Folhas de Outono
6 Noite em Claro
Notas iniciais
“Ah, como fui boba...”
“Encarei o céu como se ele não soubesse e encarei a Lua como se ela me dissesse: “Uma Luz maior do que a minha virá pra brilhar...”
Mesmo ela não completando a frase, Meu desejo em querer saber,
Desaparece como um suspiro de um filho, Que acaba de falecer.
Desde então vivo eu,
Sonhando acordada que um dia, esse filho Virá a renascer...”
Terminei por escrever meus versos e o meu coração murchou. Fiquei como estava no poema: Sonhando acordada pra quando essa criança voltaria e quando ela viria a renascer. Um súbito pensamento invadiu minha mente enquanto andava nos corredores da escola.
Por quê todos me encaravam como se eu fosse um monstro? Por que todos me olhavam como se não pertencesse a aquele lugar? Porque eu não tenho parte com eles... Foi a resposta que veio em minha mente, encarei aquilo como se fosse um debate e o garoto que me seguia sempre pra todo o lugar que eu fosse não estava ali, parecendo que todo esse tempo estava sonhando acordada.
Ninguém me queria naquele lugar, como alguém poderia me querer? Eu sou como um “bicho do mato” sempre me escondia onde quer que eu fosse. Era pra minha natureza não querer aquilo, eu não me escondo. Eu fujo quando precisar, lato quando sinto o perigo se aproximando e o destroço se não escutou o aviso que dei. Essa era eu.
Há de quem se acostume e me aceite ou há de quem seja o ladrão que vou morder sempre que aparecer. Não há meio-termo pra mim e não haverá pra aqueles que estão ao meu redor. Talvez eu tenha dupla personalidade, talvez isso seja dupla personalidade.
Eu não me importo de ser assim, porque pra isso eu fui criada, pra isso que eu nasci. Preciso ser eu.
Senão, quem poderia ser?
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