Flower of science

8 Bebidas,um novo rumo e a aliada.


Notas iniciais
Hiiii peoples,finalmente minhas provas acabaram ehhhh!!!! agora tenho tempo livre para postar,esse capitulo tem uma surpresa inesperada no final ;) beijos na bunda!! ah sim, quase ia esquecendo,esse capitulo tem musica,entao deixem carregando e na hora vou dizer quando podem dar um play, a musica é essa -http://www.youtube.com/watch?v=uCRT8IItGpw

POV’S AUTORA:

O silêncio tomava conta do recinto.O quarto branco parecia cinza como as nuvens chuvosas,parecia oco e sem vida,Mônica tinha certeza que poderia ouvir o eco da própria voz se falasse,mas ela não conseguia dizer uma palavra sequer.

Havia uma atmosfera pesada e sufocante,cheirava a tristeza e a morte.

Seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar,seu braço estava roxo depois de ter tentado acabar com Samuel,aquele ódio tinha a sufocado e agora parecia torturar seu corpo inteiro que estava dolorido,mas ela não se queixaria, Mônica sabia a verdade,e a verdade era tão cruel que sua cabeça não conseguia aceitar,a Angel estava morta.

Ela senta na cama onde estava repousado o corpo sem vida.Angel parecia uma boneca de porcelana,tão branca e ao mesmo tempo tão frágil,os longos cachos loiros e sem vida esparramados no travesseiro.

Ela nem sequer tinha dito adeus.

O pior era saber que tudo isso tinha acontecido ontem,toda a dor tinha virado ódio e raiva quando tentou acabar com aquele ordinário do Samuel,mas Mônica foi arrastada de volta para dentro dessa prisão da ciência junto a Angel sem vida.

Ela definitivamente queria dizer alguma coisa,mesmo que a Angel não a escutasse,mas tinha um detalhe...a Mônica não conseguia mais falar,não porque ela estava acabada mais porque ela realmente havia perdido a fala.

Havia um vazio em seu peito,o chão que a sustentava não estava mais lá,nem sequer algo em que ela pudesse segurar,era uma queda livre e sem fim.O que seria dela sem a Angel? Como ela iria suportar aquele inferno sem alguém com quem contar?

Sozinha,inegavelmente sozinha.

Se ela pudesse se despedir ela diria que Angel foi nada menos que uma irmã, uma garotinha que viveu sua vida toda em um lugar como esses mas que espalhava alegria,um anjo,sem duvida.

“eu prometi a ela que mostraria o por do sol lá de fora,mas não pude cumprir”ela pensa sentindo-se culpada.

Mônica volta a chorar como fez durante toda a noite,ela deita no chão frio abraçando suas pernas contra seu peito,os soluços eram quase inaudíveis,nenhum som saia de sua boca,sua expressão estava recaída,deixando visível sua tristeza.Sua voz havia evaporado,assim como a antiga Mônica,ela não existia mais.

A porta abre,mas Mônica não vira para olhar,ao invés disso continua a chorar.Era horrível viver sem saber se o sol um dia voltaria a nascer.Sem expectativas,sem nada.Ela foi desviada por completo do futuro que planejava assim que veio parar aqui,nada fazia sentido,aquele futuro agora parecia distante.

–Veja isso Peter.-Alic sorri com deboche ao ver seu rosto irreconhecível de tanta dor.-Nossa que chato.

Alic se aproxima fazendo Mônica ter calafrios pelo corpo,ela havia perdido a coragem,tudo que tinha era o medo:

–Vamos para o laboratório,se for boasinha eu posso te perdoar por ter jogado uma gaveta em mim.-Alic dá um sorrisinho sarcástico,mas ela não diz nada.

Alic a pega no braço e fica surpreso ao ver que a jovem não reage ao seu toque como uma maleta vazia e velha que se permitiria ser levada a qualquer lugar.Peter o encara confuso e os dois saem dali.

Mônica é carregada enquanto olha pela ultima vez o rosto de Angel,aquele era o fim da amizade entre as duas.

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Ela estava sentada em uma cadeira metálica,suas mãos estavam atadas,mas pela primeira vez Mônica não se importava com o que vinha pela frente.Tinham tirado todos que amava dela,eles não podiam machuca-la mais.

