Flower of science
14 Caminhando para o perigo
Notas iniciais
POV´S AUTORA:
2 meses depois...
Havia um enorme lustre de cristal iluminando toda a sala,um homem solitário estava sentado em um dos sofás vermelhos sangue enquanto degustava um vinho francês.Seu terno estava um pouco surrado pois os últimos meses não tinham sido dos melhores,estava precisando urgentemente de dinheiro e não abriria mão de todo o luxo que tanto amava.
A porta antiga e clássica com detalhes entalhados na madeira é aberta,um cara ruivo entra na sala de chão branco e lustroso:
–Ora Alic,finalmente.-Samuel sorri de um jeito sombrio enquanto balança a taça entre os dedos.-Alguma noticia?
Alic parece congelar e engolir em seco,ele puxa a gola da própria blusa com medo da reação do chefe:
–Não senhor,nenhuma noticia da zero dezenove nem da Marise.-a cor esvai do seu rosto ao falar.
Os olhos de Samuel piscam como raios violentos,o ar fica pesado e denso com a tensão instalada ali.Ele parece respirar fundo e logo em seguida joga a taça para longe fazendo com que se espatifasse na parede com quadros romanos.Alic dá um passo atrás completamente medroso:
5 meses e não achamos absolutamente nada!!-diz com os dentes cerrados expressando sua fúria.-Escute Alic,você mais do que ninguém sabe o que tem na cabeça daquela garota,você lembra do que é?
Alic responde com dificuldade:
–Claro senhor,são suas senhas bancarias,senhas da sua conta que foi trancada quando virou um foragido.
–Exato.-diz de um jeito sínico e com desprezo.-O único jeito que eu tenho de acessar meu dinheiro é descarregando os dados no celebro de alguém e logo depois passa-los para o computador central do banco,porque se eu passar por meio de outro computador...eles vão conseguir me rastrear e isso é muito perigoso não acha?-Samuel pergunta com deboche.-E sabe quanto tenho na minha conta?
Alic engole em seco suando frio:
–M-milhões??
–BILHÕES SEU OTARIO! BILHÕES! E O ÚNICO JEITO DE ACESSAR-LOS É ATRAVEZ DA COBAIA.-Samuel grita com tanta fúria e raiva que as veias do seu pescoço pulam para fora em destaque.-ENTÃO CONTINUE PROCURANDO ANTES QUE A PROPRIA MARISE DECIDA POR AS MÃOS NO MEU DINHEIRO.
O susto de Alic é tão grande que ele sai dali praticamente correndo e fecha a porta com pressa atrás de si.Samuel bufa com irritação enquanto seu rosto queimado e já cicatrizado ficava vermelho.
Ele fita a imensa janela moldurada com as cortinas vermelhas e charmosas,lá fora estava nublado,um tempo traiçoeiro que ameaçava chuva.Seus olhos brilham como uma chama contida no gelo e depois se apaga:
–Vou fazer você sofrer cobaia,você terá uma lição que jamais irá esquecer e desejará nunca ter fugido.Se você chamava o que passava de inferno...então desejara ter-lo de volta.Todos que conhece iram ser tirados de você...a começar pela sua família,agora basta que eu os ache,mas logo logo isso não será problema.
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POV´S MÕNICA:
–Chanel?-Alice sorri com aquela tesoura na mão.
Engulo em seco sem saber porque diachos eu fui aceitar essa proposta louca do meu irmão(e de quem mais seria??):
–Não,enjoei de Chanel,usei esse corte minha vida toda.-faço uma careta ao lembrar.-Prefiro algo um pouco mais longo.
Alice sorri e me avalia como se eu fosse algum tipo de boneca modelo que ela poderia moldar como quisesse.Adrian estava olhando para nos com as costas apoiadas no sofá,Mark estava sentado no mesmo assistindo TV.Eu estava em uma cadeira atrás do sofá branco e ela me avaliava com aquela tesoura afiadíssima na mão,engulo em seco quando ela se empolga e quase arranha minha cara com aquele instrumento mortal:
–Já sei!-ela parece animada.-Vai ficar perfeito em você.
Desvio da tesoura e sorrio amarelo:
–Vai com calma Lice,ou vai arranhar meu rosto- ou me matar...
Adrian ri fazendo com que Alice o lançasse um olhar furioso Ele para no mesmo segundo.
