Notas iniciais
Boa leituura ~

Palavras ordinárias bebiam nos lábios do Walker, aproveitando-se da disposição do jovem exorcista para brindar o falatório em forma de festa. Elas se mexiam, animadas, perturbando o ouvinte por tabela que se estressava com cada demonstração de agitação.


O Lavi saiu do quarto muito envergonhado, pedindo desculpas atropeladas a Lenalee pela confusão das portas. Sabe Kanda, para mim ele fez na intenção de vê-la se trocar e...


No cérebro do mais velho, as letras se misturavam em um complexo contexto, o qual desprezava com todas as forças de sua existência. Mas, sendo quem é não aguentava ignorar o discurso com facilidade, tendo as veias saltando nervosas como característica do que digo.


Revoltado, decidiu-se por calar a maldita boca incontrolável.


Allen divagava, indo de um lado ao outro no quarto iluminado pela luz da lua, gesticulando quando julgava necessário, apresentando caretas das mais variadas. Continuou sua coreografia até ser surpreendido por Kanda...
... Que o imprensara contra a parede gélida do quarto.


BaKanda, me solte!


Em resposta, sentiu as mãos do moreno descendo sua camisa branca o suficiente para exibir-lhe os ombros sedutores. Allen abriu os lábios secos para reclamar, mas as carícias quentes em sua pele o fizeram proferir sons diferentes. Suspiros de entrega.


Subindo pelo pescoço do jovem Kanda arrancava dele a coerência dos pensamentos, distribuindo beijos molhados e chupões pela área branca que lhe era oferecida. As unhas de Walker foram de encontro a parede, arranhando de leve, enquanto as mãos ousadas de Kanda apertava-lhe as coxas rígidas.


K-Kan-da... A-acho m-melhor te dei-xar... Ahhhh... D-descan-sar...


Roçou-se nas nádegas roliças, a língua trabalhando na orelha desprotegida e mãos estimulando-o por cima da calça negra apertada, vendo que era puro doce do rapaz.


Se empina para mim, Moyashi. Eu quero ver, hm?


No entanto, sentiu. Allen gemeu com o acréscimo da voz rouca e provocante o fazendo arrepiar, empinando-se. Jogou a cabeça para trás, apoiando-a no ombro definido do outro. Com um sorriso sacana começou a rebolar vagarosamente, sensual.


M-Moyashi... É melhor não provocar...


Suas mãos geladas puxaram os longos fios negros de Kanda para si, querendo mostrá-lo que também poderia envolvê-lo no jogo perigoso em que se metiam. E nessa partida, Allen não sabia se conseguia roubar para ganhar.


Kanda abriu-lhe as calças enfim, abaixando-as até as coxas macias deixando o menor apenas de cueca box branca, revelando o membro desperto. O maior sabia desse pequeno detalhe do outro exorcista. Sabia que, com os estímulos certos, ele se animava em pouco tempo.


V-você diz isso e no entanto c-contin-nuaaaahh... V-vamos K-kanda... M-me pro-ve...


Sorriu sádico ao ouvir a ousada súplica, apalpando-o provocativo. Ofereceu-lhe carinhos agonizantes, assistindo o corpo do jovem pedir por mais entre gemidos e espasmos, saliva e frases desconexas.


Virou-o enfim, voltando a pressioná-lo contra a parede. A camisa branca continuava indecisa sobre cair ou se manter entre eles, recebendo o calor que aumentava mais e mais.


Allen o puxou ofegante para um beijo sôfrego, preso em desejo carnal, transbordando luxúria e loucura. As bocas se encontravam nervosas, salivantes, cheias de vontades a realizar. Línguas guerreando, correntes elétricas correndo pelo corpo, ritmo frenético.


As mãos decisivas do exorcista amaldiçoado levantavam a blusa negra colada de seu companheiro, arriscando-se deliciosamente a arranhá-lo enquanto a levantava sem pressa, friccionando os corpos na dança desregulada que estavam.


