For My Dream

9 IX - Meu Anjo Guardião.


Notas iniciais
Heey õ/
Sei que deve ter gente querendo me matar neh, mas eu vou dar os motivos para não ter postado ontem.
Número 1: Eu estava/estou dodói ><' Tava com caganeira qn Zoa HAUSHAUSHAUSHAUHSUAHSUAHSUAHS' Enfim, eu tava boiando em tudo man, ia ficar mais pofado do que já ficou
Número 2: Meu irmão não foi trabalhar ontem e o que ele fez? Tomou posse do notebook. Como eu ia escrever? ><'
Número 3: Trabalhos, lições etc >...>'
Sei que mesmo assim, vai ter gente querendo me colocar naqueles treco lá da antiguidade(?) que põe a cabeça daí desce aquela faca lá e a cabeça sai rolando. q
Enfim, mais um capítulo de encheção de línguiça e com uma pitada de filhadaputagem.
Enjoy!

O barulho estridente da maldita sirene chegou aos tímpanos de ambos. Erza abriu os olhos no mesmo instante, já Jellal nem se mexeu. Assim que seus olhos se acostumaram com a escuridão, observou sua situação com um pouco de dificuldade. A cabeça do azulado estava apoiada nos seios da ruiva. Seus braços fortes expostos envolviam a cintura da mesma abraçando-a fortemente, mas nada que a desconforte. Ela corou para depois rir daquilo. A ruiva levou sua mão até os cabelos de Jellal deslizando os dedos entre os fios azuis bagunçados. Ficou um tempo naquilo fazendo movimentos repetitivos com os dedos. Percebeu que aquilo não faria nenhum dos dois levantar. Colocou o dedo indicador na bochecha do garoto dando um cutucão e depois, tirando rapidamente. Jellal, ainda com os olhos cerrados levou a mão até o rosto passando a mão freneticamente como se tentasse tirar algo. A ruiva colocou a mão na boca abafando o riso.

—Jellal... – chamou calmamente balançando-o.

O azulado apenas murmurou algo em resposta. Erza continuou balançando-o até que o mesmo abriu os olhos preguiçosamente. Ele ergueu-se ainda ficando em cima da ruiva com os olhos semiabertos.

Erza estranhou ao ver as orbes verdes tão escuras. Chamou seu nome novamente não obtendo resposta. Ele a olhava de maneira tão intensa. Aquele olhar era um tanto intimidador, parecia que ele estava olhando para algo através dela. As bochechas já rosadas da ruiva começaram a ganhar uma coloração mais forte, seus olhos procuravam outro lugar para qual se dirigir, mas não conseguia manter isso nem por cinco segundos, já olhava para os olhos escuros novamente. Remexeu-se na cama subindo o corpo tentando sair dali.

—J-Jellal... Nós temos que... – interrompeu a fala assim que sentiu o peso do garoto sobre si novamente.

Jellal se ajeitou ao lado de Erza envolvendo-a trazendo o esbelto corpo para junto do seu. Sentiu o corpo da ruiva relaxar deixando de lado a tensão que há poucos segundo lhe tomava conta.

—Vamos ficar assim só mais um pouco. Não estou com a mínima vontade de levantar – sua voz era calma e fazia com que a ruiva ficasse ainda mais confortável.

Nem ela mesma sabia do porquê de ter ficado tão nervosa e ansiosa, confiava completamente em Jellal. Ele era tão doce e gentil, nunca a forçaria a nada. Ela apenas assentiu e encostou o rosto no peito do rapaz inalando profundamente o cheiro que tanto a embriagava. Era tão bom passar a noite naquele aconchego, nos braços de alguém tão atencioso e carismático. De repente, as palavras de Lucy vieram novamente em sua mente. Erza não entendia nada daquilo. Começou a pensar que talvez aquilo fosse mesmo amor, afinal, se prendeu a Jellal muito rápido, nunca que ela seria assim com alguém. Estava começando a fazer amizade com Gray depois de quase dois meses e com Jellal foi tão diferente. Mesmo quando ele não sabia sobre seu segredo, ela já sentia confiança nele que sempre tentava ser seu amigo. Talvez ele pudesse estar gostando dela também. Abriu os olhos novamente quando o “óbvio” lhe veio à mente. Jellal era gentil com todos o que concluía que ela não era tão especial assim. É claro, até porque ele já a tratava bem quando era apenas Enzo. Suspirou se achando uma imbecil por acreditar em algo tão bobo. Virou um pouco a cabeça com dificuldade olhando para o relógio digital na mesinha perto de sua cama sem o colchão. Desesperou-se no mesmo momento. O objeto apontava quatro e meia da manhã. Estavam perdidos. Tentou levantar, mas foi impedida por Jellal que ainda prendia firmemente sua cintura.

