For You

8 Como eu vivi sem você?


Notas iniciais
Oi gente^^ Mais um cap atualizado... YooSu com muito mel*-* Boa leitura! Kissus

Já estavam quase deitados um sobre o outro quando alguém bateu na porta.

– Junsu? – Era Changmin chamando pelo primo.- Posso entrar?

Junsu olhou para Yoochun sem saber o que fazer.

– Acalma-se. Deixe-o entrar, vamos conversar e contar a ele. Vai ficar tudo bem, ok? – Yoochun disse abraçando o menor.

Junsu balançou a cabeça concordando e se dirigiu a porta. Respirou fundo e abriu a porta.

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– Oi Chang! – Junsu disse sem graça.

– Posso entrar? – Chang perguntou olhando por cima dos ombros do primo.

– Claro, entra aí.

Chang entrou e deu de cara com o piquenique a dois que estavam fazendo.

– Nossa, cheguei numa hora inconveniente?

– Na verdade não. – Yoochun disse tranquilamente. – Resolvi fazer uma surpresa para Junsu, ele estava meio chateado comigo.

– Yoochun! – Junsu o repreendeu.

– Ué! Eu não disse nada demais. Foi isso que aconteceu. – Yoochun disse sorrindo.

– Hum, sei... – Chang disse desconfiado.

– Sente aí Changmin, coma com a gente. Tem bastante coisa. – Yoochun apontou para o outro lado da toalha, indicando um lugar para Chang se sentar e logo depois segurou Junsu pela mão e o fez sentar-se ao seu lado.

– Junsu, você não quer tomar o sorvete? Vai derreter, eu comprei daquele que você gosta. – Yoochun disse entregando o potinho para Junsu. Este estava com vergonha por estar sendo observado pelo seu primo, mas sorriu e pegou o pote.

– Obrigado, esse é meu preferido mesmo. – pegou uma colher e abriu o potinho, resolvendo tomar coragem e puxar o assunto. – E então Chang, você queria falar comigo?

– Bem, na verdade, acho que com vocês dois. Yoochun já deve imaginar qual é o assunto, já que andei perguntando para ele essa semana. – Dissse pegando um biscoito que estava ao seu lado.

– Sim, eu imagino. E Junsu também, pois eu contei a ele o que você me falou.

– Certo, que bom então, vai me poupar de falar tudo de novo. E então, o que vocês dois tem a me dizer?

– Bem... — Junsu começou, mas Yoochun o interrompeu.

– Se você não se importar Su, eu queria falar.

“Su? De onde veio isso?” Junsu e Chang pensaram ao mesmo tempo.

– Tudo bem, mas olhe lá o que vai dizer hein! – Junsu concordou e voltou a tomar seu sorvete.

– Bem, você me perguntou naquele dia o que havia entre Junsu e eu, pois você tinha certeza que era mais que amizade, certo? Pois então, você tem razão. Não vou ficar enrolando e nem escondendo de você, vou ser direto. Mas pelo bem do Junsu, nós gostaríamos que o que for dito aqui fique entre nós, pelo menos por enquanto.

– Ok, não vou dizer nada a ninguém. – Chang afirmou e pegou outro biscoito.

– Que bom. Junsu e eu estamos namorando. – Yoochun disse de uma vez e fez Junsu arregalar os olhos e encara-lo, quase engasgando com o sorvete. Não só se assustou pela objetividade do maior, como pelo fato dele ter falado que eram namorados. Chang engasgou com o biscoito e Yoochun lhe ofereceu um copo de suco enquanto ria da reação exagerada dos dois à sua frente.

– Isso sério? – perguntou depois que se recuperou.

– Sim, você queria saber e estou te contando. Pode parecer estranho, mas é o que está acontecendo. Não foi de propósito, começamos a gostar um do outro e depois de noites e noites cheias de dúvidas e de muita conversa, decidimos admitir o que estava acontecendo.

– Junsu, isso é verdade? – Chang se virou para o primo que ainda estava parado em choque pela declaração de Yoochun.

– É... Hum... Sim, é verdade. Olha Chang, eu sei que você vai achar loucura, mas é que...

– Uaaauuu. – Chang interrompeu sem prestar atenção na justificativa do primo. – Sabe Junsu, eu sempre achei você meio deslocado, nunca saiu com uma garota, não sai com aquele povo da sua faculdade... Agora eu entendo, você só não achou os amigos certos e digamos que garotas não é sua praia. Você já sabia disso? Que era gay?

