For My Dream
19 XIX - Só Meu!
Notas iniciais
Milagre eu não ter atrasado hoje ='3 Cap mais cedo pra felicidade de tus =3=
Enfim, se tiver erros ignorem, eu não tive tempo de revisar, farei isso só amanhã >3
Enjoy!
Era outro dia de treinamento. Dessa vez, ela não tinha se dado tão bem a ponto de sair totalmente ilesa assim como no dia anterior. O treinamento não era entre si, havia das mais diversas criaturas estranhas com poderes mais estranhos ainda, elas foram provavelmente invocadas por algum general. Aconteceu de ela estar descansando depois de acabar de derrotar com dificuldade uma dessas e um “animalzinho” pequeno e rosinha cheia de pintinhas rochas cujo lembrava um coelho se aproximasse dela e começasse a lhe dar carinho. Ela, como sempre foi de brincar com esses bichinhos não pôde deixar de retribuir. Bastou um singelo toque na cabeça rosa que os olhos começaram a piscar num vermelho aterrorizante e o “pequeno e doce animalzinho” triplicou de tamanho soltando diversas bombas em sua direção. Graças aos bons reflexos conseguiu escapar de algumas delas, mas isso não foi o suficiente. Uma dor terrível se apossou de sua perna deixando-a sem possibilidades de fugir com sucesso. Acabou sendo tirada da prova assim como os outros que eram atacados e agora estava numa barraca aguardando a doutora Heartfilia. Estava decepcionada consigo mesmo. Quando chegou ali a primeira coisa que ouviu foi “Você não pode confiar absolutamente em nada e nem ninguém que não seja seus companheiros enquanto estiver numa guerra”. Aquilo foi uma droga. Quem imaginaria que uma coisa tão fofa pudesse se tornar aquilo? Suspirou inflando as bochechas de ar. Queria voltar para lá, mas era impossível.
Olhou para o lado vendo um pequeno monitor que mostrava a imagem de Jellal. Achou estranho ter algo ali que só mostrava ele, mas ficou feliz. Assim poderia ver se ele estava bem, e como o esperado se saía perfeitamente. Começou a observá-lo lutar. Ele era tão incrível. Não possuía nenhum arranhão sequer no corpo. Como alguém poderia ter todas as qualidades? Seus olhos arregalaram-se assim que a mesma criatura ainda na forma fofinha apareceu para ele. O azulado começou a se aproximar do bichinho. Ele estava de costas o que tornava impossível de ver sua expressão, mas ela já imaginava. Queria fazer algo, daquele jeito ele se machucaria também. O garoto continuou a se aproximar chegando perto do animal e surpreendentemente, chutando-o para longe. Suspirou aliviada. O que ela estava esperando? Era de Jellal que se tratava. Ele não cairia numa armadilha tão boba que nem ela. Sorriu continuando a observar seu amado. Sem que percebesse, as cenas do dia anterior já estavam em sua mente. Corou para depois sorrir de uma forma tanto pervertida. Sacudiu a cabeça. Quando foi que ela se tornou aquilo? Mas com um Jellal no quarto, era quase impossível não pensar naquelas coisas.
Assustou-se assim que viu uma mulher entrando na barraca. Não era Lucy. Era uma moça de cabelos negros e olhos castanhos. Ela sorriu ao olhar do visor para Erza. A ruiva estranhou aquilo.
— Enzo-kun, sinto muito, mas a doutora Heartfilia está ocupada agora, não vai poder te atender. – disse com uma voz doce – Você não precisa se preocupar, cuidarei bem do seu ferimento.
Erza nada disse, apenas ficou a observar a mulher que mexia numa caixa. De lá, ela retirou o necessário para fazer o curativo. A ruiva já estava com a calça “erguida” deixando o machucado visível. A morena começou a limpar sem gentileza alguma, ainda possuía um sorriso na face, porém, esse era um tanto assustador. Erza sentiu uma dor horrível assim que ela tocou com o álcool a parte mais profunda do machucado. Em seguida fez um curativo estranho e de qualquer jeito. O apertou com força fazendo-a morder o lábio inferior para segurar o grunhido.
