Fly
6 VI - Come Clean
Capítulo 6 – Come Clean
Já havia se passado duas horas desde o ocorrido no quarto do hospital.
Os pais de Sora haviam chegado minutos depois da declaração oficial do horário da morte de Kairi.
Axel, Xion e Roxas ficaram por mais algum tempo, enquanto tentavam consolar o moreno, que parecia ter simplesmente perdido a cabeça ao se dar conta da triste realidade. Porém, por insistência de Riku, que alegava de que o amigo precisava ficar só por um momento para esfriar a cabeça, o trio se fora.
Os Hasegawa ainda se mantinham inconsolados em um canto do corredor, enquanto os Uematsu tentavam dar forças para o casal amigo.
Sora já havia parado de chorar, mas ainda mantinha os olhos inchados. Sua expressão era indecifrável naquele momento. Ele estava na sala de espera, com seu olhar fixo em um ponto qualquer.
O rapaz de cabelos prateados ousou se aproximar dele, que logo percebeu a sua presença.
- Cai fora Riku! – ele disse com um tom morto, e sua voz quase sumindo. Nem ao menos se virou para encarar os olhos esverdeados dele.
Ele não obedeceu.
Podia ser egoísmo de sua parte não atender ao pedido do amigo, mas ele tinha que tentar. Sabia do que o moreno precisava, e por mais que este pudesse negar, Riku não daria ouvidos.
Aproximou-se mais um pouco pelas costas do menor e o abraçou. Precisou ter cuidado para não fazer o outro se desequilibrar e cair. O abraço se intensificou.
Por mais que não passasse de um gesto de amizade e carinho, o rapaz de cabelos prateados se sentiu na necessidade de consolar o amigo de infância.
Sora começou a tremer sob aqueles braços. As lágrimas voltaram, e dessa vez com mais vontade. Virou-se para abraçar de volta o amigo, enquanto apoiava a cabeça em seu ombro. Sentiu também que Riku afagava seus cabelos revoltos.
- Eu sinto muito Sora. – ele sussurrou nos ouvidos dele. – Mas ela apenas não preocupa-lo.
O moreno parou de tremer e suas lágrimas cessaram por alguns segundos. Ele se afastou de Riku e encarou aquele par de orbes esverdeados, enquanto o outro apenas o fitava em dúvida.
- Como assim “me preocupar”? – ele perguntou. – O que isso quer dizer Riku?
- Sora, a Kairi havia me contado que...
- O quê? – agora o menor não pôde esconder o tom incrédulo em sua voz. – Como assim ela contou isso a você? E OMITIU ISSO DE MIM?! – ele já vociferava.
Ele respirou fundo. Aquilo não podia ser verdade. Não podia! Sora tentava se convencer disso, mas parecia mais difícil do que aparentava.
Após respirar fundo, numa tentativa frustrada de se acalmar, ele voltou a falar com o tom de voz mais firme e controlada.
- Riku, você diz que é meu melhor amigo. Como pôde esconder isso de mim? Do namorado dela?
- Sora, ela me fez prometer que não contaria!
- Cai fora Riku.
- So...
- Cai fora! – o mais novo esbravejou para o outro.
Sem mais nada a dizer, o rapaz de cabelos prateados respirou fundo e se virou para começar a andar pelo corredor que o levaria para as escadas, onde desceria até o térreo para logo em seguida deixar o local.
Sora desabou no sofá que havia no local. Levou suas mãos ao rosto, cobrindo-o por completo. Sentiu as lágrimas caírem novamente.
Por uma brecha entre seus dedos, ele percebeu que algo batia na janela.
Era a chuva. Fria e melancólica como a sensação de perder alguém que tanto se ama.
Riku havia conseguido pegar um ônibus para casa. Porém, isso não o impediu de tomar um banho de chuva. Ao descer em sua parada, ele precisou andar mais um quarteirão até a rua de sua residência.
Com certeza a mãe dele o esperava.
Yumi, a mãe do rapaz, estava sentada no sofá, enquanto via algum filme qualquer na televisão. Quando a porta da frente bateu, ela olhou atentamente para a entrada da sala de estar.
- Filho?
- Cheguei mãe! – ele anunciou, enquanto retirava os tênis e adentrava na residência.
