Notas iniciais
Como o próprio título já diz este capítulo é somente uma introdução, espero que vocês gostem é uma estória muito interessante (caso não gostem...foda-se). Bom, não tenho muito o que falar. Boa leitura ^^

Na cidade de Nowhere o silêncio entorpecente era interrompido pelo tiquetar de uma máquina de datilografia, o som ( decerto irritante ) vinha de uma igreja gótica um dos poucos lugares preservados da cidade. A pessoa que digitava fazia pausas como se estivesse refletindo naquilo que escrevia, quem olhasse o semblante da escritora não a reconheceria neste momento de distração. Seu nome era Vanessa Caligo, aparentava ter 30 anos, seu rosto estava coberto por seus longos cabelos negros o que dava um ar sombrio a situação. Derepente uma voz ecoou no espaço interrompendo a meditação.

–Mãe? Você está ai?– a jovem que entrou tinha aproximadamente 20 anos, era loira e esbelta, seus pequenos olhos de basset fazia qualquer um contar o que estava guardando dentro de sí.

–Oi meu anjo, o que foi?

–Nada...está tudo bem? Me parece meio triste.

–Não...não tenho nada não– disse em tom melancólico.

–Dona Vanessa não minta para mim. A senhora sabe que uma hora irá ceder... – a moçoila estava certa, desde o nascimento dos filhos a temível Vanessa Caligo havia "amansado".

–Eu não minto...quer saber, vamos mudar de assunto!?!

–Ok.O que a senhora está fazendo?

–Só estava escrevendo...

–Ah legal! Sobre o que?

–O passado...minha vida..."nossa origem"...

–A senhora nunca me contou nossa origem

–E possivelmente nunca irei contar, não quero mudar sua visão de mundo...– ela fez uma pausa — Por que você estava me procurando?

–Eu vim lhe chamar para jantar.

–Vá na frente, depois irei– após a garota sair Vanessa virou e ficou a olhar para a máquina esquecida, e ao olhar para ela se lembrou de um dia de seu passado....


* FLASHBACK *


–Mas porque você "tá" me dando isso!? Não é meu aniversário nem nada...É uma bomba!??!?

–Não idiota, eu só estou te dando por que eu achei que você iria gostar.

–Mas pra que eu vou usar isso?

–Ué, pra escrever, dá até pra você criar um diário, e pelo que eu saiba todas as garotas tem um diário.

–Ah... não vai me dizer que você tem um também!?– disse a garota em tom irônico.

–Nossa Vas eu não te entendo, eu sou seu único amigo e você me trata desse jeito, você nunca deixa de se fazer de "durona" né?!...Mas enfim, se você não quiser guarda, uma hora pode precisar...eu vou pra casa...Tchau Vas... — disse em tom entristecido.

–Tchau...Ector...--"pena que ele não sabe de toda a verdade"– pensou a garota.

Ao entrar em casa a garota se deparou com a mãe sentada à escrivaninha taxidermizando uma borboleta.

–Oi filha, chegou cedo...Cadê o Ector? Ele veio com você?

–Veio mas foi para casa.

–Venha aqui, venha ver esta borboleta que linda, o nome científico dela é Vanessa Atalanta, ou como é popularmente conhecida Borboleta Almirante vermelho. Na minha opinião é uma das mais belas existentes, foi dela que tirei seu primeiro nome...

–É, ela é linda. Vou para meu quarto.

–Tudo bem... – disse em tom aflito.

A garota não sabia mas essas atitudes com sua mãe faziam com que ela pensasse que não era uma mãe tão boa, e para tentar desviar a atenção de seus problemas em casa ela trabalhava mais do que o necessário, e assim entrava lentamente em uma depressão profunda que no futuro levaria a morte.


* FIM DO FLASHBACK *


–Ector... meu querido Ector...que saudades eu tenho dele... graças a ele comecei a escrever...ele ficaria tão impressionado com o quanto mudei...e minha mãe nossa...se ela visse meus filhos ficaria tão orgulhosa...ou não...queria poder tê-los comigo... – ao dizer isso um fio de lágrima correu por entre seu rosto.

Notas finais
Então gostaram? No próximo capítulo irei falar sobre a infância da Vanessa e explicar o que se passou. Espero que tenham gostado. Beijokas e comentem ^^