Flower of science
18 Avisos sombrios
Notas iniciais
POV´S MÔNICA:
3 meses depois:
Era um dia frio,a vista para o horizonte estava totalmente coberta pela neblina e pelas gotas de chuvas pesadas que bloqueavam a visão.O céu estava totalmente branco tomado pelas nuvens,não eram negras mas cinzas claras,aliás...o clima parecia transformar tudo como em um filme antigo...cinza.Apenas algumas cores mais fortes se destacavam na nevoa densa.
O clima mais parecia daqueles confortáveis para ficar em casa enrolada em um cobertor,mas eu não me sentia assim...não mais,as tempestades não me lembravam o conforto da minha cama em dias frios,ao invés disso me lembrava a morte.
O dia do meu desaparecimento...a morte da Angel... a minha fuga do hospital...
Os sons das pessoas tendo seus corpos queimados no hospital abandonado ecoava pelos meus ouvidos toda vez que a chuva caia.O som leve da água caindo não me reconfortava,mas sim me fazia ter um medo gritante querendo correr e se esconder em qualquer lugar seguro.
Sinto-me ensopada debaixo da chuva,eu sentia que estava em alguma espécie de gramado amplo e verde brilhoso,mas que por causa da neblina se tornava apenas umas pequenas pinceladas de tinta verde e falha.
Estou com um vestido branco que reluzia entre a densa neblina,os cabelos negros caiam molhado em minhas costas.
Ouço uma voz familiar vindo a mim como um eco:
–Mônica...Mônica...cuidado!
Arregalo os olhos tremendo de frio e viro para ver quem é.Lá estava uma garotinha com um vestido branco como o meu,seus cabelos loiros brilhavam como um áurea na escuridão e seus olhos pareciam diamantes reluzentes como faróis no meio da tempestade:
–Angel???-gaguejo de surpresa.
Ela sorri radiante quando me vê,mas logo esse sorriso vira uma preocupação sufocante:
–Mônica...fuja! fuja para bem longe,você e o seu bebê estão correndo perigo.
Dou um passo a frente,estava silencioso,nada além do barulho torturante da chuva forte em meus ouvidos:
–Angel...o que você quer dizer?o que está acontecendo?-sinto a preocupação em minha voz,quase parecia palpável.
Os olhos de Angel parecem brilhar como um aviso:
–Você não esta segura.-ela diz com tanta certeza que mais parece ditar uma profecia.—Eles querem tirar tudo de você,não pense que o perigo acabou Mônica.Você não pode ver o monstro através dessa neblina,mas eu posso, e ele é grande...
Dou mais um passo para frente quase ouvindo meu coração pular em meu peito:
–Quem são “eles” Angel? Que mostro você vê?
Ela me olha seriamente assim como me olhava toda vez que eu contava uma historia cuja o vilão estava ganhando:
–O da morte.-ela responde sombriamente.-Ele esta se aproximando,ele esta crescendo...Fuja Mônica,porque dessa vez...se ele lhe alcançar...não terá mais volta.Algo ruim está prestes a acontecer.
Suas palavras me perfuram como canivete,sinto uma imensa dor aguda em meu ventre como se ele estivesse sendo atacado milhares e repentinas vezes.Grito caindo de joelhos no gramado.”meu bebê” é tudo que eu penso.
Olho para baixo e meu vestido branco agora esta coberto de vermelho,era...sangue.Grito ainda mais enquanto minhas mãos se apertam contra meu ventre com força tentando conter a dor.
Angel me olha e seus olhos piscam de preocupação e medo:
–CORRA MÔNICA!!! CORRA AGORA!!!
Mas não consigo mexer nenhum músculo,rolo para minhas costas quase sem forças e na mesma hora avisto algo escuro como fumaça negra tomando forma entre a neblina.
Meus olhos se arregalam diante da figura crescente.Angel grita ainda mais implorando que eu fugisse,mas por algum motivo eu não conseguia.O mostro que estava por vir de alguma modo...parecia inevitável:
–AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!-grito quando seu rosto negro se ergue em minha frente como fumaça ,os dentes afiados e a amostra.
Ele ruge em resposta e seus olhos me fitam com um brilho sombrio,mas pareciam estranhamente...humanos.Eu conhecia aquele olhar de algum lugar,eu sei que sim.
Ele abre a boca grotesca e se prepara para o ultimo golpe,e antes que o faça um raio cai estrondoso iluminando sua face e me revelando seu rosto na mesma hora que me ataca com a garganta a amostra:
–AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
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Acordo com um salto na mesma hora que o quarto pisca com a luz do raio lá fora.Minha respiração estava ofegante,percebo na mesma hora que eu não estava debaixo de chuva mas sim toda suada e com os cabelos negros e úmidos colados ao pescoço.
Entro em desespero ao ver que realmente estava chovendo lá fora,todas as lembranças ruins passam a minha cabeça como um flash.Levanto da cama rapidamente e ando pelo meu quarto completamente escuro,apenas iluminado pelas luzes fracas dos postes da rua.
