Notas iniciais
HI PEOPLES!!! demorei tipo...duas semanas para postar,me desculpem mesmo,na verdade final de ano eu estava realmente sem tempo,e dai quando eu fiquei com tempo estava sem inspiração nenhuma para escrever,mas agora voltei inspirada!!! yeyyyyy!!! vou tentar postar um dia sim e outro não,voltei com tudo amores.Os capitulos vão ser menores para não serem cansativos...mentira,é preguiça mesmo huahauahuaha.Espero que gostem do capitulo,Beijos na bunda!!!

POV´S AUTORA:

–Olha só.-uma garota alta e com aparência perigosa se aproxima de Irene junto com sua amiga.-Qual foi seu crime loirinha?roubar esmaltes ?

Irene ignora o comentário e vira seu rosto duramente para o outro lado.A sua frente estava o gramado amarelado e uma quadra de terra gasta onde as outras adolescentes jogavam nos tempos livres.Os murros pareciam normais,isso se não fosse rodeados pela cerca elétrica e vigiado por seguranças altamente rígidos e treinados.Estava em um tipo de internato para menores infratores,e pior,seus pais nem sequer tentaram defende-la,achavam a punição necessária para a filha:

–Qual é loirinha,te fiz uma pergunta.-a morena a empurra fazendo-a desequilibrar e cair de joelhos no chão de piso decadente.

Irene levanta com o ódio estampado em seu rosto:

–Quer saber dos meus crimes sua vaca? São muitos e tenho certeza que posso incluir seu assassinato na minha ficha.

A morena franje a testa sem medo algum,e com os olhos piscando de raiva dá um murro em seu rosto fazendo Irene cair e cuspir sangue no chão:

–Fique sabendo...-diz agachando desafiadoramente ao seu lado com a voz assustadoramente sombria e calma.-Que eu mando aqui garota,vai fazer o que eu mandar,quando eu mandar, sacou? Um passo fora e eu te ensino a andar na linha.Vá se acostumando,sua vida será um inferno daqui pra frente.

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POV´S MÔNICA:

–Mas esta doendo muito....muito.

–Mônica querida não se mexa.-Marise fala com uma voz suave mas ao mesmo tempo com uma pontada secreta de tensão.-Perdeu muito sangue,precisa repor agora.

Olho para cima e vejo a bolsa de sangue,o liquido vermelho descia pelos tubos transparentes até meu braço.Estava usando aquele tubo respiratório e tudo ao meu lado eram maquinas e mais maquinas chiando e apitando em uma sincronia horrível e perturbadora:

–Eu quero o meu pikashusinho,por favor.-minha voz sai como um sussurro distante,apesar de por dentro a frase gritar o mais alto possível.

Marise sorri melancolicamente,estava com o rosto exausto por causa da noite toda ao meu lado,para minha sorte ela trabalhava nesse hospital.Estava com a bata branca e com o soro pronto para ser injetado em mãos:

–Ele esta bem Mônica,esta...

–Por favor.-imploro apesar da minha voz mal sair e uma lágrima cai sobre minha face transparecendo minha angustia.-Eu preciso dele.

Ela me olha dolorosamente como se aquelas palavras apertassem seu coração,percebo que parecia compartilhar minha dor.”eu preciso dele”,era exatamente assim que a Marise se sentiu quando perdeu a Angel,e eu não quero nunca perder meu bebê,quero saber o que esta acontecendo.

Minutos antes de acordar eu ouvi tudo,vozes distantes e ocas,mas ainda sim claras o suficiente,eu havia tido uma parada cardíaca de madrugada e a quantidade de sangue que perdi foi enorme,talvez se tivesse demorado mais alguns minutos...

E o Lucas teve problemas respiratórios,assim como eu foi parar na UTI,esse nome me dava arrepios e me lembrava o quão perto a morte pode estar:

–Por favor.-imploro novamente e meu corpo é sacudido por um soluço,não sei exatamente o que deu em mim,mas naquele quarto branco e cheio de maquinas me cercando tudo parecia me assustar,tudo era pânico,tudo era como meus piores pesadelos.

Pela primeira vez em anos não me sinto a Mônica,mas sim uma garota de quinze anos assustada e que precisava urgentemente dos braços dos pais:

–Mônica...-Marise me olha tensa e triste ao mesmo tempo.-Pare de se mexer,por favor,você está confusa,isso é normal...-ela segura gentilmente meus ombros os deitando de volta na cama.

–Não...NÃO!-pela primeira vez minha voz consegue se elevar e sai rouca e desprovida de qualquer força.-EU QUERO O LUCAS,o que esta escondendo de mim??? O que??-soluço e as lagrimas caem sem parar pelo meu rosto.

Marise arregala os olhos praticamente desesperada para que eu parasse de se mexer:

–Ainda esta se recuperando de um parto de risco Mônica,me desculpe querida mas vou ter que sedar você,para seu próprio bem.-ela sai do quarto rapidamente em busca das enfermeiras.

Não sei como,mas um impulso de determinação me faz arrancar aqueles tubos do meu braço,algo me dizia que o Lucas precisava de mim.O sangue se espalha pela cama de hospital lentamente,arranco o soro logo depois e o deixo cair.

Mesmo sem força consigo pisar fora da cama,era alguma espécie de instinto ou milagre,eu estava na UTI,não tinha forças nem mesmo para falar,mas aqui estava eu,utilizando os pequenos pingos de força que me restavam.

Cambaleio em meus próprios pés quase caindo e esbarrando com o equipamento de frequência cardíaca.Me irrito com o tubo respiratório em meu rosto e o arranco com raiva,sinto uma tontura na mesma hora.

Meus pés mexem como gelatina quase incapazes de aguentar meu corpo febril e mole.Mas mesmo assim consigo dar passos vacilantes até a porta.

Saio dali com pressa,apesar de me apoiar na parede do corredor,meu ventre se contorcia como estivesse sendo apertado com mãos de ferro,eu não estava nem um pouco recuperada do parto,desço a mão para a barriga na tentativa de parar a dor.

Se eu estava no setor de risco da maternidade então o meu Luke estava por perto.

Ando e tudo começa a piscar em minha volta,minha visão era um borrão de cores,estava clara demais e na outra hora escura demais,como uma luz prestes a pifar.

O cheiro do hospital era sempre o de remédios,doenças e morte,misturado com o forte cheiro de produtos de limpeza.O corredor era totalmente branco e impecavelmente limpo, a não ser pela listra vermelha que seguia pelo chão lustroso reforçando que essa era uma área restrita aos pacientes de risco.

Uma placa de metal brilhosa,ou talvez fosse impressão minha,aparece em minha frente,demoro um tempo para focar suas letras,tudo era um borrão.Mas quando consigo ler entro sem pensar duas vezes.

Puxo o ar com força mas não consigo,era como se eu tivesse desaprendido a respirar,simplesmente não sabia a ordem de como puxar o oxigênio,meus pulmões nem sequer enchiam me causando sufoco,e percebo que eu dependia da tubo respiratório que eu havia arrancado a pouco tempo.

Mas lá estava ele,meu Luke.Estava dentro de uma incubadora e cercado de fios perfurando sua pele macia e seus bracinhos pequenos,um tubo respiratorio em seu nariz o fazendo respirar lentamente com um barulhinho doloroso,meu coração quebra em mil pedaços e não consigo mais controlar minhas lágrimas.

Soluço e meus músculos doem com a ação,me aproximo cambaleante ,tinha impressão de estar branca como a neve já sem conseguir respirar.Olho para seus bracinhos e a pulseira escrita seu nome “Lucas Souza”,e lá estava o meu nome como sua mãe.

Eu não ligava para os fios que colocassem em mim,mas o ver daquele jeito...era quase testemunhar uma crueldade,apesar de serem apenas cuidados médicos necessários:

–Estou aqui filhote,mamãe veio te ver.-com muito cuidado toco sua mãosinha com a ponta do meu dedo e faço um leve carinho nela.-Vai ficar tudo bem.

Para minha surpresa ele abre os olhos,me fita com aquela preguiça de recém nascido,sinto uma pontada ao ver seus olhinhos semi abertos,mas alguma coisa brilha radiante naqueles olhos cor de mel quando me vem.Fico pasma quando percebo sua boquinha se mexer discretamente como um sorriso,quase imperceptível,mas sim,estava lá.

Começo a fraquejar e minha visão escurecer:

–Mônica??-ouço a voz do Cebola,só podia estar delirando.Viro,era ele mesmo.

–Cê...-minhas palavras se perdem e caio e joelhos no chão,meus pulmões imploravam por ar.

Ele corre e me segura com os olhos arregalados de preocupação:

–Mônica!! você deveria estar no quarto,o que houve?

–Luke,não quero ficar longe dele.-soluço.-Não me deixa ficar longe dele,ele precisa de mim.

