For My Dream
7 VII - Dia de Sorte
Notas iniciais
Desculpem a demora, é que eu tinha que passar o dia dos pais com o meu papis neh ='D Noss, até chorei na hora que fui entregar o presente à ele HAUSHAUSH' Presente véi de 3 reais, mas tá valendo ='3 HASUHASUHASUHASUHASHAUHS'
Ah, e quero agradecer mais uma vez à Misa Chan pela recomendação divosenta(?) *O* Nós realmente amamos ;3; Misa-chan, obrigada mesmo ;3; ♥
Enfim, enjoy!
O azulado ainda estava meio abobado. Não acreditava que quase havia beijado a ruiva. Sim, quase se não fosse interrompido pelo “amigo” que ainda batia na porta. Realmente queria que aquilo tivesse acontecido. Viu que ela queria também. Começou a se perguntar como seria se eles tivessem realmente se beijado. Suspirou e se levantou indo até a porta e abrindo-a deparando-se com Gray e seu companheiro de quarto segurando um travesseiro e um cobertor.
—O que foi? – disse num tom irritadiço.
—Nosso quarto foi invadido por vespas. – respondeu o moreno no mesmo tom – Foi tudo culpa do Lyon que deixou a janela aberta sabendo que tinha um casulo enorme na parede.
—Na verdade a culpa foi sua, disse que iria dar um jeito naquilo, mas nem se moveu. – disse o garoto de cabelos brancos calmamente – Sou Lyon Vastia, é um prazer conhece-lo.
—Er... Você já tinha se apresentado antes. De qualquer forma, entrem.
Os rapazes obedeceram adentrando ao cômodo. Jellal logo bateu a mão em sua própria testa ao lembrar-se da situação de Erza. Agora não tinha mais volta. Ela dormiria desconfortável essa noite, e por culpa dele. Sentiu-se mal por aquilo. Viu os garotos se acomodarem no chão mesmo. Aquela noite estava um tanto fria, porém, ambos eram magos de gelo, não teriam problemas. Mas dormir no chão seria ruim para eles. Pensou na possibilidade de dividirem a cama que era até bem espaçosa, mas logo descartou isso. Não deixaria nenhum deles, principalmente Gray, dormir na mesma cama que Erza. Dormir no mesmo cômodo já era demais.
—Então... Vocês vão dormir aqui, certo? – disse um tanto alto para que Erza escutasse e se vestisse novamente como Enzo.
—Dã... Você parece muito sonso às vezes Jellal. – disse Gray rindo.
Passou-se um tempo e a ruiva saiu do banheiro já como Enzo. Olhou para os dois garotos no chão. Lyon já dormia profundamente ao lado da cama de Jellal e Gray estava deitado ao lado da cama de Erza fitando o teto. A garota caminhou até sua cama passando por cima do moreno. Este se sentou encarando-a.
—Algum problema? – perguntou enquanto se ajeitava na cama.
O mago de gelo riu.
—Nada de mais. Espero que não se importe conosco aqui essa noite. – ao dizer isso se deitou novamente ainda olhando-a.
Ela sorriu. Em sua mente, Gray parecia ser uma pessoa confiável, mas não poderia se deixar levar. Não era só porque Jellal era uma boa pessoa que qualquer outro seria. Às vezes não se mancava disso, teria de ficar esperta naquele lugar.
—Não me importo. – disse no tom de sempre, mas sem ser rude como era, ou melhor, tinha de ser ali.
Jellal apenas olhava-os de canto. Esforçava-se para colocar em sua mente malcriada que Erza tinha de fazer amigos. Não podia ficar sentindo ciúmes assim, mas só de vê-la conversando tão normalmente com outro garoto algo já apertava em seu peito. Não sabia o porquê daquilo, já havia se mancado que seus sentimentos por ela cresciam cada vez mais. Ele ligava para isso sem ter motivos, Gray nem sequer sabia que “Enzo” era na verdade “Erza”, claro que ele não iria querer outro garoto. Mas mesmo assim, Jellal achava sempre suspeito alguns olhares. Suspirou. Não iria ficar amuado com ciúme de novo, se bem que não se importaria se Erza viesse lhe fazer outra massagem e aquela cena se repetisse, dessa vez sem interrupções. Sorriu para si mesmo lembrando-se da sensação maravilhosa de ter os lábios da ruiva tão perigosamente perto dos seus. Seus devaneios foram interrompidos quando um travesseiro acertou sua cara.
