Floresta Vermelha
7 Colapso
POV Salsicha
Já estávamos no táxi,iria demorar mesmo o clube era bem longe do centro da cidade,então eu pergunto:
– Mas e a Máquina Mistério?Você mandou pra oficina,não é Fred? Deveriamos buscá-lá não da pra ir de táxi até a floresta,é muito a apertado,e já estou com saudades dela!
– Sim ela está na oficina...mas não há tempo,vamos apenas aohospital,pegar alguns equipamentos e comida — diz Fred.
– E ver como Velma está! — Daphne finaliza.
Chegando no hospital,noto que estou chamando muita atenção,isso me deixou muito feliz,pelo menos,até eu passar pelo vidro espelhado e me lembro da minha vestimenta feminina.Subimos até o quarto da Velma,na porta havia um policial armado,e lá dentro sentados ao lado da cama de Velma estavam Sr. e Sra. Dinkley segurando cada um,uma mão.Estavam abalados,quem não estaria numa situação dessa?
– E aí descobriram alguma coisa?Quem fez isso? – eles perguntam rapidamente quando nos vêem.
– Infelizmente Sr e Sra. Dinkley,ainda não,mas estamos no caminho certo.Eu sei disso! — responde Fred determinado
– Mas e a Velma? O Médico disse algo?
– Sim,ele disse que ela está bem recuperada,mas ainda não sabe quando ela irá acordar — respondeu Sra. Dinkley a Daphne,o que nos deixou mais calmos.
Tudo foi muito rápido Fred e eu fomos num pé e voltamos no outro em busca de mantimentos,que no caso eu me encarreguei dessa parte (a mais deliciosa) e Fred,é claro,foi procurar seus equipamentos para armadilha e outros que poderiam ser necessários. Voltamos,Daphne e Scooby já estavam na frente do hospital a nossa espera.
– Mas nós vamos de quê? — perguntei.
– Já cuidei disso Salsicha,o Sr. Dinkley nos emprestou o carro dele — disse Daphne mostrando a chave do carro.
– Bem então vamos,turma!
POV Daphne
Chegamos à floresta e pergunto ao Fred :
– Onde queremos chegar?
Da última vez foi totalmente sem querer e a turma se perdeu facilmente.
– Boa pergunta, vamos ficar sem rumo por aí? — diz Salsicha.
– E eu não quero voltar, sem chance de encarar aquele lobisomem — diz Scooby.
– Calma turma — diz Fred — dessa vez viemos bem equipados, trouxe uma bússola e mecanismos de defesa, tudo que vocês precisam fazer é procurar qualquer coisa relacionada á Baseball, mas procurem não se separar, não quero esse tipo de problema outra vez — diz ele lançando um olhar para mim e eu rezo para não estar tão vermelha como o meu cabelo.
Apesar de todas as reclamações de Salsicha e Scooby com os sons bizarros que ouvíamos, esquilos que Scooby teimava em implicar com e das pedras escondidas onde era fácil tropeçar encontramos uma clareira com algo no mínimo muito estranho. O local tem solo duro e regular onde, com giz, um pequeno campo de Baseball havia sido desenhado.
– Pelo menos não tem mais lobos gigantes birutas — diz Salsicha aliviado. Em seguida ouvimos um uivo ao longe e Scooby pula para o colo de Salsicha. Eu rio.
– Bem, acho que você lamenta ter dito isso, não é? — digo brincando.
– Oh não, patas pra quê te quero — lamenta Scooby.
– Então é melhor nos apressarmos turma, procurem neste chão um ponto que possa parecer oco – fala Fred.
Para nossa surpresa, Scooby rapidamente late e nos chama. Fred se agacha e põe o ouvido perto do solo enquanto bate para lá e para cá.
– Como eu pensei, do tamanho de uma entrada — diz ele com um sorriso satisfeito.
– Espera aí cara, estamos prestes a entrar num lugar que não conhecemos, no meio de uma floresta, com um lobisomem gigante a solta, sem nenhuma garantia, é isso? — Salsicha pergunta.
