For My Dream
21 XXI - Muito Tempo
Notas iniciais
Genti... Genti... ô Gentii... Sério... Mó mancada de vocês ;3; Velho, cadê o povo que comenta? ;-------; Tem caps aqui com mais de dez reviews e eu sinto no kokoro que tem gente que não abandonou a fic e tá com preguiça de comentar T^T Poxa, isso fere nosso heart T^T Não to querendo obrigar ninguém, mas quem escreve sabe como é ruim não ter reviews nas fics. Quero agradecer aos cheirosos que continuam comentando. Obrigada divosidades ♥
E eu não revisei, to sem tempo again, meu irmão quer mexer aque e eu to postando com pressa enquanto ele toma banho ;3; De madrugada eu reviso bonitinho, ok? o3o
Enjoy!
A ruiva passou a viagem inteira sem falar com Jellal. O mesmo nem mesmo tentava, pois não queria fazer nenhum esforço inútil. Sabia que aquela ruiva era cabeça quente, nada do que ele dissesse a ela iria adiantar. Não que ele não quisesse conversar com ela numa boa. Seria horrível ter de passar o Natal sabendo que estava brigado com sua amada. Olhou de canto para ela que, mesmo com a visível contra vontade, estava sentada ao seu lado no ônibus olhando para o lado de fora. Ela mantinha a feição séria e o cenho franzido. Parecia muito como era quando ainda era só Enzo. Ela não ficava daquele jeito há um bom tempo, só quando ficava verdadeiramente brava. Seu coração quis parar quando ela virou fazendo os olhos se encontrarem. Seus olhos estavam mais claros e sem brilho nenhum e o observavam com puro desprezo. Sentiu seu peito apertar. Era pior do que quando ela era só Enzo. Em meio a tantos pensamentos, não perceberiam que haviam chegado ao quartel se a ruiva não tivesse levantado com brutalidade. Levantou-se também, pegando suas coisas e deixando o ônibus. Eles poderiam ir pra casa agora. Só precisava ir até o quarto pegar algumas coisas. Erza se distanciou assim que desceu do ônibus indo para destino diferente do dele. Ele não tinha escolha. Desistiria de falar com ela por mais que aquilo lhe doesse.
Erza foi direto para o consultório de Lucy. A mesma nem deveria estar lá, mas ela esperaria. Não teve como conversar com ela na Ilha, ela nem mesmo estava lá e nem as outras médicas sabiam onde ela estava. Não podia confiar a ninguém mais para desabafar. Assim que desceu do ônibus deu um jeito de se camuflar entre todos e ir rapidamente para lá. Entrou na sala de fininho sentando na cadeira. Como esperado, a doutora ainda não havia ido ao consultório, nem sabia se ela iria, afinal, elas também iriam para suas casas. Suspirou desanimada. Mantinha a pose de durona na frente de Jellal, mas ele mal sabia o quanto ela estava morrendo por dentro. Mordeu o lábio inferior segurando as lágrimas. E pensar que ele fora capaz de fazer aquilo com ela, mesmo depois de tudo. As lembranças vinham à tona em sua mente. Cada mínimo detalhe dos momentos maravilhosos e dos momentos difíceis se passavam em sua mente. Não pode mais segurar. As lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto e ela não fazia esforço algum para limpá-las.
Deu um pequeno salto na cadeira assim que a porta foi repentinamente aberta revelando a figura da loira que já estava com o olhar preocupado. Esta fechou a porta à chave e puxou uma cadeira colocando-a ao lado da ruiva e sentando. Não demorou mais nenhum segundo para acolhê-la num abraço apertado. Lucy odiava aquilo. Não o fato de Erza ir até ela, mas sim o fato das pessoas serem tão más a ponto de atrapalhar alguém tão bom. Ficaram daquele jeito sem ouvir nenhuma palavra vinda de nenhuma apenas os soluços abafados de Erza. A loira empurrou um pouco a outra garota fitando-a carinhosamente.
— Erza... O que aconteceu? – disse olhando-a de forma preocupada.
A ruiva secou a ultima lágrima que escorria e olhou nos olhos castanhos de Lucy.
— O Jellal... – só de dizer o nome da pessoa amada seu coração já apertava e aquela vontade imensa de chorar lhe invadia.
— O que foi? Andam ameaçando vocês dois de novo?
— Não... Dessa vez foi ele mesmo – disse com dificuldade e com a voz tremula. As lágrimas já brotavam no canto dos olhos prontas para descerem.
— O que? Como assim? – indagou um tanto indignada.
— Quando eu entrei na barraca ele e a Ultear estavam se pegando.
— Não pode ser... Me explique isso direito Erza!