—Foi mal, você parecia estar em outro mundo. – disse Gray segurando o riso – Joga de volta – antes que pudesse se preparar para pegar o travesseiro, o objeto é jogado com força em seu rosto.
Estranhou ao ver o azulado deitar-se para o lado da parede um tanto emburrado. Deu de ombros e ajeitou o travesseiro deitando-se também.
Não demorou muito para os dois pegarem no sono, ainda era cedo, porém, era o horário que estavam acostumados a dormir.
Erza ainda estava acordada pensando na cena de poucos minutos atrás. Levou uma das mãos até os lábios. Não chegaram a colar, mas sentiu que seu lábio superior roçou entre os dele. Seu coração estava tão descompassado naquele momento. Ela não entendia muito sobre esse tipo de coisa. Sentia que precisava falar com alguém sobre esses sentimentos. A primeira pessoa que lhe veio à mente foi Lucy. Já fazia uma semana que não via a loira. Queria falar com ela novamente e a sós, o que seria muito difícil já que ela é um “homem”. Mas ela daria um jeito. Costumava guardar coisas para si mesmas, mas isso era algo que não poderia ser deixado de lado. Pensando nisso, acabou por pegar no sono também.
~*~
O sinal havia soado mais cedo naquele dia. Jellal já estava entre os recrutas preparando-se para a caminhada. O azulado cambaleava de tanto sono. Consegui até pegar no sono rápido no momento, mas acordava toda hora por causa de pensamentos insanos onde Erza e Gray estavam juntos. Aquilo não o deixava descansar, tinha de olhar para trás e conferir se cada um estava em seu devido lugar. Xingou-se mentalmente por pensar aquelas coisas, havia atrapalhado demais. Agora mal conseguia manter seus olhos abertos. Enquanto quase cobria as orbes verdes novamente, algo tocou seu ombro fazendo-o despertar. Olhou para trás vendo a ruiva visivelmente preocupada.
—Você está bem?
—Ah, sim... – disse virando o rosto de volta totalmente corado – Obrigado.
Ela não se convenceu com aquilo, mas não iria duvidar da resistência de seu companheiro. Eles estavam sempre sendo avaliados, então não poderia demonstrar fraqueza alguma. Por outro lado, se sentiria culpada se algo acontecesse a ele.
A atenção de todos foi voltada ao cabo que estava acompanhado de um general desconhecido por eles. O rapaz ao lado do Cabo Macao tinha cabelos loiros, e era bem musculoso. Uma cicatriz marcava bem o seu olho direito. Seu rosto no momento possuía uma expressão de quem não queria estar ali.
—Atenção recrutas! – disse pelo alto falante – Esse homem se chama Laxus Dreyar. Ele vai nos acompanhar no treinamento especial que vocês farão hoje. É melhor que se preparem. Peguem as mochilas que estão lá fora e vão para os ônibus, o local onde treinarão não é perto.
Alguns suspiraram, outros reclamaram num tom baixo de que não foram avisados, mas todos obedeceram. Jellal sentiu raiva também. Logo no dia que ele não estava tão disposto. Acompanhou os outros recrutas e entrou em um dos ônibus.
Erza se sentou no último banco e olhou em volta a procura de Jellal guardando o lugar ao lado para ele. Não queria que outra pessoa lhe acompanhasse. O azulado estava tão desligado que ia passando direto o que o faria ir de cara com uma pequena porta, mas a garota puxou seu braço com certa força fazendo-o sentar ao seu lado.
Ainda estava escuro, não dava pra ver muita coisa com apenas a luz fraca que havia dentro do veículo que já havia dado a partida.
Os dois estavam em silêncio ao contrário de alguns que conversavam empolgados sobre o treinamento especial. Erza estava empolgada também, mas Jellal não demonstrava isso então ela não tinha com quem conversar. A ruiva olhava distraída pela janela vendo as luzes da cidade ainda acesas. Sentiu um peso em seu ombro, ao olhar para o lado viu que era a cabeça do azulado dormia tranquilamente. Sorriu com aquilo observando seu belo rosto. Passou o braço cuidadosamente para trás dos ombros de Jellal e o fez deitar devagar em seu colo. O rapaz se acomodou no colo dela ainda de olhos fechados. Erza começou a afagar os cabelos azuis incrivelmente macios. Percebeu o cansaço no rosto dele logo de cara, ele teria de cochilar um pouco. Como estavam no ultimo banco e a escuridão ainda tomava conta da cidade, não precisaria se preocupar com os olhares suspeitos.