– Não, eu não sabia. Descobri quando conheci Yoochun. E o que amigos tem haver com isso hein? Eu só não tenho tempo Changmin. – O menor disse fazendo um biquinho adorável.

– E eu também não sabia. Minha vida é como a de Junsu, sem amigos e namoradas. – Yoochun disse acariciando discretamente a mão de Junsu, passando o conforto necessário para que este se acalmasse.

– É, interessante... Eu sabia que tinha alguma coisa errada. Junsu nunca ficou tão alegre e falante como desde que você chegou. E vocês sempre ficavam aqui trancados aqui, eu comecei a desconfiar que tinha alguma coisa acontecendo.

– É, percebi com aquele papinho seu de que você não era idiota e tinha sacado alguma coisa... – Yoochun o olhou com ironia.

– Foi mal por aquilo, eu só estava preocupado com o Junsu.

– Comigo?

– Claro, você sempre foi muito inocente. Fiquei achando que esse cara aí podia estar se aproveitando de você e depois fizesse você sofrer. E já vou avisando que se você magoar meu primo... – Chang disse apontando o dedo para Yoochun. – Eu parto a sua cara, falô?

– Ok, recado anotado. – Yoochun disse sorrindo.

– Quer dizer que você não está bravo? – Junsu perguntou espantado. – Achei que você fosse brigar comigo, sair correndo e contar para a tia...

– Claro que não! Nossa, que juízo você faz de mim. Eu não prometi que não vou contar? Então fique tranqüilo, só quero que você seja feliz, há muito tempo eu não te via sorrir assim. – Chang disse dando um tapinha na perna do primo.

– Valeu Chang. Obrigado por não brigar comigo ou me recriminar. – Junsu disse baixando o rosto.

– De nada. Não se preocupe, se eu estiver por perto ninguém vai falar nada de você, sabe que eu parto pra cima sem dó. – falou servindo-se de mais um biscoito. — Nossa Yoochun , que biscoito bom esse aqui, onde você comprou?

Yoochun e Junsu caíram na risada. Os três ficaram comendo e conversando até altas horas da madrugada. Quando Chang saiu, Yoochun juntou todas as sobras, guardou tudo nas sacolas e levou tudo para a cozinha. Quando voltou Junsu o esperava sentado na cama.

– E aí? Como se sente? – Yoochun perguntou sentando-se ao lado de Junsu

– Estou bem, acho que depois que contamos para o Chang tirei um peso enorme das minhas costas. E que história que foi aquela de namorado?

– Que bom que está mais tranqüilo e sobre o namorado, podemos falar sobre isso amanhã? Nossa conversa ainda não acabou, Changmin me interrompeu. Você tem alguma aula muito importante amanhã?

– Não, amanhã tenho revisão só, tenho prova semana que vem. Por quê?

– Quero te levar a um lugar.

– Sério? Aonde?

– Ah, isso é surpresa. Mas eu também queria te falar outra coisa. Eu estive pensando sobre o que estávamos conversando naquele dia, sobre eu ter que voltar. Daqui a um mês você vai estar de férias, não vai?

– Sim. Minhas aulas acabam no fim deste mês.

– Então, eu pensei em ficar aqui até lá e quando você tiver de férias, te levar para Seul comigo. Eu moro sozinho lá, você fica na minha casa e passa as férias. O que você acha?

Os olhos de Junsu brilharam em expectativa.

– Sério? Nossa, eu adoraria! Vamos poder ficar mais tempo juntos e... – Junsu parou um instante e baixou o rosto.

– O que?

– É que... E depois? Minhas férias vão acabar e eu terei que voltar. Como vamos fazer?

– Calma, eu já pensei em tudo, uma coisa de cada vez. Vamos dar um jeito, eu venho para cá de tempos em tempos e quando você puder ir, eu venho te buscar. Eu sei que vai ser difícil, não vamos nos ver todos os dias, mas vamos conseguir equilibrar, não se preocupe com isso.

– Mas Yoochun, e o seu pai? Você vai ficar aqui mais um mês e não vai avisar? Seu pai deve estar achando que aconteceu alguma coisa com você.

– Eu já resolvi isso. Digamos que depois daquela discussão que tivemos, eu comecei a ver que realmente precisava tomar algumas atitudes, senão minha vida se complicaria ainda mais e eu não conseguiria estar com você.

– Que bom que está tentando resolver tudo, eu estava preocupado com você. O que você fez? Ligou para ele?

