Flores Brancas

1 Capítulo 1 - Um presente especial.


Será que poderia viver sem isso? Eu me perguntava todos os dias. Sem isso o quê? Bem, pra começar meu nome é Kari, sou jovem ainda, apenas 18 anos, mais levo comigo uma grandes responsabilidades, Princesa de um reino, bem... Quase princesa, mas, eu lidero tudo aqui, ou quase tudo, e faço o possível pra evitar confrontos com outras nações vizinhas, o que não é tarefa fácil quando se tem guerreiros tão cabeça-quente por aí. Tirando as guerras, nosso vilarejo é pequeno e grande na harmonia, uma família pequena, meu tio, Jean é o Rei daqui, ele não leva muito a sério esse papo de reinar mais foi obrigado a assumir o topo após a morte dos meus avos, como ele é vida mansa pede para que eu tome conta em sua ausência e hoje estamos preparando uma festa incrível para comemorar o seu aniversário, e claro, ele ganhará muitos presentes, isso que estou a fazer agora, uma tarefa impossível por que Jean tem de tudo. Carlos, nosso fiel cavaleiro e meu melhor amigo veio comigo nessa tarefa tão difícil...

_Já rondamos a cidade inteira, e não a nada que ele não tenha. -Bufou Carlos subindo de volta ao cavalo depois de mais uma busca não concluída.

_Ta irritado? -Perguntei ironicamente.

_Nunca. Até por que o presente é seu.

_Então vamos rodar o mundo atrás de algo que ele não tenha. -Sorri dócil e irônica. Continuamos a procurar algo, passamos por todas as cidades vizinhas e nenhuma delas tinha algo que me abrisse os olhos. Até que...

_Fique quietos aí! Vou leva-los para o Rei no deserto e terão muito menas mordomia lá do que nessa jaula. -Falou um patife para vários escravos encorrentados em uma jaula acima de uma carroça.

_Kari, não olhe com esse ódio, não vamos nos meter em confusão... -Disse o Carlos enquanto segurava meu ombro, ignorei totalmente saquei a espada e fui tirar satisfação com o cara.

_Ei, solte eles. -Ordenei.

_Olha, se não é uma mocinha indefesa, cuidado com a espada menininha. -Riu o suposto vendedor de escravos.

_Indefesa? -Rapidamente o desarmei de sua adaga, a jogando no chão aos pés de Carlos._Sou Kari, sobrinha do rei Brunner e pra me chamar de indefesa, com a guarda baixa tem que ter muita coragem.

O homem tremeu à vê que tinha sido rendido, e implorou de "joelhos" sua vida.

_Apenas solte-os, e lhe pouparei. -Disse firme.

_Não posso minha senhora, se eu vos soltar me matariam quando voltasse. Senti pena, ela realmente coisas assim, um matava o outro, mas roubar pessoas para escravizar ou revende-las era algo que eu odiava, todo mundo deveria poder viver sua vida em paz.

_Eu lhe dou uma escrava, ela faz tudo que a senhora quiser.

_Prefiro vê-los livre.

_Seria um bom presente pro Jean. -Carlos sussurrou mas eu lhe ouvi.

_Seria??? -Virei-me para ele.

_Bem... Ele cuidaria melhor do que o rei do deserto.

_Eu aceito a troca! -Exclamei pro vendedor. -Mais quero uma escrava feminina.

_Eu achei essa pequena perdida enquanto vinha, como ela não disse uma só palavra aprisionei ela. -O olhei com raiva? Não sei direito mas foi possível controlar.

Ele puxou uma menina encapuzada do fim da gaiola enquanto os outros escravos se rebatiam querendo sair, soltou-lhe as algemas e saiu a jovem.

_Então, negócio fechado? Uma vida pela outra.

_Feito. Joguei a adaga de volta pra ele, peguei a jovem pelo ombro e segui.

Depois de um tempo em silêncio, era notável um sorriso no meu rosto. A menina da troca não falava mais continuava no cavalo sem tentativas de fuga.

_Está feliz? -Perguntou Carlos quebrando o silêncio. _Sim, meu presente vai deixar o Jean louco.

_Ah...

_Obrigada. -Eu sorri.

_Pelo o quê?

_Pela minha felicidade. Você veio comigo e ainda escolheu o presente. Brigada por isso. Agora vamos da um banho nela!

_Banho na escrava? Não é melhor você fazer isso? Ela é mulher...

_Ha ha, ela é só uma criança!

Descemos perto do nosso vilarejo, no meio da floresta havia um lago com cachoeira logo acima, já estava quase na hora da festa então iria banha-la e vesti-la com roupas que havia comprado para a festa na cidade. Quando pedi que ela descesse do cavalo e tirasse o capuz, ela negou-se.

_Olha, eu sei que aquele homem lhe tratou mal. Mas nosso rei vai lhe tratar como amiga dele. E vai até ser paga pra isso. Eu até vou lhe dar um vestido que comprei para eu ir a festa. Por favor, venha.

_Está bem. -Respondeu descendo do cavalo. Havia sido sua única palavra até agora. Logo em seguida ela colocou as mãos sobre o capuz e disse: Tem algo que vocês precisam saber.

...

Notas finais
Primeiramente, se você leu até aqui eu já fico muito feliz, se quiser acompanhar a fic, antes só um aviso, terá muitos capítulos pela frente, é totalmente medieval, baseada um pouco em jogos MMO do tipo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.