For My Dream
1 I - Eu vou alcançá-lo!
Notas iniciais
Sério, se não fosse a Neko-chan, a fic ia estar um cu AHSUAHSUAH' Graças as ideias divosas dele consegui fazer o cap. Bem, é isso.
Enjoy!
A garota acordou mais do que disposta naquele dia. Estava prestes a tornar seu sonho real, e não desistiria por mera implicância de seus pais. Eles eram totalmente contra a ela utilizar a chamada e tão cobiçada magia já que não era algo tão comum para mulheres, apenas os homens do exército de magia utilizava. O Exército de Magia. Essa era sua meta, ou melhor, o seu sonho. Quando criança costumava a observar seu avô, ex-coronel do exército, a usar magia, a comandar todos do exército, para a pequena ruivinha era e ainda é incrível observar todos se esforçando, treinando para protegerem o lugar onde vivem sem falar que sempre achou a magia uma coisa maravilhosa. Seu avô nunca foi contra sua vontade e até a apoiava, mas uma coisa ele não poderia mudar, não era permitido mulheres entrarem no exército somente como médicas ou secretárias. Isso era algo que ela não ligava de jeito nenhum, sempre dizia ao seu avô que entraria de um jeito ou de outro para o exército para lutar. O velhinho sempre sorria e dizia que ela seria capaz e que confiava nela, essas palavras lhe encorajavam sempre e era por isso que iria conseguir isso hoje. Por ela, pelo seu querido e amado avô, e pelo seu próprio sonho.
Seu pai sabia usar magia também, mas seu avô lhe contou em segredo que ele não entrara para o exército, foi dito a ele que não tinha o espírito necessário. Às vezes a ruiva se perguntava se era esse o motivo de ele odiar a magia. E quanto a sua mãe, dizia que era perigoso demais para uma garota, um argumento inválido, afinal, a magia não era utilizada somente para lutar, embora fosse isso que ela queria. Sua mãe dizia também que ela deveria ser uma dama e que logo arranjaria um casamento para ela, achava isso ridículo, não ligava para esse tipo de coisa, ou pelo menos não sabia nada sobre.
Apertou um pouco mais as faixas que esmagavam seus seios bem avantajados por sinal. Não que achasse aquilo ruim, mas no momento aquilo poderia levá-la a ruína. Apertou mais um pouco deixando menos visíveis ainda. Estava disposta a tudo para conseguir aquilo. Olhou se no espelho primeiro de frente, depois de perfil, ficou apenas um volume indesejado na parte de cima, mas nada que uma jaqueta não resolva. Sorriu satisfeita. Ela não estava confortável, mas era necessário. Prendeu seu cabelo num rabo de cavalo alto para depois fazer um coque. Estava bem confiante de que ninguém a confundiria com uma garota. Pegou sua mala e abriu a janela observando lá fora, ainda sem nenhum raio de sol, por um curto período. Olhou bem se certificando que não tinha ninguém. Não havia contado nem a seu avô que faria aquilo. Ficou triste, não queria sair sem dizer nada a ele, mas não tinha tempo. Colocou uma perna para fora com cuidado, em seguida curvou-se para passar o corpo e depois a outra perna, pulou caindo de pé no chão. Prendeu a respiração ao perceber que havia pisado em alguns galhos e folhas. Olhou para os lados ainda não vendo ninguém. Suspirou aliviada e começou a andar pisando em ovos. Chegou até a cerca alta que dividia o terreno onde morava com o terreno abandonado ao lado. Queria chamar o menos de atenção possível. Não queria que os vizinhos fofoqueiros a reconhecessem. Preparou-se para escalar a árvore mais próxima da cerca para conseguir pular sem muita dificuldade, mas antes disso escutou alguém limpando a garganta atrás de si. Virou-se receosa dando de cara com o velho enxuto de longa barba e bigode a olhando com uma cara nada amigável.
—B-bom dia, vovô. – disse desviando o olhar para cima enquanto usava um braço para acariciar o outro.
—Para onde está indo Erza? – perguntou com a voz grave cruzando os braços.
—Ver o sol nascer! – afirmou sorrindo nervosa. Droga, ele não era nenhum tonto, claro que ele iria perceber que era mentira.