– Sim, ele gritou comigo por dez minutos. Depois que me deixou falar, eu disse que não iria voltar agora, que eu estava de férias e precisava de um tempo para colocar minhas idéias em ordem. Eu liguei como número confidencial, para ele não me localizar e disse que em um mês eu estaria de volta. Ele gritou mais um pouco, mas ele não tem escolha. Acho que ele estava preocupado mesmo e ficou aliviado de falar comigo. – Yoochun continuou omitindo que tinha uma noiva e que esta estava preocupada também. Daria um jeito de terminar aquele noivado antes que Junsu soubesse de algo. Não queria preocupar o menor.

– Que bom, então podemos ficar mais tranquilos agora.

– Sim, vai dar tudo certo. Mas tem mais uma coisa que eu quero te falar. – O mais velho acariciou a bochecha de Junsu, como se pedisse desculpas pelo que iria falar.

– O que foi?

–Eu vou para um hotel daqui uma semana.

– Por que Chunnie? – Junsu já entrou em desespero antes mesmo Yoochun se explicar. — Não vá, como eu vou fazer para te ver? Eu fico o dia todo ocupado e chego tarde...

– Calma, deixe-me falar. – Yoochun riu do desespero do menor, mas não deixou de notar o apelido carinhoso que ele o chamara. – Olha, já faz muitos dias que eu estou aqui, eu já estou bem, não é certo ficar dando trabalho aos seus tios. Daqui uma semana eu vou para um hotel que tem aqui perto. Você pode ir lá me ver, ou eu venho aqui. Não posso mais ficar aqui Su. Sei que você entende minha situação, não entende?

– Sim, eu sei. –Um bico se formou imediatamente.

– Olha, podemos fazer assim, eu vou te esperar todos os dias na porta da faculdade para te acompanhar até o trabalho e depois venho para cá e te faço companhia até você dormir. Você pode fugir de vez em quando para o hotel e passar a noite lá, de manhã você volta para casa antes dos seus tios acordarem. E também eu posso invadir seu quarto a noite e vir ficar com você, que tal? O Changmin ajuda, tenho certeza, ele pode te dar cobertura para seus tios não perceberem. E também acho que daqui um tempo você vai ter que contar a eles, não? Eles vão perceber, isso se já não estiverem desconfiados.

– É, eu vou ter que contar. Tudo bem, eu entendo que você queira ir para o hotel. Vamos dar um jeitinho para nos encontrarmos.

– Hum... Que bom que entende. – Disse abraçando o menor e o trazendo consigo para deitar-se na cama. — Eu te amo Junsu.

– Eu também te amo.

– Agora durma, porque mesmo que você não vá à aula amanhã, você tem um compromisso comigo e quero você bem descansado. – Yoochun disse aconchegando o menor em seus braços.

– Hum, estou curioso pra saber aonde vamos. – Junsu sorriu, deu um beijo em Yoochun e fechou olhos. Antes de poder pensar no que faria no dia seguinte, já havia adormecido.

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Algumas horas antes em Seul...

– Eu não acredito que você teve a coragem de virar as costas e sair da cidade sem me dizer nada! Você ficou maluco? – O senhor Park berrava ao telefone enquanto andava de um lado para o outro em sua sala. Acabara de receber uma ligação confidencial e para sua surpresa era Yoochun. – Eu quase morri de preocupação achando que tinha acontecido um acidente ou algo assim! Você tem que voltar, e a empresa? E a sua noiva?

– Pai! – E a gritaria continuou. — Pai! – Piorou um pouco. — Pai!!! Acalma-se! Posso falar?

Um minuto de silêncio.

– Eu estou bem, estou em outra cidade e não vou voltar agora, estou de férias. Não adianta me pedir ou gritar, vou voltar só daqui um mês. Preciso desse tempo para colocar minha cabeça em ordem. Quando eu voltar nós conversaremos.

– Mas Yoochun...

– Tchau pai, quando eu voltar, eu ligo. – E desligou.

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Yoochun acordou Junsu às oito da manhã. Pediu para que se arrumasse, pois sairiam em vinte minutos. Junsu se arrastou até o banheiro para tomar banho. Colocou uma roupa leve, conforme instruções de Yoochun e ficou esperando sentado na cama. Yoochun entrou no quarto já arrumado, pegou sua carteira e estendeu a mão para Junsu.

– Vamos?

– Ok, mas já posso saber para onde?

– Ainda não.

