Flor De Apolo

15 .Apenas o fim.


Notas iniciais
Se estivéssemos em uma cerimônia de premiação, a orquestra provavelmente teria que começar a tocar para me expulsar do palco, pois tenho muitas pessoas a agradecer.
- Lissa Price

Quero agradecer MUITO a todos, sem exceção, até mesmo para os leitores fantasmas. A todos que favoritaram, comentaram, divulgaram e até os que não fizeram nada, mas se você leu minha primeira história (meio melodramática, admito.) de amor. Ao Edson que sempre lia às histórias antes de publica-las, que sempre me ajudou muito. E a você leitor, que me deus forças para continuar a história, que hoje chega ao final ;-; Resumindo, obrigado a todos.

- Não tem mais capítulo a cada três dias.

Divulguem aos amigos! E não seja um leitor fantasma, comente.

- ''Apenas o fim'' é um nome de um de meus filmes preferidos, por isso decidi colocar como nome.

.Apenas o fim.

Herdeiro do Submundo. Capítulo quinze. Final.


– Então é assim? – Pergunto olhando para sua face.


– Assim o que?.

– O final. – Viro-me em direção a porta que me trouxe até a flor. – Digo, como pode ser assim? Encontrei a flor. E agora?.

– Você tem que entregar a flor ao Olimpo, bem, tem um pequeno detalhe. Você tem apenas duas horas.

– Se não?.

– Você morre. – Ela sorri.

– Essa é a única solução dos Deuses?. — Suspiro.

– Você é muito ingrato, espero que saiba disso.

– Ingrato? Ingrato pelo destino que me coube? Ingrato por ter visto a morte da mulher que amava? Por ser descartado como um simples copo de plástico jogado ao chão durante o verão? Me poupe de sua hipocrisia. Você nem sabe o que é sofrer, ou ao menos, viver.

– Você não sabe nada de minha vida. Tu sabes como é ser trocada sempre por uma mortal? Ver os filhos de seu marido crescendo e você ter que suportar cada segundo de suas inúmeras vidas com sarcasmos de um garoto de dezesseis anos? Você tem muito a viver ainda garoto.

Um vulto se mexe entre as sobras.

– Se me lembro bem, vocês não podiam se enfrentar mais. – Uma voz grave saiu das sombras, um homem de vestes pretas se movia em minha direção, sua pele era pálida e seus cabelos eram pretos. Hades.

– Hades... – Perséfone afirmou a voz. – Meu amor, o que tu estais fazendo aqui em uma hora dessas?.

– Ainda é 07h00min, Perséfone. – Ele veio em minha direção, não tento falar nada. Sua aparência havia mudado muito desde sua última visita. – 07h03min, para ser exato. – Ele esboça um sorriso. — Portanto, não estou aqui para falar sobre o contexto das horas e como ela funciona, e olhe que eu sei muito bem disso, já que meu pai era o titã do mesmo. – Ele olha novamente para mim e estende a mão. – Me entregue a flor.

– NÃO. – Um grito surge de trás de Hades, Perséfone havia gritado.

– Porque não? — Ele a encara curioso.

– Você não pode, quero dizer, não pode pegar a flor. Ela pertence a Zeus.

– Ah, é mesmo? — Ele dá uma curta risada. – Por isso ele mandou um de seus filhos para a missão. — Soou ele em um modo irônico. — Aquele velho ingrato. Dave nunca prestaria serviços a ele. – Ele me encara. – Prestaria?.

Meu corpo trava, não tenho o que dizer.

– Eh... Bem...

– Dave... – Ele volta a me encarar. – Quero que entenda que ele amaldiçoou toda a nossa família. Você não pode querer o bem dele... Não é?.

– Ele é da família também...

– ELE NÃO É! – Sua pele antes esbranquiçada, agora estava um tom avermelhado. Seus olhos eram pretos iguais os de uma orbita e seu tom de voz era o mesmo que ouvir duas espadas se chocarem.

Afasto-me de Hades.

– O senhor... O senhor deve estar nervoso. – Digo gaguejando.

– NÃO DIGA O QUE EU ESTOU! – Sua pele começa a voltar ao normal e sua respiração desacelera. – É só entregar-me a flor, ninguém se machuca. Ninguém vai se machucar. – Não me movo. – Me entregue a flor.

– AGORA! – Perséfone grita, olho em sua direção e percebo o que é. Bombas explodem em minha volta, me encubando em uma grande flor. Não estou mais na caverna.


