For My Dream
3 III - Alguém para poder confiar.
Notas iniciais
Bem, não era pra eu estar postando hoje, mas terminei o cap antes do esperado e a Neko-chan disse para eu postar então... >3<.
Ah, tenho que dizer também que serão dois caps por semana, um domingo e um terça a partir da outra semana neah. xD
E obrigada pelos reviews lindosos men ♥
Enjoy!
A ruiva estava conversando com seu capitão, ou melhor, apenas escutando o que este dizia. Estava sendo carregada de elogios. Sentia-se orgulhosa de si. Não era um trabalho fácil mostrar seu poder sem ser muito feminina. Ela já estava acostumada com isso, era difícil procurar empenhar-se mais e ao mesmo tempo ser algo que não era. Mas estava decidida. Ia manter-se firme, estava mais do que disposta a aceitar qualquer desafio para alcançar seu sonho. Qualquer desafio mesmo. O capitão terminou dizendo para que mesma continuasse daquele jeito se quisesse ir mais além. Ela apenas assentiu. O mais velho despediu-se alegando que tinha que chamar a atenção de alguns outros dos recrutas saindo em seguida. Ela suspirou. Iria continuar treinando ao máximo até que desse o horário de término.
Passou os dedos entre os fios de sua franja longa. Ela atrapalhava um pouco de vez em quando, mas não cortaria de jeito nenhum. Sentia vontade de soltar seu cabelo ali mesmo. Era ruim ter que ficar com ele preso o tempo inteiro, mas era necessário. Não poderia parecer mais com uma menina. Virou-se lentamente enquanto estava distraída mexendo em seus cabelos. Olhou para frente vendo os dois garotos um pouco distantes da mesma enquanto aparentemente diziam algo sobre ela. Bufou de raiva e de alguma forma decepcionada. Aquilo a irritava e não era costumeiro de um deles que era Jellal. Não entendia o porquê de estar decepcionada com aquilo. Ela não o tratava bem depois de tudo, claro que ele acabaria se juntando aos outros que eram contra ela. Estalou a língua. Não queria ser rude com ele, o azulado parecia ser tão gentil comparado a outros os garotos que viviam mandando-lhe indiretas, porém não poderia se apegar a ninguém dali. Seu segredo não podia ser revelado a nenhum deles. Não gostava nem mesmo de imaginar o que aconteceria se fosse descoberta. Seus pensamentos foram interrompidos pelo Cabo Macao que gritou num alto falante chamando a atenção de todos.
—Atenção, vermes! – todos o olharam. Ninguém gostava dele, era mandão demais, aquilo era necessário para um Cabo, porém aquele menosprezava demais os recrutas. – Todos formem fila única e me acompanhem. Vocês passarão por uma consulta agora. – os presentes obedeceram e formaram a fila indo em direção a outro prédio não tão grande em relação aos outros. O local, como já dito, era imenso. Além do enorme espaço lá fora onde foi feita a seleção e o espaço de treinamento, eles tinham um enorme galpão com equipamentos também para treino, outra construção não muito grande onde se localizava uma academia, outra sendo a base onde comiam e dormiam, o local onde os secretários, generais, cabos e o coronel ficavam e uma construção pequena onde se encontravam os médicos, além de ser um lugar com muitas árvores.
Entraram no prédio ainda em fila. Cabo Macao passou o interfone para uma loira que usava um avental branco e um estetoscópio em volta no pescoço.
—Bom Dia pessoal. – cumprimentou alegremente. Logo após a resposta foram ouvidos comentários sobre a “beleza exaltante” da loira. Ela pôde escutar também, mas ficou quieta. – Eu sou a doutora Lucy Heartfilia. Hoje todos vocês passarão pela consulta apenas e amanhã farão o exame de sangue. Isso pode parecer idiota, mas precisamos saber se algum de vocês tem alguma doença ou algo que possa atrapalhar no desempenho. Mas vocês não precisam se preocupar, tudo vai ocorrer bem. Isso é necessário porque pode ser que algum de vocês não consiga realizar algo por conta disso e queremos poder fazer algo para ajuda-los, certo? – disse piscando. Todos sorriram feito bobos e concordaram. – Bem, essa é Levy McGarden, ela é enfermeira – disse apontando para uma baixinha de cabelos azuis que sorriu timidamente – Essa é a doutora Mirajane Strauss – disse apontando para uma albina que sorriu de um jeito meigo – E essa é a enfermeira Cana Alberona. – apontou para a morena que estava com uma lata de cerveja em mãos. Ao notar que todos a olhavam, jogou a lata para trás.
—Se algum de vocês caírem na loira quero que troquem comigo. – disse o rosado que estava atrás da ruiva acompanhado do mesmo grupo – Isso inclui você Enzo. – ela apenas olhou para trás sem responder. Tanto fazia para ela.