Yumi se levantou e caminhou até o corredor da entrada, onde ele estava. Ela pôde perceber que a face do filho exibia preocupação e tristeza. Correu para amparar o rapaz, que não pôde deixar de desabar nos braços da mãe.
A mulher levou Riku para a sala e o sentou no sofá. Desligou a televisão e correu para a cozinha e pegar um copo d’água para acalmar o garoto.
Ao voltar para o cômodo, ela entregou a bebida para ele, que tomou os goles pausadamente. Yumi se sentou ao lado do filho e o trouxe para junto de si, enquanto o abraçava fortemente.
- Mãe, porque as pessoas que eu tanto amo tem que morrer tão rapidamente? – ele perguntava sem impedir que as lágrimas caíssem.
Chorar não era algo que Riku se dava ao luxo. Principalmente desde a morte do pai. Era o único filho e o único homem da família. Precisava se manter forte para amparar sua mãe.
Mas aquela situação parecia ser algo a não ser suportado. Foi o estopim para desabar e demonstrar o que sempre lutara em esconder de todos.
- O que aconteceu Riku? – Yumi perguntou preocupada, tentando não pensar no pior. – Sora está bem? E a família dele?
- Os Uematsu estão bem mãe. Mas lembra da Kairi? A garota ruiva que namora o Sora?
- Sim. Ela está bem?
- Ela tinha uma doença, assim como o papai. Não resistiu e faleceu há algumas horas. – o rapaz relatou em meio às lágrimas.
Yumi abraçou o filho com mais força.
Riku soluçava e tremia como nunca havia feito antes em algum momento de sua vida.
- Vai ficar tudo bem. – a mulher falou carinhosamente, enquanto acariciava os cabelos prateados do outro. – Chorar não é sinônimo de fraqueza.
- Mãe...
- Eu sei o que sempre tentou fazer meu filho. Desde a morte de seu pai, eu sei que você mantém essa máscara de força para não me deixar preocupada. – ela dizia calmamente. – Mas deixe-me ajuda-lo dessa vez. Chore o quanto precisar.
E assim Riku fez por algum tempo que ele julgava ser eterno.
Após perder a noção do tempo, ele acabou por adormecer nos braços da mãe, que o consolava silenciosamente.
No dia seguinte, a escola onde o trio estudava já estava sabendo do ocorrido. A turma deles havia sido suspensa das aulas para prestar uma homenagem na quadra coberta da escola, já que a chuva ainda caía mais intensamente lá fora.
Sora não comparecera àquele dia. Riku ainda estava abalado, mas não deixou de prestar a homenagem para a amiga. O rapaz de cabelos prateados se aproximou do pequeno grupo de meninas que eram amigas da ruiva, e tentou dar forças para a menina que mais chorava, que segundo Kairi, ela se chamava Selphie.
Os Hasegawa haviam comparecido à escola para anunciar o velório da garota ao final da tarde, onde seria levada para o enterro em seguida em um cemitério perto do centro da cidade.
Riku havia chegado em casa cedo. Em seu quarto, em cima de sua cama, ele encontrou o terno preto que usara naquele dia. No dia do enterro de seu pai. Não era um dia diferente daquele.
Parecia que para enterros, o sol dava um jeito de sumir para dar lugar a triste e melancólica chuva que caía naquele momento.
Em questão de minutos, o rapaz de cabelos prateados estava vestido com o seu terno. Enquanto colocava a gravata, ele se permitiu olhar no espelho. Parecia que tudo ocorria novamente. Afugentou aquelas lembranças e tratou de pegar um pente próximo após de arrumar a peça no terno.
Após estar pronto, ele seguiu para o quarto de sua mãe. Ela vestia o mesmo vestido simples de cor negra que usara naquele dia.
Quando Yumi percebeu que seu filho a espiava, ela se virou para lhe mostrar um sorriso acolhedor. Ela andou até ele e o puxou para abraça-lo.
- Achei que nunca mais fosse usar esse terno. – Riku comentou num sussurro.
- Chorar não é sinônimo de fraqueza. – ela falou carinhosamente.
- Mas tenho que ser forte mãe. – ele disse pesaroso. – Pelo Sora.
A mãe do rapaz sorriu melancolicamente. Duas perdas em um curto espaço de tempo.