— Eu estava treinando quando Gray chegou de repente dizendo que o Jellal havia se ferido gravemente. Eu não queria acreditar, mas ele me arrastou para a barraca... E quando eu cheguei lá só havia um Jellal com uma vadia em cima! – explicou quase que desesperadamente deixando Lucy visivelmente assustada.
— Espera... O Gray te levou pra lá? – a loira arqueou a sobrancelha colocando a mão no queixo vendo a ruiva apenas assentir – E o que o Jellal falou pra você?
— B-Bem... Disse que eu era única pra ele e que me amava... – ela despertou ao perceber que estava se deixando levar novamente – E começou a dar um monte de desculpas esfarrapadas. Eu nunca mais vou acreditar nele. – finalizou cruzando os braços e enchendo as bochechas de ar.
Lucy riu da reação da amiga. Ela era tão fofa e inocente. Suspirou segurando a ruiva pelos ombros.
— Erza, o Jellal realmente ama você. Eu mesma já percebi o brilho nos olhos daquele garoto quando ele te olha. O amor de vocês é algo tão belo. Você vai mesmo acabar com tudo isso por uma coisa tão boba? – disse sorrindo gentilmente.
— Não é uma coisa boba! – protestou – E-eu vi... Eu vi os dois se beijando Lucy! Foi horrível...
— E você não pensou nem mesmo por um único segundo que Ultear e Gray poderiam estar armando pra vocês?
— Armando pra nós?
— Acorda Erza! Se o Gray te quer e a Ultear quer o Jellal é claro que eles fariam de tudo para separar vocês. Está tudo tão claro, é só ligar os pontos.
A ruiva pensou um pouco. Lucy poderia estar certa. Se Gray a levou para lá era justamente para ela ver a cena. Além do mais, nunca tinha visto Jellal tão desesperado daquele jeito. E ela, tão irracional, o tratou daquele jeito de forma tão rude. Seus olhos marejaram novamente. Havia ferido os sentimentos dele por razão nenhuma. Sentiu um cutucão no braço.
— Não é tarde demais Erza. Vá atrás dele! – disse a doutora animadamente.
Erza sorriu limpando o canto dos olhos e se levantou ainda mais animada do que a loira. Abriu a porta e disparou em direção ao quarto. Uma das médicas que estava no corredor chamou sua atenção, mas ela ignorou. Tinha algo mais importante do que obedecer aos superiores neste momento. No pátio já havia vários recrutas com malas prontas se despedindo e partindo para suas casas. Jellal iria também e ela tinha que vê-lo antes disso. Entrou no dormitório subindo para seu quarto ignorando também Natsu e Gajeel que a chamaram. Pôde ouvir resmungos vindos deles. Abriu a porta do quarto e o sorriso estampado em seu rosto desapareceu. Havia pouquíssimas coisas de Jellal ali. Lucy estava errada. Era sim tarde demais. Só poderia falar com ele depois do Ano Novo. Recostou-se à parede deixando-se escorregar até sentar no chão. Juntou os joelhos ao corpo sentindo seus olhos marejarem novamente. E se Jellal tivesse desistido dela? Sentiu uma imensa vontade de socar a si mesma por ser tão ignorante. Agora não adiantava mais chorar pelo leite derramado. Levantou-se do chão e juntou suas coisas também. Não poderia fazer mais nada afinal.
Saiu do dormitório vendo o pátio quase vazio. Assim que atravessou o portão sentiu uma nostalgia. Foi ali que viu Jellal pela primeira vez. Sorriu lembrando daquilo. Já sentia falta dele. Se aquilo não tivesse acontecido, se ela não fosse tão idiota, eles estariam dando um caloroso beijo de despedida nesse exato momento. Suspirou. Olhou para o outro lado da rua vendo Lucy e Natsu caminhando de mãos dadas. Estava feliz pelos dois terem dado certo. Queria se despedir de Lucy, mas não interromperia. Começou a caminhar para seu destino. Sentia saudade de sua mãe também, ela com certeza estaria preocupada com Erza. Do seu avô principalmente, ele acreditava em seu potencial, acreditava que ela sabia se cuidar, mas mal ele sabia que tinha alguém cuidando dela esse tempo todo. Não sabia como encararia seu pai. Mas acreditava no fundo que ele a apoiaria também. Todo pai quer o bem de sua filha afinal. Sorriu enquanto caminhava, era uma pena esse sorriso não ser completamente cheio de alegria.
~*~
A ruiva entrou pelo portão de sua casa já mais animada. Ela não poderia desejar presente melhor do que ver sua família depois de tanto esforço, tanta dor de cabeça. Seu avô estava sentado numa cadeira olhando algumas poucas estrelas que estavam visíveis no céu. Ele sempre fazia aquilo junto dela, ele deve ter se sentido solitário nesses últimos meses.
