For My Dream
25 XXV - Você é minha coragem
Notas iniciais
Sim, eu estou postando hoje pelo motivo de não ter tido como eu postar no domingo. E nem na segunda. Nem na terça. Nem na quarta ='D Motivo? Castigo. HAUHAUHAUH' Fui pega levando o pc às 6hrs da manhã no quarto e meu pai não gostou muito. Só me deixou usar o pc pra fazer trabalho. Se bem que eu dava umas fugidinhas no nyah e no face só de zoas e pra falar com a Neko :v q HASUHASUHAUHAS'
Faltam 14 minutos pras 6hrs, tá um frio do kraio, e eu aqui ainda sem dormir ='D Meu pai já acordou e eu to no escuro aque, por isso ignorem qualquer erro. Ou melhor, avisem se puderem =w=
Hoje teremos double post! Postarei um cap agora e a Neko vai postar outro de noite, ok? =w=
Enjoy!
Os dois saíram do quarto se dirigindo à cozinha. A ruiva lançou um olhar discreto para Jellal que andava em sua frente sorrindo em seguida. Nem ela mesma acreditava no que havia acontecido entre ele na noite passada. Com certeza isso ficaria marcado para sempre no coração de cada um. E não seria a primeira vez, ela ao menos isso esperava. Não que fosse uma pervertida ou algo assim. Seu rosto esquentava só de lembrar as coisas que dissera e fizera. O que ela estava pensando? Ou melhor, o que Jellal deveria estar pensando? Aquilo era extremamente vergonhoso.
Chegaram à cozinha avistando a mãe do azulado em frente a pia cortando alguns legumes. O garoto chamou sua atenção fazendo a loira virar.
— Bom dia pombinhos! – disse a mulher sorrindo – Dormiram bem?
— Bom dia – respondeu Erza um tanto tímida. Ela demorava um pouco para se acostumar com pessoas diferentes, ainda mais esta sendo sua sogra.
— Até demais. – disse Jellal com um tom malicioso levando um cutucão de Erza logo em seguida – Onde estão a Wendy e o Mystogan? – indagou sentindo falta da presença dos irmãos naquele horário.
— A Wendy tinha que ir para a escola dela ajudar com a arrumação da exposição de Natal, ela até mesmo queria te acordar cedo para que você a levasse, mas o Myst acabou levando já que iria se encontrar com a namorada dele.
— Entendo... E o meu pai? – perguntou um pouco receoso.
— Saiu há um tempo. Ainda chega para o almoço.
A ruiva estranhou o jeito do azulado. Ele parecia um tanto preocupado. Aquilo a deixaria daquele jeito também. Será que havia acontecido algo? Suspirou fitando o garoto que olhava para o nada. A mesma resolveu quebrar o silêncio batendo palmas chamando a atenção dos dois.
— Er-chi, aqui! – disse entregando três bombons para a ruiva – Wendy disse que fez na escola ontem e queria te entregar como forma de desculpas pelo comportamento.
— Ah, obrigada – agradeceu feliz. Não esperava isso. Achou que precisaria de um tempo para se dar bem com a garota – Mavis-san, precisa de alguma ajuda? – ela não era tão boa em cozinhar, mas pelo menos em algo ela teria de ajudar.
— Ah, claro – disse voltando a sorrir – Pode cortar a cenoura, a couve e as maçãs para mim? – perguntou dando espaço para a ruiva na pia vendo-a assentir e ir até lá – Jelly ajude também, sim?
Os dois se aproximaram fazendo o que a mãe do rapaz mandara para cada um. Erza se sentiu aliviada. Cortar era algo que ela era boa em fazer. Enrolaria um pouco para não pegar uma tarefa que mostrasse o quão ruim ela era cozinhando. Já tentara aprender anteriormente, mas sem sucesso.
— Er-chi, você parece ser boa nisso – comentou a loira.
— B-bem, não tanto. Eu não sou lá essas coisas cozinhando.
— Não diga isso! O Jelly adora cozinhar, ao contrário do Myst ele sempre me ajudava desde pequeno. Para falar a verdade ficou um pouco triste cozinhar sozinha desde que ele entrou para o exército. Mas fiquei feliz quando recebi a notícia de ele ter conseguido o que tanto queria. Não é Jelly? – disse sorrindo.
— Sim... – o azulado concordou sorrindo fracamente enquanto mexia a colher de madeira na panela.
— Tenho certeza que vão se dar muito bem quando casarem!
A face da ruiva começou a esquentar violentamente. Não havia pensado em algo como casar. Não que parecesse ruim. Veio a sua mente quando era pequena e via as mulheres de sua vizinhança se casando, sempre por obrigação. Era o que aconteceria com ela também, mas ela conseguiu escapar. Porém, casar com Jellal? Só poderia ser um presente dos céus. Pensando bem, com a profissão que ela almejava não era possível ficar em casa com ele, com os filhos. Sacudiu a cabeça levemente. Mal haviam começado a namorar e ela já estava pensando em filhos. Ela pareceu ser a única a se importar com o que a mãe dele disse.