Riku, porém, se recompôs como pôde. Limpou sua face, para que não houvesse qualquer indício de que estava chorando. Pegou o enorme guarda-chuva que tinha num armário próximo a entrada e chamou sua mãe para que viesse, pois aparentemente, um táxi os aguardava para levá-los ao cemitério.
- Acho que está na hora. – o rapaz de cabelos prateados sussurrou para si ao abrir a porta da entrada.
A chuva castigava mais as ruas do que ele pensara ao ver pela janela de seu quarto. Ele abriu o guarda-chuva e se arrastou para o táxi. Yumi veio logo em seguida. O rapaz deixou que ela entrasse primeiro, para logo se juntar a ela no veículo.
Riku dissera para o motorista aonde deveriam ir.
O silêncio ali dentro era quase que perturbador, e permitia que o garoto de cabelos prateados pensasse em coisas da qual ele não queria ter que rever ou lembrar no momento, pois saberia onde aquilo o levaria.
Mas foi em vão. Todo aquele clima chuvoso, o táxi, ele e sua mãe vestindo aquelas mesmas vestes negras, típicas de velório, tudo o levava para aquele dia.
Parecia que nem se mudar adiantou para esquecer daquilo. O pai tão jovem ainda e já deixava sozinhos no mundo sua esposa e seu único filho. Aquilo ainda nem fazia um ano, mas dava a impressão de que acontecera ontem.
Seus pensamentos morreram ao perceber a freada do táxi. Riku olhou o redor e viu que já se encontrava no cemitério, o destino de sua viagem. O tempo realmente passara enquanto ele estava preso àquelas lembranças.
Deixou o veículo e abriu o guarda-chuva, para em seguida ajudar a sua mãe a descer, que também abriu sua própria sombrinha. Lado a lado, em silêncio, mãe e filho se dirigiram à capela do lugar, onde estaria reunida a família da ruiva, Sora com seus pais e amigos, provavelmente da escola, que vieram parar dar um último adeus.
Riku viu que o lugar estava, em sua maior parte, nem silêncio, exceto por uma amiga da moça que ele reconheceu por ser Selphie, que chorava em um canto perto do corpo da ruiva. Também próximos, o rapaz pôde reconhecer, estavam Axel, Xion e Roxas.
O rapaz também localizou os pais dela, e tratou de dar o apoio da qual ele sabia que eles precisariam parar superar aquela dor. Yumi também se juntou ao rapaz, e deu tapinhas amigáveis no ombro da mãe de Kairi. Os Uematsu também se aproximaram para consolar a família amiga.
O garoto, então, olhou em volta até cair em Sora, ao lado do corpo da ex-namorada. Seu olhar era um abismo de tristeza. Não parecia ter chorado naquele momento. Ainda. Mas ele sentia que seu amigo estava prestes a desabar.
Os minutos se arrastaram vagarosamente antes que as preces, e todo o ritual religioso para que a alma pudesse encontrar o seu caminho no outro lado, começassem a ser feitas.
Depois de minutos intermináveis presos naquele lugar, o grupo de pessoas, debaixo de guarda-chuvas e capas, seguiram para o sepultamento do corpo. O local reservado para o ato era de alguns metros da capela, mas Riku nem ao menos ligara para esse detalhe.
O túmulo da jovem consistia apena numa simples lápide de mármore, com as palavras que o rapaz de cabelos prateados não pôde distinguir naquele momento. Com cantos e rezas, o caixão de madeira feita de carvalho desaparecia sob a terra, que estava cavada sob medida.
- Descanse em paz, minha amiga. – Riku se permitiu dizer, e com uma rosa branca que havia pegado na capela, ele jogou a flor em cima do objeto de madeira, que se juntou a várias outras jogadas por amigos e família.
Ao final, o punhado de terra que havia sido tirada para pôr o caixão da jovem começou a ser colocado de volta, o que arrancava mais lágrimas das pessoas presentes. Riku permitiu que uma lágrima teimosa caísse, porém, tratou de segurar todo o resto ao perceber que Sora estava ali perto, livre de qualquer guarda-chuva, com as roupas molhadas.
Esperou alguns minutos, tempo o suficiente para as pessoas se afastarem do lugar e deixar aquele túmulo solitário.