Voltou a olhar para a janela sem deixar as carícias. Logo a cena da noite anterior veio novamente à sua mente. Corou com aquilo para depois sorrir de canto. Ela queria o beijo. Mas talvez não fosse a hora ainda. Ainda assim, esperaria pacientemente por outra oportunidade, e torceria para que esta não demorasse.
~*~
A ruiva pousou a mão no ombro do azulado balançando-o levemente. O garoto abriu os olhos preguiçosamente estranhando o local, mas logo se lembrando aos poucos. Foi levantando bem devagar. Seus olhos ainda pesavam. Ainda meio inconsciente, apoiou a cabeça no peito de Erza. Somente depois de sentir algo “macio” bem oculto abriu os olhos por completo. Corou com aquilo voltando ao seu banco um pouco sem jeito. Havia dormido tão bem, não poderia pedir coisa melhor. Ou talvez sim, poder dormir daquele jeito mais um pouco o deixaria feliz.
—Parece que chegamos – disse a ruiva apontando para a janela. O lugar era enorme, parecia mais como uma floresta. E o pior de tudo: Havia neve ali. Ao ver, estavam em um lugar alto, pois somente neblina era vista.
—Que lugar é esse? – perguntou confuso.
—É o topo de uma montanha – disse o General Laxus que aparentemente havia acabado de sair pela pequena porta ao lado deles – Levantem! – disse aos demais.
Todos o fizeram colocando uma jaqueta bem grande. Já estava frio de onde eles saíram, mas não chegava a tanto a ponto de nevar, então estava claro o frio que enfrentariam ali.
Eles, assim como o ordenado desceram do ônibus e ficaram em formação. Os queixos de quase todos caíram ao verem a médica loira e a enfermeira baixinha.
—Elas estão aqui para alguma emergência, essa missão não vai ser tão fácil assim. – o loiro suspirou – Vou explicar. Vou dividir vocês em grupos de quatro. Esse local tem criaturas perigosas, se encontrarem-nas vocês devem enfrenta-las. Além disso, há muitas armadilhas e abismos que vocês terão que passar até chegar ao fim onde encontrarão o cabo Macao e depois descerão por uma rota segura. É como uma prova. Quem se der mal, cai fora. – alguns engoliram seco.
Laxus formou os grupos. Erza ficou triste por não ficar no mesmo grupo que Jellal, e ele não pareceu diferente. Além de triste, ficou com raiva afinal, a ruiva estava no grupo de Gray. Ela se aproximou do azulado.
—Jellal... — ela o olhou preocupada – Tome cuidado.
O azulado riu com aquilo. A ruiva estava tão fofa.
—Eu sei me cuidar. Tome cuidado você também, e evite... – ele foi interrompido por Gray que entrou no meio da conversa.
—Vamos em frente Enzo. – disse passando o braço em volta dos ombros da ruiva – Quanto mais rápido formos, melhor poderemos mostrar nossas habilidades.
Erza apenas assentiu um pouco desconfortável com a situação. Ela olhou para Jellal que fitava Gray com o olhar sério.
—Até depois Jellal! – dito isso, o mago de gelo puxou a ruiva para o lado onde os outros dois companheiros estavam.
O azulado se juntou ao seu grupo com raiva. Isso não era ruim, o faria derrotar os inimigos mais facilmente. Mas ainda assim, estava preocupado com Erza. Queria estar no mesmo grupo para poder protegê-la, mesmo que ela não fosse nenhuma garotinha indefesa se sentia responsável por ela e não queria de maneira alguma deixa-la sozinha entre marmanjos que ela mal conhecia. Seus companheiros o chamaram e ele não teve outra escolha a não ser ir junto com os mesmos.
~*~
Já haviam se passado cinco horas desde que estavam naquele estranho lugar para treinar. Lá havia realmente muitas armadilhas, desde aquelas mais bobas até as de alto nível. Quanto mais avançavam mais tinham dificuldades. A essa altura, os recrutas já eram obrigados a estarem sempre alertas.