— Casamento... – ele se pronunciou – Não é uma má ideia – disse sorrindo depois.
Aquilo a fez sorrir também. Eles realmente se amavam. Ele também pensava em se casar com ela. Mal ele sabia o quanto ela queria aquilo. Mesmo que a relação de marido e mulher deles fosse diferente do que todos estão acostumados a ver. Ela não se importaria realmente.
Acordou do seu transe quando escutou o barulho da porta. Olhou para Jellal que ficou meio tenso no momento.
Depois de um tempo conversando e fazendo o almoço eles finalmente terminaram. A mãe de Jellal colocou a mesa e saiu da cozinha não demorando a voltar, dessa vez, acompanhada.
O homem de cabelos negros e olhos vermelhos estava sério assim como Jellal. Os olhares de ambos se encontraram. Naquele momento, o clima ali ficou um tanto pesado. Erza parecia ser a única a não saber o que acontecia. O olhar do homem desviou-se para a ruiva fitando-a confuso.
— Zeref, essa é a Er-chi, a namorada de Jellal que eu comentei com você ontem – disse a loira tentando quebrar o clima ruim.
— Prazer, eu sou Erza Scarlet – disse se aproximando e estendendo a mão.
O homem sorriu fracamente para a ruiva. Aquilo era novidade para ele. Eles sentaram-se à mesa.
Jellal não comia lá desde que voltara do quartel, mas hoje como Erza estava presente, aquilo não era possível.
— Então Erza, o que você faz? – perguntou enquanto cutucava a comida com o garfo.
A ruiva gelou naquele momento.
— Estudo engenharia de produção. – disse a primeira coisa que lhe veio à mente.
— Entendo. Que bom que está estudando para algo – disse calmamente levando o garfo à boca – Seria bom se todos os que tiraram notas altas a vida inteira levassem isso adiante e não substituísse por uma coisa ridícula.
— Zeref! – Mavis tentou chamar-lhe a atenção.
— O que você pensou quando se apaixonou por alguém assim?
A ruiva olhou preocupada para Jellal que permanecia de cabeça baixa sem dar nenhum piu desde que seu pai chegara. Ela entendeu no mesmo momento. Seu pai era como o dela. Não sabia o significado da palavra “sonho”.
— Eu penso que... – disse sem pensar. Todos os olhares foram dirigidos a ela. Agora teria de continuar – Eu penso que isso não é certo. B-bem, eu quero dizer... Cada um tem seus sonhos, por mais difícil que seja, por mais bobo que pareça ao olhar dos outros, é isso que cada um quer seguir. Acho que a pessoa é a única quem deve se preocupar se aquilo vai ser ou não bom para ela, e mesmo se não for... É a sua própria escolha que realmente importa, certo? – terminou de cabeça baixa com medo do que teria de escutar.
A vontade de Jellal naquele momento era dar um beijo em sua amada. Ele não podia acreditar que ela o defendera de forma tão esplendida. Viu a mesma o olhar de relance e o que ele fez foi sorrir da forma mais pura para ela.
Escutaram apenas uma risada vinda de Zeref. Ele não tinha palavras para usar como argumentação.
Os pais do garoto começaram uma conversa aleatória deixando isso completamente de lado. Isso era estranho para Jellal, pois sempre que esse assunto era tocado, uma discussão era criada envolvendo até mesmo sua mãe fazendo-a brigar com o marido. Mas não, hoje não foi daquele jeito. Ainda tinha dúvidas sobre o porquê, talvez por educação da parte de seu pai por Erza estar ali, mas tinha quase certeza que foram as palavras de sua ruiva que o fizeram calar. Aquilo fez o seu dia.
Eles terminaram de almoçar. Erza se propôs a lavar a louça, mas Mavis a dispensou dizendo para ela e Jellal irem dar uma volta por aí. E foi isso que fizeram.
Saíram da casa aconchegante para o clima gélido. O dia estava totalmente branco. As únicas coisas que se destacavam entre as cores neutras eram os cabelos das poucas pessoas que estavam na rua, os enfeites de natal nas portas e janelas e as próprias casas.
A ruiva suspirou conseguindo ver sua própria respiração. Ela preferia ficar em casa, mas deve ter algum motivo para Mavis manda-los sair.
Jellal estendeu a mão para Erza que timidamente segurou. Aquela situação era totalmente estranha para ela. Seria ruim se ela estivesse em seu bairro. Não queria pessoas fofocando sobre sua vida. Aquilo a irritava mais do que tudo. Se bem que quando estava com ele, essas fofocas não pareciam fazer tanto efeito; ele era bem mais importante do que isso.