Agarro as cortinas com força na tentativa de fechar-las e na mesma hora ouço o barulho horroroso de outro trovão me fazendo quase cair para trás enquanto meus olhos eram iluminados pela luz repentina.
Sem perceber a porta do meu quarto é aberta violentamente,percebo com desespero que estava gritando como uma louca:
–MÔNICA?-era o Cebola e ele me olhava com pânico.-O QUE HOUVE?
Coloco as minhas mãos nos ouvidos,os barulhos da chuva se confundiam com os gritos de corpos queimando,tiros e lembranças da minha mente:
–-FECHA A JANELA! FECHA A JANELA POR FAVOR!!
Ele me olha por um minuto espantado mas sem resistência alguma vai até a janela e a fecha e logo depois a cortina.O quarto entra em silencio e na mesma hora é tomado pela escuridão.
Cebola resolve isso e liga as luzes do quarto:
–Mônica...você está bem?
Sem perceber eu estava com o rosto molhado pelas lágrimas.Olho para baixo com um turbilhão de pensamentos,por um momento acho que dou um pesado suspiro.Não havia nenhuma gota de sangue,meu bebê estava bem:
–Meu pikachusinho.-passo a mãos tremulas na minha barriga de nove meses.-Está tudo bem,está...
Cebola percebe do que se tratava e me abraça de repente:
–Ah Mônica...foi com isso que você sonhou? Perdendo o bebê?-ele me abraça mais forte.-Não vai acontecer nada de errado,eu juro.
Tremo freneticamente em seus braços enquanto minha voz sai atormentada:
–Foi isso e muito mais.-enterro minha cabeça em seu ombro com medo.-Eu sinto,eu sinto que alguma coisa ruim está por vir,e eu...eu...estou com muito medo.Eu amo meu filho,não vou deixar nada acontecer com ele,não vou!
Cebola segura meu rosto entre suas mãos fazendo nossos olhares mirarem um no outro.Seus olhos estavam cheios de preocupação e com um medo contido:
–Foi só um sonho.-diz tentando me passar calma.
Balanço a cabeça negativamente enquanto ainda tremia:
–Não.-digo com toda a firmeza que tenho.-Foi um aviso.
Um raio cai lá fora iluminando o quarto entre as brechas das cortinas e fazendo mais um barulho alto como tambores mortais.Solto um ruído de surpresa e medo e me encolho.
Eu não tinha medo tão fácil assim.eu era corajosa,mas isso não era medo...era fobia,eu odiava tempestades desde o dia em que desapareci,o barulho da chuva ia muito além do que minha imensa coragem poderia suportar.Não era apenas o medo da tempestade,mas o medo do que ela me lembrava,o medo de perder de novo toda as pessoas que eu amo:
–Ta tudo bem,esta tudo bem.-ele volta a me abraçar com firmeza.
Choro de um jeito contido:
–Eu não quero perder meu bebê,eu não quero.-minha voz soava fora do controle e atormentada pelos meus próprios pensamentos.
–não vai.-Cebola diz com uma firmeza inacreditável.-Não vai acontecer mais nada de ruim.Vem,vamos dormir,você precisa descansar.
Não digo nada,incapaz de falar alguma coisa sensata.Cebola segura minha mão e me leva até a cama novamente,afundo na cama mentalmente exausta pelo o que tinha acontecido,ele faz o mesmo e deita ao meu lado.
Para falar a verdade,meus pais saíram para algum restaurante e como eu estou grávida de nove meses o Cebola decidiu dormir essa noite comigo para não me deixar sozinha,mas teve que concordar com as regras do meu pai(nada de dormir no mesmo quarto).Bem...estavamos quebrando essa regra agora:
–Não consigo dormir.-faço uma careta,metade desgosto,metade medo.-Não com esse barulho de chuva.
Cebola encaixa nossas mãos uma na outra,olho para ele que estava com um sorriso fraco e bobo:
–Não ouça a chuva,preste atenção na minha voz.-ele sussurra em meu ouvido me fazendo arrepiar.-Já que estamos juntos.
Sinto seu calor me tocar como uma parede densa mas ao mesmo tempo muito confortável,sua respiração em meu cabelo era mais agradável de se ouvir.Encaro seus olhos por um segundo e antes que um sorriso bobo surja em meus lábios outro trovão faz um imenso barulho.
Pulo de susto e me abraço o mais forte que posso com o Cebola,minha respiração estava ofegante e quente e minhas mãos gélidas e tremulas.Ele retribui o abraço sem me apertar muito por causa do bebê que chutava insistentemente como se compartilhasse do meu medo:
–Calma Mô,não vai acontecer nada de ruim.-ele passa a mão sobre meu cabelo negro.-Fique calma,é melhor para vocês dois.Você confia em mim?
Respiro fundo tentando tirar a tensão dos meus pulmões,ele tem razão,eu tenho que ficar calma,não posso ficar desse jeito em plenos nove meses.Enterro minha cabeça em seu peito tentando pegar em um sono com seus braços sobre mim,mas nada parecia desviar a atenção da chuva que caia lá fora.