Esfregando-se, Allen teimava em continuar rebolando o quanto dava, com as pernas brancas aprisionando a cintura firme de Kanda. Conseguindo tirar a camisa dele enfim, pode observar os longos fios se libertando em movimentos graciosos, excitantes.


Tudo naquele momento era libidinoso para Walker.


Apertando as nádegas desprotegidas dele, Kanda o desencostou da parede, sentando-se na cama dura de solteiro que mantinha em seu quarto. Sentia a vontade do outro pulsar entre seus abdomens, assim como lhe agradava as sensações de prazer que as unhas dele o proporcionavam quando arranhava suas costas nuas.


Vamos Allen, vamos! Convença-me a continuar.


Meteu a mão esquerda no zíper da calça de Kanda, abaixando-o apreensivo. Estourou o botão, tentando puxá-la um pouco que fosse para baixo. Walker sabia que Kanda adorava estímulos assim, então resolveu deixá-lo louco.


Com um beijo de roubar o fôlego, se levantou e o puxou, apenas para tirar as calças dele por completo. Vendo a box negra que usava não pode deixar de salivar, abaixando-a com ânsia. Olhou para ele, podendo observar sua expressão de leve surpresa e malícia.


Pondo a língua quente para fora circulou a glande como pode, segurando com uma das mãos sua mais nova distração. Kanda suspirou, agarrando nos fios sem cor de Allen. Sentiu-o brincar com os testículos, como em um aquecimento banal.


Puxou-lhe para trás pelos cabeços, ouvindo-o gemer pela atitude envolvente. Os olhos de Allen eram vistos de longe, mas pareciam apreciar a situação. Estavam nublados, com as pupilas dilatadas.
Era uma das visões mais excitantes que existiam para Kanda, junto com os lábios levemente vermelhos e inchados separados, em uma expressão de prazer e dor.


É bom fazer um serviço agradável, Moyashi.


Voltou a posicioná-lo após engolir o olhar provocante do jovem. Os gemidos de Kanda, enfim, começaram a ressoar pelo quarto de aparência abandonada, acompanhados dos movimentos ousados de Allen, disposto a levá-lo ao ápice.


Quando ia impedi-lo de acontecer, puxando-lhe novamente a cabeça, o sentiu fazer força para continuar o que fazia. O jato quente preencheu-lhe a boca segundos depois, fazendo-o piscar um dos olhos sem desejar.


Outra cena excitante para Kanda era a que Allen o oferecia agora. Um pouco sujo de sêmen, o garoto se limpava ousado com a língua, olhando-o com afinco. Passou um dedo no canto da boca, mordendo-o na ponta logo depois, apenas para ajudar no descontrole do outro.
Subiu apoiando-se no corpo dele, com movimentos envolventes, buscando os lábios que desejava beijar até arfar.


Kanda passou o braço em sua cintura, expondo-o a troca de sensações profundas. Virou-se para a cama de solteiro, deitando-o a base de beijos e carícias diversas. Allen se remexeu, procurando uma posição que considerasse mais confortável.


Era a vez do mais velho. Orelha, pescoço, clavícula, mamilos, umbigo, trilha, saliva, gemidos, súplicas. Fora marcando o caminho que traçava, mordendo de leve e chupando a pele branca exposta. Allen brincava com os fios longos, puxando-os e implorando por mais a cada investida do exorcista.


Ele, então, resolveu devolver de um jeito... Diferente.


Toque-se.


Allen abriu os olhos surpreso, a vergonha tomando conta de suas ações. Tocar-se...? Na frente dele...?


K-Kanda... I-isso é...


Se toque. Me mostre como masturba, Moyashi.


O menor sorriu azedo, levando a mão ao membro pedinte, pulsante. Começou com os toques leves, acompanhados de suspiros na intenção de se acalmar. Julgando-se mais controlado, deslizou a mão pela extensão, uma, duas, três vezes. Os movimentos que começaram tímidos ganhavam voz e vez, fortes, exigentes.


K-Kanaahhh... K-kaan-daaahhhhh... Ahhh... Mnnnnmmmmnnnnn


Chegando ao ápice Kanda selou seus lábios com um beijo calmo, unindo os membros. O sêmen de Allen se espalhava por ambos os abdomens e agora, não somente por eles. Com mais uma troca de beijos, o menor envolveu seus braços no pescoço do maior, enquanto este masturbava-os juntos.


E novamente, os suspiros incansáveis voltavam a surgir.


Kanda levou um dedo aos lábios de Allen, adentrando-os. Dos seus, saiu a mais nova ordem. Chupe-o.


O amaldiçoado fez o pedido, devolvendo o dedo lambuzado ao outro. Agora viria a parte complicada, onde o prazer poderia se transformar na mais impactante dor ou nos mais doces desejos incontroláveis.


Introduziu-o nele, vendo Allen se remexer inquieto. Com a masturbação e chupões o incômodo diminuiu rapidamente, mas tudo pareceu retornar com a adição de outro dedo intrometido. Kanda massageou-o por dentro, pressionando e relaxando vários pontos no canal, até que tímidos gemidos foram proferidos colados ao ouvido do exorcista.


Vem...
Onde, Moyashi?
Kanda... Você sabe do que estou falando.
Não, do que?


Retirou e recolocou os dedos, simulando uma penetração. Allen suspirou, inclinando levemente a cabeça para trás com os olhos fechados.


V-você quem sabe, BaKanda! Q-q-quem está p-perdendo agora é você m-mesmo...


Opa. Aquilo de certa forma machucara seu ego. Perdendo? Pobre amaldiçoado, mal sabia o que acabara de fazer.


Retirou os dedos, virando o corpo dele com firmeza. Em uma só estocada, Kanda se enfiou completamente, fazendo Allen quase gritar. Deu tapas simpáticos na nádega dele, colando o dorso as costas do rapaz. Seu alvo era o ouvido e como tal, conseguia pelo ângulo abusar o quanto quisesse dele.


Cuidado com o que diz Moyashi.


Allen só pode sorrir malvado, convencido por manipular seu namorado. Sentindo os movimentos fortes dentro de si agarrou-se com vontade ao lençol semi-sujo, os gemidos sendo produzidos sem controle pelas cordas vocais animadas.


O corpo tremia. Kanda era um desgraçado infeliz, mas um desgraçado infeliz muito gostoso. O maldito sabia tirá-lo do conforto, da sanidade, e entregá-lo ao perigo do desejo sem fim.


Ahhh! K-kaaaandAAAH! M-meu corpo aind-aah n-nãao s-se a-a-a-AAAAHHHHHHH


Quando o japonês acertou seu ponto sensível entrou em frenesi, com o puro prazer corroendo-lhe as veias. Espalhando calor, marcando sua alma agora sedenta por mais. Allen proferia impropérios, exigindo pelo que não controlava. Mais ritmo, mais suor, mais calor, mais prazer.
E Kanda o correspondia, saindo e entrando cada vez mais viril do amaldiçoado. O barulho provocado pelos corpos se chocando deixava a cena ainda mais pecadora, combinada com as grandes golfadas e arfadas de ar que ele puxava, querendo e podendo se perder na imensidão que ambos emergiram.


Saiu definitivamente, vendo Allen cair de bruços em sua frente. Impaciente, o virou sem cerimônias, tendo seu sorriso mais demoníaco estampado na face de traços delicados. Pôs-se entre as pernas do albino, voltando a penetrá-lo com força.


Aonde está a disposição, huh?
E ainda tinha energia para aporrinhar, o desgraçado.
Estou fingindo cansaço para você não se mag...