— Obrigado. – disse rapidamente fazendo a ruiva olhá-lo confusa – Eu nunca diria aquilo para meu pai. Confessando, eu tenho um pouco de medo, mas nunca pensei em dizer daquele jeito como você falou. – finalmente olhou para ela que sorria gentilmente – Normalmente ele faria uma discussão terrível, independente de quem estivesse lá. Sei disso porque a namorada do Myst estava na outra vez e ainda sim ele foi capaz de fazê-lo passar vergonha – disse sentindo-se mal pelo irmão, coisa rara de acontecer – Enfim... Não sei nem o que fazer para agradecer...
Erza apertou a mão do mesmo com um pouco de força.
— Me agradeça se animando um pouco. Não gosto de te ver amuado desse jeito. – ela soltou sua mão levando-as até o rosto do rapaz apertando um pouco – Sorria daquele jeito de sempre!
O azulado não aguentou acabando por rir da atitude de Erza. Aquilo era algo que ele nunca tinha visto e estranhava o fato de vir dela.
Os dois continuaram andando sem rumo.
— Jellal onde tem lojas por aqui?
— Lojas? Pra quê? – ele estranhou a pergunta da ruiva.
— Bem, eu preciso comprar algo para sua família...
— Não é necessário.
— Mas, eles me deixaram ficar em sua casa, não é justo.
— Não precisa Erza. E eu estava pensando... Você não quer passar o natal fora? – perguntou desviando o olhar.
— Por quê? Você não quer passar com a sua família?
— Não é isso... Eu queria ter a oportunidade de te levar a um encontro... Ir para o centro ver as luzes, jantar fora ou algo assim... – confessou sentindo sua face gélida esquentar.
— Mas e quanto aos seus pais? – perguntou também corada.
— Eles não vão se importar. O Mystogan vai para o apartamento da namorada dele.
— Entendo... Bem, eu acho que não seria ruim.
Ele apenas sorriu em resposta. Era ótimo ela ter aceitado. Já tinha um plano em mente para esse dia, mas para coloca-lo em ação, precisaria estar sozinho com a sua ruiva.
— Não é a sua irmã ali? – disse apontando para a azulada que estava sentada num banco junto com alguns amigos.
— Estranho, ela deveria estar na escola agora. Wendy!
A baixinha olhou assustada. Seus amigos começaram a correr e ela foi atrás do grupo.
Jellal começou a correr atrás parando depois de pouco tempo ao ver que a ruiva não estava junto. Olhou para trás vendo a ruiva ajoelhada no chão com as mãos sobre a barriga. No mesmo instante voltou para onde a garota estava.
— Erza, o que foi?
— Estou bem... Só... Ugh... – gemeu de dor pressionando ainda mais o estomago.
Ele ajudou a ruiva levantar com dificuldade. Ela sentia uma dor intensa em sua barriga, não conseguia nem mesmo andar. Assim que ele a soltou por um breve instante ela caiu novamente, dessa vez inconsciente.
Desesperado, pegou a garota no colo levando-a para sua casa usando meteor. Era o único jeito sendo que não havia nenhum hospital por perto. Chegou a casa já subindo para seu quarto ao mesmo tempo em que gritava por sua mãe.
A loira não demorou a aparecer no quarto do garoto com o olhar preocupado.
— O que aconteceu? – indagou preocupada aproximando-se da cama onde a ruiva estava sem consciência.
— E-eu não sei, ela começou a sentir dor de estomago na rua e de repente desmaiou. – disse tirando as roupas pesadas que Erza usava.
— Calma filho! Mas o que será que provocou isso?
— Eu não tenho ideia, eu... – ele parou bagunçando ainda mais os cabelos azuis quando uma ideia veio a sua mente – Wendy... Droga! Não pensei que ela fosse tão longe.
— Como assim?
— Os bombons mãe! A Erza comeu os três! – ele ficava cada vez mais em pânico. Sua irmã era capaz de tudo para ter os irmãos só para si
— Deixe isso por agora. Seu pai acabou de sair, eu vou atrás dele.
O pai de Jellal era também médico, por isso queria que o mesmo seguisse pelo mesmo caminho. Pelo menos ele seria de ajuda agora.
— Erza... Espere só um pouco...
Lembrou-se que ela tentou fazer algo parecido com a namorada de seu irmão. Porém, ela não era tão inocente e amável como Erza, mandou a menor comer primeiro e esta se recusou entregando a si mesma. Ah, mas a Wendy teria de ouvir.
Notas finais
Enfim, deixem reviews plz ♥ São importantes pra nós ;3;
Kissus, nanarei agora (/o3o)/ ~ ♥
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