— Vovô! – gritou mais alto do que deveria fazendo o velho homem se assustar.
Ele abriu um enorme sorriso se levantando da cadeira. A garota correu até ele o abraçando fortemente e claro, sendo correspondida da mesma forma.
— Erza... Você não sabe o quanto faz falta aqui. – disse ainda sorrindo acolhendo a ruiva num outro abraço.
A mãe da ruiva apareceu na porta para ver o que acontecia e se emocionou no mesmo instante ao ver a filha.
— Erza! – a mulher correu a curta distancia que a separava da ruiva abraçando-a carinhosamente.
— Mãe... Senti sua falta... – disse com os olhos marejados afundando a cabeça no ombro da mãe.
— Eu também filha, que bom que está bem. Vem, vamos entrar. – disse separando-se da ruiva e tomando sua bolsa.
Os três adentraram a casa. Os familiares da ruiva não poderiam estar mais felizes. Mas como dizem, isso dura pouco. O pai da ruiva apareceu vindo do andar de cima. Ele não parecia nem um pouco contente em ver Erza.
— Pai! – disse a ruiva sorrindo, mas não foi retribuída.
Ela estranhou o clima olhando para sua mãe e seu avô que estavam quietos com uma expressão estranha. O sorriso dela sumiu também. Será que o ano dela se fecharia só com infelicidades? Ela não queria aquilo. O medo que só seu pai conseguia fazê-la sentir tomou conta de seu corpo. Ela não era capaz de aguentar nem mesmo aquele olhar, imagine o que viria pela frente.
~*~
O casal andava de mãos dadas pela rua já iluminada de Magnólia. Ou pelo menos parte dela era. Faltavam algumas coisas a ser preparadas para a noite de Natal, mas eles aproveitariam mesmo antes.
— Luce... – chamou o rosado ouvindo a loira só murmurar em resposta – O que você vai fazer na noite de Natal?
— Eu não sei... Estava pensando em chamar as meninas da enfermaria para passarem o Natal comigo, e talvez a Erza também... Mas partes delas já têm compromisso então não tenho certeza.
— Erza? – estranhou. Por que só aquele nome separado?
— É uma amiga minha, esqueça. – disse rindo – Mas por quê?
— B-bem... – ele corou, cena que a loira via bem raramente – Eu queria saber se você não quer passar comigo...
— Mas você não vai passar com sua família? – indagou, coisa que se arrependeu de fazer ao ver que o semblante dele se tornou triste – Desculpe, disse algo errado?
— Não se preocupe – disse sorrindo – Meu pai sempre viaja a trabalho então eu fico sozinho. Só isso.
— Então nesse caso eu passo o Natal com você! – disse parando de caminhar e sorrindo para o garoto.
Ele repentinamente abraçou a garota pela cintura rodando-a no ar.
— Obrigada Luce! Vamos nos divertir muito! Vamos ver as luzes, depois vamos pra minha casa comer, e depois vamos fazer muitas outras coisas!
— N-natsu! Todos estão olhando! PARA! – depois de gritar a última palavra ele parou colocando-a no chão gargalhando – E... Que muitas outras coisas você está falando? – perguntou corando.
— O que você acha Luce? – disse com uma voz maliciosa fazendo a loira corar mais. Ele riu e a puxou novamente agarrando-a pela cintura. Deu um ameno beijo em sua bochecha para depois selar seus lábios.
A loira se surpreendeu de início, mas logo passou os braços por volta do pescoço do rosado beijando-o também. Os lábios se movimentavam vagarosamente. Ficaram só assim por um tempo, até que ele decidiu infiltrar a boca da loira com a língua brincando com a dela. Eles se separaram finalmente notando os olhares direcionados a eles. A doutora corou enquanto o rosado sorria para as pessoas desejando boa noite. Francamente, qual era o problema dele. Mas aquilo não era um problema tão grande. Ela até gostava daquele jeito insano do rosado. Riu discretamente deixando-o confuso. Não, nada disso. Ela já o amava completamente. E pensar que ele era só um idiota que passava cantadas mais idiotas ainda. É tudo não imprevisível. Agradeceria ao destino, afinal, aquele relacionamento parecia ser tão verdadeiro quanto seria duradouro. E quem diria que ela iria se apaixonar por um idiota tão repentinamente?
Notas finais
NaLu é amor ♥ Acho que estou me apaixonando por NaLu também *U* Apesar de gostar mais de GrayLu, porque é mais amor neh q Enfim. Espero os review ♥ Kissus no kokoro de cada um de vocês (/o3o)/ ~ ♥ Flw!
Fale com o autor