Fogo Inalcançável
1 1º Capítulo - Consumida pelo fogo.
Notas iniciais
1º CAPITULO: CONSUMIDA PELO FOGO
Era noite em magnólia, o ar gélido soprava por toda região obrigando seus moradores a se enclausurarem em casa perto da lareira. Nuvens tomavam o céu dando aviso prévio de temporal. As arvores que enfeitavam o leito do rio balançavam conforme a ritmo do vento, o clima era de aconchego e tranquilidade.
E naquela noite Lucy se encontrava em seu apartamento já de banho tomado, vestindo sua fina e curta camisola e de pantufa, apesar do frio a janela de seu quarto estava entreaberta, estava há horas dedicando sua atenção a um papel e caneta, apoiada na escrivaninha escrevendo sua ultima aventura para sua mãe.
Muitas coisas aconteceram durante os Jogos mágicos, desde as competições, as perdas, a vitória, o portal do tempo, as descobertas, emoções, era tanta coisa para escrever que Lucy se perdia, não queria escrever apenas os fatos, ansiava em revelar naquele papel seus sentimentos, que nem mesma ela entendia.
Fazia duas semanas que haviam regressado de Crocus. A Guilda já estava instalada na sede original que havia sido tomada pelo Crepúsculo Ogre enquanto estavam na Ilha Tenrou, e Fairy Tail retomou toda gloria que lhe fora tomada nos últimos sete anos, assim ocupando seu posto de guilda numero um de Fiore.
Terminando de escrever sua carta Lucy dobrou o papel, envelopando e lacrando com um selo mágico, com um sorriso meigo Lucy suspirou por finalmente terminar de escrever tudo que lhe aconteceu nas ultimas semanas.
Após guardar a carta cuidadosamente em uma caixa em cima da cômoda junta às outras tantas, se jogou na cama se espreguiçando e dando um breve suspiro de alivio.
A loira olhou para a janela, avistando a noite fria e calma, mal podia acreditar nos dias e noites de tormentas que enfrentará junto de seus amigos, momentos de terror, angustia cansaço e desespero. “Desespero”, a palavra que mais invadiu seu coração e dominou seu corpo, esse sentimento que a fez em como um flash pensar em um certo rosado de olhar marcante.
— Natsu!
Desespero maior foi pensar em nunca mais vê-lo, foi achar que o poderoso Natsu não conseguiria lhe salvar do futuro desolador.
— “Não sei o que teria acontecido comigo, aliás, com todos nós sem ele, realmente Natsu é meu herói.“ -... Pensou Lucy, se recordando brevemente dos inúmeros atos heroicos de seu mago do fogo.
E pensando em Natsu a loira voltou a suspirar... — “Natsu...” falou em um murmuro, em um tom doce e admirado. Nos últimos dias Lucy sempre era pega pensando no rosado, não cansava de tanto admirar o Dragon Slayer do fogo.
Não era por menos, Natsu moveu céus e terras para salvá-la, claro que não envolvia somente a ela, mais sim a todos seus amigos. Porém a loira se concentra apenas nas inúmeras situações em que ela foi salva pelo mago do fogo. Lucy sempre soube da força de Natsu, antes mesmo de conhecê-lo ela já admirava o poderoso Salamander e acompanhava através de suas revistas de fofoca as proezas heroicas do mago, mas durante os jogos mágicos ela constatou o quão poderoso ele é, e continuava avançando, e isso a deixava orgulhosa e no fundo um pouco assustada, era muito poder.
Mais uma vez Lucy suspirou, sentia falta do antigo Natsu, hoje não havia sido um dia muito fácil, começou a se recordar de uma lamentável situação que ocorrerá na guilda.
Flash Black On.
Sentada na banqueta e debruçada sobre o balcão onde se via Mira do outro lado secando alguns copos, a loira estava desanimada, pois era mais um dia sem missão, sem dinheiro para o aluguel e sem a companhia de Natsu e Happy.
