a atender algumas vezes, mas como a pessoa do outro lado da linha não falava nada, eu desligava. Isso é coisa de algum garoto brincando de fazer trote ou algo assim. – comentou tranquila.
Ângela engoliu em seco. Ângela tinha certeza que não era nenhum garoto que brincava de fazer trote.
— Isso aconteceu a muito tempo? Foram muitas vezes? – Estava curiosa.
— Não, foram umas cinco vezes e ocorreram do fim do mês pra cá. Porque todo esse interesse? Tem alguma coisa te preocupando? Andou saindo com alguém que não deveria?
— Não! – riu nervosa – É porque esses dias li sobre clonarem telefones e fiquei intrigada.
— Entendi. Mas olha, pode ficar tranquila que não clonaram nossos telefones. Agora vou dar banho nessa mocinha porque queremos sair hoje, não é mesmo filha? – Bella acariciou a bochecha rosada de Nessie com o nariz e deu as costas para a Ângela. – Nada de neura amiga. Pode ficar tranquila.
—Impossível. – sussurrou Ângela quando Bella já estava em uma distância segura pra que não ouvisse.
.............
A tarde de sábado estava linda.
Como planejado, Nessie e Bella foram passear e acabaram em uma praça, que mais parecia um parquinho movimentado da grande cidade. Ângela resolveu acompanhar a amiga e tentar se distrair um pouco.
Crianças de todas as idades brincavam nos brinquedos ou corriam por toda parte, pais conversavam entre si ou também acompanhavam os filhos nas brincadeiras, a diversão e a alegria eram presentes no lugar.
— Várias vezes quanto eu estava grávida, vinha nesse tipo de parque. – Comentou Bella ao lado de Ângela. – Enquanto olhava todos os pais e crianças ficava pensando que logo seria minha vez de estar alí no lugar deles.
— E agora você está. É hora de aproveitar cada segundo desses momentos mágicos, Bella.
Nessie sempre ficava animada com os passeios. As vezes, a menininha até jogava o corpinho pra frente como se quisesse se divertir com os amiguinhos, mas ainda não podia por ser muito novinha. Na maioria das vezes, ela ficava sentadinha sobre as pernas de Bella observando tudo atentamente ou mexendo em seu ursinho de pelúcia que havia ganhado da tia Rosalie.
Algum tempo depois, Bella reversou com Ângela para que ficasse com a filha nos braços, dando assim um momento para descansar os membros do peso da filha, que por sinal estava bem gordinha e fofa.
— Vou comprar sorvete, você quer?
— Não Ângela, obrigada.
— Posso levar ela comigo? É tão legal me sentir responsável. – Pediu completando a frase e fazendo Bella concordar com a cabeça.
Enquanto via a amiga se afastar com a filha, Bella não notou que outra pessoa também estava naquele mesmo lugar. Uma pessoa que teve sua atenção atraída pra moça assim que ela chegou.
Bella era distraída demais para notar que estava sendo observada de longe.
Mesmo ele não a conhecendo muito bem, foi se aproximando até se sentar ao lado da morena que ainda não tinha se virado para iniciarem uma conversa.
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Ângela andava com Nessie nos braços e onde passava chamava a atenção com a menininha que parecia uma bonequinha, até mesmo as crianças ficavam encantadas com a linda bebê que ela carregava.
Ângela não notou a aproximação de uma pessoa em especial.
Assim que parou na tenda de sorvetes, uma voz atraiu sua atenção. Todos os pêlos do seu corpo se arrepiaram, até mesmo o da cabeça, se era possível.
— Ângela, que surpresa te encontrar aqui.
A moça que ainda estava de costas, foi se virando até ficar de frente ao seu pesadelo atual, Edward Cullen.
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Bella teve sua atenção atraída, quando percebeu que a pessoa ao seu lado estava falando com ela.
— Olá.
— Oi. – respondeu – Desculpe, eu te conheço de algum lugar, mas não consigo me lembrar de onde.
Ele estendeu a mão direita pra ela em forma de cumprimento.
— Sou Paul Lahote, um dos amigos do seu marido... Ou melhor, eu era um dos amigos do seu marido.
O sorriso gentil que Bella tinha se desfez assim que o rapaz a recordou de onde ela o reconhecia.
Ele pareceu notar isso.
—Não precisa ficar com receio de mim. Diferente de Edward, eu sou uma pessoa do bem. – Paul usou os dedos indicadores para fazer um movimento de aspas no ar, quando se referiu sobre a “pessoa do bem”.
Mesmo com a explicação, Bella não abaixou a guarda de proteção.