Bem,havia se passado mais dois meses,havia acontecido algumas coisas.Por exemplo...Marise havia me contado o que era os dados na minha cabeça,eram na verde senhas para a conta do Samuel com bilhões de dólares,o único problema é que ela ainda não sabia como fazer para acessa-los e estava tentando descobrir,o Samuel não iria tocar naquela grana se dependesse de todos nos.O Mark não me beijou desde aquele dia,eu achava isso legal,ele estava respeitando meu espaço,quer dizer...mas ou menos,eu percebia que ele cada vez mais parecia dar em cima de mim,não sei se gostava ou odiava isso,era...estranho.A Alice e o Adrian continuavam com aquele rolo mal resolvido.O mais engraçado é que eu fui a única a quem meu irmão contou do lance deles,mas era tarde demais pois eu já sabia,fingi que não para não cortar o seu barato.
Ah sim...e agora eu estava com cinco meses de gravidez,a minha barriga estava maior mas ainda sim pequena,mas já era bem perceptível sem que ninguém pudesse negar minha gravidez.Marise disse que meu filhote estava crescendo bastante saudável,ainda bem.Eu estava bastante ansiosa pois com cinco meses os bebês começavam a chutar,e eu não via a hora de senti-lo.:
–Já sei o corte perfeito.-Alice diz me tirando dos meus pensamentos.
Adrian cruza os braços claramente se divertindo:
–Só quero ver.
Ela o ignora e solta meu cabelo.Vejo minha aparência no comprido espelho da sala,meu cabelo estava totalmente preto como era quando eu era pequena,a tinta marrom havia caído por completo.Meu cabelo estava simplesmente ENORME,arregalo os olhos e fico boquiaberta assim como Adrian e Alice quando o veem.Ele chegava até o chão caindo como uma serpente enrolada:
–Pinta de loiro que vai dar um perfeito cosplay da Rapunzel.-meu irmão ri tirando onda.
–Hahaha não tem graça.-digo e dou língua para ele.
Alice parece pasma enquanto fitava meu cabelo,percebo que Mark para por um momento para de olhar para a Tv e me olha perplexo.Lice engasga e por um minuto olha para a pequena tesoura em suas mãos:
–E-eu acho que...preciso de uma maior.-e sai dali o mais depressa possível.
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POV´S AUTORA:
Marise estava em seu laboratório enquanto ouvia as risadas dos garotos lá embaixo, a vontade que teve era de sorrir,mas ao invés disso estava seria enquanto olhava para o monitor ultramoderno.
Ela estava monitorando a área onde a família e amigos da Mônica moravam,a pedido da própria.Mônica queria proteger seus parentes e Marise entendia isso,eles podiam estar a perigo a qualquer momento,por isso ela sempre checava de vez em quando.
A única coisa que dava conforto para ela e para a Mônica era saber que o Samuel provavelmente não sabia onde sua família morava.Mas algo estava diferente,Marise olha para a tela e vê a imagem do bairro,o rastreador apitava a qualquer movimento anormal e ela não sabia porque...mas ele estava apitando.
Ela olha com cuidado a rua onde a maioria morava e estranha ao não ver nada de errado.Marise então se dá por vencida ao ver que provavelmente era apenas um erro e desliga o computador pronta para ler seus livros de medicina.
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Bairro do limoeiro
Havia se passado dois meses no bairro desde que todos tiveram a noticia de que a Mônica estava morta.Todos seus amigos e familiares compareceram ao seu suposto enterro,onde seus pais choravam desolados ao lado do caixão que guardava o corpo queimado da filha.
Seus amigos haviam ficado arrasados com a noticia,durante muitas semanas nada de bom rolou entre eles,a escola parecia ainda mais morta e vazia,eles utilizaram as poucas forças que tinham para se manterem unidos.Até mesmo os professores pediram momentos de silêncio para a aluna de tantos anos.
O clima na escola estava andando devagar,e todos seguiam com um dia de cada vez.Alguns já se sentiam um pouco melhores e algumas brincadeiras estavam voltando aos pouquinhos enquanto tentavam seguir em frente.
Cebola estava na saída observando a rua e os carros passarem com as pessoas ocupadas de mais com suas próprias vidas e trabalhos,presas na correria da cidade grande.