Mas tudo que eu digo com a voz ainda tremendo de um medo puro e verdadeiro é...:
–Eu confio,confio em você...sempre.
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POV´S AUTORA:
–Eu acho que não é boa ideia.-Adrian segura o espeto de carne e estava com um avental engraçado de cozinha.
Alice suspira revirando os olhos:
–Mas é claro que é boa ideia,olha...se você não quer ir a droga desse baile comigo então eu vou sozinha!-ela bufa.
Ele olha indignado para a jovem:
–Nem pensar! Já pensou que pode ter um monte de pervertido nesse baile?
Alice parece incrédula:
–É um baile do segundo ano,a Mônica me chamou!
Adrian ri enquanto coloca o espeto na churrasqueira:
–Por isso mesmo docinho,você tem 17 anos,o que vai fazer com um bando de pirralhos?
Alice abre a boca pronta para falar alguma coisa mas pensa melhor e cerra os olhos para ele:
–Muito bem,eu já vi que você vai me deixar sozinha...como sempre.
Adrian olha para ela incrédulo:
–Eu te deixo sozinha?
Ela dá de ombros e vai a passos pesados atravessando o jardim:
–Eu vou pra minha casa!-Alice diz já distante,ela morava com a Marise por enquanto já que não tinha pais e era menor de idade.A mansão em que as duas moravam era realmente enorme.
Adrian arregala os olhos ao ver sua amada ir embora,ele engasga sentindo as palavras querendo sair,mas simplesmente não conseguia dizer nada,ele não sabia por onde começar,ele só sabia...que a amava.Mas era difícil para alguém como ele e a irmã demonstrarem sentimentos:
–LICE!!! LICE ESPERA!!-ele larga o que estava fazendo mas era tarde demais,ela tinha ido embora e pegado um taxi.-Droga!
Ele a deixava sozinha,e sabia disso,a maioria das vezes tinha algum chamado da Marise para atender ou estava muito ocupado tocando guitarra, e sempre terminava deixando a Alice de lado.Mas no fundo ele sabia que era o que ele mais gostava de fazer: estar do lado da Alice e da irmã,não amava ninguém como as amava,mas muitas vezes parecia um bad boy frio e mal comportado.
Ele suspira sentindo os sentimentos o sufocarem por dentro,todos eles acumulados e escondidos por trás daquele pose forte.Antes que voltasse para a carne,ouve uma voz:
–Adorei o avental!-Mônica diz com uma cara maliciosa com as mãos apoiadas na cerca chique e branca que separava a casa dos dois.
O avental era o corpo de uma mulher usando roupas intimas,quando seu irmão virou de frente a ilusão de Adrian no corpo de uma mulher gostosa fez Mônica rir:
–Ta rindo de que baxinha?-ele aperta os olhos em sua direção que logo se defaz quando percebe suas olheras.-Você não dormiu bem!
O sorriso de Mônica vai ficando mais fraco até sobrar apenas sua sombra:
–Teve uma tempestade ontem,sabe?
Os olhos de Adrian se arregalam de preocupação:
–Mônica...ah meu Deus me desculpe! Onde eu estava com a cabeça?-ele se repreende sentindo-se culpado.-Eu sempre costumo ficar com você quando chove,é porque eu...estava um pouco...-ele tenta escolher as palavras certas,a noite com a Alice tinha feito com que esquecesse de tudo.Só de lembrar dela seu coração acelerava.
Mônica faz um sinal para que parasse e um sorriso surge em seu rosto:
–Tranquilo,o Cebola ficou ao meu lado.
Adrian parece ficar em choque e logo depois cerra os dentes:
–Como assim o Cebola dormiu na sua casa?
Ela cora no mesmo instante sem jeito:
–Calma Adri,não aconteceu nada demais.-“eu sou virgem seu babaca!”,era isso que ela queria dizer,mas se conteve.
Adrian cerra os olhos em desconfiança mas resolve não tocar mais no assunto.O dia já tinha sido cheio demais.Mônica sorri de orelha a orelha ao ver que o irmão estava fazendo churrasco , o sol estava brilhando como nunca esta tarde,nem sequer uma nuvem no céu.Ela faz uma cara sapeca quando uma ideia surge em sua cabeça:
–Que tal um banho na minha piscina?
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Irene fechava o pequeno frasco com o liquido transparente e traiçoeiro,seus olhos brilhavam enquanto sua cabeça repassava o plano mentalmente:
–O que esta mente perversa anda pensando ein?-Samuel fala com um tom sombrio porém sarcástico.
Ela sorri de um jeito assustador ao olhar para ele:
–Hoje a noite é o baile da escola, e a Mônica está com nove meses.-ela pega um pendrive de cima da mesa clássica de madeira e o fita com maldade.-Hoje farei aquela vagabunda cair de vez,e ai...podemos trazer ela para passar uns dias hospedada conosco,vai ser bastante agradável.
Samuel ri de um jeito ameaçador:
–Ora ora, esperei anciosamente por esse dia.