Natsu não parecia ligar muito para tudo aquilo, estava até achando idiota demais. Tudo o que queria era voltar para a base, nem que tivesse que ficar ouvindo discursos desnecessários dos generais. Seus parceiros diziam o tempo inteiro para que ele ficasse esperto, mas não adiantava, ele continuava a dizer coisas idiotas, no entanto quando um monstro aparecia ele derrotava rapidamente.
—Quero ir embora daqui. – disse pela décima quinta vez.
—Será que dá pra você ficar quieto Natsu? Vai acabar atraindo mais criaturas estranhas – irritou-se o garoto de cabelos ruivos/laranjas cujo se chamava Sarusuke, mais conhecido como Jet.
—Vocês são uns medrosos. – disse tomando a frente passando pelo líder do grupo – Que mal poderia haver aqui? É tudo tão entediante e... – interrompeu-se ao ver que pisou em algo duro – Que merda é essa? – disse se agachando para ver.
—Natsu, você não... – o líder do grupo que se nomeava Alzack tentou tomar a frente, mas num piscar de olhos viu o companheiro de cabelos rosados sendo atirado para longe com uma enorme marreta. Ele não teve nem sequer tempo de gritar, já estava voando para algum lugar.
Os outros três ficaram pasmos. Não se preocuparam com o rosado, mas sim com o que poderia acontecer com eles mesmos. Deixaram o medo de lado e seguiram em frente sabendo que Natsu já estaria fora.
~*~
O dragon slayer de fogo acordou num pulo. Olhou para os lados vendo que estava no ponto de início da prova. Estava deitado num futon apenas com uma atadura no braço esquerdo. Não sentia dor alguma, só sentia raiva de si mesmo por ter sido tão imbecil. Levantou-se já preparado para voltar ao treino. Correu um ou dois metros, mas foi impedido por algo que enlaçou sua cintura e o trouxe de volta para o colchão.
—Que dro – parou de falar ao ver a loira bem agasalhada com uma pequena caixa em mãos aparecer ao seu lado.
—Não pense que vai sair agora. Eu e o Snot-chan não deixaremos. – falou se ajoelhando ao lado do rapaz.
—Snot-chan? – perguntou confuso. Sentiu algo grudento em seu braço direito e ao olhar viu uma espécie de “meleca” azul com olhos e boca. Assustou-se e começou a sacudir freneticamente o braço fazendo a criatura voar. – Que droga era aquela?
—Não era uma droga seu imbecil! – disse a médica nervosa – Snot-chan é um espírito estelar.
—Que nojo hein! – o rosado bufou. Mal podia acreditar que ele havia perdido.
—Algum problema?
—Sim! Eu não acredito que perdi para uma marreta voadora. – gritou enquanto bagunçava os cabelos – Merda!
A loira riu indignando o rosado.
—Você não foi o único. Olhe para trás.
O rosado virou-se vendo vários recrutas que pareciam deprimidos. Aquilo fez algo crescer dentro de si. Era uma prova tão idiota. Eles não poderiam simplesmente ser mandados embora por aquele motivo.
—NÃO! – ele se levantou ficando de frente para os outros que agora os olhavam assustados – VOCÊS VÃO DESISTIR, SEUS TROUXAS? VOCÊS NÃO CHEGARAM ATÉ AQUI PARA ISSO! VAMOS! – disse correndo para o local de treinamento.
Lucy se impressionou ao ver que os outros concordaram e naquele momento seguiam o rosado. Sorriu ao ver a energia e coragem que ele conseguia passar para os outros, e a persistência do mesmo também. Mas infelizmente não era daquele jeito que as coisas funcionavam.
O rosado estava para adentrar no local, isso até bater de cara numa parede invisível sendo eletrocutado em seguida caindo no chão.
—Pegue-o Snot-chan. – disse a loira suspirando.
Natsu foi trazido de volta para o colchão. Os outros recrutas se aquietaram também. Ele permanecia emburrado se perguntando o que diabos havia acontecido, suas ações fazia Lucy rir a todo o momento.
—Apenas fique quieto por agora. Tudo será devidamente explicado depois.
—Como você me manda ficar quieto? Eu quero voltar pra lá e acabar com aquelas marreta voadora!
A loira bagunçou os cabelos dele deixando-o confuso e um tanto corado. Ela sorriu docemente dizendo para ele não se preocupar.