— Pode ficar tranquilo. – começou seriamente dessa vez – Não é necessário que eu veja seus seios Enzo-kun... – voltou a sorrir vendo os olhos da ruiva se arregalar – Ou devo dizer Erza-chan. – deu uma risada baixa assim que terminou.
— O quê?
A morena começou a rir, mais do que assustadoramente dessa vez. A gargalhada era tão alta que deveria estar se espalhando por todo aquele local. Não parecia uma risada forçada e sim uma com gosto. Depois de alguns minutos cessou vagarosamente o riso limpando o canto dos olhos com o dedo. Porém, o sorriso perverso não deixou seus lábios.
— Não se faça de tonta. Eu sei tudo sobre você gatinha. – lambeu os lábios depois de dizer isso – Mas eu não vou dizer nada, fique tranquila, sério. Quer dizer...
Aquele “quer dizer” fez o coração de Erza apertar. Logo agora que Gray se afastara um pouco viria outra pessoa ameaçar-lhe? A ruiva se encolheu fechando os olhos ao ver que a morena de aproximava de maneira estranha e ainda com o mesmo sorriso no rosto.
— J-Jellal... – murmurou tremendo. Disse aquilo sem perceber. Havia dito o nome dele involuntariamente. Estava numa situação difícil e como forma de conforto chamou o nome dele. E naquele tom sabendo que ele não ouviria de forma alguma? O que deu nela? Nem a própria Erza sabia.
A morena ficou um pouco surpresa. Parou no mesmo instante levantando o rosto da ruiva fazendo obrigatoriamente com que ela olhasse com pavor.
— Sim, essa é a resposta. “Jellal”. – disse séria – Eu não quero saber que você se aproximou dele entendeu? O Jellal é só meu! Eu tenho olhos que estarão em vocês o tempo inteiro. Se não quiser se mandar daqui é bom que fique bem longe dele. Não o beije, não durma com ele, não mostre seu corpo para ele, nem olhe para ele. Fui clara? – os olhos da doutora estavam assustadores. Depois de dizer isso sorriu e saiu da barraca satisfeita por ter deixado a ruiva apavorada.
Nunca que ela imaginaria que teria outra garota de olho em Jellal. Ela achou que fosse a única, mesmo sabendo o quão apaixonante ele era, não tinha ideia de que isso pudesse acontecer um dia. Não queria ir embora dali. Ainda faltava muito para que eles pudessem se tornar cabos. Sair dali significava não só o fim de seu sonho, mas também ficar longe de Jellal por um longo tempo. Longe do seu Jellal. Era tudo o que mais lhe assustava. Mas o que adiantaria ela ficar ali se não pudesse ficar junto dele do jeito que queria? Do jeito que ambos queriam. Eles se amavam, não era justo. Ouviu o sinal anunciando o fim dos treinos, mas nem se mexeu. Ficou ali encolhida, perdida nos piores pensamentos possíveis.
Assustou-se novamente ao ver a garota loira entrando na barraca sorrindo para a ruiva. Seu sorriso desapareceu ao ver a expressão da amiga.
— Erza desculpa a demora, eu estava... – ela parou ao ver que a outra não demonstrava reação alguma – Erza... Você está bem? Que curativo é esse? – a doutora achou melhor não continuar, apenas fez outro curativo na ruiva e sentou ao lado dela abraçando-a sendo correspondida imediatamente de forma desesperada.
As duas ficaram daquele jeito por um tempo sem dizer nada uma para a outra. Lucy era a única que Erza podia confiar no momento. Ela não podia mais permanecer ao lado de Jellal. Pensando melhor, se ela fosse descoberta, não era só ela quem seria castigada, mas quem lhe ajudasse também. Queria ficar mais, mas o horário não permitiu. Tinha que voltar para o quarto.
Saiu da barraca e andou com dificuldade até o quarto. Sua perna doía, mas não se atreveria a pedir ajuda a ninguém dali. A maioria dos recrutas já tinham ido para seu quarto também. Pelo que ela vira, claro. Andou a maior parte do caminho de cabeça baixa, nem mesmo olhou se Jellal estava por lá.