— Are, are Lucy, se te chateia tanto ficar sem fazer missões, porque não vai a uma missão sem Natsu e o Happy? Erza, Wendy e Charly, por exemplo, partiram em uma missão juntas essa manhã, fiquei sabendo que te convidaram! – questionou a albina.
— Haaa Mira-chan, bem que eu queria, mas eu fiz parceria com o Natsu, mesmo que Gray, Erza e Wendy sejam do nosso time, Natsu e eu já combinamos que sempre iriamos em missões juntos. Não quero quebrar essa promessa. – falou inocentemente e com um bico de dengosa.
Mira sorriu admirada.
Foi quando Lucy viu Natsu descendo as escadas, provavelmente sairá da sala de Makarov, estava sério e descendo rapidamente com passos pesados. Logo sua atenção foi totalmente para ele, era raro avistar Natsu com a feição tão séria, com certeza algo o perturbava.
Lucy se ergueu rapidamente a fim de ir ao encontro do rosado, ela não tinha medo de cara feia, e afinal era o Natsu, ela com certeza poderia ajuda-lo, porém, antes que a maga se aproximasse do rosado, Gray partiu ao encontro do mesmo, acompanhado por Elfman.
— Por onde andou algodão doce?!! Fugindo de mim é??
— Briga é coisa de homem – Obviamente era Elfman á falar.
Natsu olhou para os dois com um olhar vago e raivoso.
— Não me perturbem!! – Rosnou o rosado. Lucy se assustou com o tom usado pelo amigo, e pressentiu que algo ruim aconteceria. Tal atitude não passou despercebida por Gray, nem por Gajeel que observava a cena de longe.
— Natsu?! – Simplesmente perguntou Gray.
O rosado levantou a mão já em chamas e desferiu um golpe em Gray, fazendo-o cair sobre uma das mesas.
— Não fique no meu caminho Gray! – Vociferou Natsu que se esquivou da mesa e se direcionou para a saída, mais foi impedido por Gajeel e Elfman.
— O que pensa que está fazendo draganzinho?! — perguntou Gajeel.
— Atingir um amigo com um golpe tão forte não é coisa de homem!! – Elfman disse decepcionado.
— Não ... – ergueu os punhos em chamas e com tanta força que as feias de seus braços musculosos saltavam – me atrapalhem!
O mesmo golpe usado em Gray foi o suficiente para derrubar Gajeel e Elfman.
Natsu sem nenhuma pressa se retirou da guilda.
— Vamos Happy!
— Sumimasen mina! – falou o azulado triste e envergonhado. Saiu seguindo o amigo.
A guilda ficou em completo silencio Mira já acudia Elfman, Levy ajudava Gajeel a se levantar e Juvia servia como apoio para manter Gray de pé.
Todos ficaram olhando para a porta por onde sairá o mago do fogo. E uma Lucy estática no meio do salão, com a mão direita apertada em punho sobre o peito, os olhos custavam em acreditar no que acabará de ver.
— Natsu não está numa boa fase e precisa da ajuda de todos nós, continuem unidos e juntos iremos ajuda-lo. No momento é só isso que posso dizer – Disse o mestre que surgiu na sacada do andar de cima acalantando a todos ali.
O Clima ficou tenso na guilda e Lucy como um jato partiu atrás do amigo, mais este já havia sumido no horizonte, a loira até chegou a procura-lo mais sem sucesso, sabendo que ele queria esfriar a cabeça e ficar longe de todos então não iria insistir em encontra-lo. Aflita e cansada decidiu ir para sua casa, precisava se acalmar.
— Quando eu tiver esse Natsu em minhas mãos ele vai se arrepender de ter nascido!!! – Resmungava a maga enquanto entrava em seu apartamento, ela com certeza daria uns belos puxões de orelha nele.
Passado algumas horas Lucy resolveu voltar para a guilda, quem sabe daria sorte em encontrar Natsu por lá, e para sua sorte logo de cara vira Natsu brigando com Gray, mais desta vez como antigamente, Elfman e Gajeel riam e participavam da “pancadaria”.
