Notas iniciais
OI!!! Bora ler?

Bella já havia despertado há alguns minutos, mas ninguém entrou no quarto para dar nenhuma noticia até o momento. Ela olhava ainda admirada para toda aquela decoração e estava encantada.

“Isso tem cara de ser obra de Alice” – Pensou Bella.

Sua atenção foi voltada para a porta que se abriu devagar e ela pode ver a amiga passando por ela.

— A Bella adormecida resolveu acordar?

— Oi pra você também, Alice. Você não vai morrer tão cedo, tinha acabado de pensar em você.

— Graças a Deus que não, sou muito jovem pra morrer. – As duas sorriram uma para a outra.

— Obrigada por tudo. Obrigada por ter estado do meu lado quando eu mais precisava de alguém pra me apoiar, você não tem ideia do quanto isso foi importante.

— Bella, não precisa agradecer amiga.

Alice se aproximou da cama e pegou as mãos da amiga de forma que pudesse passar confiança e apoio.

— Você sabe que pra mim você é a irmã que eu não pude ter.

Isabella sorriu e puxou a amiga para um abraço apertado.

— Agora vamos parar com isso antes que eu comece a chorar. — Comentou Isabella afastando a amiga e limpando discretamente uma lágrima que começava a cair dos olhos. – Estou doida pra conhecer a minha menininha, poder pegá-la...

Bella mal terminou de falar e uma batida na porta foi ouvida e em seguida uma enfermeira entrava com um embrulho rosa nos braços.

— Olha quem estava ansiosa para conhecer a mamãe. – A enfermeira comentou aproximando-se da cama.

O coração de Isabella batia a mil por hora, sua reação foi ficar olhando para aquele cobertor rosa e branco que fazia sons fofos e baixinhos enquanto se mexia devagar.
A enfermeira falava alguma coisa que ela não sabia o que era, estava tão concentrada e ansiosa para pegar sua filha pela primeira vez no colo que não tinha atenção para nada.

— Segure-a antes que comece a ficar nervosa de fome.

A enfermeira passou com cuidado o bebê para os braços da nova mamãe.
O mundo parecia ter parado e deixou a sensação que só existiam as duas naquele momento.
Alice sorria com a cena.

— Pronta para alimentá-la?

— Eu nunca fiz isso. — Bella levantou o olhar e encarou a enfermeira com uma expressão de desespero.

— Não tem segredo, fique calma que vou te ajudar.

Enquanto a enfermeira ensinava os procedimentos para Bella sobre o bebê, Alice se pegou pensando em Edward pela primeira vez. Eles nunca haviam gostado um do outo, na verdade ela nunca deu a oportunidade para isso acontecer, diferente de Jasper que era amigo da família Cullen e trabalhava para eles.
Ali naquele momento, vendo toda aquela cena e acompanhando tudo de perto pensou em como Edward reagiria se soubesse de toda a verdade que foi escondida dele. Alice sabia que no futuro talvez ele se arrependesse de tudo que estava perdendo, de cada momento que não poderia voltar atrás, pela primeira vez ela sentia pena de Edward Cullen.

Do outro lado da cidade os dois amigos estavam na sala da presidência.
Edward já havia se acomodado na antiga sala que era de seu pai, e agora Emmett estava tentando manter uma conversa agradável com o amigo... Pelo menos por enquanto.

— Cadê Jasper? Aquele maluco saiu desesperado mais cedo e nem disse para onde ia. – Disse Emmett enquanto brincava com uma bolinha de porcelana que decorava a mesa da sala principal.

— Como sempre recebeu um telefonema da maluca da noiva dele e saiu correndo feito um cachorrinho, parece que ela estava em um hospital ou algo assim.

— Será que foi algo sério?

— Não creio. Você conhece como é Alice, aquela mulher é completamente doida.

— Não acho ela tão doida assim...

— Não acha? – Edward se virou para o amigo com a expressão de quem estava contendo o riso. – Cara, foi ela que te apelidou de urso e desde então Rosalie não para de te chamar de ursão.

— AH Qual é! Isso é só um apelido, e eu até acho bonitinho. – Riram.

Emmett sabia que algo se passava com o amigo, mas não sabia como fazer ele se abrir e contar o que estava acontecendo.

