Fobias
27 Detenção
Notas iniciais
Espero que não tenham me abandonado nem à fic graças à minha demora (cry)
Mas enfim, estou aqui dando sinal de vida e postando esse capítulo, que ficou menor do que eu queria, mas acabei-o rápido, já que a Vicky ia me matar se eu demorasse mais uma semana.
-Não foi minha culpa! –o loiro disse com lágrimas nos olhos- Ele que começou!
-Eu? Quem mandou gritar aquilo? Eu só fiz o que você mereceu! –Daren retrucou.
-Gente, gente, calma! –Sarae se pôs no meio de Idan e Daren.
-Vou precisar perguntar quantas vezes a mesma coisa? –a inspetora suspirou sem paciência- Quem começou a guerra de comida? E por que os dois estavam se batendo?
Isso mesmo. A cantina estava uma confusão só: pratos quebrados, comida espalhada pra todo canto, cadeiras reviradas e uma lâmpada quebrada. E os únicos devidamente limpos: Tomás e a inspetora geral da disciplina, que estava irada com o grupo à sua frente.
Idan estava, além de sujo, com a gola da blusa esgaçada, tinha machucados principalmente na testa e perto do olho esquerdo um corte sangrava levemente. Daren também estava todo sujo e machucado, com um filete de sangue escorrendo do canto de sua boca. Alec tinha toda a região do olho direito roxa, e marcas vermelhas nos braços.
-Adianta pedir desculpas? –Naehe sorriu amarelo.
-Primeiro esses dois tem que se desculpar, não é? –Alec disse baixo, enquanto examinava seu rosto machucado.
-Eu não vou me desculpar com ele! –Idan deu as costas para seu namorado, de braços cruzados e cara fechada.
-Nem eu! –Daren repetiu o ato.
-Eu quero saber só quem começou a briga! –a inspetora gritou.
-... Nós começamos. –Alec disse segurando o pulso de Naehe, que entendeu e segurou o de Sarae, que assentiu.
-E você? –a mulher alta agora dirigira o olhar para trás.
Atrás de si, Tomás se escondia assustado. O ruivo prendeu a respiração por uns segundos, o que deu uma brecha para Alec responder por ele.
-O Tom só foi fazer o favor de chamar a senhora para que acabasse com a briga.
Para falar a verdade, o ruivo tinha fugido assim que a briga começou, mas como topou com a inspetora, decidiu por levá-la para apartar a guerra.
-Pois bem, então Alec, Sarae, Naehe, Daren e Idan, já para as suas salas. Iremos chamar seus pais para uma reunião e ficarão na detenção no final da aula! –a mulher decretou por fim, apontando irritada para as escadas- Mas passem na enfermaria antes.
A sala da detenção estava com uma atmosfera tensa e depressiva. As poucas cadeiras dentro daquela sala branca só davam os cinco detentos. Uma mesa de madeira, onde deveria estar um professor, era ocupada por Meyr.
A representante resmungava, pelo motivo de ter que inspecionar os baderneiros de sua turma como castigo.
Sarae estava sentada perto de Alec, com a cabeça baixa e pensando sabe-se lá o quê. Ao seu lado, o garoto tocava o roxo de seu olho direito, gemendo baixinho.
Como esperado, Idan e Daren olhavam cada um para um lado, não se falaram desde que brigaram. O loiro tinha uma faixa que envolvia sua testa machucada e tapava um pouco do olho. Band aids estavam espalhados por ele e pelo seu namorado, que não estava tão machucado.
Naehe estava sentada entre os dois, com uma cara de irritação.
-Isto é ridículo, começar uma guerra de comida. Com que propósito!? –Meyr resmungava.
Sarae olhou para Idan e Daren, mas vendo que nenhum dos dois ia falar nada, respondeu:
-Foi só uma briga de namorados. Decidimos vir junto para acompanharmos eles, por isso nos deduramos.
-Namorados? –Daren finalmente falou- Há, até parece.
Foi uma frase curta, mas fez os outros da sala ficarem assustados, principalmente o loiro, que passou a abraçar seus ombros em vez de cruzar os braços. Abaixou a cabeça e não respondeu quando foi chamado por Sarae.
Perto da sala de detenção, estava a inspetora esperando os últimos casais chegarem, enquanto explicava aos que já estavam o ocorrido.
-Isso é impossível, Daren nunca faria algo assim. –a mãe defendeu seu filho, indignada.
-Mas fez. –o homem do outro lado da sala falou, enquanto apontava a latinha de refrigerante para ela- Eu também nunca pensei que Naehe pudesse fazer algo assim, mas a gente não pode supervisionar eles vinte e quatro horas por dia, né?
