For Him

1 Capítulo único


Notas iniciais
HEY!
Ahm, isso é uma fanfic pro paneleiro secreto, eu ACHO que não é pra por o nome de quem eu tirei aqui se for eu volto e coloco mas de qualquer forma, isso tá meio curto e eu nãos ei se a pessoa vai gostar porque a escrita delx É MUITO FODA (eu fiquei com vergonha quando eu chequei o perfil) mas pelo menos é de um ship que eu *acho* que sei trabalhar bem com.
Bem, é isso.

— Você entende o que tem de fazer, não entende, Credence?

O garoto continuou encarando o chão. O cabelo molhado pela chuva que tinha pego caminhando até o local combinado, as bolsas debaixo dos olhos fruto de noites sem sono e a tão conhecida ardência nas palmas das mãos. Palavras de ordem ecoavam na sua mente, e soavam tão agudas quanto o som do couro marcando sua pele.

— Credence! – a voz aumentou e no mesmo minuto seu queixo foi agarrado e sua cabeça forçada a se erguer, junto com seu olhar, e o garoto se viu obrigado a encarar o rosto de Graves. Ele gostava do rosto, das memórias que lhe trazia, mas estava cansado demais e confuso demais pra saber o que devia fazer. Apenas assentiu.

Os olhos escuros se suavizaram e mãos mornas foram postas sobre seus ombros. Credence estava á beira do choro quanto sentiu as mãos descerem pelos seus braços e agarrarem suas mãos, logo depois ás virando. Não havia nenhuma surpresa nos olhos do mais velho ao ver os machucados recentes, certamente da noite passada.

— Ela fez isso de novo?

Credence assentiu novamente.

— Você tem que se defender, garoto. Não pode reclamar desses machucados se não luta contra eles.

Ele puxou a varinha e os olhos de Credence automaticamente se desviaram pro artefato. Graves vivia dizendo que havia alguma magia dentro dele e que, um dia, ele iria ser ensinado a usá-la, mas um dia parecia vago demais. Ele queria agora, mas sabia que tinha que merecer antes. A varinha tocou a palma de sua mãe e junto com ela, veio o alívio da dor que atormentava. Graves era bom em ajudá-lo com as dores, sempre lhe dizendo que iria ensiná-lo a ser forte e a se livrar de sua mãe, e isso lhe ajudava á se sentir melhor.

— Você entendeu o que tem de fazer? Tem que encontrar a criança, Credence, pode fazer isso por mim?

Por ele. Ás vezes, era confuso. Graves sempre dizia que tudo isso era pra Credence, que iria ajudá-lo a ser melhor e se desenvolver, mas era só quando ele pedia que fizesse as coisas por ele que Credence sentia que era algo importante e necessário.

— Posso.

Um sorriso. Ou um meio sorriso, se analisado corretamente. Isso era a maior recompensa que Credence tinha recebido até agora.

— Bom garoto.

O bruxo estendeu a mão pro garoto, que só agora parecia ter notado que estava sentado no chão e a agarrou, erguendo-se. Graves deu mais um de seus meio sorrisos e foi embora, só para que pudesse parar na próxima esquina e sumir, Credence sabia. Tinha inveja dessa habilidade acima de tudo, aliás, porque ele mesmo queria poder sumir muitas vezes.

Foi deixado sozinho. Mais uma vez. Ainda tinha muitas dúvidas, mas tentaria seu máximo pra tentar encontrar a tal criança.

Por ele.

E por Graves.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!