—E pra que a mala? – a ruiva fitou a mala ao seu lado. Era enorme, xingou-se mentalmente por ser tão idiota e tentar enganar seu avô com algo do tipo.
—Ah... Quanto a isso... – não conseguiu pensar em uma resposta rápida. Suspirou derrotada. – Me desculpe... Eu ouvi que hoje seria a seleção dos novos magos do exército, e como vou completar dezoito anos mês que vem, eu... – ele grunhiu. A ruiva encolheu os ombros preparando-se para a bronca.
—Entendo. – ela o olhou surpresa. O velho homem sorriu – Acredito que você será capaz, Erza. Vá. – ela sorriu também. Correu até ele abraçando-o fortemente e agradecendo diversas vezes.
Escalou a árvore sem dificuldade alguma, afinal, sempre viveu disso, em seguida pulou a cerca caindo perfeitamente. Começou a correr em direção ao seu destino. Estava feliz e animada, não era pra menos. Um desafio ela já tinha passado. Faltava mais um e ela conseguiria também, tinha certeza disso.
O local onde era feita a seleção era um pouco longe, demorou a chegar lá tendo que pegar trem. Saindo de casa às quatro e meia da manhã e chegou às seis e vinte. Já havia uma fila enorme de garotos no portão que seria aberto às sete horas em ponto. Ao ver tanta gente, sua confiança começou a esvair-se lentamente. Seriam duzentos selecionados e ali havia muito mais que isso. Havia vários garotos de excelente porte físico – pôde perceber isso e muito bem – como seria possível escolher ela que aparentava ser um garoto bem magro e um pouco menor que os outros. Não sabia como agir diante de tantos do sexo oposto, nunca fora de falar muito com eles, nem mesmo tivera amigos na infância, seu avô era o único. Esperava que fosse tão fácil quanto se comunicar com ele.
Entrou na fila em silêncio de cabeça erguida. Não estava tão confiante quanto antes, mas não desistiria. Muitos deles não pareciam animados com aquilo, alguns conversavam entre si e outros assim como ela pareciam otimistas.
Um grupo de quatro garotos chegaram e entraram atrás dela na fila. Eles pareciam animados também. Mas não com aquilo. Conversavam qualquer assunto banal, bem alto por sinal, mas ela, com a cabeça em outro lugar, não fez questão de prestar atenção. Logo mudaram de assunto, para um que chamou atenção da ruiva. Um deles começou a falar sobre os fracos que seriam humilhados rindo em seguida.
—Pois é, acho que tem gente aqui que vai chorando feito bebê para casa. – disse um garoto de cabelos rosados num tom debochado. A ruiva sentiu que aquilo era para ela, mas decidiu ignorar. O mesmo garoto continuou insistindo em dizer aquelas coisas e a mesma continuava ignorando, não ia deixar-se abalar por palavras de um ignorante alheio – Pensando bem, essas pessoas deveriam desistir de uma vez ao invés de fazer o capitão perder tempo esculachando eles. – a ruiva se sentiu ser empurrada. E não, não foi um acidente. Ela se virou fuzilando o rosado com o olhar – Ui, foi mal cara, não me morda.
—Ei, Natsu! Pare com isso. – um garoto de cabelos azulados e uma exótica marca no rosto tentou acalmar o rosado. Menosprezar os outros era algo sem sentido. Nem ele mesmo sabia se seria aprovado, por que continuar com aquilo?
—Espero que você não esteja se referindo a mim, sou alguém que você mal conhece afinal. – disse disfarçando sua voz. Ela já era grave, mas ainda sim, era uma voz feminina então para alcançar o que queria teria de se empenhar nisso também. – Eu posso ser o seu inferno. – disse num tom assustador sorrindo maleficamente. Aquilo fez o rosado tremer.
—S-sinto muito. E-eu não estava me referindo a você. V-vamos trabalhar juntos p-para entrar, certo? – disse estendendo a mão ainda tremendo. A ruiva sorriu de canto apertando a mão dele.
Ela se virou de costas novamente olhando para frente. Os garotos se entreolharam sentindo-se aliviados. O rosado sempre arrumava confusão aonde ia. Não era uma má pessoa, isso já era natural dele. Teriam problemas se ele arrumasse encrenca.