O calou com um beijo violento, movimentando-se dentro do corpo frágil. As unhas de Allen o arranhavam com vontade, em um misto de puxá-lo pelos cabelos para si e marcar os músculos das costas alvas. Kanda sorriu com o beijo partido vendo seu pequeno abrir a boca ansiando por oxigênio, com o corpo sendo empurrado para frente com o ritmo violento e saliva escorrendo de seus lábios inchados.


Desceu para o pescoço, chupando novamente. Os gemidos que ouvia em resposta eram o estímulo necessário para continuar.


V-vai... K-k-aaand-aaahh... A-aaaah-siimmnnmm.... E-eee-eu v-v-vooooooOOOHHH......


O dorso levantou com tamanha pressão, jogando a cabeça para trás na mesma hora. Kanda não lhe dava espaço para provocações, masturbando-o. Xingou-o mentalmente pelo ponto bônus de ter acertado novamente o ponto prazeroso.


... Ter q-que pe-peedir pro Laaaa-aaah-vi... Ma-aatar m-minha vontaaade...


E então, um soco furioso encontrou o rosto vermelho de Allen. Kanda o pôs sentado em seu colo, extremamente irritado em ouvi-lo chamar pelo idiota do Lavi. Ambos ainda buscavam por ar, os pulmões enchendo e esvaziando com pressa, embora o albino soubesse que fez uma grande besteira. Mas não conseguia se controlar.


Acho bom não gemer mais o nome de ninguém além de mim, Moyashi.


Irei me redimir, então...


Encontrou os lábios do moreno, mesmo com ele se esquivando de si. Agarrou nos cabelos longos espalhados, puxando-o em direção aos próprios lábios. Como previra, Kanda o mordeu fazendo com que sangue se juntasse aos movimentos exigentes compartilhados pelos dois.
Mas não era hora de enrolar. O japonês não perdoaria com tão pouco.
Posicionou-se, sentando vagarosamente. Apenas queria contrastar com as outras duas vezes em que foi penetrado, sentindo aos poucos ser preenchido. Depois de completamente sentado suspirou, brincando com uma mecha do cabelo dele enquanto sorria.


Para Allen não era só sexo, afinal.


Avançando em direção ao próximo beijo, começou a se mover de acordo com o ritmo do mesmo. Lento, desejoso, para depois se tornar arriscado e real. Sentia as mãos do espadachim em suas pernas enquanto se insinuava, rebolando devagar para envolvê-lo na discreta dança dos quadris. Já suas mãos, como na maioria das vezes, se perdiam na imensidão dos fios.


Kanda segurou na pele de Allen incitando-o a aumentar a velocidade. Sabendo que esse era o início para um definitivo perdão aumentou o ritmo, passando a cavalgar encima do japonês. Seus gemidos logo voltavam a serem ouvidos, colados ao ouvido do moreno.


Ele começou a auxiliá-lo, fazendo com que o prazer se tornasse palpável. Nenhum dos corpos aguentava mais, com espasmos violentos golpeando-os a consciência. Com gemidos berrados, movimentos incontroláveis e correntes elétricas fortes, encontraram o ápice basicamente juntos pela segunda vez naquela noite manchada de luxúria.


Allen o envolveu com seus braços cansados o pescoço suado de Kanda, descansando o rosto no ombro do mesmo. Ele por sua vez se jogou para trás, caindo de mau jeito na cama de solteiro. Saiu de dentro do albino e tentou acomodá-lo, não por carinho, mas porque assim teria espaço para si na cama também.


O trouxe para perto, ouvindo-o respirar baixinho envolvido pelo sono. Acompanhou-o, fechando enfim os olhos cansados.

Mais uma noite chegara ao fim.

Notas finais
Yoo. o/ Seguinte, meu primeiro lemon. D:
Ficou bom, gente? Por favor, quero saber a opinião de vocês ~
Dedico a thaa, tia e ukecchan, por vários motivos. Obrigada as trêees, amores. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!