Ao chegar em seu quarto foi direto tomar banho. Era o que precisava para relaxar no momento. Não demorou muito, o que queria de verdade era deitar e dormir. Nem jantaria naquele dia. O apetite sempre lhe abandonava quando coisas do tipo aconteciam. Saiu do banheiro vendo o azulado sentado na cama olhando o nada. Desviou o olhar para a ruiva sorrindo para ela. Aquele sorriso fez o coração dela apertar-se ainda mais.
— Erza... – chamou ainda sorrindo de canto com aquela voz que ela tanto amava – Lucy me disse que você não estava muito bem. Você se machucou? – perguntou se aproximando.
— Eu estou bem. – respondeu diretamente desviando do azulado.
— Mesmo? – indagou vendo-a assentir. Aquilo não o convenceu, mas a deixaria quieta por agora. Entrou no banheiro para se banhar também.
Demorou um pouco mais que a ruiva, mas ainda assim ficou pouco tempo lá dentro. Saiu do banheiro secando os cabelos azulados. Seus olhos pararam na ruiva que estava de pé perto de sua cama olhando a paisagem. Estava preocupada com algo. Isso era visível. Aproximou-se vagarosamente não querendo que ela percebesse. Mas isso não era possível, ela sentiria o poder mágico dele se intensificar com a proximidade. Porém não se importou, chegou perto dela abraçando-a por trás apoiando a testa em seu ombro. A ouviu soltar um grunhido baixinho um tanto fofo. Sorriu com aquilo. Levantou a cabeça podendo ver sua expressão mais fofa ainda. Suas bochechas estavam levemente infladas e coradas, seus lábios formavam um biquinho e havia lágrimas se juntando no canto de seus olhos.
— O que foi? – perguntou baixinho em seu ouvido, porém, continuou sem resposta – Fala pra mim vai...
— Eu... N-não quero ficar sem te ver... – disse num tom quase inaudível.
— O que? – disse risonho – Isso não vai acontecer Erza... Vamos nos formar juntos. – disse apertando mais o abraço.
— Mas... Aquela mulher... – uma lágrima teimosa escorreu pelo seu olho direito.
— Que mulher? – perguntou limpando a lágrima que escorria pelo rosto de sua amada.
— Ela disse que... Que eu tinha que ficar longe de você porque você era dela... Senão ela contaria sobre mim... Eu não quero ir embora. Se eu for vou ficar longe de você... Vai demorar até nos vermos novamente, e você vai esquecer-se de mim. Eu quero ficar aqui com você Jellal. – disse com dificuldade sendo quase impedida pelos soluços enquanto limpava as lágrimas.
O sorriso de Jellal sumiu ao ouvir aquilo. Não entendeu muita coisa e não gostou nem um pouco do que entendeu.
— Espera, espera. – agora ele estava bravo – Que mulher?
— Aquela médica que foi ajudar o Natsu ontem...
— Ultear? – ele suspirou soltando Erza fazendo-a virar para si. Ele a segurou pelos ombros olhando-a nos olhos – Escuta aqui. Ninguém vai me tirar de você. É de você que eu gosto. Eu não te trocaria por ela, eu te amo, entende? E eu nunca me esqueceria de você... Que ideia.
— Mas e se ela descobrir que eu e você... – ela corou mais não conseguindo terminar a frase – Se ela descobrir sobre nós dois teremos que nos separar.
— A gente dá um jeito. Sempre conseguimos não é? – ele sorriu descendo a mão suavemente acariciando o braço da ruiva.
— Sim... – ela sorriu também – Você é só meu Jellal. De mais ninguém. – ela abaixou a cabeça ao dizer isso corando.
Ele corou também. O azulado segurou o queixo da garota fazendo-a levantar o rosto. Jellal se aproximou selando os lábios num selinho de alguns segundos. Afastou-se dela, mas foi surpreendido assim que foi puxado novamente num beijo mais profundo dessa vez. Nada poderia fazê-lo mais feliz do que ouvir aquelas palavras saindo da boca de sua ruiva. Era perfeito saber que ela o amava também. Não deixaria que ninguém atrapalhasse o amor deles, por mais difícil que pudesse ser aquilo, por mais insistente que pudesse ser a pessoa. Estava disposto a qualquer coisa para deixar esses intoleráveis longe deles. Tudo por ela.