Mas seu olhar se fixa em uma homem do outro lado da rua,ele estava encostado em um poste e com os braços cruzados,o cara vestia uma casaco preto de capuz que escandia seu rosto pela sombra projetada,mas mesmo assim Cebola consegue ver a cor de seu cabelo pelas pontas espetadas que pulavam para fora,era...ruivo.
Algo ruim toma seu peito ao olhar para a figura parada na frente da escola do outro lado da rua como acido ou algo venenoso.Cebola encara o homem por mais algum tempo enquanto aquela sensação horrível só crescia dentro de si.Sua boca parecia ter ficado com um gosto estranho e metálico.
Seus olhos estão tão fixos no homem e mais parecem arregalados como a de uma presa analisando seu predador antes do ataque:
–Careca?-alguém põe a mão em seu ombro o fazendo pular de susto,nem mesmo ele sabia que estava tão entretido.
Cebola vira e vê o cascão,ele suspira aliviado:
–Ah oi Cascão.
O amigo franze a testa para Cebola um pouco desconfiado:
–O que você estava olhando?-ele pergunta olhando em volta para fora do portão.
Cebola parece ficar nervoso:
–Aquele homem do outro lado da rua...ele é estranho.-diz apontando em direção a ele com a cabeça,Cascão olha e parece dar de ombros achando absolutamente normal.
–Ah desencana,ele é tão normal quanto qualquer um aqui.-diz e chama o amigo com um aceno.-Vamos,temos que chegar a tempo para o almoço,você vem com a turma hoje na padaria de seu Quinzão? A Magali falou que tem uns cupcakes deliciosos,vai ser bom para esfriar a cabeça.
Cebola apenas concorda enquanto é arrastado pelo amigo para fora do colégio,Cascão falava alguma coisa sobre a nova edição de um dos seus gibis mas Cebola não prestava atenção em nada.Antes de virarem a esquina ele dá uma ultima olhada para trás e tudo que vê é que...o homem não estava mais lá.
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POV´S MÔNICA
Os garotos estavam na cozinha comendo alguma coisa enquanto jogavam conversa fora.Eu e a Alice ainda estávamos na sala enquanto ela cortava meu cabelo.Alice havia virado a cadeira para que eu não pudesse me olhar no espelho ,e eu estava totalmente apreensiva,e era para estar! Eu não fazia menor ideia de como estava e do que ela estava fazendo no meu cabelo.
Eu estava morrendo de medo de virar e ver meu cabelo todo irregular e cheio de buracos,minhas mãos ficam gélidas só em pensar.
Olho a minha frente e vejo a roda de cabelos cortados aos meus pés,realmente...eu estava precisando cortar.
Ouço o barulho da tesoura fazendo seu trabalho e cortando meus fios.Sinto Alice mexer em meu cabelo quase seco enquanto o desarrumava um pouco dando os últimos retoques.Ela finalmente para e fica a minha frente.Alice dá um largo sorriso e seus olhos brilham com apreciação,como se ela estivesse vendo algum tipo de obra-prima :
–Acabei.-ela diz entre um suspiro de satisfação.
Engulo em seco enquanto sinto minha pele esquentar de ansiedade,resisto a tentação de tocar em meu cabelo e tudo que eu sinto é que está muito mais leve.
Com medo levanto da cadeira e tomo coragem para me virar.Quando me viro abro os olhos rapidamente esperando a desgraça, e tomo um susto quando me vejo.Minhas mãos vão até a boca aberta de surpresa:
–Gostou??-Alice pergunta com expectativa.
Fico sem palavras,estava...estava...PERFEITO!.Atrás o meu cabelo batia um pouco acima da cintura e na frente um dedo abaixo do meu peito,ele estava perfeitamente repicado.Minha antiga franja havia sido substituída por um franjão de lado.O meu cabelo preto agora estava ondulado nas pontas e bastante sedoso.
Toda aquela combinação me deu um estilo despojado e Bad girl como da avril Lavigne,e estava...lindo:
–Está...está...-tento dizer algo mas antes que eu consiga os garotos entram na sala enquanto conversavam animadamente.
Por um momento ouço um silencio repentino e viro para ver do que se tratava.Estavam todos olhando para mim,Adrian parece impressionado com a mudança assim como a própria Alice e o Mark...parecia hipnotizado por alguma coisa enquanto estava com o queixo caído:
–Nossa que cara de má.-meu irmão ri tirando onda como sempre.
