Flerte Fatal
3 A Epifania
House foi para o bar com o único propósito de conhecer aquela mulher que lhe acertara tirando-o do jogo.
Sentou-se no balcão do bar sendo seguido por Cuddy e Wilson que riam, sabe-se lá do que, até que as advogadas das quais não lhe importava saber o nome, Ana Thaís e mais umas 4 mulheres entraram (se bem que uma delas devia ser um pouco maior que Ana Thaís).
- Não sabia que teria uma reunião da família. Com todo esse tamanho é sua o que, irmã mais nova? – apontando para uma das loiras.
- Nina, prazer. – Olhando-o atravessado, com uma sobrancelha mais alta que a outra inspecionando o ser.
- Olha aqui – falou Hé bufando – Você não conhece esse povo nada de ficar falando, falando como se conhecesse.
- Eu nem abri a boca ainda! – respondeu Tang, ambas mascavam chiclete.
- Nina, vou pedir tequila pra gente. – disse Angie chamando o garçom.
- Daí a gente vai ficar bêbada, subir em cima da mesa e fazer strip! – completou Tang jogando fora o chiclete.
- É um desperdício dar chiclete pra Tang, ela masca dez vezes e joga fora. – Nina estava indignada.
O garçom trouxe as tequilas.
- Quem deixou você beber tequila... Sem Mim, Nina? – Ana Thaís, pegando um dos copos.
- Esposa, calma, deixa esses pras meninas que a gente toma mais que elas ali na nossa mesa. – saiu Andréa mostrando a língua para elas.
- Viu isso? – Hé, pegando a tequila.
Então, Stacy entrou, o olhar de House prendeu na sua imagem e dali não saiu.
- Oi Stacy. – falou Claudia que tentava de certa forma acalmar Thaís e se acalmar pelo paintball.
Ela sentou-se na mesa com as meninas, Wilson e Cuddy estavam numa perto, House aproximou-se.
- Elas são o quê? A maioria tem cara de deficiente mental ou algo do tipo. – House, tomando um gole da bebida.
- Eu sei que uma delas é menor de idade, a outra é professora, uma zootecnista... – Cuddy foi parada no meio de sua explicação por House.
- Pra que diabos serve uma zootecnista?
- Cê come uma carne suculenta graças à minha pessoa. – Hé já com duas doses de tequila na cabeça.
- Hé, não liga pra ele. É problema fisiológico, falta de sexo. – disse Thaís que observava a cena de longe.
- O que será resolvido logo pelo jeito. – apontou Déa para House que provocava Stacy, percebendo que estava dando bandeira, Gregory House olhou para Thaís.
- Vai começar a dar aulas sobre partos agora ou na próxima dose? – piscava fingindo-se de inocente.
- House, você não consegue ser menos desagradável? – Cuddy tomava mojitos, como sempre.
- Vai... Contra o que ele acredita, Lisa. – Wilson estava confuso com tudo aquilo, o amigo parecia de repente, mudado.
---Mesa das meninas.---
- Essa noite acaba com eu dando um tiro nesse cara. – falou Tang bebendo mais um pouco.
- Tudo pra você acaba com um tiro, Tang. – Nina.
- Clau, tu pareces desanimada. Tá tudo bem? – perguntou Angie preocupada.
- Eu vou matar a Stacy. A vingança era minha! – respondeu Claudia com o pulso cerrado pro alto.
- Guria, se tu falasses que era porque a Drika não tava aqui lá vai... Deixa disso, toma uma tequila que tudo melhora. – sorriu Angie.
- Angie, vocês ganharam como? – Tang, como se fosse a coisa mais óbvia.
- Ela ficou distraindo os adversários com a tatuagem de gatinho, Tang. – Nina ria de forma escandalosa parecendo que soluçava.
House observava aquela mesa indignado, olhou para Cuddy e disse:
- É sério, quem abriu as portas do zoológico? Sem trocadilhos é claro. – deu uma piscadinha sarcástica e virou-se novamente para observar aquela vitrine de seres interessantes, quebra-cabeças.
Conforme a noite passava, as meninas ficavam mais bêbadas e começavam a se atirar mais ferozmente encima de James Wilson que Lisa Cuddy tentava salvar em vão.
- Você é amiga da Thaís? – Stacy olhou para ele sem entender. – Não né? Bem, você tem salvação então.
Wilson quase se afogando entre as meninas olhou para House que a sua maneira, cortejava Stacy, foi quando... Tang desmaiou.
- Quanto ela bebeu? – perguntou Déa preocupada e grogue.
- Parei de contar na décima dose meia hora atrás... Eu acho. – falou Claudia contando nos dedos.
- Não oprimi direito, essa. – disse Hé brincando pra distrair a tensão. Enquanto a mesa ao lado nem se preocupava.
- