For My Dream

27 Capítulo Extra - Algo a mais (GaLe)


Notas iniciais

Bunny here! *foge das pedradas, sapatadas, vassouradas, frutadas, etc* Eu sei que tem gente querendo me matar, inclusive a Neko, por não ter postado ontem. Entendo, entendo ;3; Let's explicar it! q
Enfim
Primeiro dia(domingo): Esqueci.
Segundo dia (segunda): No idea do que fazer no cap, Neko não sabia também. Falta de tempo inclusa
Terceiro dia (terça): Falta de tempo e ainda processando a ideia que nós tivemos.
Quarto dia (quarta): Começa a fazer o cap, mas não pode acabar porque meu irmão é um cuzão 4evs.
Today: Tenta terminar o cap de manhã, daí mamãe passa mal, leva a mamãe no médico, vem embora, se arruma pra ir pra escola e continua o cap, dá a hora de ir pra escola e vai pra escola, chega: vai correr atrás do cachorro, recolher roupa, estender roupa, arrumar o quarto. Finalmente faz o cap. UHUL! ='D E eu não revisei caraio algum ='3
That's it. Bem, espero que gostem, porque sei que tá uma cuzera que só por Deus ;3;
Viram que capa perfeituda e divosenta? *U* Feita pela Mariicchan =w= Eu nem conheço ela, amiga da Neko só, mas mesmo assim =3= Obrigada hta ♥
Enjoy!

A pequena azulada andava calmamente pelas ruas movimentadas da zona leste naquela véspera de Natal. Há pouco tempo havia se mudado para lá. Não estava acostumada com as pessoas, com o movimento, afinal, esteve sempre no quartel cuidando dos marmanjos. Não havia quase tempo nem para si mesmo. Não conhecia ninguém ali e passaria o natal sozinha já que Lucy passaria com seu namorado que até o momento era desconhecido para ela.

Tinha ido ao mercado comprar algumas coisas para ao menos ter o que comer. Em seus planos estava ficar em casa comendo algo e assistindo um bom filme. Bem solitário, mas não havia outra opção.

Ouviu seu estomago reclamar. Ela havia quase esquecido. Fazia um tempo que não comia nada. Olhou ao redor vendo uma barraquinha de taiyaki. Dirigiu-se até lá pedindo alguns para a viagem. O vendedor não demorou muito e logo entregou um saquinho para ela com o pedido.

A azulada sentou em um dos vários bancos contidos ali começando a comer vagarosamente o que havia comprado. Ela não podia negar. Estava se sentindo sozinha, não queria passar o natal daquele jeito. Todas as suas amigas já tinham um compromisso. Sua mãe passaria o natal com seu padrasto e seu pai provavelmente estava focado no trabalho, como sempre. Ela bem que queria ter alguma escolha. Queria ter alguma companhia naquelas noites.

Para onde olhava via famílias e casais, o que não a confortava muito. Casais era o que mais tinha, não poderia dizer nada, bem normal nessa época do ano. Automaticamente, lembrou-se de seu último namorado, coisa que não gostava de fazer. Fora o único e pior relacionamento de sua vida, e até um tempo atrás era dito por ela como primeiro e último, isso até conhecer alguém que acabou roubando seu coração, de forma bem inesperada. Odiava aquilo. Ela prometeu a si mesma que não se apaixonaria de novo.

Ótimo. Agora ela não iria mais pensar em outra coisa a não ser nele. Em Gajeel. Tudo o que menos queria era se apaixonar por alguém como ele. Ela até tinha dito que o odiava na primeira vez que o viu. E por quê? Bem, pelo simples fato dele lembrar seu antigo namorado. O jeito era o mesmo, as manias também a fazia se recordar bastante. Talvez tenha sido isso o que a fez teme-lo, e isso o que fez a mesma se apaixonar.

Não falara mais com ele desde o dia em que ele lhe beijara na praia. Foi apenas um selinho de cinco segundos que, provavelmente, não significou nada para ele. Mas era melhor daquele jeito. Ela queria manter distancia daquele tipo que só a faria sofrer novamente.

Não querendo mais se sentir tão carente, levantou-se pegando suas sacolas e dirigindo-se para o prédio onde morava. O apartamento era pequeno, porém, aconchegante. Também não tinha muitas coisas. Era o suficiente apenas para ela. Apesar do grande emprego de seu pai, era ela quem se sustentava. O salário era ótimo, e ela sempre guardava no banco já que só usava para pagar o aluguel – um aluguel injusto sendo que ela ia pouquíssimas vezes para casa.

Por sorte o local não era tão longe. Adentrou ao prédio chamando o elevador. Aguardou por alguns segundos e logo as portas se abriram. Não havia ninguém lá dentro. Entrou e apertou o número de seu andar. Continuou absorta em si mesma fitando o chão.

Tomou um leve susto ao ver as portas do elevador se abrir repentinamente. Deu um passo a frente, já pensando ser seu andar acabando por esbarrar em alguém.

Tratou logo de se curvar e se desculpar, tudo o que menos queria agora era problemas.

— Me desculpe. – disse abaixando a cabeça.

— Tudo bem baixinha... – respondeu a voz grave que foi reconhecida por Levy no mesmo instante – Espera... Baixinha?

— Eh? O-o-o que faz aqui brutamonte? – gaguejou dando alguns passos para trás.

— Eu quem te pergunto. O que faz aqui? – perguntou o moreno cruzando os braços.

— Eu moro aqui. De qualquer forma deixe-me... – ela olhou para o pequeno visor vendo que ainda não estava em seu andar. Estalou a língua indo mais para o canto do elevador. Queria ficar menos longe dele o possível.

O rapaz apertou o numero de seu andar e ficou ao lado dela. Ambos permaneceram em silêncio por alguns minutos. Ou não, eles não sabiam. Levy apenas se perguntava como um elevador poderia demorar tanto.

— Baixinha. – chamou vendo a irritação no rosto da garota. Percebendo que não teria resposta continuou – O que vai fazer no natal?

— Nada. – respondeu seca.

Gajeel estranhou o comportamento. Até pouco tempo atrás se encontravam e estavam até conversando numa boa, não deixando as provocações de lado, porém eram menos frequentes. Ele deu uma leve risada fazendo-a olha-lo confusa.

— Então quer dizer que vai ficar sozinha?

— E qual o problema? – respondeu com outra pergunta num tom irritadiço — Não é como se eu tivesse escolha... – terminou num tom mais triste.

— Certo, vamos passar o natal juntos então.

— O que?

— Eu não tenho companhia e nem você. O Jellal foi embora todo murcho sem dar notícias, o Natsu disse que vai passar o natal com a loirinha, o Gray também foi encontrar uma amiga e o Enzo... Sei lá.

— N-não, obrigada. – falou mesmo que contra vontade. Ela realmente queria por dentro, mas tinha medo de que a mesma coisa acontecesse.

— Não seja chata baixinha. – não prosseguiu com a fala ao ver as portas do elevador se abrirem – Te vejo amanhã.

— C-como assim? EI! – ela saiu também vendo-o apenas acenar de costas e entrar em seu apartamento. Ela foi para o seu também que era no mesmo andar.

Não acreditava que passaria o natal com ele. Ela queria de alguma forma, mas ao mesmo tempo queria rejeitar a proposta. Bem, não foi por falta de tentar, mas do jeito que ele era.

Chegou a sua casa se jogando no sofá. Não sabia o que faria até a hora de dormir. Não sabia o que faria no feriado, ela preferia ficar no quartel mesmo. Não sabia o que faria com aquele ser.

Passou o resto do dia no nada, apenas lendo – sendo isso o que mais gostava de fazer – e pensando no garoto insuportável que descobrira a pouco que era seu vizinho. Pensando nisso tudo, seus olhos foram fechando vagarosamente até alcançar seu subconsciente.

~-~-

Seus olhos foram lentamente abertos pelo barulho repentino. Coçou os mesmos olhando para o relógio na parede surpreendendo-se. Já eram oito horas da noite. Escutou o mesmo barulho, dessa vez dirigindo o olhar para o lugar de onde veio não encontrando nada nem ninguém. Sentou-se no sofá já se preparando para ir ao local, mas parou no mesmo instante com medo. E se fosse um bandido ou algo assim? Se bem que ela nem possuía muitas coisas, pra que alguém iria lhe assaltar? Estremeceu um pouco. Sua magia não era tão forte, o que ela faria se fosse um mago mais poderoso que ela?

Ainda receosa, andou pisando em ovos para o próximo cômodo. Colocou apenas a cabeça no batente surpreendendo-se. Era realmente um mago mais forte que ela. O mago que mais amava e odiava no momento.

— O que faz aqui? – perguntou fazendo o mesmo se assustar.

— E aí baixinha! Te acordei? – disse naturalmente mexendo nas panelas sendo isso o que acordara a garota.

— Sim. E você não à minha pergunta. – respondeu cruzando os braços.

— Ué, to fazendo comida. – disse colocando a panela no fogão.

A azulada estalou a língua aproximando-se com raiva.

— Vai embora! – gritou batendo o pé no chão.

— Ei o que foi? Está com aquele negócio lá... TPM? – debochou sorrindo fazendo-a ferver.

— Estou falando sério Gajeel!

— Eu também estou! O que aconteceu? Até pouco tempo você estava toda legalzinha comigo, mas desde que a gente voltou você decidiu se afastar ainda mais quando eu tentei me aproximar de você. – agora o moreno estava com um olhar sério.