Lucy se surpreendeu. — “Será que já se entenderam?”. — Questionava em silencio.
Até que sem perceber Mira se aproximou e com as mãos enlaçadas e com um sorriso meigo disse: — Por Kami-Sama eles se entenderam novamente, Natsu retornou e como pedido de desculpas chamou Gray para uma briga! Os rapazes obedeceram ao mestre e não tocaram no assunto. – Mira sabia que Lucy estava aflita com a atitude inesperada do amigo e antes mesmo que a loira perguntasse ela tratou de tirar sua duvida.
Lucy suspirou aliviada em ver seus amigos se entenderem, mais a angustia permaneceu. O que causara tanto raiva em Natsu a ponto de fazê-lo perder o controle com seus próprios amigos?
Flash back Off
Lucy suspirou novamente, o que motivaria tal atitude do amigo? Aquilo apenas provara que realmente Natsu estava com problemas. Sua personalidade havia mudado desde o regresso de Crocus, ele sempre foi brigão e impaciente, mais jamais machucaria alguém sem motivos verdadeiramente cabíveis a isto, e ele andava sério, não sorria mais, parecia se descontrolar com seus poderes, passava pouco tempo na guilda e menos ainda no apartamento dela, na maior parte do dia Lucy não o encontrava em canto algum, nem mesmo seu fiel Exceed, sabia que Natsu não era assim, algo acontecia. As poucas vezes que Lucy pode vê-lo ele estava sempre conversando com Gildarst e Makarov, Happy também estava estranho e evitava falar com ela.
Naquele momento Lucy quebrou sua feição de tranquilidade e tomou um olhar distante e triste, se sentia aflita, puxou sua almofada abraçando-o sobre os fartos seios, seu coração estava apertado, Natsu e ela haviam passado por muitas coisas nos últimos tempos, Natsu era seu herói seu amigo, se sentia aquecida ao lado dele, e sentia falta de telo ali, perto de si.
Por fim levantou-se da cama abraçando a si mesma e esfregando as mãos nos braços devido ao frio. — Huuuuh... Está mais frio hoje ou é impressão minha?!! — Estranhamente seu apartamento estava mais frio que o normal, e mesmo com o inverno se aproximando lá fora a loira insistia em permanecer com sua janela aberta, não podia negar, estava sempre o esperando.
Não passava das onze da noite, mais já ia se deitar, não tinha muito que fazer, não iria enfrentar o frio que castigava magnólia para ir à guilda, afinal, sabia que muitos não estariam lá e sim em seus respectivos lares, a loira ia para cama triste e melancólica, era mais um dia que passava sem a companhia de Natsu e Happy e sem missões, se sentia vazia.
Quando a maga se ajeitava em sua confortável cama um barulho se ouviu vindo da janela, olhou assustada mais logo o susto se tornou alegria ao ver que era Natsu entrando.
— Natsu! – disse a loira alegremente, que se ajoelhou na cama. – Estava preocupada, o que está acontecendo? Me fala logo!! — Disparou a loira irritada e ansiosa.
O rosado estava calmo, levou um dos braços musculosos para trás da cabeça usando a mão para coçar a nuca, dizendo – Também senti sua falta Lucy.
Lucy se levantou e finalmente fechou a janela, não havia mais motivos para deixa-la aberta. Instantaneamente sentiu um calor aconchegante em seu apartamento. Virou-se para o rosado que já se encontrava jogado na poltrona, com a cabeça para trás sendo apoiada pelos braços, e um olhar sério e distante. Ali, a preocupação de Lucy retornou mais forte do que nunca.
— Hãa, e Happy?
— Sinceramente não sei, deixei-o na guilda há algumas horas, já deve estar em casa dormindo, devido ao frio. – Disse desinteressado com o mesmo olhar distante direcionado para o teto.
— Natsu! ... Estou preocupada com você, o que está realmente acontecendo? – Falou à loira que sentou em sua cama ficando de frente para o amigo.
— Não se preocupe com isso Lucy, não vim aqui falar sobre isso. – falou serio.