Mônica ouve uma voz sombria e grave perto da porta,era Samuel falando com Alic e Peter,ela se concentrou para ouvir já que eles estavam mais distantes:

–Onde iremos enterrar a garota?-Peter parece impaciente.

–Não vamos enterra-la.-Samuel fala secamente sem um pingo de sentimento na voz.-quero que deixem o corpo na entrada da casa da mãe dela,só assim ela saberá com quem esta lhe dando.

–Você quer que entreguemos o corpo dela para a Marise? Senhor...é muito arriscado.-Alic esconde um pouco de preocupação na voz.

–Sei disso,acha mesmo que eu mataria a minha filha por nada?-ele fala com um tom tão sombrio que qualquer um recuaria.-A Marise estava rastreando a Angel,se ela conseguisse...a policia ia nos achar.Deixar o corpo da Angel para a mãe será um aviso.

–Não acha que ela irá querer se vingar?-Peter pergunta abismado.

–Ah claro que sim.-Samuel sorri sadicamente.-Eu conheço a Marise,ela irá matar um por um quando souber,mas não tem como nos rastrear sem a Angel.

Mônica ouvia tudo boquiaberta e incrédula,ao mesmo tempo que um sentimento de ódio apertava o seu coração.”A Angel...é filha do Samuel?? Então é por isso que ela morava aqui,e ela nunca soube”,Mônica não sabia se sentia vontade de gritar ou de chorar, os dois talvez.O assassino da Angel era nada menos que seu próprio pai.

Era algo tão surreal que se tornava difícil de acreditar.Ela queria gritar o mais alto que podia “assassino” assim como tinha feito no dia anterior quando viu sua amiga caída em uma poça de sangue.

Samuel vai embora fechando a pesada porta do laboratório atrás de si.Alic e Peter se aproximam enquanto Mônica continua estática tentando absorver o que tinha acabado de ouvir.

Eles mexem em alguns fios,ligando todos a um computador:

–Finalmente a experiência de dados.-Peter dá um sorriso de satisfação enquanto configura o notebook.

“experiência de que??” Mônica fica confusa.Alic pega as outras pontas daqueles fios e vem em sua direção.Eram pontudas como agulhas de costura e bastante finas:

–Ligue essas pontas no computador enquanto boto a outra metade na garota.-ele diz para Peter e Mônica treme.

Alic injeta as agulhas em sua cabeça,por incrível que pareça ela não sente dor alguma,apenas uma picada.Mônica se remexe desconfortavelmente na cadeira sentindo algum tipo de coisa esquentando por dentro:

–Estão todas na área correta do celebro para armazenar dados,é só passar as informações.-ele diz para Peter que dá um sorrisinho sinistro.

–Tudo de uma vez?-o seu sorriso aumenta.

Alic consente:

–Tudo de uma vez.

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Bairro do limoeiro(coloquem toxic-britney)

A musica estava alta,tão alta que os tímpanos de Cebola pareciam sacudir juntos com a balada,ele estava se perguntando porque tinha topado ir para aquela festa com a Irene,e se sentia culpado sabendo que a Mônica estava desaparecida:

–Se solta Cebola!-Irene chega ao seu lado sorridente enquanto dançava ao som de toxic-britney.

–Eu não sei dançar.-ele dá um sorriso amarelo enquanto cora.

Ela o olha surpresa e logo dá um sorrisinho malicioso em sua direção.Irene pega um coquetel no bar e oferece a Cebola:

–Isso pode te ajudar a se soltar.-ela estende a mão e Cebola sente o cheiro de álcool.

–Eu não bebo.

Irene revira os olhos:

–Ah Cebola! é só uma vez,fala serio,não estamos em uma festinha de crianças.

Ele fica pensativo por um tempo mas acaba aceitando,não queria ser chato,talvez ele estivesse precisando disso para esquecer um pouco tudo que esta acontecendo:

–Obrigado.-ele diz dando um rápido gole.

–Opa opa! Vai devagar!-ela o alerta.