O enorme portão se abriu e todos começaram entrar aos poucos. Era a hora. As ordens foram dadas. Havia um lugar onde eles poderiam colocar as malas, claro que seria a seleção, mas os escolhidos já ficariam direto e o restante seriam dispensados.
Foram guiados a uma enorme área, couberam todos os rapazes e ainda tinha espaço de sobra.
—Atenção! – a voz grave soou pelo local. Todos olharam na direção se deparando com o aparente capitão que falava com uma espécie de microfone em mãos. Automaticamente, os presentes ficaram em posição de sentido – Quero que formem cinco filas nos pontos desenhados no chão! Depressa! Andem logo! – com essas ordens se organizaram como foi mandado. Brilhos estranhos começaram a se formar em frente a cada uma das filas, logo formando-se um aparelho estranho com uma bola de cristal negra no topo. – Vou explicar como vai ser. Esse é o “Magic Power Finder”, o MPF. Quando atacado ele vai apresentar o seu poder mágico numericamente. – a ruiva lembrou-se do seu avô que lhe disse sobre o aparelho há um tempo. Deveria ser atacado no cristal e era necessário reunir o maior poder mágico possível para se ter a pontuação do quanto realmente vale seu poder. Ela precisaria disso. Há muitas possibilidades de ela ser mais fraca que os magos dali. – Bem, para ser classificado é preciso ter o poder acima de oito mil. Se os duzentos não tiverem, sete mil e quinhentos vai ser necessário. – todos começaram a sussurrar e reclamar – QUIETOS! Comecem. – todos ficaram em silêncio e obedeceram ao capitão.
Foram os primeiros da fila, nenhum deles conseguiu alcançar. Muitos e muitos foram, alguns estavam quase, outros não chegavam nem perto. Um garoto de cabelos negros compridos se aproximou do MPF. A ruiva já o tinha visto, estava com o rosado antes da entrada. Ele torceu o nariz, como quem achava aquilo ridículo. Ele puxou o braço como quem fosse dar um simples soco, mas repentinamente sua mão virou puro aço. O moreno socou o aparelho fazendo um estrondo enorme, todos olharam assustados pensando que iria quebrar ou algo assim. Logo o objeto brilhou e a pontuação do rapaz apareceu em cima: 8457. Todos ficaram pasmos com tamanho poder, incluindo Erza. Ela não sabia quanto seu poder mágico valia, mas ainda tinha esperanças.
—Seu nome? – disse o capitão se aproximando. O mesmo ficou em sua postura colocando sua mão direita ao lado esquerdo do peito.
—Gajeel Redfox, senhor. – respondeu sério. O capitão apenas ordenou que ele esperasse junto a outros dois sargentos veteranos atrás de si.
A fila continuou andando, alguns outros conseguiram também, mas nenhum ponto ainda havia sido tão alto quanto o de Gajeel. O rosado que debochara dela na entrada se aproximou do MPF com um sorriso confiante. Não chegou tão próximo quanto Gajeel, tomou certa distância. Ele juntou suas mãos, fazendo uma socar a outra.
—Estou empolgado! – foi o que disse antes de seu punho começar a arder em chamas. Correu a curta distância que havia entre ele e o MPF saltando e socando em cima do cristal escuro que tomou seu brilho como sinal de que havia absorvido o poder do rapaz. Logo o número apareceu: 8457. Ele pareceu decepcionado pela pontuação não ter sido maior, mas todos ali estavam boquiabertos. Aquela era uma magia muito rara. Ele deveria sentir-se privilegiado por tê-la. O capitão se aproximou fazendo a mesma pergunta que fez para os outros magos. Ele repetiu o gesto colocando a mão sobre o peito e sorriu dizendo orgulhosamente seu nome – Natsu Dragneel.
Outro moreno, com os cabelos curtos se aproximou sorrindo empolgadamente. Tomou quase a mesma distância de Natsu, fechou os olhos e colocou uma mão fechada sobre a outra aberta. Um ar gélido começou a tomar conta do local e o vapor emanava das mãos do garoto. Num movimento rápido abaixou colocando ambas as mãos no chão. Feito isso, enormes cristais de gelo surgiram do chão chegando até o aparelho atacando-o por baixo. O mesmo brilho apareceu surgindo sua pontuação: 8298. Ele fez uma cara emburrada não gostando do que viu. Dirigiu o olhar para o rosado que se segurava para não rir da cara dele. Trincou os dentes tentando se controlar.