—O que foi? – perguntou ainda sonolento a puxando para si de novo.

—Estamos mais do que atrasados! – disse se tirando os braços fortes de sua cintura e se levantando pegando sua roupa e entrando no banheiro.

O azulado coçou a cabeça confuso. Ela havia dito tudo tão rápido e desesperadamente. Assim que olhou para o relógio teve a mesma reação da ruiva. Levantou-se ainda organizando os pensamentos andando de um lado para o outro. Arrancou a roupa ali mesmo e vestiu a sua farda com dificuldade e desleixadamente.

Erza saiu do banheiro já pronta. Sentia que seus seios não estavam apertados o suficiente, mas nem se preocupou em olhar-se no espelho para ver se estavam imperceptíveis, não pensara, nem havia tempo para aquilo.

—Anda logo Erza! – disse Jellal já abrindo a porta.

—Você vai mesmo sair assim? – disse mirando o azulado com a roupa toda torta – Não vai nem escovar os dentes? – perguntou aproximando-se e tentando arrumar a roupa do mesmo.

—Não temos tempo pra isso, vamos! – sua voz era um tanto desesperada.

—Não fique falando como se a culpa fosse minha, seu idiota! – exclamou soltando a roupa do garoto.

—Mas é claro que é! – agora o próprio tentava ajeitar sua roupa – Ninguém manda ser tão... – ele parou um pouco medindo suas palavras. Não poderia sair dizendo esse tipo de coisa para a ruiva. Apesar de já ter dito coisas pervertidas, não poderia acostumar. Aquilo até poderia fazê-la se afastar – Tsc, vamos!

Erza bufou com raiva e saiu do quarto também fechando a porta atrás de si. Apertaram o passo, quase correndo até o pátio onde todos já estavam entrando em formação para a caminhada. Os dois se aproximaram do grupo um tanto desgrenhados e com olheiras horríveis.

—Vocês estão atrasados. – o rosado falou o óbvio.

Erza e Jellal o fuzilaram com o olhar fazendo-o dar de ombros.

—O que aconteceu? – indagou Gray meio risonho pela situação dos dois.

—Foi tudo culpa do Jellal. – disse a ruiva cruzando os braços desviando o olhar para o lado do capitão.

—Minha culpa? Você que... – foi interrompido pela chamada de atenção do cabo dizendo-lhe para começar a andar. Olhou novamente para Erza e a viu abafando o riso com a mão. Aquilo o fez sorrir também.

~*~

Eles já estavam no treinamento há um tempo. Erza sentia-se um pouco desconfortável, ou melhor, sentia-se confortável demais. Seus seios não estavam apertados o suficiente. Olhou para eles e não viu volume algum, mas ainda assim algo a preocupava. Queria sair dali e dar um jeito naquela insegurança, mas não poderia. O cabo estava ausente, mas estavam sobre o olhar sanguinário de um vigia totalmente desconhecido. Se ao menos Macao ou Laxus estivessem presentes, ela poderia pedir para sair por um momento, mas não ousava se aproximar do estranho homem.

Jellal se aproximou da ruiva que estava de costas para ele olhando distraída para a porta pensando numa possível solução para seu desconforto. O azulado chegou mais perto posicionando seu joelho atrás do da ruiva e dobrando-o fazendo acontecer a mesma coisa com o dela. A mesma olhou surpresa para trás para depois franzir o cenho.

—Jellal! O que eu disse sobre ficar me assustando? – disse num tom baixo.

—Foi mal, não era a intenção – disse sorrindo – O que foi?

—Estou preocupada... – ela olhou para os lados para ver se ninguém prestava atenção na conversa dos dois. Suspirou enquanto cobria o peito com os braços em seguida, olhou fixamente para o azulado – Jellal... Você está vendo meus seios? – perguntou tirando os braços enquanto corava.