– Salsicha, se entrarmos aí, podemos achar a chave do mistério, pense só: vamos achar o responsável pelo acidente da Velma — quando eu digo isso, nem Salsicha nem Scooby reclamam mais e Fred me lança um olhar agradecido.
– Afinal, como achou isso Scooby? — pergunta Fred tirando uma pá e um pé de cabra da sacola que carrega.
– Que nada, eu estava era procurando comida — Scooby responde e Salsicha ri.
Fred cava um pouco ao redor do ponto oco até ele estar mais visível, é de madeira e parece velho, em seguida ele pega o pé de cabra e o abre, um forte odor de poeira escapa de lá dentro.
– É agora ou nunca pessoal — diz Fred.
POV Salsicha
Tantos lugares para os vilões se esconderem,eles escolhem os piores,era só entrar naquele túnel,todo empoerado,com pouca iluminação e um cheiro horrível para perceber.
– Scooby,meu filho,porque não achasse uma máquina de refrigerantes,ao invés disso aqui? Cruzes.
– Desculpe,Salsicha,eu tentei — me respondeu ,mas logo foi interrompido por Fred.
– Shh...fiquem quietos rapazes,foquem nas pistas.
É difícil achar pistas naquela escuridão,trouxemos laternas,mas não eram tão boas,só iluminava o suficiente pra evitar que rachassemos a testa contra a parede.E pra ajudar ainda escorrego numa substância preta e pegajosa e caio com tudo no chão.
– O que foi isso Salsicha?
– Eu escorreguei nessa nojeira – respondi ao Fred
Logo Daphne se agacha e passa o dedo naquilo,deu pra notar a sua cara de repulsa.
– Isso me parece...óleo de motor,mas está misturado com algo mais,algo doce e enjoativo — diz ela.
Eu levanto e prosseguimos,mas quando escutamos aquele uivo estrondoso que ecoava por todo túnel,saímos correndo.Scooby se desajeita e atropela todos nós,derrubamos as únicas duas lanternas no chão,não conseguiamos enxergar nada.Eu decido seguir os sons dos passos sorrateiros de alguém e vou nessa direção.Não chamo para verificar quem era,pois poderia atrair o monstro ou talvez ele poderia ser quem eu estou seguindo,então fico na minha e ando até conseguir ver uma luz vindo do fim do corredor. Logo a silhueta pessoa vai se revelando contra a luz,cabelos ondulados,andar cuidadoso mas feminino.
– UFA! Sorte ser você Daphne — digo a ela,cutucando seu ombro.
– Salsicha,você estava aí o tempo todo? Viu Fred e Scooby? — diz ela
– Infelizmente,nenhum sinal deles — respondo cabisbaixo.
POV Fred
Estou zangado,encontrei Scooby mas nada de Daph ou Salsicha,como pude ser tão incompetente?
Deveria ter pensado num modo que nos permitisse estar a salvo e juntos também. Só posso ficar aflito e torcer para que Daphne e Salsicha estejam bem. Scooby,para meu azar,não é tão contido
– Salsicha,CADÊ VOCÊ? — ele grita cada vez mais a medida que prosseguimos caminhando.
– Scooby,sei o que sente,mas pare de gritar,se formos ouvidos estamos mortos — eu falo aborrecido.
Me arrependo logo,afinal ele começa a choramingar e uivar,reviro os olhos,não adianta tentar me fazer de calmo também.
– Ei Fred! — grita Scooby e traz algo que apanhou com a boca para mim.
– O que é garoto? — digo pegando o objeto dele.
São os restos de um disparador,com apenas a parte de cima do botão e um emaranhado de fios partidos abaixo do cabo.
– Hum — digo colocando a mão abaixo do queixo. — Já vi algo assim em algum lugar,mas não consigo lembrar...
De repente Scooby pula para cima de mim e late alarmado.
– Imã,imã!