-Está dizendo que Daren está andando com alguma má companhia? –a mulher voltou a dizer- Não pode ser. Só deve ser aquele garoto, aquele tal de Alec! Muitas confusões giram em torno dele!
-Por falar nisso, onde estão os pais dele? –o pai de Daren falou incomodado.
-Ele não tem pais. –a porta se abriu, com um casal idoso na porta, e quem falou foi o homem- Se não se importam, gostaria de saber por que nosso neto está sendo culpado nisso, sim?
-Oh... Sim, claro. –a inspetora assentiu e apontou umas cadeiras- Agora só faltam os pais de Sarae e de Idan.
Os dois velhinhos foram até as cadeiras apontadas, com os pais de Daren fitando-os.
-Daren, o que quer dizer com isso? –Naehe olhou-o espantada.
-Sim, e vocês não tem nada a ver com isso. –o meio alemão disse curto e grosso- Namoros terminam. Entenda isso, Idan.
Agora até Meyr já não falava mais, somente olhou para o loiro. As mechas de cabelo dele cobriam o rosto, o que não deixava ver se ele estava com raiva ou chorando.
-Estou atrasado, atrasado! –o rapaz corria pelos corredores vazios, escorregando e tropeçando a cada esquina de armários. Os cabelos negros cobriram-lhe os óculos e ele escorregou, dessa vez caindo.
Tomás estava sentadinho no banco do lado da porta da detenção, esperando os amigos saírem. Olhou para o lado e viu o rapaz que ajeitava os óculos no rosto e tentava levantar.
-Hum? Está tudo bem com você? –o ruivo perguntou.
-Sim, sim. –o outro disse forçando um sorriso- Você sabe onde... É a Reunião de Pais?
-Pela direita, segunda sala à esquerda. –o ruivo apontou.
-Ah, obr...
A porta da detenção se abriu e um loiro cheio de band-aids saiu correndo com as mãos nos olhos, chorando. Acabou esbarrando no banco e antes que caísse, o garoto de cabelos negros segurou-o.
-Idan! Espera! –Sarae apareceu na porta- Idan, o Daren não quis dizer... –ela parou ao ver o rapaz- Irmão? Você veio mesmo! –sorriu.
-Sara. –ele se espantou e olhou de volta pro loiro- Você é o Idan?
-Ei Sara, que aconteceu? –Alec colocou a cabeça para fora da sala e olhou o resto que estava ali.
Logo os pais apareceram no corredor perguntando que barulheira era aquela.
-Oh, Alec, você está machucado querido? –a velhinha olhou seu neto.
-Eu tô legal vó. –ele sorriu- O pior é o casal problemático aqui.
-Casal uma ova. –Daren saiu da sala empurrando Sarae e foi andando- Que besteira de detenção, vou pra casa.
Idan segurou com força a manga do irmão de Sarae, que o segurava. Quando Daren chegou perto das escadas, um casal um tanto esquisito subiu-as, sorrindo como se estivessem num parque de diversão. Vestiam roupas largas com desenhos abstratos e óculos coloridos engraçados, o homem tinha um colar enorme com o símbolo da paz, e a mulher, diversas pulseiras coloridas que lembravam muito as fitinhas do Conde de Bonfim.
Mas o sorriso desmanchou-se no rosto deles quando viram a cena toda.
-Estamos atrasados? –o homem perguntou.
Os alemães olharam-os torto, percebendo que como eram os últimos a chegar, estavam diante dos pais de Idan.
“Dear Taísa,
Olá, sou eu de novo. Ei, lembra do Daren e do Idan? Poisé, eles terminaram feio numa briga, e nós fomos todos pra detenção e marcaram uma Reunião de Pais, haha. Não sei o que rolou entre a inspetora e os outros na Reunião, mas depois que todo mundo se encontrou a coisa ficou muito tensa.
A inspetora achou que para o bem de Idan e Daren, os dois deviam se separar de uma vez. Daren pareceu não se importar, esse sangue alemão teimoso dele às vezes me incomoda muito. O coitado do Idan ficou arrasado, ele nem falou com a gente depois da reunião.
Mas enfim, estamos trabalhando duro e torcendo para que os dois não fiquem de inimizade para sempre. Ah é, também quero saber como está indo a reabilitação! Estamos com saudades,
Com amor, Alec.”
Notas finais
Idan e Daren vão se reconciliar? Alec não tem pais? Taísa em uma reabilitação? Como o grupo vai ser depois disso?
E o mais importante: Por que eu insisto nessas reprises de novela? z_z
Prometo não demorar tanto pro próximo capítulo >_<
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