Ambos saíram de casa depois de avisarem para Changmin que passariam o dia fora. Quando chegou até a porta Junsu ficou sem entender. Havia um carro parado lá, esperando por eles.

– Como assim? De quem é esse carro? Nós vamos de carro?

– Sim, eu aluguei esse carro do mesmo cara que comprou o meu. – Yoochun explicava enquanto entravam no carro.

– Mas onde vamos? É tão longe assim?

– Bem, nós vamos sair um pouquinho dessa cidade. – Yoochun deu partida e acelerou.

Durante o caminho Junsu encheu o maior de perguntas, mas ficou sem as respostas. Tudo o que o maior dizia era que aguardasse que logo ele veria aonde iriam.

Depois de dirigir por quase três horas, Yoochun parou em uma cidade muito bonita. Junsu não conhecia e ficou olhando em volta para ver se havia alguma placa.

– Bem, e agora? Por que viemos para cá? – Junsu perguntou quando desceram do carro.

– Ontem quando fui comprar as coisas pra fazer o piquenique ouvi uma senhora falando dessa cidade. Ela estava contando que veio aqui e que estava pensando em voltar para cá, pois muitos turistas passavam por aqui todos os dias e ela queria montar algum negócio para ela. Eu me intrometi na conversa e peguei algumas informações com ela e depois arrumei um mapa para ver como eu chegava aqui. E aqui estamos.

– Mas o que tem de especial nessa cidade? – Junsu continuou sem entender.

– Você. – Yoochun disse e se aproximou de Junsu. – Ainda não entendeu? É uma cidade turística, pessoas de todos os tipos e lugares vem aqui. Ninguém nos conhece ou vai nos dizer alguma coisa por nos verem juntos. Eu queria tanto poder andar com você na rua, segurar sua mão e te beijar sem que alguém te olhasse torto depois... – Yoochun disse pegando a mão de Junsu. – Por isso tirei um dia para te trazer aqui, além disso, a cidade é linda.

– Yoochun-ah... – o menor o abraçou. – Obrigado. Eu adorei!

– Então vamos?

Os dois saíram de mãos dadas pela cidade. Pararam num restaurante, pois já era hora do almoço e estavam famintos, depois foram conhecer a cidade. Passaram por parques, museus, lojas e mais lojas, e claro, uma sorveteria. Podiam se abraçar e beijar, andar de mãos dadas, ninguém os conhecia ali. Quando estavam no meio da tarde Junsu ficou preocupado com a hora.

– Yoochun, eu tenho que trabalhar, precisamos voltar.

– Não se preocupe, eu liguei no seu serviço e hoje você está de folga.

– Mas como? O que você disse? Eu nem tinha folga essa semana. – Junsu disse desconfiado.

– Não se preocupe, só aproveite. Vamos até lá na frente, me disseram que tem um lugar muito bonito.

Os dois caminharam até um campo aberto, coberto de flores e com árvores imensas. A brisa fresca da primavera acariciava os que por ali passavam. Yoochun se sentia tão feliz por poder estar ali com Junsu. A relação deles era tão leve, tão bonita, era tão fácil estar com ele, fácil como respirar. Não precisava fingir ser o que não era, falar o que não queria. Era só olhar para aquele rosto risonho e sentir seu coração pulsar.

– Que lugar lindo! – Junsu dizia enquanto adentravam o campo de flores, por uma estradinha de pedras. Caminharam até uma grande árvore e sentaram-se no chão, sob a sombra.

– Gostou?

– É lindo!Amei esse lugar. E com você fica mais especial. – Junsu disse e deu um beijinho em Yoochun.

– Bem, eu quis te trazer num lugar bonito, queria te falar uma coisa. Ontem você me perguntou sobre aquela história de namorados. – Yoochun disse olhando fixamente para o chão, estava envergonhado, era a primeira vez que fazia aquilo. — Eu o vejo assim, como meu namorado. Mas como eu gosto das coisas feitas corretamente, eu te trouxe aqui para te dar isso. – tirou uma caixinha cumprida do bolso e abriu, mostrando duas correntinhas de prata com alianças penduradas como pingentes, que estavam delicadamente aconchegadas dentro do estojo.

Junsu levou a mão a boca e arregalou os olhos, não contendo sua surpresa ao ver aquele presente.

– Sei que não podemos usá-las no dedo ainda, pelo menos até o momento em que contarmos para nossas famílias, mas podemos usá-las assim. Ninguém vai saber, mas nós saberemos o significado e não esqueceremos dele.

Yoochun tirou uma da caixinha e colocou no pescoço de Junsu.