~*~
A baixinha caminhava tranquilamente pela praia. Já estava escurecendo. O tempo não estava tão frio quanto no dia anterior, agradeceu por isso. Costumava sair do QG para caminhar às vezes, não havia feito isso ainda desde que eles foram para aquela ilha. Andava distraída olhando o oceano agitado. Ondas gigantes vinham e eram quebradas a todo o momento. Para alguns, aquilo era aterrorizante, para ela, uma maravilha de fenômeno natural. Sempre fora amante dessas coisas, mas para sua infelicidade não era sempre que tinha tempo de ir à praia. Levou um leve susto ao ouvir a voz conhecida falar com a mesma.
— Não finja que não está me vendo, baixinha.
Olhou para o lado oposto vendo o moreno sentado na areia encarando-a. Normalmente ela surtaria ao vê-lo e o mandaria de volta para o quarto, mas já estava acostumada com as fugidas dele.
— Eu realmente não te vi aí. – disse se aproximando dele.
— Não vai me xingar por estar fora do dormitório? – indagou sorrindo acompanhando com o olhar a baixinha que sentava ao seu lado.
— Sabe que eu não faço mais isso, nos encontramos quase todos os dias em meio aos seus “passeios”.
— Não sou só eu que vou dar esses passeios, você sabe. – disse rindo.
A azulada o olhou confusa.
— Você não nota que uma loirinha da sua equipe médica some também? – o moreno disse olhando o horizonte sorrindo, dessa vez, de forma pervertida.
— A Lu-chan? – ela raciocinou um pouco – Sim, ela some às vezes. Como sabe?
— Aquele algodão doce pensa que ninguém sabe que ele sai pra transar com aquela loirinha. Idiota.
— O-O QUE? – a baixinha se assustou ficando totalmente vermelha ao ouvir as palavras do moreno.
— Tsc, como você é escandalosa.
— Como assim? A Lu-chan não faria esse tipo de coisa com um recruta... I-isso é... – a azulada corou ainda mais.
O moreno riu da reação da garota. Então ela era uma lerda pra aquelas coisas? Aquilo era interessante. E um tanto difícil também, para ele, é claro, já que o mesmo era um pervertido assumido. E com aquela baixinha na sua cabeça o tempo inteiro era impossível não pensar nesse tipo de coisa. Levou a mão até a cabeça da garota bagunçando os cabelos azuis.
— Quantas vezes eu preciso dizer que não gosto que você... – a garota se interrompeu quando o Dragon Slayer de ferro parou a mão na parte de trás de sua cabeça ficando sério – G-Gajeel... – a baixinha ficou sem reação, não sabia o que ele ia fazer. Sem que percebesse seus olhos já estavam fechados. Ficou daquele jeito por um tempo, tempo demais. Abriu os olhos vendo o moreno segurando o riso. Seu sangue ferveu de raiva. O que ela estava esperando? – Idiota!
A garota bateu no braço do maior se levantando, ou pelo menos tentando. A enorme mão segurou o braço fino da azulada puxando-a de volta, porém não caiu no mesmo lugar. Caiu sobre ele de forma desajeitada. O moreno, num movimento ligeiro selou os lábios brevemente. Separou-se dela lentamente vendo a face totalmente rubra da garota que tremia.
Quando voltou a si tudo o que fez foi se levantar e sair correndo deixando Gajeel sorrindo satisfeito. Pelo visto teria de ter paciência. Aquilo não era nada perto do que ele ainda almejava fazer.
Notas finais
A parte GaLe não ficou bem escrita porque haviam pessoas aqui me distraindo ='3 Daí nem deu pra escrever algo decente. ;3;
Ultear is a bitch, mas é muito divosa ela pqp ='3
Peço que deixem seus reviews totosos =3= Quinta tem mais com a Nekototosa =w=
Kissus (/o3o)/ ~ ♥
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