For My Dream
16 XVI - O outro lado
Notas iniciais
Esses cap está cheio de revelações =3= HAUSHAUSHAUSH'
Boa leitura >3
– Erza... – disse Jellal, parando de comer e olhando para um canto que não fosse a ruiva.
– O que foi? – ela perguntou.
– Sobre ontem... Você não ficou assustada, ficou? – o azulado finalmente a olhou, apertando mais a mão da garota que estava debaixo da dele. A ruiva prendeu a respiração por um segundo. Não podia mentir para ele.
– Eu não vou mentir Jellal... Eu fiquei assustada sim... Nunca pensei que você fosse fazer algo do tipo... – respondeu ela, meio receosa, com medo de magoá-lo.
– Desculpe... Eu pensei que eles fossem te entregar hoje de manhã!
– Sim, eu também! Quase me caguei! – Erza disse, tirando um riso de Jellal.
– Se o Gray contar, você pode bater em mim tá?
– Já falei para não ficar se preocupando com isso. Se ele contar, fazer o que não é?
Jellal não disse nada depois daquela frase. Como assim “fazer o que”? Ela disse isso com um ar tão de... Sei lá, Jellal não imaginaria ver Erza falando assim de algo que ameaçava o grande sonho da vida dela. Sorriu por um momento imaginando que ele havia se tornado a coisa mais importante para ela ali dentro, mas chacoalhou a cabeça, afastando esses pensamentos. Não queria brigar com ela de novo por causa disso. Se bem que ele não se importaria se aquela cena da floresta se repetisse. Corou lembrando daquilo, ela deve acha-lo um grande pervertido. Mas ele não podia negar que era um pouco disso. Ele já até se imaginou tomando banho com Erza, tinha pensamento mais pervertido do que esse? É, acho que não.
Mas Jellal estava tenso apesar de tudo. Algumas memórias nada agradáveis voltaram a invadir sua mente. Lembranças das quais ele não se orgulhava, porém ele só fazia o que fazia por puro extinto. Gray sabia disso, e deve ser por isso que ele nem olhou na cara deles nesse dia. Era bom, Jellal ainda estava com vontade de mata-lo. Era aquela sensação voltando de novo, uma sensação que fazia seu corpo todo se arrepiar. Tinha que se acalmar, não podia se levar pelo ódio como costumava fazer.
Erza também estava tensa por causa do azulado. Nunca tinha visto ele de uma maneira tão estranha. Jellal sempre foi uma pessoa bondosa, foi arrepiante para ela ver alguém tão gentil com um olhar tão escurecido. E se ela não tivesse o parado, ele com certeza mataria Gray. O mataria com aquela magia que ela pôde sentir que eram puras trevas. Quem era Jellal de verdade?
Quando a sirene tocou, os Recrutas foram para as salas de estudo. Jellal afastou-se de Erza por um momento dizendo que ia ao banheiro, então ela seguiu para as salas sozinha, ainda com o pensamento de minutos atrás em sua mente. Foi quando seu pulso foi segurado sem gentileza alguma por alguém. Ela estranhou, Jellal não faria isso. Virou-se para ver quem era, imediatamente se desesperando, era Gray.
– G-Gray, o que você...
– Não pense que desisti moranguinho! – o moreno disse, fazendo Erza suar.
– Porque você insiste em ser tão chato? Me deixe em paz!
– Mesmo com a volta do verdadeiro Jellal, eu não vou ceder tão fácil! – verdadeiro Jellal? Gray aproximou-se do ouvido de Erza, e sussurrou – Se eu fosse você, ficava bem longe do Jellal Er-chan! Ele não é tão bonzinho e gentil quanto parece ser! – ele afastou-se, sorrindo ao ver a expressão de confusão de Erza. Jellal aproximou-se dos dois, e Gray ao vê-lo engoliu seco e saiu de onde estava, andando até as salas em passos largos.
Erza olhou para o azulado, que tinha uma leve expressão de raiva na face. A ruiva estava começando a ficar cada vez mais assustada. Verdadeiro Jellal? Então ela não conhecia tão bem assim o rapaz que ama. Isso causava na ruiva um tanto de decepção.
– O que ele te disse? – o azulado perguntou.
– Conversamos depois! – ela disse com um olhar sério, pegando a mão de Jellal e andando com ele até a sala.
Estava perdido. Agora era capaz de Gray usar o que ele sabe sobre ele para fazer Erza se afastar. Isso era tudo o que ele menos queria. Amava Erza, e o escarlate tornou-se a cor que o fazia ter sanidade, que não deixava seu outro lado tomar conta. Não podia mais viver sem ela, de jeito nenhum.
(...)
Lucy correu para o mesmo local onde ia quase todas as noites. A jovem doutora olhou para todos os lados para ver se não havia ninguém. Era tão bom os recrutas serem comportados. Quer dizer, alguns eram rebeldes e andavam pelo pátio à noite, mas eles nunca a viram. Entrou no pequeno depósito e sentou-se no chão, esperando. Já fazia um tempo que ela ia ali de noite, não só ela.