—Tch. Por que você tem que ficar com ela? Todo mundo achou ela a mais gostosa. – Gray e Jellal concordaram. Os quatro olharam para a ruiva esperando a resposta.
—Tanto faz. – disse sem dar muita importância.
—Vai me dizer que você não achou? – indagou Gajeel num tom debochado.
—E-eu quis dizer que pra mim não importa. A albina é bem mais. – tentou disfarçar recebendo alguns olhares desconfiados.
—Ah, outra coisa – a loira chamou-lhes a atenção novamente – Quando entrarem no consultório tirem as camisas, por favor. – a ruiva começou a xingar a médica mentalmente. Pra que diabos aquilo serviria? Ela era uma pervertida? De qualquer forma, não poderia ficar ali. Curvou-se para o lado vendo que a consulta seria com a porta aberta. E mesmo que não fosse, como ela iria se explicar? Teria de sair dali. Olhou para os lados conferindo se não havia mais nenhum general por perto. Abaixou a cabeça ajeitando o boné e saiu da fila indo em direção a base.
—O que ele tá fazendo? – perguntou Gray recebendo um “Vai saber” como resposta dos outros.
Jellal a acompanhou com o olhar vendo-a se afastar cada vez mais. Por que ele fugiria da consulta? Perguntaria a ele depois mesmo já imaginando a resposta que receberia. Como sempre seria um “Não é da sua conta” ou “Tenho meus motivos”. Já estava até acostumado com o jeito do companheiro.
A fila andou rápido. Antes mesmo que eles esperassem já estava na sua vez. Natsu foi o primeiro deles a entrar no consultório. Como o mesmo desejava, foi no da loira que falara com todos dando as instruções.
Tirou a camisa e sentou na maca assim como foi mandado. Ela levou a peça de contato com o peito do rosado pedindo a ele que respirasse fundo. Foi feito a mesma coisa nas costas do rapaz. Depois disso, pegou uma prancheta anotando algumas coisas.
—Então Natsu... – começou ainda olhando para a prancheta – O que você tem sentido ultimamente?
—Algo estranho a partir de hoje doutora... – disse num tom baixo. Ela levantou a cabeça o olhando arqueando a sobrancelha.
—E o que é?
—Meu coração começou a bater forte quando vi a bela garota loira falando animadamente com todos... Acho que o nome dessa doença é amor à primeira vista. Como curar? – disse olhando-a nos olhos. A médica corou para depois suspirar na tentativa de se controlar.
—Então Natsu Dragneel sofre de idiotice, certo? – disse anotando mais alguma coisa na prancheta. Ele fez menção de dizer algo, provavelmente mais alguma cantada idiota – Pode ir, Natsu. Chame o próximo, por favor. – o rosado saiu emburrado.
Ao sair da sala passou direto por Gajeel que segurava o riso. Uma voz aguda chamou o moreno para o consultório ao lado do que Natsu acabara de passar. Entrou na sala se deparando com a baixinha escrevendo algo em sua mesa.
—Sente-se na maca, Gajeel. – disse ainda sem olhá-lo. Ele grunhiu pela falta de atenção e tirou a camiseta sentando-se como lhe foi mandado. Ela levantou-se e foi em direção a ele. Os dois estavam em silêncio enquanto ela o examinava. O silêncio fora quebrado por uma risada vinda de Gajeel – Algum problema?
—Você não se sente mal? – disse sorrindo debochado. Ela o olhou confusa – Você não percebeu que é a única das outras que não tem peitos? – dito isso começou a rir. A azulada sentiu o rosto esquentar, mas não de vergonha e sim de raiva – Foi mal. Não pude evitar.
—Sai já daqui! – disse voltando a mesa. Ele ainda rindo saiu da sala. Seria divertido ter alguém para debochar.
Saiu da sala vendo somente o outro moreno presente e mais, ele estava apenas de cueca. Atrás dele uma azulada com as proporções um pouco maiores do que a anterior estava literalmente babando atrás dele. Suspirou e passou direto voltando para o treinamento.
Gray foi chamado para o consultório de Levy entrando imediatamente e a outra azulada o seguiu.
—Juvia? O que foi? – a enfermeira perguntou a azulada. O moreno virou-se confuso se deparando com a garota ali. Não havia notado sua presença até então.
—Juvia veio aqui apenas para conferir se todos passaram pela consulta. – disse olhando agora seriamente para a baixinha.
—Hum, não foram todos ainda, mas provavelmente sim. – respondeu olhando os papéis com os nomes. Ele sabia, Enzo havia fugido por alguma razão desconhecida.
—Com licença. – interviu Gray. Ambas olharam para ele – Tem alguém que saiu da fila. Enzo Scarlet se não me engano.