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POV´S MÔNICA:
Estou vestida para o baile,quase pronta.Tudo que estava faltando era alguns retoques no cabelo,tinha sido difícil domar a fera já que eu tinha tomado banho de piscina durante a tarde,mas finalmente ele tinha tomado jeito,e realmente estava lindo.
Eu nem conseguia descrever a alegria de ter um banheiro só para mim,e ainda dentro do meu quarto,eu não precisava mais dividir esse espaço com ninguém.Meu quarto era enorme,tinha uma cama de casal,uma área com TV e sofá,tinha estantes com os meus livros prediletos e a mesa com meu lap top e meus livros de estudo.Sem falar na grande varanda logo depois das portas de vidros,lá fora eu havia deixado um espaço com algumas cadeiras,centros e vasos de flores.Com as portas de vidro dava para ver as estrelas brilhando no céu acima da varanda,definitivamente esse era um dia lindo.
Ando pelo chão branco e lustroso do meu quarto,eu o descreveria como um espaço moderno porém aconchegante, com uns detalhes de madeira aqui e ali e outros de vidro.Vou até o espelho na frente de um dos guarda roupas e me olho,na mesma hora alguém entra sem bater:
–Bora logo ou...-era o Adrian,ele para na mesma hora ao me ver e parece ficar surpreso e boquiaberto.-Você está linda.
Sorrio radiante enquanto vou em sua direção.Eu estava usando um vestido vermelho e longo de baile,nas alças tinham pequenos bordados de rosas,e minha barriga de nove meses estava grande,mas acho que meu bebê deixou aquele vestido ainda mais lindo em mim.A barriga de algum jeito completava toda aquela beleza,tenho impressão que meus olhos estavam brilhando só de pensar no meu pikachusinho:
–Obrigada.-agradeço dando uma ultima olhada no espelho,a maquiagem estava delicada como a roupa e meu cabelo negro e repicado estava simplesmente um arraso.-Quando nascemos para ser diva...é assim que tem que ser.-dou uma piscadela para Adrian que ri.
–Eu sei disso,esta no sangue dos Souza, ser bonito e gostoso é regra.Aposto que o pikachusinho vai fazer sucesso.
Engasgo com aquele pensamento e faço uma careta:
–Adrian!! se for uma menina aposto que você vai ser o primeiro a proibir qualquer encontro dela.
O sorriso desaparece de seu rosto e uma expressão seria e decidida o invade:
–Mas é claro que...sim! eu tenho certeza que você vai ser do mesmo jeito.-ele pensa melhor.-Quer dizer...BEM pior.
Rio e decido que já estava na hora de ir:
–Vai me dar uma carona né?
Ele faz uma careta:
–Que tipo de namorado não vem buscar a namorada em casa no dia do baile? Manda aquele vagabundo levantar a bunda da cadeira e vir te buscar aqui!
Olho incrédula para o meu irmão:
–O tipo que não tem idade para dirigir,você acha mesmo que eu ia com esse vestido no ônibus?-faço careta.-E outra...foi eu quem pediu para o Cebola não me buscar porque a casa de festas é uma rua da casa dele.
Adrian bufa impaciente:
–Eu vou vestir um terno e vou para essa droga com você,esta muito linda para ir desacompanhada.E outra...qualquer coisa grite,grite alto e...
–ADRIAN!-o repreendo.-Ta falando como minha mãe!-começo a empurrar meu irmão pela porta para que se arrume e logo lembro de um detalhe.-Vai logo que a Lice está te esperando.
Ele vira e me olha indignado e na mesma hora fecho a porta em sua cara:
–Hunf...irmãos.
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As luzes do baile eram espetacularmente brilhosas,a entrada era iluminada com holofotes,era impossível não ver essas luzes de longe.Adrian sai do carro me dando a visão completa de seu terno.Resisto a tentação de rir,ele estava lindo mas mesmo assim era difícil se acostumar com a figura durona do meu irmão vestida de terno.
Era como colocar um vestido rosinha em um pit Bull:
–Eu vou matar você.-ele rosna baixinho para mim e deixa claro o quanto queria tirar aquela roupa.-Eu me sinto um garçom!.
Abafo meu riso com a mão enquanto entro na fila da entrada.Os seguranças pegam os convites e vão nos deixando entrar,explico que Adrian era meu convidado e ele parece uma estatua com aquele terno,o segurança nos libera e tenho que pegar Adrian pelo braço para faze-lo entrar:
–Argh...essa porcaria esta apertando lá embaixo e me sinto um cachorro com essa gravata,namoral...eu jamais vou ser um advogado,gosto de liberdade nas minhas roupas!
–Para de reclamar e anda.-bufo enquanto o arrasto para dentro do salão.
Estava lotado,as pessoas dançavam em pares enquanto uma musica lenta que eu não conhecia tocava suavemente envolvendo a todos,Adrian parece querer tampar os ouvidos,mas isso ele não podia fazer com as mãos quase presas ao corpo por causa do terno.