Cebola me carrega em seus braços,eu ainda sentia raiva dele,mas não era a hora de discutir nosso relacionamento,definitivamente:

–Não vou deixar que fique longe dele Mônica...-diz determinado.

Na mesma hora a porta abre tão rapidamente que me faz soltar um exclamação de surpresa.Era a Marise me olhando pasma com mais dois enfermeiros:

–Ela tirou o equipamento de respiração senhora.-o enfermeiro loiro se manifesta boquiaberto.

Marise estava preocupadíssima:

–Levem ela para o quarto o mais rápido possível.

Cebola recua protestante,mas antes que faça alguma coisa o enfermeiro me tira de seus braços e me carrega,por dentro meu corpo inteiro gritava em protestos violentos,mas por fora tudo que pude fazer foi sentir as lagrimas derramando sentindo cada músculo doer,perco a conciência quase na mesma hora,caindo novamente nos sonhos ou pesadelos profundos,e tudo que eu ouço antes disso é:

–Não,deixem o rapaz ai,ele é o pai da criança.

O Cebola...pai do meu filho??

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POV´S AUTORA:

Flash Back ON:

Os barulhos da sirene eram sufocantes,o coração de Cebola batia a mil.Adrian estava ao seu lado com Lucas ainda sujo de sangue em seus braços,tinha prometido para a irmã proteger-lo a qualquer custo,até que um dos paramédicos chegam:

–Senhor,entregue a criança.

Adrian lança um olhar assassino para o homem de jaleco branco,mas era uma emergência,o medico não espera a resposta e toma a criança em seus braços:

–ESCUTA AQUI!!!-ele tenta alcançar o cara mas é segurado pelo Cebola e a Alice.

–Calma cara,ele vai levar os dois pro hospital.-Cebola tenta soar racional,mas as lágrimas molhavam seu rosto.

–Eu prometi!! Prometi para ela que tudo ia ficar bem...-Adrian soluça,se não fosse uma situação como essas Cebola teria ficado surpreso,ele definitivamente não era de chorar.

–Vai ficar Adri,vai ficar.-Alice diz com os olhos vermelhos e sem avisar mais nada Adrian a abraça fortemente como se sua vida dependesse disso.

Cebola olha em volta em pânico procurando a Mônica,vê sua maca sendo colocada dentro da ambulância,infelizmente não podia ir com ela,os Souza já iriam com a filha e o neto.

Tudo que Cebola queria era abraça-la e dizer que tudo ficaria bem:

–Cebola...-ele ouve uma voz venenosa falar atrás de si,vira,era a Irene e o olhava com um ódio doentio,dois policias a seguravam algemada.-Escute o que estou dizendo,você vai me pagar,é o próximo da minha lista.

A raiva passa pelas veias como um choque:

–VOCÊ NÃO PRESTA IRENE! VAI APODRECER NA CADEIA!!!

Ela ri com maldade como se tivesse se divertindo,os carros de policia e as ambulâncias iluminava o local com suas sirenes dando um brilho vermelho e sombrio aos seu rosto.O chão reluzia com as luzes ainda molhado pela tempestade da madrugada:

–Eu volto Cebola,não matei o filho de vocês quando tive chance,da próxima vez...acabo com a vida daquele ratinho.

Cebola arregala os olhos em choque,mas para sua surpresa Adrian aparece no meio dos dois como se tivesse escutado tudo:

–O QUE ESSA MALUCA ESTA DIZENDO?

Ela ri como se estivesse enlouquecendo.Talvez,pensou Cebola,estivesse realmente enlouquecendo:

–Porque a surpresa? Toda criança tem uma mãe e um pai, e o Cebola é o pai do ratinho.

–MENTIRA!!! VOCÊ ESTA MENTINDO!!!!-Cebola grita descontrolado e tremulo,isso era impossível...ou não??

Os policiais finalmente arrastam Irene para o carro,antes de ser empurrada para dentro ela sorri de um jeito perverso:

–Faça o teste e comprove.Mônica e Cebola, mamãe e papai...meus parabéns.

Com isso a porta do carro se fecha deixando Cebola pálido e estático no meio da rua,Adrian o olhava perplexo pensando na mesma coisa que ele.Como???

“Eu...SOU PAI???”

Flash back OFF.

Notas finais
Comentem sobre o que acharam do capitulo,quando mais comentarios mais rapido eu posto (adoro chantagear) hehehehe, bjsnb!! E COMENTEM!!