Notas iniciais
Estão sentindo cheiro de bebê? Eu to õ/ BOA LEITURA!

Naquela manhã as coisas corriam bem.
Isabella andava pelo mercado mirando atentamente cada prateleira para não esquecer o que precisava.
Bella não deixou de pensar nos cuidados que teria que tomar, na madrugada daquele mesmo dia ela tinha levantando várias vezes com cólicas e vontade de ir ao banheiro. Pela manhã também tinha ocorrido algo estranho pra ela, antes de sair de casa sentiu um pouco de liquido escorrendo pelas pernas, mas bem pouco.
Ela já havia conversado com sua medica e a mesma tinha lhe dito que isso era sinal do fim da gravidez, e que ela deveria ficar atenta, mas que poderia demorar mais alguns dias até Renesmee nascer.

Bella estava levando a vida a diante normalmente, sem se preocupar muito. Sabia que era um risco ficar saindo de casa sozinha, ainda mais depois da situação que enfrentou pela manhã, mas precisava fazer aquelas compras e não pedir isso pra Ângela, a amiga já tinha problemas demais e não queria acrescentar mais um na lista da amiga.

— Veja só o que temos aqui.

Isabella virou assustada ao reconhecer aquela voz. Mesmo com a surpresa do momento ela não deixou transparecer qualquer reação que deixasse a loira feliz.

— É uma surpresa encontrar a Sra. Cullen em um supermercado, ainda mais sozinha... – O ar de deboche era evidente ali. – Então Sra. Cullen, ou devo dizer EX Sra. Cullen? Andando sozinha por essa cidade tão grande? Olha que isso pode ser perigoso.

— Isso não é da sua conta, Irina.

— Vejo que estamos com os ânimos a flor da pele, o que foi? Já se arrependeu de ter dado o divórcio ao maridinho ou ele anda aprontando mais do que o normal? Ops! Acho que falei demais não é mesmo?

— Como sabe sobre o divórcio?

— Ele mesmo me contou. Na verdade ele reuniu todos os amigos pra fazer uma festa em comemoração a sua decisão, nada mais que o normal, não é mesmo? Esse casamento era um fardo para os dois, ele nunca foi realmente seu marido.

— Cala a boca.

Isabella sabia que Irina só estava tentando provocá-la, e o pior era saber que ela estava conseguindo. Bella de todas as maneiras tentava se manter calma, mas as provocações e palavras que saiam da boca da amante do ex-marido pioravam as coisas cada vez mais.

— Irina, porque você não pega todo esse seu conhecimento sobre o Edward e vai ser feliz com ele? Vocês dois se merecem, é um pior que o outro mesmo.

Bella tentou passar pela mulher mas a mesma segurou seu braço.

— Escuta aqui sua idiota – A fúria estava estampada no rosto da mulher – Edward pode até ter me dado um fora por enquanto, mas é a mim que ele ama e deseja. Estou te avisando Isabella, mantenha você e sua cria longe do meu caminho ou as coisas irão ficar muito feias por aqui.

— Escuta aqui você! – Isabella puxou o braço com certa força do aperto que a mulher lhe dava e apontou o dedo diretamente no rosto da sua atual inimiga. – Quem você pensa que é para ameaçar minha filha? Você não passa de uma vadia louca que tenta roubar os homens dos outros. O que? Não consegue conquistar um com seu próprio esforço não é mesmo? Vadia é sempre assim, abre as pernas pra qualquer um. Eu tenho é pena do Edward por ter que te suportar, no fundo eu também acho que ele tem é pena de você. – Isabella se aproximou mais de Irina, e dessa vez o olhar que ela dava para a mulher era mortal. – Eu só vou avisar uma vez e acho bom você prestar bem atenção: Se você tocar em um fio de cabelo meu ou até mesmo pensar em chegar perto da minha filha, eu acabo com a sua raça.

Essas foram as últimas palavras de Bella antes de dar as costas e sair pra longe daquela mulher que ainda permanecia parada no mesmo lugar.
Irina não teve reação de imediato, mas tratou de logo de pensar rápido e absorver cada palavra que Isabella tinha falado há poucos minutos atrás. Seus únicos pensamentos no momento eram se Isabella sabia alguma coisa do passado de Edward e Kate... Descartou a ideia depois de colocar alguns pontos nos lugares, Isabella nem ao menos conhecia Edward naquela época, mas havia uma pessoa que conhecia e ela tinha que tratar de conversar com essa pessoa o mais rápido o possível.

Bella tratou de tentar ir embora o mais rápido possível depois do encontro ocorrido. Ela se sentia mais mal do que já tinha sentido antes, as dores que sentiu pela manhã começaram a aparecer mais com frequência e suas costas doíam como nunca.
Com toda dificuldade conseguiu chegar ao apartamento e tentou se acalmar ao máximo. Os minutos se passavam, as dores ainda permaneciam, porém, agora elas estavam um pouco mais fracas.
Bella tentou se levantar do sofá, mas no caminho sentiu uma água escorrendo pelas pernas, a mesma água clara que mais cedo tinha escorrido, porém, agora com mais quantidade.