Cruzo os braços fazendo careta para ele:
–Que foi animal?não está bom?
Antes que ele responda ouço outra voz:
–Está...linda.-Mark diz com os olhos arregalados e um sorriso bobo,no mesmo momento todos nos olhamos para ele o fazendo dar um passo para trás como se tivesse acordado com água gelada.-Err... quer dizer...-ele fica vermelho como pimentão e vejo Adrian arquear uma sobrancelha para ele.
–Tem alguma coisa que você quer comentar sobre minha irmã Mark?-Adrian pergunta com cautela e com uma leve ameaça no olhar.
Mark dá um sorriso amarelo já muito sem graça:
–Não,só acho que a Alice fez um bom trabalho,só isso.
Adrian dá um sorrisinho convencido o suficiente.Ele finalmente olha para mim e me responde:
–Está linda Mônica,te deixou ainda mais jovem...está realmente parecendo uma garotinha.-ele parece pensativo com que acabou de dizer e completa.-Uma garotinha com cara de anjo mas que bota pregos na cama dos outros.
O olho indignada o fazendo rir.Adrian estica a mão me chamando:
–Em falar nisso...falta apenas um detalhe,vem comigo.
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POV´S AUTORA:
Mônica ria enquanto esbarrava em algumas coisas,ela não via absolutamente nada os seus olhos estavam vendados.Adrian guiava a irmã pelo corredor e também ria achando graça em seu atrapalho.Mônica apalpava as paredes para indentificar os obstáculos pela frente:
–Ai meu Deus Adrian!! Meu dedinho!-a jovem diz com os dentes cerrados ao tropeçar na quina da parede.
–Por Jeova !! Fique calma que agente já ta chegando.
Mônica não conseguia controlar a ansiedade,ela estava quase pulando de tão curiosa que estava,o que será que Adrian ia fazer?.
Depois de um tempinho andando pelo corredor seu irmão a deixa parada na frente de um quarto,seus olhos ainda estavam tampados pela venda.Ela ouve o barulho de porta abrindo e logo é guiada para dentro:
–O que você esta aprontando?- ela ri enquanto sente o cheiro familiar do cômodo.
Adrian não fala nada e para depois de um tempo para novamente:
–Preparada?
Mônica sente uma onda de curiosidade enorme a fazendo morder os lábios com expectativa:
–Ai acaba logo com isso!!
Adrian tira a venda dos seus olhos e Mônica percebe logo de cara que estava no seu quarto e bem em sua frente...havia um berço de madeira branca com corações entalhados,ela leva as mãos a boca totalmente surpresa:
–Gostou? Achei que meu sobrinho fosse precisar disso.-ele diz com um sorriso doce de orelha a orelha.
Mônica estava com os olhos arregalados de tanta surpresa,ela simplesmente não tinha palavras.Ela olha o colar de coelhinho na cabeceira da cama e logo em seguida volta sua atenção para o berço.Um sorriso enorme surge em seu rosto fazendo seus olhos brilharem e arderem de emoção:
–Adri...isso foi...foi...lindo!!-ela o abraça sem pensar duas vezes e ele retribui o abraço.-Não precisava.
Adrian a aperta mais forte:
–Claro que precisava,a Marise me ajudou a escolher o berço,e a Alice também.
Mônica ri imaginando um cara como seu irmão cercado de mulheres dando palpites sobre berços de criança:
–No fim de tudo...-ele acrescenta.-A Marise me ajudou bastante com a conta.
Ela ri ainda mais com a declaração de Adrian,era tão...tipico dele.Ela se afasta apenas para olhar em seus olhos cor de mel assim como os dela:
–Obrigada maninho,eu não recebo uma surpresa como essa a muito tempo.-diz sentindo as lagrimas esquentarem seu rosto.
Adrian aperta a irmã mais forte,ele não queria imaginar ninguém passando por experiências tão terríveis como ela havia passado,ele só queria fazer com que ela seguisse em frente:
–O tempo ruim vai acabar...baixinha.
Algo dentro da cabeça de Mônica parece quebrar ao ouvir aquela palavra,ela se afasta de Adrian rapidamente e bate as costas na parede atordoada.Ela sente uma imensa dor de cabeça e põe as mãos na nuca:
–Mônica??-Adrian se aproxima com os olhos arregalados de preocupação.