Acordo espatifado em meio de um elevador. Ele apontava quinquagésimo terceiro andar. Aos poucos os números foram aumentando, até chegar ao seiscentésimo andar, a porta se abre e eu saio.



Não sei com quais palavras exatamente descrever a majestosa visão que é estar no Olimpo. Uma enorme escadaria ia em direção ao monte Olimpo, Musas tocam suas harpas e alguns deuses menores caminham, pulando de nuvem em nuvem. Afrodite se encontrava em uma fonte se banhando. Ares travava uma luta com um provável ajudante de Iris, já que o mesmo usava um chapéu de arco-íris. Apolo estava paquerando algumas musas que deixaram de tocar para admirar sua beleza. Nesse momento não estava sentindo ódio de Apolo, e nem ressentimento por ter perdido Marie. Não sabia em que pensar ou em que sentir. Só sabia que estava ali, vivo.


Corro até o monte, sinto a flor aquecendo-se dentro de minha mochila. Chego perto do monte e paro. Era aqui, assim que termina. Inspiro e expiro o ar. Continuo a andar. Subo os últimos degraus e empurro a porta na esperança de encontra-me com Zeus, mas o único Deus que se encontrava era Hermes. Ele estava sentado no chão em sua forma normal, ele era um pouco mais alto que eu. Ele era meio magricelo, seus cabelos eram castanhos profundos e usava chapéu com pequenas asas ao lado, na parte de trás dava para se enxergar Hermes express. Dou pequenos e leves passos em sua direção, ele continuava imóvel. Ele estava segurando uma foto, a foto de um garoto loiro ao lado de uma garota, um pouco menor do que ele, de cabelos curtos e pretos. Lagrimas pingavam ao longo da foto.

– Dave. – Sua voz era caída.

– Senhor... Como você... Me conhece?.

Ele sorri.

– Sou Hermes, o mensageiro dos Deuses. Conheço todos.

Sento-me ao seu lado.

– Porque o senhor está chorando...?.

– Sabe Dave, a vida ensina muitas coisas. – Ele olha um pouco mais para a foto e a guarda em seu bolso. – E uma das coisas que eu aprendi, foi amar sua família.

Família. Percebo quem é o garoto da foto, é Luke. Ele cedeu seu corpo à Cronos, um traidor. Mas mesmo assim Hermes sempre esteve ao seu lado.

– Você via as coisas que ele fez... Porque você não o largou?.

Ele coloca seu braço em volta de meu ombro.

– Nunca se abandona a família. – Ele me encara com um sorriso. – Bem acho que perdi tempo de mais aqui... Foi bom conversar com você Dave, e me faz um favor, não me chame de senhor.

– Também foi bom conversar com o senhor... Você – Retruco o sorriso.

Hermes se levanta e desaparece em um uma explosão dourada.

Levanto-me e ando pela sala. Havia doze tronos espalhados, um para cada um dos doze olimpianos. Havia um ofiotauro, Bessie, se me lembro bem. Uma escrivaninha se encontrava ao lado. Sento-me. Em cima da mesma se encontrava uma folha amarelada e uma caneta de tinta ao lado. Pego-a e mergulho na tinta, e afundo meus pensamentos no papel amarelado.


Dois de fevereiro de 2010


Minhas magoas ainda não esquecidas vem me perturbar ao anoitecer. Minha visão escurece, mas minha mente não. Ela sempre está acordada, difícil de se entender. O ar que respiro não é mais o mesmo depois da morte de Marie. Sua fragrância, seu toque. Isso ainda não se perdeu. Nunca foi tão difícil de esquecer alguém. Alguém que pensava estar destinado um ao outro, andar lado a lado. Mesmo essa carta sendo destinada ao nada, eu relatarei minha morte por cada letra. Não entregarei a flor, não viverei a tempo de Zeus pega-la. Pegarei uma faca e apunhalarei em meu peito. Nossas vidas não foram em vão. Mas não quero que pense que o nosso amor não valeu a pena. Eu só não estou disposto em esquecer seu rosto de vez. Essa provavelmente é uma história de amor. E por isso eu estou arriscando minha vida nessa carta. Minha morte já é certeira, não a o porquê de preveni-la. Mas não se preocupe. Pois esse não é apenas o fim.


.Herdeiro do Submundo.

Notas finais
- Não tem mais capítulo a cada três dias.

Divulguem aos amigos! E não seja um leitor fantasma, comente.

- ''Apenas o fim'' é um nome de um de meus filmes preferidos, por isso decidi colocar como nome.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!