— Ai meu Deus! A bolsa... A bolsa estorou e eu sozinha...

Seu primeiro impulso de momento foi ligar para sua médica que tratou de atender rapidamente o telefone. Por ele a doutora ia dizendo que mantivesse a calma e que chamasse alguém para levá-la até o hospital.

As dores eram fracas. Enquanto Alice não chegava, Bella tratava de arrumar algumas coisas necessárias para levar para o hospital. Seus olhos se encheram de lágrimas quando pegou uma roupinha fofa de bebê, sua filha finalmente estava chegando.

O barulho da campainha soava desesperadamente até a porta ser aberta por Bella. Alice já estava desesperada pegando a bolsa da amiga e perguntando se precisava chamar a ambulância, a cena era hilária até mesmo pra quem estivesse vendo de longe.


Pelo caminho do hospital foram falando com a doutora ainda pelo celular e informando o nível das contrações. Assim que chegaram Alice tratou logo de colocar a amiga em uma cadeira de rodas e sair disparada em direção a sala da médica de Bella. Ao passar correndo pela recepção do local as funcionárias se assustaram e passaram a seguir a baixinha que tentava explicar de forma rápida o que estava acontecendo, só foram entender quando a Dra. Elizabeth interferiu e disse que estava tudo bem e que logo Alice voltaria na recepção para fazer a entrada de Isabella no local.

— Achei que não iriamos chegar nunca. Esses foram os minutos mais demorados da minha vida.

Alice disse enquanto se sentava em uma cadeira perto da porta branca.

— Trate de se acalmar ou quem vai virar uma paciente daqui a pouco será você, Alice. E você Bella, como está se sentindo?

— Ansiosa. — Sorriu Bella nervosa.

— É claro que está, nada mais normal que isso. Suas dores estão muito fortes? Está sentindo elas indo e vindo muito rápido?

— Elas parecem aumentar de acordo com o tempo, elas vão e voltam acho que em um intervalo demorado. Ainda estou suportando as contrações.

— Ótimo! Preciso checar alguns procedimentos antes de você entrar na sala de parto, ok?

Bella concordou com a médica e começaram a dar início aos procedimentos necessários para que o nascimento de sua filha ocorresse bem.

[POV BELLA]

Ficamos fazendo exames até as dores irem aumentando. Minha vontade era de empurrar sempre uma contração vinha, as enfermeiras diziam que não havia problemas se caso isso acontecesse.
Sempre Elizabeth vinha medir minhas contrações, fiquei ali sofrendo durante mais 40 minutos até resolverem me levar para a sala onde seria feito o parto.

Alice disse que não entraria na sala por enquanto e que logo estaria ao meu lado capturando todos os momentos que pudesse.

— Por favor, não chame ninguém. — Antes que a porta se fechasse eu fiz o pedido sussurrando devido as dores mais constantes.

— Eu não vou, agora fica calma e trate de trazer nossa moranguinho ao mundo.

Em instantes nos separaram e entraram comigo em outra sala branca e cercada de materiais e aparelhos médicos, haviam também enfermeiras, a Dra. Elizabeth e uma auxiliar para ajudá-la naquele momento que pra mim era o mais feliz e importante de toda minha vida.

As contrações já eram fortíssimas, e o intervalo de tempo entre elas quase não existiam. Tive tempo de ver Alice entrar na sala e se posicionar ao meu lado me dando coragem para continuar. Eu não conseguia descansar entre cada contração e outra, a pressão embaixo era muito grande, uma sensação muito estranha!
Parecia que meus gritos podiam ser ouvidos por todos no hospital... Mas me deixei levar e o único pensamento era que precisava por aquela dor pra fora. A doutora me incentivava a gritar dizendo que isso ajudaria Renesmee sair. A cada minuto uma dor e um sentimento de felicidade, eu estava dando tudo de mim.

— Eu não vou aguentar. Eu não vou conseguir Alice. – Joguei o corpo já exausto pra trás e respirando com dificuldade devido ao cansaço.

— É claro que você vai! Bella pense que Nessie vai está nos seus braços daqui há alguns minutos, seja guerreira.

Foram duas horas de sofrimento e angústia. Alice ao meu lado sempre me dizendo palavras de apoio e todos na sala concordando e apoiando. Então finalmente, depois de uma longa e dolorida contração, eu pude sentir que minha filha estava chegando. Aquilo me deu uma força extraordinária! Tirei forças de onde nem pude imaginar e empurrei sentindo a primeira parte do corpinho saindo. Aquilo doeu tanto que gritei mais alto que nunca, depois a única coisa que senti foi alívio. Alívio por saber que ela já estava comigo, que eu podia tocá-la e ouvir seu chorinho que transformou o meu mundo em outro naquele momento.

Não demorou muito até que senti o corpinho quente e pequenininho contra o meu peito. As lágrimas eram muitas e ao olhar pro lado pude ver que Alice capturava cada movimento e chorava junto comigo.