Jellal corou com a pergunta também. Ficou sem reação por um momento. Abaixou o olhar vagarosa e disfarçadamente. Levou a mão fechada até a boca pigarreando um pouco nervoso e envergonhado.

—Não, não está... – deu a resposta satisfatória para a ruiva enquanto desviava o olhar.

Suspirou aliviada enquanto sorria.

—Ainda bem. Não tive tempo de me arrumar direito pela manhã. Estou sentindo as ataduras mais folgadas então achei que dava pra ver. – ela percebeu que ele estava um tanto desconfortável com a conversa então decidiu finalizar ali. Também não se sentia muito bem falando esse tipo de assunto com outro garoto. – Vamos voltar para o treino.

Jellal apenas concordou e seguiu a ruiva. Esta propôs para que ele a ajudasse a levantar os pesos e depois trocassem. O azulado achou um pouco pesado demais se preocupando com ela e logo sendo repreendido pela mesma.

A ruiva deitou aguardando que o garoto lhe entregasse a barra de ferro o que não demorou. Ela fazia trinta de cada e ele ia acrescentando cada vez mais pesos.

Gray se aproximou dos dois depois de observar um pouco do treinamento da ruiva.

—Precisam de ajuda? – ofereceu sorrindo de canto.

—Não é necessário Gray, obrigado. – respondeu o azulado colocando a barra de ferro em seu suporte e entregando uma garrafa de água à ruiva que agora estava sentada.

—Por que não? – insistiu fazendo Jellal revirar os olhos. O moreno pegou novamente a barra de ferro e inconscientemente acrescentando o maior peso de um só lado. Resultado disso? O moreno se desequilibrou indo de um lado para o outro com o peso até que, por fim, caiu com tudo sobre a ruiva pressionando com força o ferro em sua barriga, o que a fez dar um pequeno e quase inaudível grito de dor e o pior: Ele foi com rosto em seus seios muito mal apertados.

Jellal puxou o garoto pela gola da camisa no mesmo instante tirando-o de cima da ruiva e empurrando-o para trás sem olhar. Tirou o peso de cima da garota que num movimento involuntário, começou a massagear o local apertado com brutalidade.

—Er... – balançou a cabeça freneticamente para não falar besteira – Enzo, você está bem? – perguntou preocupado vendo-a assentir – Você está louco Gray? – quase gritou, mas pôde manter o autocontrole. Não queria chamar mais atenção, sendo que alguns olhares já eram dirigidos para eles.

—Não, eu... – ele estava um tanto abobado com a situação. Em sua mente havia apenas uma pergunta – Me desculpe Enzo... – dito isso saiu dali indo para junto de Natsu que estava do outro lado nem vendo o que acontecia.

Erza olhou para Jellal preocupada. Eram três coisas: ela havia gritado, Jellal quase a chamou pelo seu verdadeiro nome e o mais preocupante... O rosto do rapaz fora diretamente aos seus seios.

—Jellal...

—Fique calma. Ele não pareceu ter percebido. Não se preocupe – disse sorrindo calmamente para ela. Aquilo a fez se acalmar também. Erza não sabia se seria capaz de permanecer ali se não fosse por esse anjo que entrara acidentalmente em sua vida.

Eles trocaram de lugar e Erza ajudou o azulado com os pesos. Eles tinham o mesmo poder mágico, mas Jellal era bem mais forte fisicamente do que ela e aquilo a intrigava um pouco. Mas não poderia ser a mais forte em meio a tantos marmanjos. O sinal que indicava o fim dos treinos soou.

Todos começaram a deixar o local vagarosamente. Erza e Jellal saíram junto com a maioria. A ruiva lembrou-se das palavras ditas pelo cabo em um dos primeiros dias. Não era permitido deixar nenhum pertence lá ou, segundo ele, sofreria as consequências. Era um motivo tão idiota, mas não pretendia arriscar, ninguém nem sabia quais eram essas consequências. Ela avisou ao azulado e voltou para o local de treinamento passando com dificuldade entre os garotos que iam para o lado oposto ao seu.