– Kim Junsu, aceita ser meu namorado?

– Aceito! – Junsu disse com um sorriso imenso no rosto e logo depois pegou a outra correntinha e colocou em Yoochun.

Abaixou a cabeça e pegou o anel em seu pescoço entre os dedos e sorriu mais ainda, como se provasse para ele mesmo que tudo aquilo era real.

– É lindo! – disse com a voz embargada.

– Eu te amo Su. Não sei como consegui viver todos esses anos sem você, e sei que se amanhã você sair da minha vida, eu não vou conseguir nem respirar. Você é parte de mim e me completa. – Yoochun disse e beijou o outro. Ficaram ali sob a sombra de imensa árvore, namorando e conversando até começar a anoitecer, quando resolveram voltar.

Passaram em outro restaurante para comer e continuaram a viagem. Chegaram à casa de Junsu bem tarde. Changmin estava na sala e disse que os tios já haviam se retirado para descansar. Ambos agradeceram pela ajuda de Chang ao acobertá-los e foram para o quarto.

– Hoje foi muito especial, eu adorei. Obrigado. – Junsu disse assim que se deitaram.

– Que bom que ficou feliz. – disse acariciando o rosto de Junsu. Aproximou-se e uniu seus lábios aos dele.

Um beijo com um gostinho diferente, um beijo como namorados de verdade. Yoochun passou as mãos pelas costas de Junsu e puxou de leve o tecido da camiseta, tendo a pele de Junsu sob contato de suas mãos, fazendo este sentir um arrepio lhe percorrer por inteiro, o fazendo apertar Yoochun em seus braços, o puxando mais para si, como se quisesse se tornar um com o outro. Os corpos se acenderam quase imediatamente, ambos se perderam entre pequenos toques e carícias tímidas. Junsu queria mais, queria se entregar por inteiro e experimentar pela primeira vez como era estar nos braços de alguém que amava de verdade, mas essa vontade o fez temer o que viria pela frente. Nunca havia feito aquilo, e seu corpo se encolheu por um instante.

Yoochun sentiu o corpo em seus braços se contrair por um segundo e soube que Junsu ainda estava com medo de avançar. Não o forçaria, jamais o faria. Queria que a primeira vez deles fosse inesquecível. E por isso com muito esforço separou seus lábios da boca rosada do outro. Observou Junsu abaixar o rosto, tentando esconder a vergonha que estava sentindo. Sua pele clara corada e levemente suada era um convite à tentação, mas Yoochun apenas sorriu ao encontrar os olhos receosos de seu namorado. Afagou seus cabelos e beijou-lhe a testa.

– Vamos dormir? – disse despreocupadamente, como se há segundos atrás não estivessem desejosos de estarem nos braços um do outro se entregando ao calor do momento.

Junsu não respondeu, apenas sorriu e puxou o namorado para a cama, abrindo caminho para Yoochun se deitar primeiro e depois se acomodar em seus braços. Permaneceram por longos minutos em silêncio, sentindo a respiração de ambos se misturarem no pequeno espaço daquela cama que agora compartilhavam.

– Su?

– Hum... – o sono já estava o levando dali.

– Posso te perguntar uma coisa?

– Claro. – As palavras saindo quase como um sussurro.

– Se não quiser falar tudo bem, mas fiquei curioso sobre uma coisa. Você ainda é virgem? Você me disse que nunca gostou de um homem, mas também não sabia que essa era sua preferência. Você já fez isso com alguma mulher?

– Não, nunca tive nem uma namorada. Não encontrei alguém que eu achasse que devesse compartilhar um momento assim. – Junsu disse suspirando. Yoochun percebeu que o menor estava muito cansado.

Yoochun ficou feliz com aquela declaração. Seria o primeiro amor de Junsu e esperava que fosse o único. Claro que Yoochun já tinha saído com algumas mulheres, mas nenhuma namorada. As noites de Seul podiam ser bem quentes se frequentasse certos lugares e aconteceu algumas vezes de Yoochun acordar numa cama desconhecida de um hotel qualquer. Mas nem se lembrava dos nomes e dos rostos das garotas, foram apenas passatempos. Ficou aliviado por Junsu estar cansado e sonolento, não queria contar pra o menor que já tinha tido esses casinhos de uma noite se o menor resolvesse perguntar a mesma coisa.

– Durma meu amor, sonhe com os anjos. Eu te amo. – sussurrou no ouvido do menor que já não o ouvia mais.