Irene puxa Cebola para o meio da pista de dança e tem que se esforçar para passar sobre o grande aglomerados de corpos que pulavam e dançavam,iluminados apenas pelas luzes da boate.

Ela consegue abrir uma trilha entre as pessoas que logo ia se fechando atrás deles a medida que iam passando.

Toxic ainda pulsava nas caixas de som agitando a grande quantidades de pessoas,Irene bebe uma bebida incolor”deve ser vodka”pensa Cebola.Ele estava mentalmente esgotado com tudo que estava acontecendo e essa festa não ajudava em nada.”talvez se eu beber um pouquinho...”.

Irene parece adivinhar seus pensamentos e lhe estende um outro copo que parecia ter surgido do além,mas Cebola aceita sem contestar e dá um longo gole.Infelizmente ele não percebe o sorriso de satisfação que se forma na boca da jovem”foi mais fácil que eu imaginei”ela pensa gloriosa.

Irene começa a dançar ao som de toxic,em um ritmo lento e sensual fazendo cebola engasgar com própria bebida,a onda de corpos ia para cima e para baixo na boate conforme a batida,”ela dança bem”ele pensa dando um fraco sorriso e sacudindo o corpo um pouco também de um jeito um pouco deslocado.

Ela revira os olhos achando graça e puxa Cebola pela blusa para o mais próximo possível enquanto dança colada ao seu corpo.Ele fica um pouco estático com a sensação e engole em seco vendo a jovem subir e descer colada ao seu corpo o lançando um olhar hipnotizante.”preciso de mais uma bebida” ele pensa enquanto fica cada vez mais corado.

Um barman passa ao seu lado bem a tempo de puxar mais uma bebida,Cebola não faz ideia do que seja mas quando põe na boca percebe que é forte.

“There´s no escape.I can´t wait,I need a hit,baby give me it,you´re dangerous,i´m loving it”(não tem escapatoria,não posso esperar,preciso baby,me dê isso,você é perigoso,estou amando isso), a musica tocava enquanto Irene se empolgava cada vez mais.Por algum motivo Cebola se sentia cada vez mais tonto.

Ele sem perceber estava dançando,dançando de verdade.Irene dança e passa sua mão por sua blusa,tão devagar que Cebola pode sentir um rubor subir por todo seu corpo,mas ele já não percebia mais nada a sua volta enquanto o gosto de alcool ocupava sua boca:

–Não acha que devemos ir embora?-ele pergunta percebendo que já estava passando dos limites na bebida.

–Daqui a pouco,antes só mais uma bebida.-ela diz oferecendo mais um copo que tinha acabado de pegar.

–Irene...

–Mais uma,eu juro!-ela insiste.

Cebola termina aceitando,era uma bebida ainda mais fortes que as outras,mas era bom...

Sua cabeça roda um pouco e ele perde a noção do tempo enquanto a noite ia passando.

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Era madrugada e Cebola estava completamente bêbado enquanto Irene ria um pouco alterada pela bebida,os dois andavam pela rua em direção a suas casas.Ao contrario de Cebola,Irene sabia para onde estava indo,havia bebido pouco,apenas o suficiente para ficar animada:

–Você viu aquele cara dançando em cima da mesa?-ele diz tendo crises de risos e suas pernas balançavam como gelatinas.

Irene puxa Cebola para si e seus lábios colam um no outro,ele parece surpreso e resiste a vontade de gargalhar,ao invés disso sua cabeça roda como nunca enquanto se beijavam ferozmente.

Era exatamente o que ela planejava.Irene abre um por um dos botões e joga a roupa de Cebola para longe,ele ri:

–O que você ta fazendo?-diz com uma voz de embriago.

–Completando a noite.-ela diz e começa a beijar seu pescoço como nunca fez antes.

–Completando a noite?-ele olha para o próprio peito nu.-Vamos nadar?-pergunta confuso.

Irene lança um sorriso malicioso e tira sua blusa,mostrando seu sutiã.Cebola arregala os olhos e fica pasmo enquanto seu olhar passeia pelo corpo definido da jovem:

–Entenda como quiser.-ela o empurra para um beco isolado e suas costas batem fortemente na parede.-O que importa é que você vai esquecer aquela dentuça hoje.