— Natsu, sei bem o que está acontecendo, sei muito bem que envolve seus poderes, e que Makarov e Gildarts estão tentando te convencer em alguma coisa, e isto esta te perturbando, eu não sou tola. Só quero que você saiba que eu estou aqui, que posso ao menos dar um apoio ou um conselho. – Falou calma, com sua voz mansa.
O amigo sorriu pela astucia da maga, ficou feliz ao ver que ela o observava e que mesmo sem ele falar ela sabia o que estava acontecendo. Mais logo ele percebeu que foi injusto com sua fiel companheira em não ter lhe contado nada. Suspirou, tentou se ajeitar na poltrona, e a olhou fixamente, de certa forma começou a se sentir desconfortável. Desconfortável pelo fato de não ter tido controle sobre si mesmo, percebeu que ele realmente não era o mesmo, pois jamais deixaria sua amiga preocupada por sua causa.
— Não é nada de mais, apenas não queria te preocupar, os velhos estão me enchendo por causa do aumento significativo do meu poder, toda vez que fico naquela sala com aqueles dois velhos minha paciência vira fumaça, mais eu sei me cuidar! Não quero que eles fiquem dando palpite no que devo ao não fazer. – Iria parar por ali, apenas resumiu os fatos, o necessário para deixar sua amiga a pá de tudo.
Lucy ouvia tudo atentamente, observava cada expressão facial e corporal do amigo, percebeu que ele se controlava para não ficar nervoso, algo que estava cada vez mais difícil. Tinha vontade de lhe dar um puxão de orelha, se o mestre estava preocupado com ele com certeza motivos não faltava, o que de fato há deixava preocupada também. Porém, foi tirada de seus pensamentos.
— Mas não quero falar sobre isso, vim aqui porque sentia sua falta, e queria relaxar. – falou se soltando na poltrona e finalmente estampando um sorriso no rosto.
— Por acaso meu apartamento virou spa agora!?. — Resmungou a loira, mais logo soltou um sorriso não podia fingir que estava incomodada, pois não estava, na verdade o que mais desejava era a companhia de seu amigo. Por hora deixaria esse assunto quieto, iria respeitar a vontade do amigo em não tocar no assunto. O fato de Natsu estar ali, com ela, já á acalmava. Assim ela podia cuidar dele.
— Hai, hai, então isso quer dizer que vai passar a noite aqui, dormir na minha cama e me deixar no tapete? – cruzou os braços aguardando uma resposta.
— O que posso fazer se sua cama é tão confortável?! Mas você dorme no tapete porque quer, nós dois cabemos muito bem ai na sua cama. – Falou na maior cara lavada se levantando da poltrona e se jogando na cama da pobre loira.
Vendo seu amigo todo folgado em sua cama, decidiu ir preparar um chá, assim poderiam conversar um pouco antes de se deitarem. Sem avisa-lo ela se direcionou para sua pequena cozinha.
Natsu se levantou. Sentado na cama ele a olhou, e a admirou... A loira estava de costas enchendo um bule com água, Natsu tinha a perfeita visão de sua silhueta com aquela camisola indiscreta e que não a fazia ficar incomodada usando-a mesmo com ele ali.
O Rosado não conseguia tirar os olhos da bela maga, há dias queria ficar na sua presença, sentia falta do cheiro viciante da amiga. E ali, admirando a loira seu sangue começou a ferver, se sentia um lobo vislumbrando sua presa, parecia até mesmo que iria babar admirando aquelas pernas, aquela cintura. Seu peito se apertou, sentiu sede, fome, sentiu-se afoito.
Natsu até tentou se controlar, sentado na cama da amiga apoiou cada cotovelo nos respectivos joelhos e abaixou a cabeça, respirou fundo, e inspirou, o suor escorria pela sua face caindo em queda livre pelo nariz e queixo, inacreditavelmente o calor que sentia lhe incomodava.