“baixinha”baixinha”baixinha” a palavra repete inúmeras vezes como um eco impiedoso.Sua cabeça parece explodir perfurada inúmeras vezes por algum objeto cortante.Ela respira rapidamente enquanto começava a suar sentindo uma dor enorme que parece explodir inúmeras vezes:
–AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH- grita de dor pressionando a cabeça com as mãos.
Suas pernas fraquejam mais antes que caia Adrian a pega no colo:
–AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
–Mônica!! ta tudo bem,ta tudo bem!-ele diz sentindo as próprias mãos tremeram com o nervosismo.
Ela estava ofegante como nunca sentindo algo terrível esmagar sua cabeça.Adrian a põe na cama e parece muito aflito:
–Mônica seu nariz...seu nariz esta sangrando.
Mônica gritava ainda mais sentindo dor enquanto saia sangue de seu nariz,ele então decide tomar uma iniciativa:
–Eu vou chamar a Marise,vai ficar tudo bem,ta ok?
Ele sai dali as pressas praticamente esbarrando em tudo e a confusão se espalhando pelo seu corpo.
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Marise ouve a porta do laboratório ser aberta fortemente e dá um pulo de surpresa,Adrian estava ofegante e com uma expressão horrorizada:
–MARISE...
Mas antes que ele termine ela decide dizer sobre o que tinha acabado de descobrir:
–ADRIAN! OS AMIGOS DA MÔNICA ESTÃO EM PERIGO!
Ele parece ficar estático por alguns segundos:
–E A MÔNICA ESTÁ GRITANDO DE DOR!!-completa se sentindo completamente perdido.-FAZ ALGUMA COISA POR DEUS!
Ela dá um passo para trás completamente surpresa e sem dizer nada sai rapidamente para o quarto da Mônica acompanhada por Adrian.
Ao abrir a porta a jovem ainda estava gritando e pressionava sua nuca vermelhíssima pela pressão das dores.Marise fica boquiaberta e sem pensar duas vezes se aproxima e segura os pulsos de Mônica com força:
–MARISEEE!!-ele grita enquanto soluçava de dor.-O CEBOLA!! EU LEMBRO DELE!! EU LEMBRO!! ELE TA EM PERIGO,EU SEI QUE ESTÁ!!
Marise segura seus pulsos contra o travesseiro tentando controlar a jovem:
–FIQUE CALMA! TA TUDO BEM,ESTA TUDO...
–NÃO ESTAAA!!! ELE ESTA EM PERIGO,EU SINTO ISSO!! ARGHHHH
Adrian sente as mãos suarem gélidas e Marise está mortificada com tudo que estava acontecendo,ela havia recuperado a memória:
–Vamos fazer algo a respeito,ta bom? Vai dar tudo certo...
Mônica consegue se livrar das mãos dela com um impulso e cambaleia para fora da cama esbarrando em vários moveis e pingando de suor vai em direção a porta:
–Onde você vai??-Adrian pergunta indo em sua direção.
–EU PRECISO AJUDAR ELE,VÃO MATAR-LO!!!
–MÔNICA NÃO!!-Marise fala com firmeza tentando faze-la desistir da ideia insana.-É UMA ARMADILHA,O SAMUEL DESCOBRIU ONDE SEUS AMIGOS MORAM E QUER QUE VOCÊ VÁ ATÉ ELES REGATA-LOS.
Mônica para ofegante no corredor,suas pernas parecem ser feitas de gelatina.Ela pensa por um momento,ela poderia voltar para aquele inferno hoje...mas faria isso pelos seus amigos e pelo Cebola:
–Eu não posso mais perder quem amo.-diz com um fio de voz que expressava toda sua dor,ela não queria perder o Cebola logo agora que tinha se lembrado,ela faria esse sacrifício.... por eles.
–Mônica o bebê...-Adrian tenta a convencer do contrario.
Por um minuto sua mente parece lembrar do filho,ela não podia por a vida dele em perigo desse jeito.Mônica se vê completamente confusa com a decisão e vira o olhar embaçado pelas lagrimas para os dois:
–Por favor...por favor me ajudem,eu não quero perder mais alguém que amo.-ela suplica sentindo uma dor imensa em seu coração enquanto a cabeça ainda tilintava.