Chegando lá, já bateu os olhos em seus objetos que não estavam tão longe. Caminhou lentamente até eles colocando a toalha pendurada em um dos equipamentos no ombro e pegando uma das garrafas. Assim que foi pegar a outra, algum ser fez isso primeiro. A ruiva aprumou os olhos contornando a silhueta da pessoa até chegar ao rosto sorridente do mago de gelo. Suspirou aliviada. Agradeceu mentalmente por não ser o Cabo ou qualquer outro. O moreno estendeu a mão com a garrafa para ela que pegou no mesmo momento.

—Obrigado. – disse virando-se para sair.

—De nada Enzo... Se é que esse é o seu verdadeiro nome.

A ruiva parou no mesmo momento em que a voz sossegada do garoto parou de soar. Ela estremeceu já começando a suar.

—O-o que?

—Não se faça de bobo... Ou melhor, boba... – disse ainda despreocupadamente.

—Não sei do que está falando. Com licença. – disse dando mais dois passos pesados em direção à porta. Foi impedida pelo rapaz que apertou seu punho e a puxou brutalmente para seu lado fazendo a mesma desequilibrar-se e involuntariamente, apoiar-se no mesmo.

Ele passou os braços pelos ombros da ruiva e aproximou os lábios de sua orelha dando uma leve mordida na parte superior.

—Eu já entendi tudo... – sussurrou e se afastou voltando a posição inicial – Mas não se preocupe, você pode confiar em mim, Er-chan. Com condições, é claro. – falou sorrindo e saindo do local.

A ruiva ficou estática por um tempo enquanto cerrava os punhos e mordia com força o lábio inferior a ponto de feri-lo. Saiu correndo passando por todos os recrutas que já estavam perto do refeitório. Nem parou ali, foi direto para o seu dormitório. Queria ficar sozinha. Aquilo não poderia continuar acontecendo.

Jellal viu a ruiva passando rapidamente por eles de cabeça baixa. Pensou em gritar seu nome, mas não queria chamar muita atenção. Disse aos amigos que daria uma passada no dormitório e assim o fez, mas a sua preocupação era única. Como aquela ruiva conseguia fazê-lo ficar daquele jeito? Entrou em seu quarto vendo-a sentada encolhida no canto de sua cama. Aproximou-se cautelosamente. Teria que medir as palavras antes de qualquer coisa também, mas simplesmente não conseguia encontrar nada que pudesse dizer. Sentou-se ao lado da ruiva colocando a mão em seu ombro.

—Erza...

A ruiva levantou a cabeça olhando com os olhos pesados de tristeza para a feição preocupada de Jellal. Ajoelhou-se na cama e praticamente se jogou em cima dele aos prantos. Estava se achando uma idiota. Mais uma ameaça ao seu sonho e ela não continha as lágrimas. Era uma fraca.

Ele correspondeu o abraço no mesmo instante e com a mesma intensidade, quase com a ruiva em seu colo. Levou uma das mãos até a cabeça da ruiva acariciando-a. Talvez aquilo a faria se sentir mais confortável e relaxada e depois contar-lhe o que tanto a atormentava.

—Fica calma... Eu estou aqui por você. — mesmo não sabendo o que acontecia, sentiu a necessidade de dizer aquilo para ela. Era a pura verdade. Ele sempre estaria ali, ajudaria a garota que amava a realizar o sonho pelo qual ela tanto lutava.

Aquilo era horrível para ele também. Vê-la triste era uma das coisas que mais lhe machucava. Ver aquele rosto tão bonito, úmido e triste, ver aqueles olhos tão encantadores, totalmente avermelhados pelas lágrimas. Aquilo se tornou a pior coisa para ele. Não poderia perdoar aquilo, nunca. Não iria perdoar quem estivesse fazendo aquilo com sua amada. Juraria ódio eterno por essa pessoa não importava o que ela tivesse feito ou quem fosse. Ele não perdoaria.

Notas finais
Gray é mó cuzão neh? (isso não é nada ainda BWAHAHAHAHAHA q) ='D Jellal vai esquartejá-lo q Muito cute ele bravinho porque a Er tá chorando ♥ Aww, quero um desse pra mim *u*
Bem, o cap ficou uma cuzera como viram. Mas o próximo promete(até porque quem vai fazer é a diva Neko, então...)fiquem ansiosos =3=
Enfim, comentem senão o Ichiya vai lhes estuprar de noite qn AHUSHAUSAUSH' E eu vou responder os outros reviews assim que puder, ok? >3<.
Kissus no kokoro de vocês (/o3o)/ ~ ♥