Meu sangue estava fervendo e minha cabeça latejava. Não sabia como estava agüentando escutar isso tudo. Era véspera de natal. Em breve todos estariam comemorando e trocando presentes. E eu? Estaria letárgico.

— Todos deveriam ter a privacidade que lhes é desejava. Nós merecemos ter um momento com os próprios pensamentos, por mais inusitados que sejam. E invadir essa privacidade, deixando que a pessoa se sinta invadida – mais do que ela já foi – e com a sensação fria e crua de ser observada, é o mais cruel dos crimes. Isso não é só tirar a liberdade. É também tirar a lucidez.