Logo, ela pode ver sua companhia entrando também. O rosado sempre se atrapalhava no meio daquelas vassouras, mas ele e a loira não tinham outro lugar para se encontrar que não fosse ali. Sim, se encontrar. Natsu e Lucy andavam se encontrando escondidos naquela salinha de vassouras a um bom tempo. Melhor dizendo, desde o dia em que ele apareceu de surpresa em seu consultório. Lucy não podia negar que sentia algo de diferente pelo rosado, e ele também sentia algo por ela, e essa atração já rendeu várias coisas. Não tinham muito tempo, então tudo corria muito rápido, mas estava bom assim, por enquanto.
Natsu sentou-se em frente a doutora, olhando seus olhos. Aqueles olhos de chocolate o encantavam, assim como os orbes ônix de Natsu faziam percorrer um calor de cima a baixo na loira. Natsu aproximou-se e deu um beijo breve em Lucy, movimentando seus lábios calmamente junto com os dela. Eram sincronizados, parecia que uma boca havia feito para a outra, e de fato era assim.
– Natsu, e se nos descobrirem? – a loira perguntou depois que cessaram o beijo.
– Não vão descobrir Luce! E se descobrirem também, quem se importa?
– Você irá levar um carão do General e eu a da chefe da equipe médica!
– Desde quando eu me importo com o que aquele loiro diz?
– Sabia que é esse seu jeito rebelde que me encanta? Eu não sou muito fã de rebeldes, mas você fica lindo assim! Te deixa mais...
– Sexy?
– É, pode ser!
– Você me ama Luce, admita! – o rosado mordeu levemente a bochecha da loira.
– Não sei, quem sabe? – a loira pegou o rosado pela camisa e o trouxe para mais perto. Ele estava praticamente em cima dela naquela sala apertada – E por que estamos falando tanto também?
– Você é muito apressada sabia?
– Não temos tanto tempo assim! – dito isso, Lucy beijou o rosado, que correspondeu no mesmo instante. Dessa vez era um beijo diferente do último, estava mais feroz. Sempre que eles se encontravam no horário de serviço, digamos assim, eles lançavam olhares um ao outro, deixando-os afoitos de vontade de se agarrarem.
Os dois se separaram quando o ar faltou, e Natsu, impaciente, atacou o pescoço da loira, com mordidas, lambidas, beijos e chupões, fazendo-a gemer abafadamente. Gostava de ouvir os gemidos de Lucy, eram o suficiente para deixa-lo excitado. Não sabia como ela conseguia encantá-lo tanto. Desde o dia que a viu ele sonha com ela. E ele era um cara de sorte também, não é qualquer um que consegue ter uma mulher ali dentro. Sim, ter. Lucy era dele, e de mais ninguém.
Voltaram a se beijar, e uma das mãos firmes do rosado acariciou as coxas de Lucy. Ela usava apenas uma calça legging, então dava para sentir bastante aquela coxa torneada. Se bem que aquelas roupas eram incômodas demais, assim como as dele eram para Lucy. Natsu subiu a mão da coxa até chegar a barra da blusa de Lucy, adentrando sua mão ali e acariciando sua barriga. Subiu mais um pouco, e assim que chegou a um dos seios dela, o envolveu com os dedos, apertando-o. Lucy gemeu entre o beijo, arrancando um sorriso de Natsu. Beliscou e puxou o bico excitado.
– N-Nat-su... – gemeu a loira quando cessaram o beijo. Lucy estava sendo levada a loucura, e Natsu também ao ver a expressão de prazer dela.
– Cadê aquele Salamander maldito? – ouviram Gajeel dizer do lado de fora da salinha – Ele sempre some assim sem dar nenhuma explicação!
Ao ouvir o moreno, Natsu cessou as carícias imediatamente, ficando aflito. Gajeel não perdoaria se descobrisse seu caso com Lucy. Ele olhou para a garota, que tinha a mesma expressão que ele. Quando ouviram os passos de Gajeel se afastando, Natsu levantou-se.
–Tenho que ir Luce, desculpe! – ele disse baixinho.
– T-Tá certo... Até outro dia então.
O rosado sorriu, beijou Lucy uma última vez e saiu de fininho do depósito. Lucy encostou a cabeça na parede para se recompor. Aquele rosado estava cada dia mais ousado. Mas ela não podia negar que gostava de suas carícias sem vergonhas. Se perguntava como ele conseguia lhe dar tanto prazer com simples toques.
É, talvez ela esteja amando mesmo ele. Quem sabe. Ela só sabia que necessitava dele todos os dias.
(...)
Era hora de dormir. Mas Erza não podia dormir ainda, precisava tirar aquela história a limpo. Olhou para Jellal, que estava sentado lendo um livro. Estranhou, porque ele geralmente não faz isso. Parecia que esperava que ela lhe perguntasse algo. E ela o faria.
– Jellal...
– Sim, Erza? – ele tirou os olhos de seu livro para olhá-la, já temendo o que ela queria.
– Bem, tem algo que eu quero lhe perguntar... – a ruiva sentou-se em sua cama.
– O que?