A olhou novamente, agora ela enchia uma bandeja com bolachas ou algo parecido, e só em olhar para a bela amiga sentia uma euforia sem explicação. Voltou a baixar a cabeça e a pensar nos últimos dias, o quanto o incomodou profundamente não poder ficar na companhia dela, lembrou que muitas das vezes que ficava nervoso e saia chutando tudo da sala do mestre era pelo simples fato de não sentir o cheiro da amiga, não poder estar ao lado dela.
Sorriu sarcástico ao lembrar que a todo o momento ele se concentrava para sentir o cheiro da loira, para ao menos saber que ela estava por perto, e que quando sentia um cheiro de homem próximo ao dela seu sangue fervia.
Na verdade, Natsu tinha medo de perdê-la, ele sabia que se afastando de Lucy mesmo que por um minuto a chance de algum cara se aproximar dela era imensa, percebeu que ele não era o único amigo dela, que ela poderia procurar outro companheiro para as missões, e isso fez seu coração pular.
E com aqueles pensamentos o rosado levantou sua cabeça e com os dedos quentes puxou os cabelos róseos da frente soltando uma fumaça, sinal que havia tomado alguma decisão, a decisão de que não correria o risco de perder sua loira, iria declarar para todo mundo que Lucy a pertencia, e não poderia deixar para outro dia.
A loira estava distraída preparando as xícaras na pia enquanto a água esquentava no seu fogão, até sentir uma forte presença atrás de si, virou se deparando com um rosado acabando de se aproximar.
— Natsu!! ... nem venha atacar minha geladeira, estou preparando um lanche, trate de esperar lá na cama. – falou despreocupada.
— Não é a geladeira que vim atacar – Falou o rosado seriamente, com sua voz rouca.
Lucy olhou curiosa, atenta ao que ele falará.
Natsu se aproximou, fazendo o coração da pobre loira disparar, Lucy jurara que ele seria capaz de ouvir sua palpitação, seus corpos já estavam colados, fazendo-a sentir o calor que ele emanava, nunca estiveram tão próximos assim em situações normais, onde ela podia dedicar todos seus sentidos ao corpo sarado a sua frente.
O rosado colocou suavemente uma das mãos na nuca da loira, entrelaçando em seus dedos os cabelos sedosos, Lucy arregalava seus olhos e espremias algumas palavras que até mesmo para o dragon slayer do fogo era difícil de distinguir, Natsu sem perder tempo encaixou seu nariz na curva do pescoço da maga, se embriagando com seu cheiro floral.
Lucy estava apavorada, naquele momento sentiu que sempre desejou discretamente que Natsu fizesse aquilo, que se aproximasse que demonstrasse atração por ela, mas aquila atitude do rosado parecia surreal... Sem contar que sentir Natsu agarrado a si, embriagando-se com seu cheiro atiçou seu desejo também, e tão vorazmente queria sacia-los.
Mais antes que pudesse fazer algo Natsu deslizou seu rosto para frente mantendo a proximidade, seus olhos puxados estavam mais escuros que o normal, e sem pressa roubou os lábios da loira, Lucy se surpreendeu, aquilo era real? Sentia o calor de sua boca, seu gosto, era algo incrível. Natsu demostrou confiança e logo pediu passagem para explorar aquele beijo e sem contestar Lucy cedeu.
Lucy mantinha suas mãos tremulas um pouco acima do cós da calça do rosado e o mesmo mantinha uma mão na nuca da loira e outra apertando sua cintura, o beijo foi longo, desejoso e luxuoso, o rasado fazia questão de sentir a língua de sua loira, e dava passagem pra ela explorar sua boca também, quando não era suficiente ele roubava sua língua para si e matava sua sede daquela saliva desejosa da maga, quando se separaram Natsu sorriu ao sentir que Lucy deu-lhe uma leve mordida em seu lábio inferior.
Deixando os lábios já inchados da loira descansarem, Natsu passou sua atenção para o pescoço da amiga, distribuindo beijos e leves mordidas com chupadas, enquanto ela timidamente levou suas mãos ao colete dele, abrindo o velcro e o tirando, arremessando a peça em um quanto qualquer da cozinha.