Marise da um suspiro tremulo e Adrian dá um passo a frente decidido:
–Eu vou com ela.-ele diz para Marise que fica boquiaberta e sem acreditar.
–VOCÊ O QUE??
–Eu vou com ela Marise,Mônica me mostrará o caminho,vou levar minha arma e garantir que não aconteça nada de mal com ela e com o bebê,o Mark também pode ir e me ajudar.
Ela parece pensar por um bom tempo a proposta mas quando olha para Mônica tão desolada daquela forma decide aceitar:
–Ela vai ficar dentro da vã o tempo todo entendeu? só ela vai saber reconhecer os amigos,só por isso que deixarei ela ir.
Mônica ainda respirava profundamente quando o irmão pega sua mão e a puxa junto com ele,Adrian havia assumido uma postura séria e altamente protetora:
–Pode deixar Marise,não vão tocar na minha irmã.
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POV´S MÔNICA:
Puxo o ar com força enquanto Adrian descia as escadas.Mark e Alice parecem alarmados quando nos veem chegando na sala:
–O que houve??-ela pergunta com preocupação.
–Os amigos da Mônica estão em perigo,Samuel fez uma armadilha.-responde enquanto pegava a arma e recarregava.
Mark arregala os olhos pasmo:
–Armadilha?? Você quer dizer que vamos direto para uma armadilha???
Adrian dá um pequeno sorriso,o mesmo que dava quando sentia a adrenalina percorrendo seu corpo:
–Nunca tive medo das marionetes do Samuel,pelo contrario...eu estou louco para brincar.-ele completa e na mesma hora recarrega a arma por completo fazendo um barulho perigoso.
Alice vai até a mesa e pega a chave da vã e um revolver colocando-o em seu bolso:
–Eu vou com você Adrian.-diz com uma determinação impressionante,ele abre a boca pronto para dizer não,mas ela é mais rápida.-E ponto final.
Alice sai dali e abre a porta de saída.Mark pega sua arma e todos nos saímos,porta da frente dava em um deposito de carros,logo de cara avisto a vã laranja estacionada entre as latas velhas.
Alice e Mark entram na frente e fecham a porta.Eu e Adrian vamos na parte de trás mas antes que eu entre ele segura meu braço e me olha fixamente:
–Se eu pedir para ficar dentro da vã você vai me obedecer entendeu?-diz com autoridade.
Concordo sentindo a adrenalina percorrer minhas veias como labaredas queimando cada parte do meu corpo.Subo na parte de trás e sem bancos com a ajuda de Adrian.Ele sobe logo em seguida e fecha a porta com força.
Mark me olha do banco da frente e sua expressão denunciava pânico e preocupação:
–Você pode desistir disso.-ele me diz.
Por um momento meus pulmões inflam,nunca estive tão viva e tão disposta a salvar aqueles que amo:
–Desculpe Mark,eu vou.- eu amo o Cebola,era isso que eu queria dizer,mas me seguro,não queria magoa-lo.
Mark suspira e acelera o carro com tudo fazendo os pneus cantarem com ferocidade.Adrian me segura para que eu não caia e depois me pede para sentar,obedeço.
Meu irmão estava mais serio que nunca,seus lábios formavam uma linha rígida,ele parecia...empenhado em uma missão como se fosse sua vida,e ele a agarrava com unhas e dentes.
Percebo que era por causa de três pessoas,eu,meu bebê...e a Alice, o jeito que eles nos olhava deixava mais do que claro.Ele assim como eu não queria perder as pessoas que amava:
–Aquele dia foi uma brincadeira de criança.-ele diz para nos com uma postura seria.-Hoje muitas vidas estarão em jogo,é melhor sairmos vitoriosos...ou se não...
Engasgo,hoje...era o dia em que eu iria reencontra-los,e meu medo virava cada vez maior só de pensar que algo de ruim poderia acontecer.Um arrepio sobe minha espinha como um mal pressentimento,passo a mão na minha barriga”vai ficar tudo bem,eu prometo” digo determinada.Hoje tudo poderia dar uma volta de trezentos e sessenta graus.Mas não iriam machucar quem eu amo,não mais:
–Preparados?? Porque hoje... a cobra vai fumar.
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