—Ah, entendo. – disse Levy – Obrigada por informar. Juvia vá atrás dele, por favor, e leve-o ao consultório de Lucy. Não estou com vontade de lidar com rebeldes. – disse num certo tom de nervosismo. A azulada assentiu e saiu da sala.
~*~
O azulado ia em direção ao dormitório. Sabia muito bem que Enzo estaria lá. Seria ruim para ele não passar pela consulta, não sabia o porquê, mas se preocupava com o companheiro. Subiu as escadas até o ultimo andar onde ficava seu quarto. Entrou e o encontrou lá sentado em sua cama lustrando uma espada. Franziu o cenho e cruzou os braços olhando para a figura que parecia calma enquanto sorria. Aquilo era raro de se ver. Ele se perdeu por um tempo naquilo até lembrar-se do por que estava ali. Limpou a garganta.
—Por que fugiu da consulta? – ela o olhou um tanto assustada, não tinha percebido sua presença.
—Não é como se tivesse a ver com você – disse guardando a espada do espaço mágico.
—Por que você insiste em ser assim? – perguntou olhando-o firmemente. A ruiva não iria responder. Não sabia como responder aquilo sem mentir. Os dois foram interrompidos pela azulada aparecendo do nada atrás de Jellal. Este pulou de susto. Ela apareceu tão de repente.
—Com licença. – disse entrando no quarto – Enzo-kun, venha comigo.
—Por quê?
—Você precisa passar pela consulta assim como todos. Vamos logo. – ruiva arregalou os olhos. Estava perdida. Iriam descobrir sobre ela. Aquilo era o fim de seu sonho? Socou o colchão e respirou fundo.
Levantou-se da cama e saiu do quarto acompanhada de Juvia. Elas saíram da base. Não havia mais nenhum recruta ali. Apenas uma porta estava aberta sendo a do consultório da loira. A ruiva entrou sozinha na sala fechando a porta atrás de si. A loira estava sentada em sua mesa aguardando-a. Suas pernas estavam bambas. Não sabia o que iria fazer.
—Não precisava fechar a porta – disse a loira sorrindo. Aquele fora um sorriso confortante, mas ainda sim, o medo lhe tomava conta. – Sente-se na maca e tire a camisa, por favor. – a ruiva obedeceu apenas à primeira ordem. A doutora se levantou andando até a maca – Tire a camisa. – repetiu.
—E-eu... Eu tenho vergonha, sabe. – disse sorrindo amarelo.
—Não precisa ter vergonha. Eu sou uma médica. – disse ainda sorrindo.
—Ah, é que... – ela suspirou derrotada. – Tem um problema.
—Vamos, não temos tempo. – a ruiva então obedeceu. Era tarde demais para perceber que tudo fora jogado para o alto. Que nada mais seria como ela queria o que era uma droga. Já havia chegado tão longe. Olhou para a loira que estava pasma. – V-você... Por quê?
—Sim, eu sou uma mulher. – disse agora sem disfarçar a voz. – Eu sempre sonhei em entrar para o exército, desde pequena... – a ruiva explicou sua situação para a loira. Por fim apenas suspirou já preparada para o que viria. Ou o que achava que viria.
—Isso é incrível! – disse a doutora com os olhos brilhando. – Você está ultrapassando todas as barreiras pelo seu sonho! Eu acho isso maravilhoso. – falou empolgada segurando as mãos da ruiva que se mostrava impressionada – Eu entendo você, foi difícil para que eu me tornasse o que sou. Tenho pouca idade também, mas consegui alcançar meu sonho. Não se preocupe. Vou cobrir você! – disse sorrindo. Erza estava meio atordoada, mas logo depois sorriu também.
—Obrigada! Muito obrigada mesmo! – disse agarrando a loira.
—Não se preocupe Enzo... Quer dizer... Como é o seu nome?
—Erza... Erza Scarlet. – sim, um dia ela poderia mostrar aquele nome para todos. Não desistiria. Claro que precisaria contar com algumas coisas para conseguir, mas estava no caminho. Lucy Heartfilia fora uma das pessoas mais maravilhosas que já conhecera. Maravilhosa e compreensiva. Nunca imaginou que alguém assim estava para entrar em sua vida, para lhe ajudar, e para assim como outros que já vieram ou que viriam, para mudar o seu mundo.
Notas finais
Gente HAUSHAUSHUAHS' sério, aguentem só mais um pouco a encheção de linguiça ='D Só mais um pouco mesmo. >3<. Não queremos apressar as coisas, mas não se preocupem, não vamos deixá-los esperando a vida inteira. Ou a fic inteira, slá.
Well, peço que continuem mandando reviews maravilindos que eu a Neko vamos adorar ler *O*
Kissus! (/o3o)/ ~ ♥
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