Por fim poderia se deleitar com aqueles músculos, por quantas vezes se viu admirando aquele físico invejável, não demorou em deslizar suas finas e delicadas mãos pelo peitoral do rosado, se deliciando com cada músculo, sentiu o mago estremecer com seu toque e ela sorriu, ela que estava se aproveitando do corpo dele e ele que sentia prazer!
— Não me faça perder a razão Lucy!!! ... – falou com sua voz rouca e no tom de quando está extremamente nervoso, mais mesmo assim num nível baixo, olhando fixamente nos olhos e roubando mais um beijo luxuoso dela. Lucy estremeceu, Natsu usava o mesmo tom de voz antes de atacar o inimigo.
Isso a fez se sentir poderosa, ela tirava a razão dele com um toque? Ela fazia o poderoso Dragon Slayer do fogo se sentir ameaçado? Justo ele que raramente demonstrava atração por ela, isso era prazeroso, fazia o desejar e ser desejada ainda mais.
Deslizou suas mãos pelo abdômen do rapaz chegando ao peitoral, céus como desejou toca-lo assim, subiu mais chegando ao pescoço dele, enquanto aprofundavam o beijo.
Natsu desceu suas mãos para a cintura da loira, puxando-a mais para si, a loira então sentiu seu corpo sendo elevado, o Dragneel a levantara facilmente, pegando em suas coxas firmando as mãos nas voluptuosas nádegas, fazendo com que ela cruzasse suas formosas pernas envolta do quadril dele.
Natsu levou Lucy para o quarto a depositando na cama e ficando sobre ela, sustentando seu corpo com os antebraços, o rosado então a olhou nos olhos, ele arrepiou ao sentir as mãos delicadas e macias da maga fazerem um caminho carinhoso do seu abdômen até seu pescoço parando em sua nuca, ela o olhava intensamente parecia perdida nos traços de seu rosto.
Lucy não se cansava de apalpar todo o corpo do rosado. Torpecida pelo desejo começou a alveja-lo de mordidas no pescoço e no lóbulo da orelha, mas perdeu seus movimentos e sentiu seu corpo estremecer quando Natsu em um só movimento arrancou sua camisola, sem delicadeza e sem romantismo.
Ele simplesmente rasgou a costura e puxou o resto sem dificuldade, Lucy o olhou, realmente eles estavam ali? Realmente Natsu ia a possuir? Desvencilhou seus pensamentos quando viu ser admirada pelos olhos do mago, que passeavam pelas suas curvas e seus seios, Natsu sem perdem tempo passou a acariciar um de seus seios e a distribuir beijos desde sua boca, pescoço até seu ventre e subindo novamente. E com a boca colada no ouvido da loira ele falou baixinho.
— Esta noite vou fazê-la minha, vou deixar meu cheiro na sua pele. – declarou o mago.
Lucy vacilava, às vezes acreditava que isso tudo era um sonho, vendo Natsu falando tais palavras, vendo aquele mago com aquele corpo sobre o seu a desejando. Tinha medo, dúvidas, mas, a vontade e o desejo eram mais predominantes, queria entender o que estava sentindo, queria conhecer seus sentimentos, desejava saciar seu Natsu e também saciar sua própria sede de luxuria.
Começou a explorar o corpo do rapaz, subiu suas mãos para o pescoço de seu companheiro e descia pelas costas, o arranhando levemente e como era bom, o corpo do mago era másculo e quente, sentia cada músculo enrijecer-se com seus toques.
E lá fora a chuva começava a se intensificar, raios e relâmpagos iluminavam o quarto que agora estava mais escuro, e assim como a chuva o clima entre o jovem casal também aos poucos foi se intensificando, se tornando profundo e desejoso. Lucy estremecia a cada toque, centímetro por centímetro de seu corpo estava sensível, aquele contato que estava tendo com Natsu estava lhe causando sensações jamais sentidas, não queria parar e não queria que Natsu parasse.