–HEYYY!-Cebola diz indignado e confuso.-Não fala assim da Mô....

–A Mônica não esta aqui.-ela o interrompe.-Eu estou.

Com um gesto rápido ela o beija,Cebola novamente sente uma tontura por causa do álcool,ao mesmo tempo que isso combina com um forte calor que sobe em seu corpo.

Ele tropeça caindo no chão e gargalha alto,Irene vê o quanto esta bêbado e sorri satisfeita.Ela abaixa ao lado dele:

–Vou tirar sua calça lindo!-ela diz enquanto desabotoa seu jeans e o puxa para baixo.

Cebola não sabe que sensação é essa,só sabe que é quente e extrema,em um gesto rápido ele sobe em cima de Irene e começa a beija-la como nunca antes,sua mente implorando por agitação que o fizesse esquecer do mundo a sua volta.

Irene geme satisfeita com sua atitude,seu plano tinha dado mais do que certo.O clima estava frio e úmido ,e um fumaça cobria o beco,ninguém que passasse por ali saberia o que estava acontecendo.

“Finalmente o Cebola é só meu”Pensa enquanto a lua brilhava com um brilho sombrio acima dos dois.

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POV´S MÔNICA:

Sinto meus dentes baterem contra o outro com força repetidas vezes,minha veias pulavam para fora ficando evidentes sobre meu pescoço.Era como se eu não tivesse controle algum sobre meu corpo,os fios davam descargas intensas de choques,ativando a musculatura de várias partes diferentes.

Meus braços pressionavam-se contra as ataduras sem que eu mandasse e meus olham pareciam que iam explodir para fora com a pressão.Meu celebro parecia derreter e virar liquido por dentro.

Alic e Peter estavam tensos e me olhavam com expectativa.De todas as experiências essa sem duvida era a pior e a mais cruel,eu não podia descrever a dor que estava sentindo.

Meu coração batia esmagando tudo em sua frente,como repetidos murros no meu peito,eu não conseguia puxar o ar para meu pulmões.Queria gritar que parassem mas minha voz não existe mais,apenas a angustia que estava sentindo.

Era um tortura,nem no pior dos meus pesadelos eu poderia imaginar uma sensação dessas.Sinto meu rosto molhado e percebo que era o sangue que escorria pelo meu nariz:

–Peter...é melhor pararmos.-Alic diz tenso.

–Não! Você ouviu o que o chefe falou,não temos nada a perder.

Meu celebro parece ser torturado por mil agulhas finas perfurando-o sem parar,por um momento ele parece explodir me deixando surda.A imagem de vários números aleatórios me vem a cabeça,pareciam códigos!

Meu corpo se contorce enquanto minha respiração fica ofegante,parem!! Parem!!! As lágrimas derramam.Eu não aguento mais esse lugar,eu prefiro morrer,eu quero morrer!!eu queria poder implorar para que me matassem.

Aquelas sensações entram em ápice e parecem explodir todo meu corpo de uma forma violenta,minha visão escurece,fecho os olhos e finalmente alcanço a paz:

–Droga!!!!

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POV´S autora:

–Droga! Vocês são inúteis!-Samuel dá um soco em sua mesa irado.

Alic e Peter engolem em seco:

–A boa noticia é que ela não morreu!-Peter sorri amarelo e leva um murro do chefe.

–EU PODERIA ESTAR RICO SEU OTARIO!

Alic fica estático enquanto o comparsa levanta do chão com sua boca sangrando.Os dois estão tremendo mais que nunca:

–E agora chefe? A experiência falhou e a cobaia ainda está viva.

Samuel dá um longo suspiro,ele nunca esteve tão assustador como agora:

–A “019” tem uma força incrível,devo admitir.-sua cabeça rodava de tantos pensamentos destrutivos.-Ela deveria esta morta com a falha,mas ao invés disso conseguiu sobreviver ao pior experimento sem nenhuma sequela.Está em seu DNA ,por isso eu quero um descendente da cobaia.

Os dois ficam estáticos e boquiabertos:

–Um descendente?-Alic pergunta incrédulo e paralisado.-Você está dizendo...