Ele olha com cara feia e ameaçadora todos os meninos que olhavam para mim,e não sei porque mas...dessa vez parecia muitos.Coro,eu nunca fui de chamar a atenção assim,isso tudo foi por causa da mudança de visual?:
–Sabe quando te falei que ia te dar um spray de pimenta?-ele fala baixinho e com cautela.-Eu não tava brincando,procure embaixo da sua árvore nesse natal que vai estar lá sem duvida.
Reviro os olhos e na mesma hora a Alice aparece,ela sorri para mim e vem me abraçar,mas seu sorriso some quando vê o Adrian:
–O que você está fazendo aqui?-pergunta sem a menos cerimônia.
–Vim ser o garçom,não esta vendo?-ele fala com sarcasmo mostrando o próprio terno.-Em falar nisso o que a senhorita deseja?
Não deixo de perceber o tom de malicia em sua voz,Alice realmente estava LINDA,com um vestido rosa e seus cabelos chocolate se destacando com um brilho dourado,seus olhos pareciam caldas derretidas,Adrian tentava fingir que isso não o afetava,mas eu sabia que no fundo ele estava impressionado,eu nunca tinha a visto tão bonita quanto hoje:
–Errr...pelo visto vocês já estão ocupados.-coro e decido ir atrás do Cebola,os dois ainda se olhavam de um jeito assassino.
Eles nem parecem notar quando eu saio,estavam ocupados demais soltando lasers pelos olhos.
Finalmente encontro a turma,estavam todos lá:
–AMIGA AR-RA-ZOU!!!-Denise quase pula em cima de mim e só recua ao lembrar do bebê.-Ai gente!!! Que brilho!!! Que glamour!! Que audácia !!!!
Rio e Magali vem me abraçar:
–Amiga você está...linda.Nossa,nem parece a Mônica de antes!
–O que você quer dizer com isso?-faço uma cara emburrada.
–Hehehehe,err..nada.-Magali desfaz o abraço sorrindo amarelo.
Comprimento o resto da turma,estavam todos lindos:
–Gente que coisa mais fofa esta a sua barriga!-Marina diz com os olhos brilhando.
Os meus brilham automaticamente como sempre fazem quando se trata do pikachusinho:
–Nem me fala,não vejo a hora desse filhote nascer!
Alguma coisa desvia a atenção das garotas,ela olham para o outro lado do salão,viro no mesmo instante,era o Cebola.Ele sorri ao me ver e se aproxima.
Dou passos para longe da turma a fim de encontra-lo e finalmente encaramos um ao outro frente a frente:
–Mônica você está...está...linda.-ele deixa claro a admiração ao falar “linda”,seus olhos parecem brilhar e sua bochecha estava ruborizada.
Dou um selinho em seus lábios:
–E você também.-para não dizer gostoso.Mas eu não preciso dizer isso.
Ele estende a mão para mim com um sorriso maroto:
–Me daria a honra senhorita?
–Mas é claro.-sorrio de maneira radiante ao tocar sua mão,talvez eu tivesse com cara de retardada,só o Cebola me deixava assim.
Andamos até onde todos dançavam,no centro do salão,outra musica suave começa a tocar,reconheço o ritmo do começo “here without you-3 doors down”.De canto de olho percebo que meu irmão e a Alice estavam se beijando com fervor,resisto a tentação de rir e revirar os olhos,ah esses dois...
Cebola me guia enquanto dançamos ao ritmo da musica.Giro o fazendo rir e me puxar de volta contra seu corpo,beijo seus lábios apaixonadamente,como eu pude ficar longe disso por tanto tempo?
A hudred days have made me older,since the last time tah i saw your pretty face”
A tentação de fechar os olhos ao ouvir a voz suave cantando era quase irregistivel,mas não o faço e continuo a olhar em seus olhos que me encaravam divertidamente e de um jeito apaixonado.
“But all the Miles that separate,they dissapear now when i´m dreaming of your face”
As pessoas dançam lentamente conforme a musica,me concentro em ouvir toda a letra,se o Cebola cantasse assim….eu agarraria ele agora:
–Te amo.-digo do nada e beijo seu lábio,o selinho logo se aprofunda e segue o ritmo que toma nossos ouvidos.
“i´m here without you baby,but you´re still on my lonely mind,I think about you baby and I dream about you all the time.I´m here without you baby but you´re still with me in my dreams and thonigh girl,it´s only you and me.”
Sorrio e mordo seu lábio levemente enquanto nosso beijo acabava,algo ruim passsa como uma onda de vento gelado,não sei exatamente o que é,mas Cebola percebe na mesma hora a minha mudança de expressão:
–O que houve?-ele olha discretamente para os lados.-Você viu alguma coisa?
Digo que não mas ainda pareço confusa,aquela sensação gélida e nada bem vinda insiste em invadir a atmosfera,parecia um...um aviso.Arregalo os olhos me sentindo atordoada de repente,Cebola para de dançar e me olha mais uma vez preocupado:
–Mônica...você está pálida.
Faço um sinal para que não se preocupe e dou um pequeno sorriso forçado:
–Vou ao banheiro,volto logo.-digo e antes que ele me responda saio dali com um pouco de pressa.
