Notas iniciais
Como sempre, desculpem se houver algum erro. Espero que gostem, e boa leitura!

Naquela noite, o céu era visto como um palco para o espetáculo que estava por vir.

Lá estavam os semideuses reunidos na beira da praia de Long Island fazendo a contagem regressiva para a meia-noite. Dali poucos minutos começaria um novo ano, um novo ciclo na vida de cada um. E para cada campista que ali se encontrava, aquilo representava uma dádiva única, o maior prêmio que poderiam conquistar.

Era o momento em que eles poderiam dizer "Sim, consegui sobreviver a mais um ano." Porquê para aqueles pequenos herois e heroínas aquilo era uma tarefa árdua.

Nico estava sentado na areia, um pouco mais afastado dos demais colegas de acampamento. Observava o céu com determinada expectativa. E Percy estava bem ali, fazendo-lhe companhia.

O filho de Hades era um garoto de pouca conversa, embora estivesse começando a se enturmar mais. No entanto, as conversas sempre fluíam com facilidade tratando-se de Percy. Era tão natural como se ele jamais houvesse sido aquele garoto tímido e anti-social.

Talvez fosse por Percy possuir aquela aura agradável. Talvez fosse por amá-lo com todas as suas forças. Ou quem sabe, talvez fosse por estarem juntos há mais de seis meses.

No meio da praia havia uma enorme fogueira onde eles podiam queimar oferendas para os deuses. Campistas dançavam e brincavam em volta, enquanto sátiros cantavam e tocavam músicas alegres. Percy sempre ria das performances de Grover, mas ficava feliz por ver o amigo feliz. Ninfas e outros espíritos da natureza também haviam juntado-se à farra.

Ao longe puderam ouvir os irmãos Stoll iniciando a contagem regressiva. Em seguida todos os outros semideuses acompanharam na gritaria. E no momento em que bateu meia-noite, aconteceu o que todos aguardavam com tanta ansiedade.

O show de fogos de artifício havia começado. Os campistas do chalé de Hefesto haviam caprichado daquela vez. Haviam aqueles fogos comuns, que explodiam virando chuviscos coloridos. Outros davam forma aos símbolos de cada deus grego. Alguns eram apenas frases de feliz ano novo e teve até mesmo um que virava um dragão. Provavelmente obra de Leo Valdez.

Nico observava a aquilo tudo extasiado. Seus olhos brilhavam de tal maneira que parecia um garotinho de sete anos de idade. Havia aquele sentimento quente e acolhedor presente em seu coração.

Percy virou-se para encarar Nico e sorriu ao vê-lo daquela maneira.

— Você parece feliz.

— Isso é um pouco nostálgico. — Respondeu Nico, sem desviar os olhos do céu — Antes era apenas uma lembrança vaga mas agora consigo lembrar com clareza.

— O que? — Percy perguntou, passando o braço em volta do garoto.

— Foi há muito tempo, quando estava visitando a Itália com minha mãe e minha irmã. — Nico suspirou — Passamos o ano novo lá e lembro de observar os fogos de artifício. Sabe, às vezes minha mãe não era de demonstrar muito afeto, mas naquela noite ela abraçou a mim e minha irmã e disse que nos amava. Nunca mais me esqueci disso.

— É realmente uma bela lembrança, Nico. — Percy beijou-o na testa.

Aos poucos seus amigos do acampamento foram aproximando-se para abraçá-los. Quando perceberam estavam no meio das cantorias e danças, junto com todos. Os campistas abraçavam Nico e cumprimentavam-no, e embora o garoto ainda ficasse sem jeito ao retribuir os afetos, sentia-se também feliz por finalmente estar fazendo amigos.

Annabeth veio cumprimentá-los, deu um abraço de urso em Percy e um beijo na bochecha de Nico. Afastou-se desejando felicidades enquanto corria em direção aos irmãos.

Percy aproximou-se de Nico para abraçá-lo. E ficaram ali sem saber se haviam passado segundos, minutos ou horas. Mas estavam juntos e isso não importava.

— Sabe Percy — Nico começou a falar — Prometo que tentarei participar mais.

Percy desfez o abraço para encarar Nico.

— Não precisa fazer isso se não se sentir a vontade. Ninguém vai julgá-lo, Nico.

— Mas eu quero fazer isso. — E seu rosto estava levemente corado. Percy sorriu com aquilo.

Deitaram-se em uma das toalhas que estavam estendidas sobre a areia. Encararam o céu observando os últimos vestígios dos fogos de artifício. Agora o palco era somente das estrelas e da lua cheia que brilhava tão encantadora. As músicas e gritos de felicidade ainda eram ouvidos, e aquela onda contagiante de euforia invadia o coração de cada um naquele momento.

Nico aconchegou-se nos braços de Percy.

— Eu me sinto infinito.

Percy sorriu ainda mais com aquilo. Virou-se para Nico e beijou-o por longos segundos.

— É, eu também. — E apertou um pouco mais o abraço — Feliz ano novo, Nico.

— Feliz ano novo, Percy.

Notas finais
Fim :D Um história curtinha, só para comemorar o início do ano. Essa frase "Eu me sinto infinito" é do livro As vantagens de ser invisível. Espero que tenham gostado! Desejo a todos um ótimo 2014! AEHOOOO.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!