–Sim Alic-Samuel ainda esta tomado pela raiva.-Eu quero o descendente da “019”,eu quero ela grávida,estão me entendendo?, o filho dela será muito resistente,não é qualquer dia que arranjamos uma cobaia tão forte como ela.-Samuel anda por todos os lados do escritório com seus pensamentos destrutivos.-A genética dela será passada para o filho,imagine quantos experimentos poderíamos fazer com uma criança resistente como ela,e melhor...vamos criar-la para suportar coisas três vezes piores que a mãe, só ai ele suportará a experiência de dados e ficaremos ricos.

Alic parece entender e fica impressionado com a inteligência do chefe:

–Tem razão,é tudo uma questão de genética,uma mãe sadia gera um filho sadio,excelente.Produzir uma geração com características superiores para sobrevivência,estudei isso em biologia quando era criança.

Peter revira os olhos enquanto limpa o resto de sangue em sua boca:

–Estão esquecendo de um pequeno detalhe.-ele diz fazendo com que os dois olhem para ele.-Ela vai ser a mãe,ok,mas quem vai ser o pai?

Samuel não parece surpreso com a pergunta,parecia já ter pensado nisso:

–Faremos uma inseminação artificial,assim poderei selecionar a célula masculina com características favoráveis assim como as da cobaia,a criança nascerá forte e registente.

Alic dá um sorriso satisfeito:

–Temos várias amostras de gametas aqui no laboratório.-ele sugere.

Mas Samuel parece estar perdido em seus pensamentos,sua cabeça estava a mil por hora.Ele fala com sua voz sombria e grave enquanto fita a janela,era uma noite nublada,do jeito que ele gostava:

–Não usaremos amostras do laboratório meu caro,quero a ficha completa da Mônica Souza em minhas mãos, vamos dizer que as informações serão bastantes... uteis para a escolha do novo papai.

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POV´S Mônica:

Eu estava deitada em minha cama,o corpo de Angel não estava mais lá,o quarto estava vazio.

Era um silencio pertubador,mas não para mim,eu não ligava mais para nada.Minha cabeça doía tão fortemente que a vontade que eu tinha era gritar,um dos meus braços estava inchado,os músculos ainda estavam contraídos por causa dos choques,causando uma forte dor.

Mas isso não era a pior parte,eu estava vendo números.Eles apareciam como imagens criadas pela minha cabeça.Pareciam códigos e vários dados.Ouvi os dois otarios(Alic e Peter) dizerem que nada tinha funcionado,mas eu sabia que não era verdade.

Eu podia sentir a minha cabeça sobrecarregada, eu podia sentir os códigos pulsarem pelo meu celebro,eles estavam todos armazenados,eu sei disso.Mas eu jamais iria dizer que a experiência tinha dado certo,eu nunca daria a eles o que eles queriam,eles podiam até me matar,mas não conseguiriam o tesouro que eu tinha dentro de mim.

Eu não sabia o que aqueles códigos eram,mas sabia que seja o que fosse era importante,muito importante.Eu era um tesouro para eles agora,eu era a flor da ciência.

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POV´S AUTORA:

Cebola sente suas pálpebras pesarem,seu corpo todo parecia um chumbo,ele suspira e sua cabeça roda como nunca antes”droga,que dor de cabeça!”,ele pensa e levanta.

Cebola toma um susto quando percebe que estava de manhã,e pior... ele estava em um...beco?

Ele olha para todos os lados assustado,”o que aconteceu???”Ele só lembrava de uma festa,pessoas e bebidas...

Cebola ouve alguém suspirar do seu lado,ele desvia seu olhar para a pessoa deitada apenas de sutiã e calça jeans,ERA A IRENE!:

–IRENE??-ele se surpreende com o próprio espanto na voz.

Ela acorda assustada e desnorteada,no mesmo instante bota a mão na cabeça como se também estivesse de ressaca.Imagens da noite interior passam na cabeça de Cebola o fazendo ficar branco como uma papel:

–EU NÃO ACREDITO!-ele diz se lembrando de tudo e levanta.

Estava apenas de calça jeans e seu corpo cheirava a álcool.Irene dá um sorriso de satisfação e se espreguiça como se tivesse tido uma ótima noite:

–Bom dia para você também lindo.