Ele deitou cobrindo-se por completo. Não sabia o que acontecia com ele. Estava morrendo de raiva, e normalmente quando é assim ninguém consegue segurá-lo, mas com ela era diferente. Conseguiu deixa-lo quieto com pouquíssimas palavras. Já deveria ter jogado alguma cantada para ela na tentativa de deixa-la aos seus pés como tentou anteriormente, mas mesmo sem cantada nenhuma ou qualquer coisa idiota ela conseguia fazê-lo daquele jeito. Resolveu deixar isso pra lá, não era de ficar pensando nisso. Mas algo naquela loira, tirando a beleza, lhe atraía e ele nem mesmo sabia dizer o que era.
~*~
Todos os recrutas já estavam de volta ao ponto de início. Era por volta das 18hrs. Laxus estava em frente a eles com um sorriso suspeito no rosto. Aquilo os deixava um tanto apreensivos, principalmente os que não conseguiram chegar ao fim.
Jellal não ligava para isso, não parava de olhar para Erza. Ainda não tinha falado com ela. Ansiava por saber se ela estava bem, se havia se machucado, se foi difícil entre outras perguntas que rodeava sua mente.
—Então... Agora é a hora de mandar alguns caírem fora. – disse o loiro. Não aguentou muito tempo e começou a rir deixando os recrutas confusos – Apenas brincando. Vocês não vão embora. Mas depois eu penso numa punição bem legal para vocês. – disse ainda sorrindo – Isso é tudo.
Natsu sentiu seu sangue ferver. E pensar que ele e os outros passaram tanto nervoso pra nada. Gray olhou para o amigo vendo-o tremer com os punhos cerrados.
—Natsu, fique calmo – disse o mago de gelo. Sabia que o rosado se estressava com qualquer coisa.
—QUAL O OBJETIVO DISSO ENTÃO, PORRA? – gritou no meio dos recrutas. Todos prestaram a atenção nele impressionados com tamanha audácia.
—Cuidado com a língua rosinha. – disse Laxus calmamente – O objetivo? Hum... Talvez preparar vocês. Estão vindo para um caminho difícil, sabem disso. Se não souberem controlar-se ao passar por situações difíceis nunca conseguirão chegar aonde querem. – dito isso deu as costas indo para o ônibus apenas acenando para o rosado.
—Ele é tão legal – disse Natsu com os olhos brilhando.
—O que?
—Nada, vamos. – disse indo para o ônibus também.
Erza também ia em direção ao ônibus. Uma mão delicada a puxou para trás.
—Lucy...
—Erza, precisamos conversar depois, tudo bem pra você?
—Sim, eu preciso falar com você também. – disse corando ao lembrar-se do assunto.
—Pode ser no seu intervalo amanhã?
A ruiva apenas assentiu. Elas se despediram e Lucy entrou no ônibus.
Erza entrou em seguida indo até o mesmo banco que viera. Jellal já estava lá olhando pela janela. Quando a viu esbanjou um sorriso, e ela retribuiu timidamente sentando ao lado dele em seguida. O azulado começou a enchê-la de perguntas e a maioria das respostas eram negativas. Ela estranhava o fato de ele se preocupar tanto com ela, nem havia motivos para isso. Seu poder e o dele eram praticamente iguais. Se ele podia estar bem, ela também podia.
—E o Gray? – perguntou receoso.
—O que tem ele? – confundiu-se com a pergunta.
—Ele não tentou fazer nada não é?
—Como assim? É claro que não Jellal. Não seja bobo. – disse rindo em seguida. O Gray nem sabia que ela era uma mulher. Por que faria algo estranho?
Jellal apenas assentiu. Conversaram bem pouco o resto da viagem que pareceu demorar mais ainda do que a primeira. Chegando à cidade onde o QG se localizava foram surpreendidos com o toró que caía. Era chuva com vento e ainda estava frio, obviamente menos do que na montanha, mas ainda assim era de congelar.
Chegando lá, jantaram e depois foram para os dormitórios. Tudo o que cada um desejava era sua cama. Erza e Jellal entraram no quarto. A ruiva mal via a hora de ficar a vontade. Soltou o cabelo e em seguida colocou a mão por debaixo da camisa soltando as faixas sorrindo ao sentir o alívio. O azulado corou ao ver o volume dos seios da ruiva finalmente à mostra.
