Flores Secas

2 Capítulo 2- Avan Jackson -


Notas iniciais
Boa leitura .-.

Avan Jackson morava na casa ao lado com seus pais desde que nascera. Ele caminhara nos seus vinte anos de idade e havia terminado o colegial há um ano atrás. Estudava bastante para ingressar em uma universidade de renome. Seus pais eram enfermeiros e trabalhavam no centro do hospital daquela velha cidade do interior. Mandy não parava de fitar aquele garoto formoso e que culpa ela tinha? Avan Jackson era belo demais e encantador demais. Ninguém era inatingível com o brilho daqueles olhos e o sorriso naquele rosto anguloso.

– Olá, Mandy quem é o seu amigo? — Maryanne aparecera no hall de entrada enxugando as mãos para cumprimentar o rapaz.

– Ele é nosso vizinho.

– Eu sou Avan Jackson. Eu vi seu carro parado ali e decidi dar as boas vindas. — ele falou saudando a genitora. — A senhora Reid era muito amiga da avó da minha mãe que era imigrante da Irlanda e construiu com o meu bisavô a casa em que hoje moramos.

– Ah então sua mãe é Holly O' Canaill?

– Exatamente.

– Eu não acredito que é filho dela, meu Deus nós conversávamos tanto quando eu passava as férias aqui. Era ótimos momentos; e como vai a Holly?

– Minha mãe vai muito bem, casou com meu pai, Albert Jackson e moramos aqui a muitos anos. Ela ficará feliz em revela.

– Eu digo o mesmo. Quando acabarmos aqui daremos um alô a todos vocês.

– Se quiser eu posso ajudar. — ele se ofereceu.

– Ah querido seria muito bom, mas não queremos dar trabalho. Daremos conta daqui. — Maryanne recusou educadamente como Avan precisava voltar para casa e cuidar dos afazeres, ele foi embora deixando as duas mulheres sozinha trabalhando firme.

O andar de cima seguia o mesmo padrão do andar de baixo, mas ali se encontravam os quartos. As paredes tinham a cor suave, com quadros com fotos da família Reid e pesadas cortinas de veludo verde.

– Querida, seu novo quarto. — Maryanne abriu a porta empurrando levemente Mandy para que a mesma entrasse. — Eu tirei os lençóis que cobriam a mobília e troquei as colchas da cama. — Mandy admirava a enorme janela que tinha vista para o portão de entrada. Ela se virou para olhar melhor o lugar. Era amplo, muito mais do que ela estava acostumada. A cama era de casal com a colcha escura combinando com o papel de parede de flores ônix. Havia um enorme guarda roupas laqueado no canto, uma cômoda do outro lado e criados ao lado da cama.

– Uau mãe, esse lugar pode ser tosco por fora, mas é incrível por dentro. — a adolescente dizia encantada.

– Eu sabia que ia gostar. Agora desfaça as malas, deixei o banheiro para você organizar. — Maryanne disse dando uma piscadela brincalhona para filha que sorriu com a atitude infantil da mãe.

Mandy colocou a enorme mala preta em cima da cama e abriu retirando suas roupas, preenchendo o guarda roupa com as mesmas. Um gotejar de água despertou de seus afazeres a conduzindo para a porta do banheiro que encontrava-se entre aberta. Ela empurrou aquela abertura e entrou naquele vão albugíneo de piso laminado com pia e banheira em porcelanato. Ela aproximou-se da torneira da banheira e deparou-se com a mesma preenchida por sangue. Um ulular estridente fora ouvido por Maryanne no primeiro andar. A mesma saiu de onde se encontrara e fora correndo em direção ao grito.

– Mandy o que foi querida? — Mandy encontrava-se no chão com um semblante petrificado e angustiado.

– Mãe a banheira! — ela balbuciava ao falar, suas mãos tremiam ao apontar para o banheiro.

– O que foi querida? — Maryanne abraçava a filha assustada.

– Está repleta de sangue mãe!! — Maryanne franziu o cenho e levantou-se seguindo em direção ao banheiro para entender o que a filha dissera. Ela observou todo o entorno. — Mandy não há nada aqui. Está tudo bem querida, veja.

Mandy levantou-se indo para o banheiro fitando a banheira e a mesma estava vazia sem o líquido viscoso cor carmim que havia visto outrora.

– Mas... Mas havia sangue ali! — ela apontava para o mesmo.

– Você está cansada devido a viagem e deve ter imaginado querida. Não há nada ali, viu? — Maryanne tentava acalmar a filha.

– É... Eu estou cansada mesmo e devo ter visto coisas. — coçou suavemente a fronte fazendo uma expressão de confusão.

– Vamos terminar essas coisas, amanhã você tem aula. Eu já te matriculei na escola do centro da cidade e Avan ligou agora pouco, ele disse que te dará uma carona até lá. É um rapaz muito educado e atencioso. — as Reids continuaram com seus afazeres pelo resto do dia.