Eu tiro Scooby de cima de mim,coço suas orelhas e digo:
– Silêncio garoto,por favor,não queremos um lobo biruta nos perseguindo.
– Oh Deus! — Scooby diz e passa a pata por seu rosto como se eu não tivesse captado uma mensagem importante.
E nós prosseguimos no túnel até ouvirmos passos vindos de mais adiante.
POV Velma
– TURMA! — eu grito e levanto como um foguete,mas finalmente percebo o que estava acontecendo.
Meus pais que estavam meio sonolentos sentados ao meu lado levantam com o meu grito.
– Filha,você está bem? — diz minha mãe e meu pai corre chamar o médico pra avisá-lo.Um pouco confusa,mas conciente do acidente,eu pergunto:
– Faz quantos dias?
– Três,faz três dias filha? — ela me responde.
A sensação era de uma noite normal mas com sonhos pertubadores que não tinham fim.O médico me examina e diz que tive uma ótima recuperação.
– Mãe,pai,onde a turma está? Eles estão lá embaixo na recepção?
Eles trocam olhares e exclamo:
– Não,não!
Levanto daquela maca,vou correndo trocar de roupa.Meus pais tentam me deter,mas não podia deixá-los na mão tinha que fazer algo!
POV Daphne
Salsicha e eu temos caminhado por esse túnel como loucos,desde que a turma se separou naquela bifurcação não ouvimos nenhum uivo ou rosnado. Na verdade,o único som que ouço agora são nossos passos e Salsicha tremendo,mas de repente ouvi um ''rrronc''.Salsicha agarra meu braço.
– Vamos fugir Daphne,é o lobo de novo!
Dou uma risada nervosa.
– Não,isso é apenas seu estômago.O que aconteceu com os estoques reservas de biscoitos Scooby que você carregava? — pergunto.
Salsicha faz uma expressão irritada e responde:
– O Fred deu prioridade as bugigangas dele no carro do que comida,como ele pôde?
A descontração do momento de perde toda quando ele menciona Fred.Onde estará ele nessa escuridão? Está bem? E Scooby?
Meu coração quase sai pela boca quando ouvimos passos,Salsicha vai para trás de mim e se esconde atrás de meu ombro.
– As damas primeiro — ele diz com um sorriso cara de pau.
Nós prosseguimos hesitantemente até ficarmos perto o bastante para distinguirmos duas silhuetas,um homem e um cão.
– Fred!
Me jogo nos braços dele sem pensar e fico lá por um bom tempo,tinha certeza de que Salsicha e Scooby se abraçaram também mas quando me separo de Fred eles estão nos olhando com expressões divertidas.
– Olá,Scooby! — é a única coisa que consigo dizer.
Fred pergunta se eu e Salsicha estamos bem e depois se achamos algo relevante e quando respondo que não,prosseguimos juntos.
– Mas e vocês? Acharam algo? — pergunto um pouco depois para Fred.
– Só isto — ele diz e me entrega um disparador.
– Ai meu Deus,Fred! — eu exclamo.
– O que é,Daph? — ele pergunta preocupado
– Você não sabe o que é isso? – digo.
– Não,você...
Antes que ele possa continuar ouvimos outros passos,antes que consigamos nos assustas ouço aquela voz que tanta me enoja:
– Achei que nunca viriam! — diz ela.
– Jessica! — exclamamos.
Fred vai até ela.
– Você está bem? Tentamos te salvar mas...
– Mas eu não era relevante para o mistério,sei,mas dei o meu jeito — ela diz e em seguida dá um olhar inquisidor para mim. — Achei algo realmente importante para o mistério.
– Nos mostre então — digo em tom desafiador.
– É meu objetivo — ela devolve.
– Aí,vamos nós de novo — diz Salsicha,quando prosseguimos.
Por algum motivo eu estou arrependida de meu orgulho,não confio nela,nunca confiei e não é apenas por Fred. Me pergunto o porque enquanto eu caminho com aquela fragrância doce me sufocando,quando me toco já estamos em frente a uma porta.
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