A pediatra já se encontrava lá para examinar minha menininha. Fiquei uns cinco minutos examinando cada detalhe dela, só pra ter a certeza de que tudo nela era perfeito, e realmente era.
Nessie era branquinha, tinha uma grande quantidade de cabelo pra um recém nascido e isso me encantou mais ainda, a cor do cabelo me intrigou, era a mesma cor do cabelo do pai... A quem eu queria negar? Ela era a copia de Edward em miniatura feminina.

Fizeram todos os procedimentos e então me separaram dela para que a pediatra pudesse examiná-la. Me levaram para um quarto confortável para que eu pudesse descansar e me recuperar das horas que havia sofrido, e assim o fiz.
Não fazia ideia de quantas horas ou minutos tinha dormido, mas quando acordei constatei que não era um sonho. Ao meu redor vários balões cor de rosa e branco estavam espalhados pelo quarto acompanhados com flores, era uma cena linda.
Tive a certeza que tudo seria perfeito de agora em diante.

{ Horas atrás }

Alice tinha prometido pra amiga que não chamaria ninguém, mas naquele momento era ela que precisava de ajuda. Correu até a recepção e pediu para usar o telefone.

— TÂNYA! Tânya, por favor passe para a sala de Jasper agora mesmo.

— Alice? Senhor Jasper está em uma reunião e talvez não possa atender.

— EU NÃO ESTOU TE PERGUNTANDO ONDE ELE ESTÁ OU DEIXA DE ESTÁ MULHER, PASSE LOGO ESSA LIGAÇÃO PARA SEJA LÁ QUAL SALA SEJA.

— Tudo bem, tudo bem, acalme-se.

Não era um bom momento para que a secretária pedisse para que Alice se acalma-se, ela não sabia que quanto mais uma mulher está aos nervos, a palavra “calma” fazia as coisas ficarem muito piores do que já estavam.

— Alice? Estou no meio de uma reunião, o que foi?

— É urgente. Pelo amor de tudo que você mais ama nesse mundo, saia logo desse escritório e venha para o hospital central.

— Hospital central? ALICE O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO EM UM HOSPITAL?

— ISABELLA ACABOU DE ENTRAR EM TRABALHO DE PARTO. NESSIE ESTÁ NASCENDO! EU NÃO POSSO FICAR AQUI SOZINHA. JASPER EU NÃO VOU AGUENTAR... ESTOU FICANDO LOUCA. EU JURO QUE ESTOU TENTANDO MANTER A CALMA MAS SÓ DE VER ELA SOFRENDO ME DÁ...

— Alice, respira! Vou estar ai no máximo 10 minutos.

O telefone foi desligado e sem pensar duas vezes voltou a discar o mesmo numero que foi atendido novamente por Tânya.

— Tânya, agora passe minha ligação para o setor de Félix... E desculpe ter gritado com você, estou em um estado de nervos.

— Tudo bem, fique calma que já vou transferir a ligação.

A chamada de espera tocava uma música irritante que fazia ela querer quebrar qualquer coisa que visse pela frente.

— Pois não?

— ÂNGELA? É você?

— Sim, sou eu. Quem está falando?

— Sou Alice, amiga de Bella.

— Alice? O que posso ajud... Aconteceu alguma coisa?

Agora era a outra amiga que ficava nervosa enquanto Alice narrava o que tinha acontecido. As duas se despediram e Ângela prometeu que tentaria pedir para Félix que a liberasse mais cedo para que fosse ajudar a amiga naquele momento.

Os minutos se passaram até Alice sentir dois braços a abraçando por trás e ela os reconheceu imediatamente.

— Ainda bem que você chegou, eu não estava mais aguentando ficar sozinha. Jasper se eu estou assim, agora imagina ela? – Alice apontou para o corredor indicando as salas ao fundo. – Ela está sozinha e a única que pode ajudar sou eu, imagina isso?

— Ei! Ela não está sozinha, ela tem a mim, a você e agora a Ângela, nós vamos ajudar Isabella no que for preciso Alice. Agora vá se trocar e tenha força pra ajudar sua amiga, pensa que logo vai ver sua sobrinha aqui pra apertá-la muito como você sempre disse.

Mesmo com todas lágrimas de desespero foi exatamente isso que ela fez.

Jasper se sentia culpado por ver o velho amigo perdendo aquele grande momento que não poderia mais voltar, mas ele quem tinha escolhido esse caminho. Até pensou em contar algo para Emmett ou até mesmo falar com Edward para que se tivesse interesse que viesse para o hospital, mas não era uma boa ideia, ele sabia que não, principalmente naquele momento.
Pelo menos ele sabia que a esposa era esperta o bastante para capturar tudo e isso poderia quem sabe, ser usado no futuro muito próximo, para tampar uma ferida que jamais poderia ser cicatrizada.

Notas finais
PEGUEI TODO MUNDO NO PULÃO! ♥ E ai, gostaram? Teve duas... ou três coisas perdidas por esse capítulo que vão ser importantíssimas nos próximos, alguém se arrisca dizer? NOOOOSSA! Agora a coisa começa a ficar mais misteriosa e também fofa. owwwn NESSIE CHEGOU! õ/ Espero que tenham gostado ♥