Minha respiração estava um pouco ofegante enquanto o meu peito doía com alguma coisa ruim,queria saber urgentemente o que era,meu couro cabeludo parecia ficar arrepiado só de pensar.-Minhas mãos descem até a barriga protetoramente enquanto eu ia para o banheiro”ta tudo bem filho,a mamãe só esta imaginando coisas”,digo para ele,eu já tinha um frequente habito de fazer isso o dia todo.
Abro a porta do banheiro e uma sensação congelante e cheia de dor me invade,meus ouvidos escutam ruídos estranhos e na mesma hora quando entro arregalo os olhos com e sinto algo horrível explodir em meu peito.
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POV´S AUTORA:
–-Pronto lindo? Fica dentro do carro que eu já já to chegando,preciso resolver umas coisas antes.-ela sorri para Samuel enquanto segurava um objeto pequeno com força em seu punho.
Ele sorri de um jeito sádico e assustador:
–Estou esperando você,não demore muito,quero aquela pirralha ainda hoje.-sua voz era sombria como nevoas negras.
Os olhos de Irene brilham como trovões no meio de uma tempestade,ela mal via a hora de se vingar:
–Pode ter certeza que vai.-Irene recebe uma mensagem de texto e sorri com perversidade.-Ela esta indo para o banheiro,hora do show.
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POV´S MÔNICA:
Aquilo me matou mais que qualquer adaga contra meu peito,a dor que eu sentia era algo incalculável,era um enorme vazio em meu peito e o chão parecia ter cedido dos meus pés.
A minha frente em cima do balcão do banheiro vazio havia um lap top e um pen drive,as imagens eram algo em que meus olhos se recusavam a acreditar.A Irene e o Cebola...fazendo...
Coloco a mão em meu peito sentindo meu coração apertar impiedosamente,meus olhos ardem,tudo parecia ter desabado a minha volta.Era como viver em um castelo dos sonhos e depois ver-lo virar uma ruína diante dos seus olhos.
Os gemidos ecoavam como ácidos em meus ouvidos me fazendo tampa-los com o rosto contorcido de dor,não!!! Não era verdade! O Cebola não vez isso comigo!!!
Mas a prova estava diante dos meus olhos,eu nunca poderia duvidar disso:
–Irene...irene...-a voz do Cebola falando o nome daquela vadia me machucava como flechas flamejantes direito em meu peito.
A bile sobe até a minha garganta me dando ânsias horriveis de vomito,ouvir aqueles gemidos,ver aquela cena repugnante....
Cebola tinha mentido! Esse pensamento me invade com um leão faminto entrando na jaula das zebras,toda aquela dor se mistura a uma raiva como um liquido escaldante tomando minha veias.
Vou em direção ao lap top e o jogo no chão com fúria,grito de frustração e de puro ódio,minhas mãos tremiam de raiva e eu simplesmente havia perdido a capacidade de raciocinar.
Ouço a porta abrir com um baque e viro rapidamente para ver quem é.Magali e Cebola entram com caras preocupadas para mim,estavam espantados ao verem meu rosto vermelho:
–MÔNICA?-Cebola esta branco e confuso.
Sem pensar duas vezes agarro seu pescoço com força quase o levantando do chão:
–MÔNICA!!! SOLTA ELE!! O QUE DEU EM VOCÊ??-Magali grita espantada.
Mas não dou a mínima,ao invés disso meus olhos piscam de maneira assassina para o garoto que eu amo em minha frente,ele parece perceber pois parece ficar com medo,e na verdade...era para ficar:
–CACHORROOOOOO!!!!-todo meu corpo treme freneticamente esquentado pelo ódio.-VOCÊ MENTIU PARA MIM ESSE TEMPO TODO!!!! VAGABUNDO!!!!
Ele emite um barulho de engasgo,metade surpresa metade por causa da minha mão que apertava seu pescoço como ferro:
–O-oque você esta falando?-ele fala com dificuldade.
Cerro os dentes:
–VOCÊ TRANSOU COM A IRENE!!! VOCÊ METIU PARA MIM!!!-as lágrimas caem livremente de ódio e de dor,esfriando um pouco a minha pele escaldante.
Magali olha incrédula para ele sem acreditar no que tinha feito.Cebola parece ainda mais surpreso,seus olhos se arregalam e parecem ficar completamente desesperados enquanto me fitam,uma dor gritante o invade:
–MÔNICA DEIXA EU EXPLICAR!!-ele implora.
Em um impulso de ódio seguro seu pescoço fortemente fazendo sua cabeça imprensar na parede:
–ESSE TEMPO TODO CEBOLA! VOCÊ ME HUMILHOU NO DIA DAQUELE JANTAR,VOCÊ ACABOU COMIGO! ME FEZ SOFRER,MAS MESMO ASSIM EU CONTINUEI TE AMANDO,FOI BURRICE MINHA.-as lágrimas caem enquanto eu as ignoro por completo,a raiva falava mais alto nesse instante.-QUANDO EU CHEGUEI AQUI EU RELAMENTE ACREDITEI EM VOCÊ,ACREDITEI EM TODAS AQUELAS PALAVRAS LINDAS QUE VOCÊ ME DISSE...