— Edward, eu quero te perguntar uma coisa. – Emmett tentava disfarçar como se não quisesse nada.

— Pergunte. – Agora Edward estava concentrado na tela do computador enquanto digitava algo rapidamente.

— E Isabella? Nenhuma noticia dela até hoje?

— Nada! – O amigo respondeu ainda concentrado no que fazia.

— Não acha que você precisa encontrá-la?

— Eu não vou atrás dela! Ela foi embora porque quis! – Edward não aguentava quando o amigo atacava de bom protetor. Ele nunca teve preocupação nenhuma com Bella e agora passou a ter de uma hora para outra? – O que deu em você pra ficar tão preocupado com Isabella? Você nunca deu importância pra existência dela.

— Eu sei, mas ela é amiga da minha mulher e bem... Ela está esperando meu sobrinho... Ou sobrinha. Edward, você nem ao menos sabe o sexo do seu filho.

— Cala a boca.

— Vai dizer que não é verdade? Nem precisa se dar o trabalho de responder, que nós dois sabemos que é totalmente a verdade sim. E outra, Charlie sabe sobre o desaparecimento da filha?

— Eu lá sei de Charlie! Ele nem ao menos fala comigo desde que Isabella se casou comigo.

— E ele tem motivos pra isso, afinal, você sumiu com Isabella durante um final de semana inteiro e depois de algumas semanas a garota apareceu grávida. Eu ficaria maluco se soubesse que um filho da puta igual você tivesse comido minha filha.

— Muito obrigado pelo filho da puta.

— Foi mal, desculpa. Mas Edward, você não tem um pingo de vontade de saber sobre seu filho? Sei lá cara, você deve está me achando um viadinho por estar falando essas coisas todas com você mas ... – Emmett bufou – Eu e Rosalie estamos tentando ter um bebê desde que nos casamos e nada acontece. É frustrante ficar na expectativa todo mês esperando algo que no final não passou de uma mera ilusão, eu fico acabado em vê-la chorando e dizendo que não está esperando um filho. Nós somos loucos pra ser pais, eu sou louco pra ser pai e olha pra você – Emmett apontou para o amigo – Cara, você teve a sorte grande de poder ter aquilo que eu sempre quis. Ok, não lá no momento tão certo, mas é um bebê que é sangue do seu sangue, eu sinceramente não consigo te entender.

Pela primeira vez Edward parou para escutar o “sermão” de alguém sem discordar. Ele sabia da luta que o cunhado e a irmã enfrentavam na expectativa de terem um filho, mas ele nunca tinha se dado conta que com ele aconteceu justamente o contrário, teve a oportunidade e a destruiu no primeiro momento. Ele não queria discordar, sabia que no fundo fora o culpado pelo desaparecimento de Isabella. Nunca a tratou bem, sempre foi estúpido com ela. Logicamente ela não iria suportar isso a vida toda, e não era isso que ele esperava?

Ao pensar nisso, ele sentiu um aperto no coração. Pela primeira vez sentiu pena da mulher que havia se entregado de corpo e alma pra ele.

De volta ao hospital, Jasper estava do lado de fora do quarto e dessa vez estava acompanhado por Alice.

— Ela está bem? – ele perguntou.

— Está ótima! Foi tão lindo Jasper, mas eu sinceramente não sei se quero ter filhos.

Jasper riu com o comentário da futura esposa. Ele sabia que ela era “delicada” demais para passar por aquilo tudo. Para Alice engravidar teriam que enfrentar muita terapia para prepará-la para tal coisa.
Os dois ainda continuaram sentados no corredor enquanto Bella e Renesmee tinham seu momento mãe e filha. Alice não quis interromper e preferiu ficar do lado de fora da sala enquanto o momento da primeira amamentação acontecia. Enquanto estavam parados escutaram alguns passos apressados pelo corredor e olharam na direção.

— Aquela é Ângela. – Jasper comentou.

Ângela se aproximou rapidamente dos dois e nem ao menos deu tempo de os cumprimentar.

— Onde ela está? Ela está bem? E o bebê? Pelo amor de Deus me responda! Eu não pude sair do trabalho, estou desesperada!

