Fogos de Artifício
4 Bunker 9
Notas iniciais
POV: Melanny.
O vento balançava meus cabelos presos no rabo de cavalo, jogando as mechas menores sobre meu rosto. Fazia uma semana desde que eu chegara ao Acampamento Meio Sangue e a cada fim de dia, eu estava exausta, não só fisicamente, mas mentalmente também. Eu tentava aceitar de uma vez que toda a mitologia que eu amara desde criança era real e que aquilo agora era a minha realidade. E todo dia, eu tentava relaxar indo para o cais da praia do Acampamento. O barulho das ondas me deixava completamente relaxada e, de alguma forma, fazia eu me sentir em casa. Estranho, pois nunca morei perto de praias.
Eu estava sentada no cais, apoiada nos braços e com os pés pendurados, mergulhados na água. Fechei os olhos, sentindo a quentura delicada do sol na minha pele e ouvindo as ondas baterem na areia sem pressa. Comecei a pensar em Leo. Sorri ao pensar em seu sorriso.
– Cinco pratas pelo pensamento – uma voz interrompeu meus pensamentos.
Olhei para trás e vi Leo se aproximar com um sorriso torto. Ele sentou-se ao meu lado, virado para mim e sorriu como uma criança.
– Sério, em que você estava pensando? – Leo perguntou.
Senti meu rosto esquentar. Ah, que maravilha, eu estava pensando nele!
– Em nada...
– E porque estava sorrindo? – ele provocou.
– Gosto desse lugar... – corei ainda mais.
– E porque você está ficando vermelha? – ele sorriu.
Apertei os lábios e virei o rosto para o mar, fazendo Leo rir. Ele beijou minha bochecha, levantou-se e estendeu a mão para mim. Eu a olhei, emburrada. Leo riu novamente.
– Vamos, Teimosinha, tenho uma coisa para lhe mostrar.
Não peguei sua mão. Apenas o olhei e virei o rosto para o mar de novo. Ele se abaixou e me carregou como Shrek carregou a princesa Fiona na floresta. Eu cedi e comecei a rir. Dei tapinhas leves em suas costas, sinalizando que devia me deixar no chão.
– Okay, okay – eu falei e ele me desceu – Não precisa pedir com tanto jeito, eu vou.
Ele sorriu, pegou minha mão e me conduziu para além dos chalés, para dentro da floresta. Não fiz perguntas, apenas confiei nele. Além disso, eu tinha uma adaga. Ele parou quando chegamos a uma espécie de bunker. Ele me levou para dentro e fechou a porta atrás de mim. O lugar era imenso, com vários projetos pendurados nas paredes e espalhados em cima das mesas. Havia ferramentas em todo lugar.
– Bem vinda ao Bunker 9! – Leo disse, abrindo os braços. – Meu esconderijo! Passo a maior parte do meu temo aqui.
Depois de algumas brincadeiras, ele perguntou se eu queria ficar mais um pouco, pedindo desculpas por que não iria dar muita atenção a mim, já que iria trabalhar em uns projetos. Eu disse que ia ficar e que estava tudo bem. Sentei-me, de penas cruzadas debaixo de mim, numa parte de chão elevado, peguei uma ferramenta e girei-a nas mãos. Leo logo estava completamente focado em seu trabalho. Eu o observei manejar as máquinas. Ali dentro estava quente e o trabalho fez Leo suar suavemente. Sua blusa estava suja. Seu cabelo caía nos olhos de um jeito bem sexy. Eu não conseguia tirar os olhos dele. Quando Leo completou a tarefa, deu um sorrisinho e olhou para mim. Seu sorriso aumentou ao ver que eu o encarava. Eu corei e ele se aproximou de mim. O chão deixava meus olhos na altura dos dele. Ele tirou a ferramenta da minha mão, colocou-a de lado, apoiou as mãos em minhas pernas e aproximou o rosto do meu. Meu rosto esquentou tanto que parecia que eu tinha acabado de pegar o sol de meio dia.
– Porque está tão vermelha, Teimosinha? – Leo sussurrou com a sua voz mais sexy.
– Tá quente aqui – respondi, tentando fracassadamente disfarçar o verdadeiro motivo.
Ele me beijou, fazendo meu coração disparar. Se estava quente antes, agora estava como um forno.
– Você está completamente certa – Leo disse, passando os dedos em meu rosto até chegar ao meu pescoço.
Droga, agora ele podia sentir minha pulsação acelerada. Ele desceu a mão para meu ombro esquerdo e levantou a alça fina da minha blusa, que caíra quando ele me beijou. Seus olhos permaneceram no meu ombro por mais tempo do que o necessário.
– Tá tarde – eu disse, tentando desesperadamente disfarçar meu nervosismo.
– Você tá com sono? – será que não dava para ele parar de me provocar?!
Balancei a cabeça negativamente. Ele desceu os lábios para meu pescoço e beijou delicadamente. Aproximou os lábios de meu ouvido e sussurrou:
– Vamos voltar para os chalés antes que se perguntem onde você está.
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