–ERA VERDADE!!.-ele afirma desesperado enquanto as lagrimas também derramavam em sua rosto.-EU AMO VOCÊ! SENTI SUA FALTA,EU...
–MENTIROSOO!!!!-grito com desgosto e sinto meu coração doer,talvez se não fosse pela raiva me dando energias eu já teria caído com as pernas fracas no chão,mas não agora,ele teria que ouvir.-EU ACREDITEI EM VOCÊ,ACHEI QUE EU VALESSE ALGUMA COISA PARA VOCÊ,MAS ERA MENTIRAAAA!! EU ESTAVA DESAPARECIDA E VOCÊ APROVEITOU SEU TEMPO PARA PASSAR A NOITE COM OUTRA MULHERRR!!!-grito e em um impulso solto seu pescoço o fazendo cambalear para trás.
Ele me olha pasmo e e seu olhar só tem desespero e dor:
–Mônica...me ouça...
Explodo ainda mais:
–Eu entenderia se você falasse isso antes.-minha voz como uma espécie de suplica.-Eu ficaria abalada,é verdade,mas pelo menos eu entenderia sua escolha por outra mulher Cebola,eu queria te ver feliz.-passo a mão no rosto molhado sem aguentar aquele vazio dentro de mim.-Mas você mentiu!!!
–Eu não menti!! Eu nunca amei a Irene! Eu nunca escolhi ela...
–Mentira...-sussuro dolorosamente.-Eu estava desaparecida,e você tinha todo o direito no mundo de seguir em frente,de se envolver com outra mulher.-olho para ele e faço um negativo com a cabeça.-Eu ficaria arrasada se soubesse,mas não poderia fazer nada,mas você...mentiu,você jogou baixo.-falo com desgosto.-Você não só não estava nem ai para mim de verdade como a mulher que você transou era a minha pior inimiga....VOCÊ TRANSOU COM A VADIA DA IRENE!!!
Dou um tapa certeiro em seu rosto o fazendo cambalear para trás,Magali grita para eu me acalmar,mas eu simplesmente não conseguia:
–ME DIZ AGORA CEBOLA, UMA ÚNICA E SIMPLES PALAVRA,-eu sabia que nada mudaria o que eu tinha visto,mas eu precisava ouvir de sua boca,meu coração precisava disso,ele implorava por sua voz.-ME DIGA SE VOCÊ E A IRENE TRANSARAM! DIGA A VERDADE OLHANDO EM MEUS OLHOS.
Ele olha para mim ainda com a mão no rosto onde tinha levado um tapa,em seus olhos só tinham dor,ele suspira entre as lagrimas,ouvir aquilo me fez quase recuar e abraça-lo,mas ele não merecia,escuto suas próximas palavras como se esperasse o tiro ser disparado da arma:
–Sim...é verdade,eu transei com a Irene.-ele diz e vejo a dor que sente ao falar.
Minha mão levanta para um próximo golpe,mas sinto uma dor tão intensa no meu coração que ela simplesmente vai parar em meu peito,o suor escorria em meu rosto enquanto a respiração estava ofegante,aperto com força meu vestido como se pudesse parar a dor,mas é invão:
–Mônica?! Mônica??!-ele se aproxima com os olhos ardendo de preocupação e culpa.
Antes que me toque para ajudar empurro sua mão para longe:
–NÃO TOQUE EM MIM!!!-volto a gritar com um choque de raiva.-ACABOU!! EU E VOCÊ NÃO EXISTE MAIS,EU NÃO...
Antes de completar a frase “eu não te amo” o meu coração volta a doer como se tivesse sido apertado por uma mão de ferro,infelizmente não era verdade,eu ainda o amava,e por ama-lo tanto a queda tinha sido colossal,profunda como nenhum lugar onde eu pensaria estar.
Saio correndo do banheiro antes que eles me segurassem,as lágrimas caiam deixando minha visão turva.Não avisto o Adrian para me dar carona,a Alice também parecia não estar mais lá.Os dois deviam estar por ai,ma eu não podia esperar,eu tinha que sair daqui o mais rápido possível.
Vou até a porta de saída e ouço sapatos correndo pela multidão,devia ser o Cebola e a Magali,mas eles se perdem no meio de tanta gente.Sem olhar para trás empurro a enorme porta dupla e sou engolida pelo ar frio noturno da cidade.
Corro pela calçada,eu esperaria aqui fora o tempo todo se fosse preciso.Esbarro em alguém forte e alto,levanto o olhar para ver seu rosto,era o Mark.Ele me olhava preocupadamente ao ver todas aquelas lágrimas:
–Mônica? o que houve? O Adrian me chamou para festa e...
Começo a chorar desconsoladamente sem dar espaço para que terminasse:
–Ah Mark....-soluço e minhas pernas fraquejam com aquela dor estranha e terrivelmente forte,ele me segura antes que eu caia,sinto que minhas pernas estavam molhadas,mas...como?