—Seu nome?
—Gray Fullbuster! – disse repetindo o gesto dos anteriores. Todos estavam impressionados, era uma magia incrível. Não eram encontrados muitos usuários de gelo naquele lugar.
Depois de mais alguns que falharam o mesmo garoto de cabelos azuis e marca estranha no rosto que vira anteriormente se aproximou com uma feição tranquila. Não parecia nada nervoso ao contrário de muitos ali. Tomou certa distância do MPF também. Estendeu sua mão em direção ao aparelho. Uma luz começou a surgir da palma de sua mão e foi ficando cada vez maior. Ele não precisou fazer mais nada, a enorme esfera que se formara virou uma espécie de laser fazendo um clarão tomar conta do local. Acertou em cheio o MPF que absorveu o poder e logo exibiu sua pontuação: 9000. Se já ficaram boquiabertos com o poder dos anteriores imagina com o do azulado? Estavam com o queixo no chão, literalmente. Antes que o capitão pudesse perguntar seu nome, ele colocou sua mão direita sobre o peito.
—Jellal Fernandes. – dito isso se juntou aos outros já classificados.
Agora era sua vez. Estava nervosa, isso estava visível. Deu dois passos em direção ao aparelho um pouco receosa. Deveria ela abandonar tudo? Não, de forma alguma, já havia chegado até ali, mesmo que não fosse classificada ficaria orgulhosa de si por ter tido coragem de correr atrás. Suspirou dando mais um passo ainda hesitante. Logo, a imagem de seu avô sorriso veio a sua mente juntamente com suas palavras confortantes. “Acredito que você será capaz, Erza”. Isso, ela não podia decepcioná-lo, de jeito nenhum! Faria aquilo não importa o quê.
Fechou os olhos fazendo dando outro suspiro. Quando se sentiu firme, sorriu confiante. Abriu os olhos visivelmente brilhantes pela determinação. Duas espadas de tamanho médio apareceram em suas mãos. Ela dobrou os joelhos e saltou elegantemente girando fazendo dois cortes no ar que viraram fortes rajadas atingindo o MPF. O objeto mágico chegou a tremer e ficou um tempo brilhando até finalmente exibir sua pontuação: 9000. Ela sorriu agradecendo mentalmente por aquilo. Não poderia fazer nenhum movimento feminino suspeito. Antes que ela percebesse todos estavam fitando-a incrédulos. A ruiva disfarçou o constrangimento ficando séria.
—Seu nome, cavalheiro? – perguntou o capitão. O nome, droga, ela não tinha pensado nisso. Colocou sua mão sobre o peito.
—Enzo Scarlet – foi a primeira coisa que lhe veio em mente.
Juntou-se aos outros se segurando para não dar um grito de felicidade. Alguns a olhavam com inveja nem tentando disfarçar.
—Ei, Enzo... – começou Gajeel dando ênfase no nome – Por que diabos você usa rímel? – todos os que estavam perto riram, exceto o garoto de cabelos azuis cuja pontuação tinha sido a mesma da ruiva. Ela achou melhor não dizer nada, teria que ser capaz de aguentar as provocações que seriam frequentes.
—Pare com isso Gajeel. – disse o azulado olhando para a direção dos que ainda faziam o teste– Não se pode debochar de alguém que teve a pontuação bem mais alta que a sua – o moreno grunhiu em resposta. A ruiva ficou surpresa, não esperava que alguém a defendesse. Ela ficou a olhá-lo, ele era tão misterioso, aquela marca... Perguntava-se como ele havia conseguido ou se já havia nascido com ela. Logo ele virou-se para ela também fazendo seus olhos se encontrarem. Ela virou o rosto rapidamente sentindo suas bochechas esquentarem. Que droga era aquela?
Bem, nada daquilo importava. Ela conseguira alcançar o que mais queria e não deixaria tudo ir para o lixo. Iria se esforçar para aprimorar-se mais. “Me espere vovô”.
Notas finais
Bem, é isso. Agradeço se você leu até aqui XD Agora é com a Neko-chan x3
Kissus (/o3o)/ ~ ♥
Falou! XD
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