– Bem, vou direto ao ponto... Quem você é de verdade? – ela olhou firme nos orbes verdes ao perguntar isso. Jellal engoliu seco. É, estava na hora de contar.
– Tem certeza que você quer saber isso?
– Claro! Eu quero te conhecer, quero te ajudar! Afinal eu... – ele parou o que dizia, se tocando do que iria falar.
– Você...? – o coração do azulado falhou pensando no que ela diria.
– Eu... – droga, arrume algo, Erza! – Eu te devo muita coisa! Eu preciso te ajudar!
– Ah, sim... – ele disse com um tom de decepção – Venha aqui, vou lhe contar então... – Erza saiu de sua cama e foi para a do azulado e sentou-se na frente dele, segurando suas mãos. A expressão dele era de receio.
– Pode confiar em mim! – ela apertou as mãos dele, fazendo-o corar levemente.
– Você não vai se afastar ou ficar com medo de mim depois disso, vai?
– Claro que não! Você prometeu nunca me abandonar, eu não posso te abandonar também, não é? – Jellal sentiu seu coração falhar de novo com o que ela lhe disse. Como alguém podia ser tão encantadora?
– Ótimo, então eu direi... Aconteceu quando eu era criança, eu tinha uns oito anos eu acho. Eu nunca tinha sido um garoto normal. Digamos que... Eu sentia prazer em ver o sangue dos outros. – Erza arregalou um pouco os olhos com a revelação dele – Eu sempre judiava de cães, gatos e outros animais, colocando fogo neles, batendo neles, enfim... E isso piorou muito depois que eu aprendi magia. Meu pai me ensinou magia, mas sempre odiou o Exército, e quando eu disse que pretendia entrar aqui ele ficou uma fera comigo. Meu pai também nunca foi lá um bom elemento, minha mãe foi a única pessoa que conseguiu aquietá-lo. Chegou um tempo que eu fiquei insatisfeito ao ver o sangue dos pequenos animais, então comecei também a maltratar pessoas. Mas eu parei depois que conheci Natsu, Gray e Gajeel. Mas tinha uma garota que me irritava profundamente, o nome dela era Millianna, e ela também não gostava nem um pouco de mim. Um dia, ela veio querer gozar da minha cara, e eu não hesitei em feri-la, quase cheguei a mata-la, se não fosse Gray ter me impedido. Gray é uma das poucas pessoas que conhecem esse meu lado, e agora você sabe também... Eu sou um infeliz Erza! E agora isso está voltando! Não quero isso!
Erza fitava o rosto do azulado com uma expressão compreensiva, e ao ver lágrimas se juntando nos cantos de seus olhos, ela as limpou carinhosamente. Jellal ficou confuso, e nem parecia ter se abalado com a revelação que ele lhe fizera. Ela não estava com medo dele?
– Não estou com medo de você! Ao contrário, eu irei me comprometer a acabar de vez com esse lado negro que ainda resta em seu coração – a ruiva pousou uma de suas mãos do lado esquerdo do peito do azulado – Você é uma pessoa boa Jellal, se você não fosse acho que eu nem estaria mais aqui! Seu lado bom é superior ao seu lado ruim, é questão de tempo até que você se livre dele!
Jellal não pôde deixar de se emocionar. Como alguém podia ser tão bondoso? Aquela garota aquecia seu coração, o enchia de sentimentos bons. A amava, com certeza ele a amava, e o amor que sente por ela com certeza é superior a seu lado psicopata. Confiava nela e em seus sentimentos.
Assustou-se de novo com Erza o acolhendo em um abraço. Apesar de tudo, Erza não sentia nem um pingo de medo. Jellal era um psicopata, ou pelo menos costumava ser. Mas todo mundo tem salvação, e ela sempre acreditou no poder do amor. Seu amor por ele o faria se curar, ela confiava nisso. Sempre confiou totalmente nele, não era agora que ela se afastaria. Ela nem mesmo conseguia pensar em ficar longe dele. Ele era o principal motivo dela ainda continuar firme e forte ali dentro, de enfrentar Gray. Estaria com ele para sempre.
Soltaram-se do abraço, e Erza, antes de ir para sua cama, depositou um selinho demorado nos lábios dele. Jellal impressionou-se com a atitude dela, ela nunca iniciou nada, era sempre ele. Ela se afastou dele sorrindo, e foi para sua cama, desejando-lhe boa noite. Jellal sorriu feito bobo. Ela era tão incrível. Ela deveria ser presa por ter roubado assim seu coração.
Amanhã um novo desafio se iniciaria para eles, iriam para a tal ilha fazer o treinamento. Estava no inverno, e Jellal aproveitaria para ficar bem grudadinho com Erza, porque o calor dela era diferente dos outros, era algo que o fazia sentir-se completo.
Notas finais
Pega hard de Nalu ali, eita dlç =w= HAUSHAUSHAUSHAUSH'
Gray Félix não desistiu ainda, protejam as canelas (?) u.u
Próximo cap é a ilha *O* Teremos revelações lindosas lá tbm *33333*
Então até domingo com a Bunny-diva Õ/ Kissus e esperando reviews :*
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