–Mônica...-ele diz e não me dá espaço algum para me recompor e beija meus lábios,meu rosto se contorce com seu toque,não! Eu não queria beijos! Eu não queria nada disso!!
Empurro ele com força o fazendo cambalear para trás e dou um tapa em seu rosto:
–Você está se aproveitando de mim??
Para minha surpresa Mark começa a rir,uma risada sombria e maldosa,logo ouço outra mas essa era feminina.Arregalo os olhos sentindo uma atmosfera de medo se instalar pesadamente ali:
–Mônica...Mônica...-a voz feminina bastante familiar falava atrás de mim ainda distante,viro com rapidez e fúria,era a Irene.-Ah querida,pelo visto o meu amigo é bom em atuar,pobre Marise...se soubesse o verdadeiro sobrinho que tem.
Dou um passo para trás de modo que eu não ficasse de costas para nenhum dos dois,olho para o Mark com magoa,mas...não pode ser,ele era o meu amigo:
–EU CONFIEI EM VOCÊ!!-grito com ódio,Cebola havia pedido para eu confiar nele e quebrou tottalmente minha confiança e o Mark...fez o mesmo,,porque todos que eu confio me apunhalam pelas costas?
Ele ri sinicamente,seu rosto ingênuo e calmo havia virado assustador:
–Eu não vou mentir que queria desde o começo me divertir com você.-ele me olha de cima a baixo.-Mas você sempre dava chilique.-ele dá uma risadinha junto com a Irene.-Mas você ficaria surpresa se eu te dissesse que...a Irene não esta só se vingando,ela esta com o Samuel,ajudando o Samuel.
Olho com desgosto para aquela vadia,mas a ficha cai rapidamente como um tapa na cara,olho para Mark espantada e com os olhos ardendo:
–Você....você traiu a sua própria tia que te criou?-falo com nojo em minha voz,era tudo que eu sentia do Mark,nojo.-Você está...está...
–Ao lado do Samuel?-ele sorri sinicamente.-Mas é claro que sim,eu não quero apenas ciquenta milhões,eu quero mais,e ele pode me dar mais e não a Marise.
Sinto uma imensa dor em meu ventre junto com todo aquele estresse que me fazia querer colocar tudo para fora e cair ao chão,minhas mãos tremiam e percebo minhas pernas ainda mais molhadas que antes.Só ai que percebo...o bebê!!! Não!! Não!! Agora não por favor!!!:
–Irene...me deixe em paz,me deixe em paz por favor.-imploro,eu não tinha tempo para raiva ou orgulho agora,eu tinha que salvar meu filho,eu não poderia deixa-los perto de mim agora.
Ela sorri com maldade e se aproxima cada vez mais com um andar firme ecoando pelo chão:
–Esta com medo que roubemos seu bebê?-ela pergunta sinicamente olhando para minha barriga e logo depois para mim.-Ah não adianta esconder,eu sei que está começando a dar a luz.-Irene aproxima seu rosto do meu me fazendo fazer uma careta de nojo.-Mas vou fazer de tudo para tornar esse processo BEM mis doloroso.
Sinto um dor violenta contra minha barriga me fazendo cair atordoada no chão,ela tinha me dado um murro!
Uma dor cortante tortura meu ventre como varias faixas de aço apertando-o sem dó.Não!! não!! Meu bebê!!! Me contorço no chão e Mark olha prontamente para a Irene que sorri de orelha a orelha de felicidade:
–Mark...pegue-a.
Mark a obedece sem pensar duas vezes e me levanta em seus braços,sinto uma dor ainda pior e grito com a mas mãos na barriga e cabeça curvada para trás explodindo a mil.Irene se irrita:
–Pare de gritar,ou eu juro que soco outra vez.-ela ameaça e se aproxima me olhando -com nojo como se eu fosse uma barata em sua comida.-É ruim não é? Se sentir tão frágil e indefesa e incapaz de se defender.A dona da rua...quem diria,vou aproveitar cada momento de fragilidade que tiver Mônica...eu vou acabar com você de todos os modos.
Mark me arrasta para dentro de um carro e tapa minha boca para me manter em silêncio,tento gritar o mais alto que posso,mais ali os seguranças não podia nos ver e muito menos nos escutar por causa da musica alta da casa de festas.
Tento me debater mas era impossível,as dores eram quase um tortura,o murro da Irene havia me prejudicado e muito e eu estava com medo,com muito medo,eu não podia perder o meu pikachusinho!
A porta do carro se fecha fortemente,Mark me segura com força e Irene entra no banco da frente,não sei quem estava no volante.A luz brilha secretamente através das nuvens de chuva que se aproximavam.Hoje tinha sido um dia tão bonito...mas dias ensolarados tinham fim,a tempestade estava voltando.A pessoa vira para mim e seus olhos brilham como chamas contidas no gelo ao me ver,seu sorriso é ganancioso e sádico.Entro em pânico ao ver seu rosto,o rosto que representava algo pior do que qualquer tempestade que eu temesse,ELE era a causa de todo meu sofrimento e medo,era o Samuel:
–Bem vinda de volta querida,ou devo dizer...a minha favorita zero dezenove?
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