Flores Murchas e Queimadas
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Quando acordou, estava tudo acabado.
Os monstros haviam ido embora. As chamas haviam sido apagadas. Mas a floresta havia queimado, e inúmeras vidas haviam sido roubadas.
Longe dele, Zahse e as fadas conversavam e Japhde escutou-os pleitear sobre algo que não entendeu. Calaram-se todas quando perceberam que estava desperto, e só então Zahse notou também. Japhde viu enquanto Zahse analisava-o todo, enquanto os olhos deslizavam pelo seu rosto. Japhde tocou a própria pele e sentiu a aspereza das queimaduras. Não queria que Zahse o visse assim. Teve vergonha.
Foi Mimia quem veio cumprimentá-lo. Disse que fazia dois dias desde que o incêndio fora extinto, e que a maior parte da floresta ainda estava intacta. Mas foi sua falta de palavras que revelou tudo. A forma como mais nenhuma das fadas tivera coragem de olhá-lo nos olhos. Como ninguém mencionou a destruição do norte.
O silêncio durou vários minutos. Quem quebrou-o foi Zahse. Era a primeira vez que Japhde o via chorar.
Ele correu até Japhde e abraçou-o, recusando-se a largá-lo. Disse que sentiu medo e que sabia que suas palavras de nada ajudariam. Que, mesmo assim, só poderia pedir perdão. Mas Japhde não queria perdão. Só queria Ivryt de volta.
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