Sentou-se na cama, coisa que se arrependeu de fazer ao sentir que o colchão estava completamente encharcado. Levantou-se no mesmo instante se sentindo a pessoa mais idiota do mundo. A janela que por acaso ficava ao lado de sua cama estava totalmente escancarada. Bateu a mão na própria testa murmurando xingamentos para si mesma.
—O que foi? – perguntou Jellal confuso.
—Meu colchão... Está encharcado. – disse com certa raiva na voz. Suspirou e tentou levantar o colchão mais pesado por conta da água.
Jellal vendo que a ruiva possuía dificuldade a ajudou colocando o colchão um pouco distante para que pudesse secar mais facilmente.
—Pode dormir na minha cama, eu não me importo – disse sorrindo. Sim, ele se importava, havia dormido muito mal na noite passada e ainda por cima estava muito cansado pelo esforço de hoje, mas era de Erza que se tratava. Não a deixaria dormir no chão de jeito nenhum.
—Não, tudo bem. – falou um tanto corada.
—Eu durmo no chão, fique tranquila.
Depois de tanto insistir, ela acabou aceitando. Os dois tomaram banho e depois foram deitar.
Erza pegou no sono rápido. Estava cansada também. Todos deveriam estar, afinal, acordaram mais cedo do que eram acostumados.
Jellal mesmo cansado como estava, não conseguia dormir. Sentia dores musculares e muito frio mesmo com três cobertores. Pelo visto não dormiria aquela noite novamente se continuasse daquele jeito.
Sentou-se no chão e olhou para sua cama onde a ruiva estava deitada virada para o lado da parede. Uma ideia um tanto perversa surgiu em sua mente. Aquilo poderia mata-lo, mas ele tinha de arriscar.
—Erza? – disse num tom baixo apenas para conferir se ela estava dormindo.
Levantou cuidadosamente para não fazer barulho. Puxou o cobertor da ruiva e sentou na cama. Prendeu a respiração pelo susto ao ver a ruiva se mexer virando para o seu lado. Suspirou aliviado vendo que ela ainda dormia profundamente. Deitou bem devagar ao lado dela cobrindo ambos de volta.
Jellal não se controlava. Suas mãos já estavam tocando os fios escarlates. Ele a admirava tanto. Tudo nela era perfeito. Desceu a mão pelo rosto delicado que parecia mais com um anjo quando dormia. Acariciou o braço direito da garota descendo devagar até o cotovelo passando para as costas. A puxou levemente para si colando os corpos. Sentiu algo macio contra seu peito, aquilo o fez corar. Abaixou o olhar vendo os seios fartos cobertos por uma camisa fina e amarela cuja estava com os três primeiros botões abertos formando um decote provocante. Jellal quase babava com a beleza diante de si. Sentiu-se à beira da morte novamente quando a ruiva mexeu os braços dobrando um deles contra o peitoral do azulado e usando o outro para enlaçar a cintura do mesmo. Afundou sua cabeça do peito dele soltando um gemidinho um tanto fofo. Jellal corou mais ainda e depois sorriu puxando-a mais para si.
Não importava o que ela iria fazer no dia seguinte. Ele estava feliz por aquilo. Tê-la tão próxima a si. Não queria mais nada. Ele não podia nem negar, já era um fato: Estava loucamente apaixonado por aquela ruiva.
Notas finais
Snot-chan é um espírito inventado por mim, ele é tão útil quanto o Plue ='D Zoa' HUASHUASH' Ele é uma meleca que estica e cresce e foi assim que ele catou o Natsu voador e fujão q
Coloquei um palavrão, como sou bad girl qn Espero que a Neko não brigue hu3zin q
Pra ser sincera, essa parte do treinamento foi só pra encher linguiça HAUSHASUAHS' Como tus podem ver, foi chata e sem sal =3=
Eu fiz a parte NaLu por ultimo, e com pressa e revisei com pressa, e acrescentei coisas com pressa, ou seja, fiz a fic com pressa, então se tiver algum erro capetal peço que me avisem tá? ><' Meu irmão chegou agora a pouco, tá no banho e ele vai querer o note T^T Bem, melhor eu parar de perder tempo o3o
Ah, quem aí acha que o Jellal vai morrer levanta o pé (?) L(o3o) (This is not a pé, but ok) Deixem reviews gostosos por favor >< Eu vejo pessoas em alguns capítulos, daí chega no outro ela desaparece e isso nos deixa muito sad ;3; Kissus no kokoro! (/o3o)/ ~ ♥
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