— Ela é sempre assim? – Alice perguntou ao noivo e voltou a olhar a moça em sua frente – Fique calma Ângela, ela está completamente bem e a bebê também. As duas estão no quarto, mas decidi da o momento só pra elas, a primeira amamentação. – Alice sussurrou.

Ângela se jogou na cadeira e respirou profundamente.

— Graças a Deus. Eu sabia que hoje não era o dia dela ficar sozinha, eu disse pra ela não fazer nada mas...

— Nada? Nada como?

— Mais cedo ela insistiu que iria ao supermercado, eu até tentei dizer pra ela que não precisava de nada pra não dar nenhum peso pra ela ou motivos pra ela ir, mas conhece a amiga que tem, ela é teimosa.

— Ainda bem que ela já tinha voltado pra casa quando a encontrei.

As duas ficaram conversando até ouviram a porta do quarto se abrindo e a enfermeira dando permissão para quem quisesse entrar.

Bella ainda estava amamentando Nessie quando as três pessoas atravessaram a porta.
Ângela surpreendeu Bella com um um sapatinho de bebê, dizendo que a amiga tinha que usa-los em Nessie quando saíssem do hospital que isso dava sorte, isso fez todos rirem.

Nessie parecia uma bonequinha. A pele era bem clarinha e lisinha, exalava um cheirinho gostoso de neném de longe. Bella tinha a esperança da filha ter nascido com os olhos da cor dos seus mas os olhos da menina eram verde como os do pai, até o cabelo tinha a cor do cabelo de Edward.

— Bella, ela é cabeluda. – Angel comentou ao lado da amiga enquanto esfregava o dedo pelo rostinho da criança que estava adormecida no colo da mãe. Bella não pode deixar de ri do comentário da amiga.

— Ela é muito parecida com o Edward. – Pela primeira vez a voz de Jasper preencheu a sala e chamou a atenção de Bella, que por sua vez olhou desesperada para a amiga que balançou a cabeça como se dissesse que não se preocupasse que nada sairia dali.

— Ela é meu moranguinho! Deixa eu pegá-la, você já ficou com ela tempo demais Bella.

A criança foi passada de colo em colo até chegar novamente aos braços da mãe.

A sala estava quieta e o único som que se ouvia no ambiente eram as respirações. O clima foi cortado com a pergunta de Ângela.

— Já sabe quando vai poder sair do hospital?

— Ainda não, provavelmente amanhã.

— Eu ainda não tive tempo de arrumar nada do quarto dela. Você não pode ir pra casa sem Nessie ter pelo menos um berço, Bella.

— Ei, ei, ei! Fiquem calmas que tia Alice aqui resolve isso em no máximo 6 horas.

Alice puxou Jasper pelas mãos e saíram para fora do quarto.

— Meu Deus! Você tinha razão quando disse que ela é impossível. – riram – Vou deixar ela cuidar disso, ela é mais rápida e eu não estou tendo muito tempo. – confessou desanimada.

— Ei, não precisa ficar Assim Ângela, vai ficar tudo bem... Ou melhor, já está tudo bem. Tudo ótimo na verdade.

Ângela desviou o olhar da amiga para Nessie e perguntou a primeira coisa que veio em mente.

— E Edward?

— O que tem Edward?

— Não vai deixá-lo saber sobre a filha mesmo?

— Não o quero perto dela, e tenho certeza que nem ele quer isso também.

— Será mesmo?

— Por que me faz essa pergunta?

Ângela que estava sentada ao pé da cama da amiga se levantou e começou a andar pela sala.

— Não tem um porque Bella! Eu só achei que talvez devesse pelo menos deixar a família dele saber sobre a Nessie ou algo assim, nem que seja por pista...

—Não, ele não vai chegar perto de nós novamente. Nunca mais!

As duas amigas se encaravam. Uma mantinha o olhar de determinação e a outra com um olhar de pena e algo mais que Bella não soube decifrar o que era. Mas de uma coisa Ângela tinha certeza, no fundo a amiga ainda amava Edward Cullen.

Notas finais
Alguém já ta sentindo o arrependimento do Edward? Eu to ouvindo algum sim? Calma que isso é fichinha do que ele vai passar, o "Aperto do coração" vai ser maior. E Ângela? Será que ela vai aprontar alguma coisa? IXI! kkkk volto com outro amanhã! Bjx.