Sora ainda permanecia no mesmo lugar, mas ao sentir que não havia mais ninguém para presenciar o que seria seu momento de fraqueza, ele desabou sobre os joelhos e chorou como nunca havia feito antes. Sua dor era intensa, e o moreno sabia que nada daquilo iria adiantar. Não teria mais a sua namorada de volta.
E sem ligar para que alguém ouvisse, ele gritou. Gritou de dor, de raiva, de tristeza. Sensações da qual ele nunca havia experimentado em tamanha intensidade até aquele momento. E conviver com o triste fato de que ela não voltaria fez o rapaz ter ódio de si mesmo. Se ele ficasse com a moça ao invés daquela regional idiota, talvez pudesse ter feito algo.
Talvez.
Quando parou de gritar para encarar a lápide, ele percebeu que a chuva não caía mais em sua face, o que fez ele se virar para trás espantado.
- Vai ficar doente se passar muito tempo na chuva. – Riku comentou num tom neutro, com um olhar de consolação para o amigo.
- Por quê? Porque ela precisou me deixar assim, de maneira tão egoísta? – Sora perguntou ainda entre lágrimas.
- Não foi egoísta. Foi o inevitável. Ela sabia que aquilo iria acontecer, mas não achava que seria tão rápido. – o rapaz de cabelos prateados disse.
Talvez não fosse uma resposta da qual ele quisesse ouvir, mas queria ao menos ajudar o amigo a se livrar da dor. Aproximou e tocou no ombro do moreno, e esboçou um sorriso para talvez deixar com que aquilo ficasse mais fácil.
Entretanto, Sora agarrou o paletó do rapaz e o puxou para um abraço. Riku, surpreso, acabou por deixar o guarda-chuva de lado, o que o fez sentir os primeiros pingos da chuva caindo sobre seus cabelos. Com um leve sorriso, ele retribuiu aquele gesto do amigo. O moreno afundou o seu rosto no peito do rapaz, que pôde sentir ficar mais úmido, devido às lágrimas do outro.
- Chore meu amigo. – ele sussurrou em seu ouvido. – Chore para aliviar sua dor. Sinta a chuva para que purifique sua alma cheia de tristeza.
E assim Sora o fez, enquanto sentia as carícias em seus cabelos rebeldes vindas do rapaz mais alto à sua frente. Riku o abraçou com mais força. Não queria deixa-lo fugir de seus braços, pois sabia que o moreno não seria capaz de andar sozinho naquele trecho de sua vida. Pediu silenciosamente para que sempre estivesse ao lado dele, para ajudá-lo no momento em que mais precisava.
Algum tempo já havia se passado (o rapaz de cabelos prateados não conseguia dizer se era alguns minutos ou algumas horas), quando ambos se afastaram um pouco para se encararem cara a cara.
- Eu acho que já está na hora de ir. – Riku disse.
Sora assentiu, enquanto tentava enxugar as lágrimas, mas com a chuva, que já não caía com a mesma intensidade de antes, faria este trabalho para o moreno. Ele viu seu amigo se abaixar à frente.
- Vamos, eu te carrego. – o mais alto disse calmamente.
- Você é louco? Eu sou pesado, e...
- Está me chamando de fraco? Sora, você lembra que te trazia pra casa quando se machucava no parque?
- Mas não é muito longe?
- Só alguns poucos quarteirões, mas não ligue para isso, seu idiota. Vamos logo!
Sabendo que não conseguiria fazer o amigo mudar de ideia, Sora riu levemente pela teimosia, ele pegou o guarda-chuva e obedeceu.
- Eu aposto que não aguenta cinco quarteirões.
- Você vai se arrepender de ter dito isso. – Riku falou indignado.
O moreno iria abrir o guarda-chuva, para protegê-los, mas o outro disse que não queria. Pretendia sentir a chuva, para também deixar que ela levasse suas perturbações embora.
A caminhada se deu em silêncio. Sora estava cansado, já que não dormia desde em que estivera no hospital, e deitou sua cabeça no ombro do amigo, que sem perceber, esboçava um sorriso gentil na face.
Depois de completamente encharcados, os rapazes alcançaram a casa do moreno. Os pais dele já haviam chegado em casa àquela altura.