— O que você está fazendo aqui? – ela perguntou tentando não ser grossa.
— Ah, Bem... – coçou a nuca e voltou a tentar explicar – Eu trago minha filha aqui aos fins de semana.
— Você tem uma filha? – A surpresa era evidente na sua voz e a curiosidade bateu mais alto.
— Tenho. Não sou casado ou coisa assim, mas eu tenho a Milena. – Sorriu orgulhoso.
— E você? O que está fazendo aqui sozinha? Faz tempo que não vejo Edward ou toda a corja que anda com ele.
— Você fazia parte da “corja”. – retrucou.
— Passado negro que foi apagado. Você não respondeu o que faz aqui sozinha?
— Não estou sozinha, minha filha e minha amiga vieram comigo.
— Você teve uma menina. Edward deve ter ficado radiante sobre isso.
— Eu não sei... Eu não tenho contato com Edward já há algum tempo. Nós não estamos mais juntos.
— Vocês se separaram?
— Chocado?
— Um pouco, confesso.
— Achei que Edward tinha feito uma festa depois do acontecido. – Bella disse com desanimo. Ela conhecia o jeito do ex-marido, não seria novidade se aquilo que ela pensava realmente tivesse acontecido.
— Eu não sabia. Eu não falo com Edward desde aquela briga que você teve com Irina em sua casa... E deixe-me confessar, você tem um bom braço, deixou o rosto de Irina vermelho por alguns dias. – riu – aquela vadia merecia.
Bella não pode conter o riso e Paul admirou aquilo.
Ele se perguntou onde o Cullen estava com a cabeça quando não via a mulher que estava o tempo todo ao seu lado.
— Acho que tenho que me desculpar por aquela cena patética.
— Não foi patética porque ela mereceu. Eu no seu lugar faria a mesma coisa ou pior. – sorriu amigavelmente.
O silencio pareceu reinar entre os dois.
Paul queria saber mais sobre ela, mas antes que pudesse puxar assunto sua filha o chamava de longe. Ele se despediu de Bella dizendo que se viam por ai. Paul até pensou em pedir o telefone dela, mas depois achou que não seria uma boa ideia. Simplesmente afastou-se de Bella indo até sua filha, mas Bella ainda olhava pai e filha, ao que parecia ele era um bom pai.
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Do outro lado do parque, Ângela ainda encarava Edward sem saber muito bem o que fazer.
Se Bella chegasse naquele momento, talvez ela até desmaiasse com toda a tensão que estava sentindo.
— Até aqui o senhor me persegue? Isso é castigo.
— Atacando de babá nos fins de semana? Pensei que a empresa pagasse bem os funcionários. – comentou irônico, mas no fundo achando graça da moça.
— O que quer Edward? – começava a perder a paciência.
Ela estava aterrorizada. Não podia deixar isso transparecer pra ele, Edward estava de frente com a filha e não havia se dado contada disso.
— Queria te agradecer pela ajuda com o telefone, o número realmente é dela.
— Acho melhor o senhor ir embora... – o cortou tentando fazer com que Edward se afastasse o mais rápido possível.
—Eu só estou de passagem, aliás, linda garotinha. É filha de algum parente ou amigo? Ela não se parece muito com você. – Ele se aproximou.
— Amiga. É filha de uma amiga.
Ângela deu um passo pra atrás, mas isso não impediu que Edward tocasse no cabelo de Nessie em uma leve caricia.
Ângela podia notar algo diferente no olhar do Cullen. Ela podia até dizer que seria admiração, mas não tinha certeza. Por um segundo imaginou o que Edward Cullen pensaria se soubesse que aquela criança que ela segurava era na verdade sua filha.
Nessie assim que sentiu o toque do desconhecido, se virou para o homem e o encarou com os lindos olhinhos verdes, como os dele próprio.
Edward se arrepiou por um momento ao encarar tão fixamente a menina.
“Estou ficando louco!” – Esse foi o pensamento de Edward no momento que pensou na possibilidade da filha ser como aquela criança e de nunca ter a oportunidade de conhecê-la pessoalmente.
— Vou te deixar em paz, Ângela.
Antes de sair, olhou mais uma vez a garotinha e passou as mãos de leve em suas bochechinhas. Ela era realmente encantadora, concluiu.
Ângela somente assentiu com a cabeça e o homem se afastou indo pela direção que ela torcia para que ele não fosse.
O destino estava realmente querendo brincar com todos eles.
Ângela desejava com todas as suas forças e fazia uma pequena oração para que Edward não encontrasse com Bella pelo caminho.
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