Afastou-se um pouco corada. Que história era aquela de se aproximar?

— V-Você tentou se aproximar da forma errada então!

— Se era isso você deveria ter dito que não gostou na mesma hora porque não foi o que pareceu. – falou desligando o fogo ficando de frente para ela encarando-a com um olhar ainda mais rancoroso.

Ela abaixou a cabeça ficando em silêncio. Não sabia como argumentar contra aquilo. Ele estava certo. Não era como se ela não tivesse gostado do beijo. Sentiu as mãos do maior em seus ombros apertando-os um pouco.

Uma lembrança veio à sua mente, algo um tanto nostálgico. Aquilo a fez ir para a trás o empurrando com toda força que tinha e graças ao tamanho do outro não surtiu um efeito tão grande. Foi indo para trás até recostar-se a parede e cair sentada no chão olhando para ele como se fosse um monstro. Sentiu seus olhos marejarem e seu corpo tremer por inteiro. Via ele se aproximar e ela um tanto desligada e assustada foi indo para trás na tentativa falha de se afastar.

— Levy, o que foi? – perguntou assustado aproximando-se vagamente.

— V-vai embora... Por favor...

Gajeel se ajoelhou perto da mesma tentando tocá-la, mas o olhar dela não o permitia fazer isso. Mesmo contra a vontade da azulada a puxou para um abraço apertando-a contra seu corpo enquanto acariciava sua cabeça na tentativa de acalma-la.

Ela ficou estática por alguns breves segundos logo o abraçando. Sentiu-se diferente, mesmo que Gajeel se parecesse muito com ele, não o temia mais, até porque este lhe passava uma situação de conforto.

Permaneceram daquele jeito por um tempo até que ela pousar as pequenas mãos em seu peitoral fazendo-o se afastar. Ele levantou segurando a mão da baixinha puxando-a delicadamente para cima. Os dois sentaram-se a mesa ainda em silêncio.

— Vai me contar o que aconteceu?

Levy encolheu-se um pouco mordendo o lábio inferior.

— Bem...

“Eu tinha um namorado uma vez. Já faz um bom tempo, ele foi o meu primeiro e último também. Eu ainda era uma colegial, totalmente inexperiente nesses assuntos, não tinha ninguém que me contasse sobre, que me aconselhasse para que eu não caísse nas garras de qualquer pessoa. Eu sempre estive por mim mesma. Não tinha nem amigas, nada.

Eu era nova no colégio, sempre fazia as lições, estudava e almoçava sozinha. Eu fingia não ligar para isso, mas na real me matava por dentro. Me sentia solitária, afinal, nem mesmo meus pais eram presentes. Por isso eu estudava muito, para não precisar depender de ninguém.

Um dia, eu estava almoçando no jardim do colégio como sempre fazia. Sempre achava um bom canto onde pudesse ficar em paz e ler, era o único lugar da escola que me agradava. Eu estava na calmaria até que ele apareceu do nada e sentou ao meu lado. Começou a falar comigo repentinamente como se já me conhecesse, eu apenas assentia ou respondia o básico. Não sabia como reagir, era a primeira vez que falavam comigo afinal.

Eu tinha certo medo dele, era um cara estranho, de aparência estranha e manias estranhas. Aqueles do tipo bad boy. Tratava todos igualmente, com desprezo, mas eu não sabia disso... Eu pensava que era só comigo. Mas talvez pelo jeito diferente dele, por ele ser a única pessoa a falar comigo foi que eu me apaixonei. Isso pode soar bem estranho, mas para mim não.

Com o tempo, bem lentamente, ficávamos cada vez mais próximos. A meu ver é claro. E eu fui me apaixonando cada vez mais. Se é que era isso. Eu nunca pude sentir tais sentimentos antes, só podia dizer que eu ficava estranhamente encantada com aquele jeito. E eu não era única.

Enfim, o meu maior erro nisso tudo, foi ter me declarado para ele, e o pior de tudo, ele ter aceitado meus sentimentos que provavelmente eram julgados como medíocres por ele, assim como o resto das coisas que eu fazia. Eu me perguntava se ele sabia quais eram tais sentimentos. Talvez por ele nunca sentir que ele era daquele jeito.

Agora perguntam o porquê, não é mesmo? Bem, desde que começamos a sair ele ficou ainda mais rancoroso. Aquilo me assustava, eu até pensei ser uma fase já que ele era muito ciumento – coisa sem motivos já que ninguém dava em cima de mim ou algo do tipo, e eu sentia ter algo por trás disso e ainda assim eu não me afastei como meu interior dizia para fazer. Ele dirigia atenção apenas para mim, mesmo que outras pessoas me julgassem por namorar com ele. E assim seguiu por três meses até eu tomar o maior susto.