Cebola continua boquiaberto e sem acreditar:

–Irene...nos...nos...?!-ele se enrola sem conseguir confiar nas proprias lembranças.

–Sim,foi ótimo,você não lembra?-ela faz biquinho como se tivesse ficado magoada.

Cebola fica pasmo,ele nunca tinha feito isso na vida,e acaba de descobrir que mal lembra de sua primeira vez, e o mais importante...não foi com quem ele amava:

–Ai meu Deus que merda eu fiz!-ele põe a mão no rosto envergonhado.

Irene levanta e toca de leve em seu rosto:

–Não foi tão ruim assim foi?

No mesmo momento Cebola percebe que Irene não parece nem um pouco arrependida,na verdade...parecia que tinha conseguido exatamente o que queria.Ele lembra da noite passada,das bebidas e de tudo,uma onda de raiva toma o seu corpo como nunca antes.Ele empurra a mão dela e a olha com fúria:

–VOCÊ ME EMBEBEDOU!!!

Irene o olha ofendida:

–Eu só queria que você esquecesse a Mônica.-ela fala de um jeito doce enquanto seu coração parecia se apertar.-Cebola...eu te amo.

Ele bota as mãos na cabeça sem acreditar no que estava ouvindo.A Irene sempre tinha sido sua amiga:

–Desculpe Irene...eu não te amo,e não deveria ter feito isso!

Os olhos dela parecem marejar,aquele ódio sufocante que sentia pela Mônica tinha voltado,ela não podia deixar que a mascara caísse agora,mas não se conteve:

–IMBECIL! SEMPRE ESTIVE AQUI POR VOCÊ! Foi sempre a Mônica que criava escândalo o tempo todo,ELA não era a garota para você,pensei que tivesse notado isso no dia do jantar quando eu derrubei minha comida em cima dela.

Cebola a olha boquiaberto.A Irene sempre tinha sido doce,ele nunca acreditava quando Mônica dizia a vadia que ela era,mas agora estava vendo a criatura botar suas garras de fora.Essa era a garota que ele tinha escolhido confiar no dia do jantar,no mesmo dia em que a Mônica desapareceu:

–VOCÊ FEZ AQUILO DE PROPOSITO??-ele grita com fúria.

–PELO SEU BEM! VOCÊ TINHA QUE ENXERGAR QUEM A MÔNICA ERA!

Cebola estava queimando de raiva,mas se conteve com todas as forças que tinha:

–NUNCA MAIS OLHE PARA MIM IRENE! NUNCA MAIS! EU AMO A MÔNICA,O QUE ACONTECEU AQUI NÃO SIGNIFICOU NADA PARA MIM,QUE FIQUE CLARO.

Irene não consegue mais controlar as lagrimas:

–Não sou nada para você?

–Não.-ele diz de um jeito frio.-A Irene que eu pensava que existia era,mas essa...-ele a olha com desgosto se referindo ao seu lado verdadeiro.-Me enoja.

Cebola sai dali a passos largos mesmo com os pedidos da Irene que chorava.Ela encosta as costas na parede escorregando até o chão sem acreditar no que tinha ouvido.

Ela queria algum dia ter o Cebola só pra ela,mas por causa da Mônica ela não teria,”ah mas eu vou me vingar daquela ordinária,ah se vou”.Seu telefone toca interrompendo seus pensamentos,ela olha para o visor e um sorriso perverso surge no canto de sua boca,era exatamente quem ela queria que fosse:

–Alô?.

–Conseguiu o que eu queria?-uma voz sombria faz com que Irene sorria ainda mais.

Ela segura o pequeno objeto plástico em suas mãos:

–Claro chefe,mas o que ganho em troca?

Um risinho é ouvido do outro lado da linha:

–Não se preocupe minha aliada,me entregue o que tem em mãos e a garota não irá incomoda-la pelo menos nos próximos nove meses.

Irene sorri satisfeita,seus olhos tinham um brilho perverso,era bom demais para ser verdade:

–Excelente,onde podemos nos encontrar?

Notas finais
E ai pessoas? o que acharam do capitulo? o que será da Mônica? deixem comentarios ;D e beijos na bunda!