Os lábios finos e delicados da jovem maga já estavam avermelhados e levemente inchados quando se separam de mais um luxuoso beijo, Natsu não satisfeito, passou a investir beijos no pescoço da jovem, aquela pele alva e macia emanava um cheiro viciante de flores de cerejeira, até então Lucy estava com as mãos na nuca do rapaz envolvendo seus dedos nos seus fios rosados, encostando mais ainda os grandes seios no peitoral do rapaz.
Natsu ainda se inebriando com a pele do pescoço da loira envolveu seus braços na fina cintura dela e a aproximou mais ainda de seu corpo, fazendo assim a intimidade da pequena se chocar com seu membro, que mesmo por baixo dos tecidos era palpável sua ereção, Lucy ao sentir a situação do rapaz se assustou, só através daquele toque sentiu que se tratava de algo grande e bem firme, ela o deixou assim? Apenas tal pensamento já foi o suficiente para realmente perceber o que estavam fazendo, estava em uma situação bastante intima com Natsu, sentiu medo, o que estavam fazendo não era certo, eles pertenciam ao mesmo time e eram grandes amigos, isso poderia afetar e muito a convivência deles. Mas, esses pensamento não foram o suficiente para ela se afastar, ela não conseguia, queria que Natsu a tocasse mais e mais.
Natsu não resistia mais, precisava dela, a queria, e seria agora, Lucy tinha um corpo tentador e qualquer homem perderia a razão diante de tal beleza. Com os seios amostra e com uma calcinha de cetim rosa claro atrapalhando suas intenções, ele tinha que possui-la, Lucy não parecia estar constrangida sendo observada pelo rosado, com as pernas levemente dobradas e com os braços descansando no colchão ela deixou que o amigo a admirasse, após contemplar tal perfeição voltou a ataca-la, agora mais sedento, mais faminto, não se conteve e tratou de saborear aqueles seios, Lucy soltou um gemido manhoso e levemente assustada, então decidiu quebrar o silêncio.
—Natsu, por quê? P-porque isso...agora?
Para poder respondê-la se aproximou do ouvido dela e disse.
— Não quero te perder! Você é minha Lucy, e preciso deixar isso claro.
Ela então enlaçou seus dedos nos fios rosados dele, como uma resposta silenciosa e o olhou profundamente, ele entendeu prontamente o recado, completou.
—Não se preocupe jamais te machucaria...
Dito isto Lucy sentiu uma ansiedade incomum crescer.
Natsu sentiu então as mãos da sua pequena no cós de sua calça, como um pedido para tira-las, não demorou em ficar nu, e tirar a ultima peça que restava no corpo na loira, voltou a se deliciar com o corpo dela, quando não eram beijos que distribuía no seu pescoço e colo, saboreava seus seios que como havia imaginado eram deliciosos, se encaixavam em suas mãos perfeitamente, ou quase... eram enormes.
Lucy soltava pequenos gemidos, gemidos que deixava Natsu mais tentado, não dava mais para se segurar, seu membro latejava de prazer, clamava por ela, ele então se posicionou melhor e encostou seu membro na intimidade dela, a loira se contraiu pelo susto, até então nunca tinha sido tocada, e tudo aquilo era novidade para ela, de forma lenta Natsu se aproximou mais, ela se contraiu demonstrando desconforto, expondo ainda mais seus seios, e como forma de conter a dor agarrou firme o lençol, trincando os dentes e espremendo os olhos, aquilo era incômodo, estranho .. a dor era angustiante...algo estava tentando entrar em seu corpo... Mas Lucy queria mais do que nunca continuar, assim que ele conseguiu penetrar ela gemeu um pouco mais alto, Natsu a olhou de forma carinhosa, ela largou o lençol e abraçou o pescoço dele sussurrando em seu ouvido.
— Não quero que você pare!
Ele segurou a cintura dela com uma das mãos terminando de penetra-la, e se movimentou lentamente, a fim de fazer com que a loira se acostumasse com a invasão, assim que percebeu que o corpo dela não estava mais tão rígido e que a mesma afrouxou o abraço de seu pescoço ele calmamente tratou de acelerar os movimentos, contendo-se para não devora-la de uma vez.