De uns tempos para cá ele vinha agindo estranhamente, como eu disse. Ele me respondia tudo de forma seca, e quando eu negava alguma coisa ele me fazia dizer sim poucos segundos depois usando apenas o olhar. Uma dessas situações foi quando ele quis que eu fosse dormir em seu apartamento, nesse tempo, eu já queria ter terminado com ele mesmo que ainda o amasse mais do que qualquer coisa.

Estávamos em seu quarto e até aquele momento tudo continuava na calmaria sem nenhuma briga ou “patada”. Quando deitamos para dormir ele começou a me dizer coisas estranhas, me elogiar de forma... Desrespeitosa, digamos assim. Eu já estava receosa, e me arrependi de não ter acabado por ali e ido para minha casa. Não. Eu tentei fazer isso, mas ele me impediu. Segurou meus ombros fortemente me encarando com um olhar escurecido e um sorriso maléfico no rosto. Eu o empurrei e, como se fosse algo instantâneo ele usou sua magia – que até o momento eu não sabia que ele usava – me atirando contra a parede. Ele se aproximou tentando me despir de forma bruta. Tentei fugir, até consegui ir para o corredor e chamar por ajuda, mas ali mesmo ele continuou me batendo e me chamando de tudo quanto há nomes. Algum dos vizinhos apareceu e me salvou.

Eu realmente nunca entendi o porquê daquilo. Senti-me tão fraca e inútil, a partir daí aprendi a usar magia, mas ela não é forte. E apesar de tudo não derramei uma lágrima sequer. Apenas fiquei estática e traumatizada...”

— Foi isso que aconteceu... Bobo não é?

— Quem é esse cara? Quando ele aparecer, vou arrancar aquela coisa que ele chama de saco! Ou melhor, vou atrás dele! Onde é que ele tá? – praticamente gritou batendo os punhos cerrados um contra o outro.

— Eu não tenho ideia. Mas creio que ele não volte a me procurar. Isso já tem um bom tempo afinal.

— Tsc... Você me assemelhou com ele?

A azulada estremeceu um pouco com a pergunta. Não queria magoá-lo, mas era a verdade.

— Sim... Desculpe.

— Cara, isso dói – disse rindo – Você acha mesmo que somos todos iguais? Eu nunca faria isso com você baixinha... – ela fez menção de falar, mas foi interrompida – De qualquer forma – ele levantou da cadeira – Sei que não acreditaria em mim, não esperaria ao contrário depois de tudo o que aconteceu. – se dirigiu até a saída da cozinha – Feliz Natal, nanica.

— Espera! – ela se levantou também correndo até ele – Gajeel eu... Eu quero passar o Natal com você! – disse fechando firmemente os olhos.

As sobrancelhas do maior arquearam-se.

— Você é tão indecisa...

— A verdade é que eu... Eu queria me afastar de você p-porque... – abaixou a cabeça meio em dúvida se deveria dizer ou não – Porque eu gosto de você...

— Hã?

— V-v-você n-não precisa dizer nada... E-eu quero dizer... – seus olhos agora olhavam para todo o canto do cômodo como se procurasse uma resposta.

O moreno levou a mão até a cabeça da menor acariciando-a enquanto gargalhava.

— Eu gosto muito de você também baixinha!

Ele estava louco? Como dizia algo tão importante assim como se fosse tão normal. Ele era mesmo um idiota. Seus olhos marejaram, mas não de tristeza. Estava feliz por ter escutado aquilo, mas será que ele havia entendido?

A puxou repentinamente para um abraço ainda fazendo carinho nos cabelos azuis bagunçando-os ainda mais. Afastou-se um pouco se curvando ficando na mesma altura que ela e finalmente selando os lábios. O beijo não durou muito, mas fora carinhoso, quente e confortante. Tudo o que ela mais queria aquela noite.

Ela estava errada. Ele havia entendido perfeitamente e além do mais, Gajeel definitivamente não era como aquele garoto. Ele não a tratava desse jeito, não trataria. Ela confiava naquilo. E não foi por ele lembrar a pessoa mais escrota que já entrara em sua vida que ela se apaixonou. Ninguém era igual assim como ele mesmo disse. Ele era completamente diferente daquilo. Ele com certeza era algo bem a mais.

Notas finais
Minha mente tá um cu esses dias véi, tus não têm ideia... Ou acho que têm, leram os caps afinal :v
Bem, só domingo tem cap da Nekolindosuda :3 O próximo cap vai ser outro extra. Aguentem eles aew que serão quatro porque nós não temos ideia do que fazer a partir de agora, precisamos de um tempo para pensar, e para não deixar vocês sem nada... XD
Até domingo, ou segunda, ou terça, ou quarta, ou quinta õ/ Yey!
Kissus in your heart (/*3*)/ ~ ♥