Riku pousou Sora no chão, que foi abrir a porta de casa e anunciou sua chegada. O rapaz de cabelos prateados já estava para dar a meia-volta, quando o outro o chamou.
- Você não quer entrar?
- Não precisa. E eu disse a você que conseguiria aguentar.
- Sora, meu querido! Você está bem? – Nadeshiko apareceu na porta com uma cara preocupada, e ao perceber que Riku estava ali, ela sorriu gentilmente. – Não quer entrar ao menos para se secar?
- Ah tia, a senhora não...
- Eu insisto. Não deixarei você ai todo molhado. Vamos, entre!
Não poderia contrariar a mãe do amigo, então assentiu e seguiu Sora para dentro de casa. Retirou os sapatos e cumprimentou o pai do rapaz, que havia trocado de roupa naquela hora.
- Kouji, por favor, ligue para Yumi e diga que Riku está bem e ficará aqui um pouco. – pediu Nadeshiko para o marido, que assentiu, e voltou sua atenção para os garotos. – Sora, pegue roupas secas para o Riku, ok?
- Ok mãe.
E os rapazes subiram para o quarto do moreno.
O lugar ainda estava uma bagunça, devido ao concurso. Os papéis estavam amassados e jogados pelo chão do quarto, que fez Sora se desculpar com o amigo.
Virou-se para o guarda-roupa e de lá retirou uma muda de roupas secas, juntamente com uma toalha, e entrou para Riku, que olhava pela janela a chuva cair.
- Isso me lembra daquele dia.
- O dia em que você foi embora, não é?
O rapaz de cabelos prateados assentiu em resposta. Suspirou e virou para encarar os orbes azuis do outro.
- Mas dessa vez, eu não irei a lugar nenhum.
Sora permitiu um esboço de sorriso, então entregou as roupas secas para o rapaz, que se retirou do quarto em direção ao banheiro.
O moreno ficou pensativo por alguns instantes. Suspirou e pegou algumas roupas e tratou de vesti-las. Saiu do quarto com uma toalha e enxugando os cabelos. Entregou as vestes negras molhadas para a mãe, que passava pelo corredor. Nadeshiko anunciou que prepararia algum lanche para eles e desapareceu ao descer as escadas.
Quando estava voltando para o quarto, ele viu Riku deixar o banheiro, já com as roupas secas e com os cabelos prateados úmidos, que reluziam naquele momento.
- Mamãe vai fazer algo pra gente comer. Tem alguma preferência?
- Tanto faz. Sabe que sempre vou pedir o mesmo que você
O menor assentiu e voltou para o quarto, onde se sentou na cama. Riku se juntou a ele, sentando-se ao seu lado.
O silêncio imperou por alguns minutos, antes que Sora deitasse sua cabeça no colo do amigo, surpreendendo-o. O rapaz não teve tempo para reagir, mas optou por deixa-lo daquela maneira. Acariciou seus cabelos revoltos, o que deixava o outro relaxado.
Sentiu o cansaço dominar cada músculo de seu corpo, inclusive suas pálpebras. Fechou-as por um instante, e sem perceber, o próprio havia caído num sono.
- Aqui está o... – Nadeshiko anunciou ao entrar num quarto com uma bandeja.
Quando reparou que os dois rapazes haviam adormecido, ela sorriu meigamente para eles e colocou a bandeja em cima da escrivaninha do filho. Aproximou-se da cama e pegou o cobertor para envolver Sora, e depois seguiu para o guarda-roupa, onde pegou outro daquele para cobrir Riku.
Ao perceber que ambos estavam confortáveis ao seu olhar, ela sorriu mais uma vez e deixou o quarto, fechando a porta silenciosamente, para não acordar nenhum dos dois.
Desceu pelas escadas e viu o marido na mesa de jantar, esperando a esposa para começar a refeição.
- E os rapazes? – Kouji perguntou.
- Deixe-os dormir querido. Foi um dia muito longo para eles. – ela anunciou calmamente e seguiu para o telefone. – Avisarei a Yumi que Riku dormirá aqui esta noite.
Notas finais
Bem, sejam bons comigo, deixem coments, façam-me feliz e be happy =DD
Bye Bye Beautiful!
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