Porém, não tardou para Lucy se acostumar com a invasão de Natsu em seu corpo, lentamente a dor dava lugar para o prazer, e Lucy se abria mais para recebê-lo, deixando que Natsu a estocasse mais frenético e com mais força. A sensação era boa, sentir o peso do corpo de Natsu sobre o seu, sentir seu suor molhar sua pele alva, e o membro latejante do amigo deslizar de dentro para fora de seu corpo. Nunca imaginou que eram assim tão deliciosas as sensações do sexo.
E essas sensações só melhoraram quando uma pressão forte surgiu em seu corpo, sua intimidade estava sensível e pulsante, o prazer estava incontrolável, e espasmos por todo seu corpo lhe dava aviso de redenção, Lucy estava tendo seu primeiro orgasmo, estava chegando ao seu clímax, os gemidos foram aumentando o tom e o ritmo, aquele mago estava a tirando da sanidade, fazendo-a selvagem como nunca fora, tão selvagem que fincou as delicadas unhas nas largas costas suadas do mago do fogo, que mais pareceu gostar da atitude. Então se derreteu enquanto seu mago ainda se saciava, seu corpo se retraia e sua intimidade ficou ainda mais úmida.
Natsu continuava a estocar freneticamente, ora dando chupadas em seus seios, ora dando-lhe beijos molhados, e só de olhar aquele rosto delicado com fios loiros grudados na pele devido ao suor lhe deixava mais excitado. Sabia que sua loira já havia chegado em seu Grand finale, e se sentiu satisfeito só de saber que havia lhe dado tanto prazer, mas também queria atingir seu ápice, que já estava próximo.
Sem nenhum esforço virou-se puxando a loira para cima, ficando agora ele por baixo e a maga sobre si, Lucy então ficou sentada sobre o corpo sarado do mago, ficando toda exposta, Natsu guardaria aquela imagem por toda sua vida, a Loira sorriu com a feição admirada que o rosado lhe lançava.
A loira queria retribuir todo prazer que sentirá, e sabia como, então começou a se mover lentamente, ora para frente e para trás, ora para cima e para baixo, queria provoca-lo, e estava conseguindo, Natsu não gemia, rosnava, o mago agarrou um de seus seios um tanto que forte e com a outra mão apertou seu quadril contra ele. Lucy entenderá o recado, apoiou suas delicadas mãos no peitoral do mago e começou lentamente a “cavalgar” fazendo-o trincar os dentes que mais pareciam presas.
Quando viu, Lucy remexia exaustivamente sobre o rapaz, que com as duas mãos em sua cintura a ajudava dando mais força nos movimentos, e foi naquela posição que ela teve a visão privilegiada do mago chegando ao seu limite, ele a puxava com força contra seu próprio quadril e agora mantinha os olhos fechados, e a cabeça jogada com força para trás, rosnava, e seus músculos estavam rígidos.
Lucy adorou velo assim, tão exposto, também estava excitada e a ponto de chegar ao seu segundo orgasmo, foi quando em uma ultima “cavalgada” Natsu a puxou com força, Lucy jogou sua cabeça para trás expondo ainda mais os seios fartos e se derreteu novamente, e Natsu se derramou dentro dela, ainda a apertando contra seu membro e permaneceu ali.
Natsu que ainda buscava folego a puxou para seu lado, finalmente saindo de dentro dela, permaneceram ali, nus, ele permanecia de olhos fechados com Lucy deitada sobre seu braço encaixando o rosto na curva de seu pescoço. Tão cansados que estavam não trocaram uma só palavra e adormeceram.
O que não perceberam em nenhum momento era o calor escaldante que predominava naquele pequeno cômodo, alguns objetos ali estavam pelando a ponto de ser impossível de serem tocados. Um calor que qualquer outro ser não aguentaria por muito tempo, senão a loira que a muito já se encontrava viciada naquele calor.
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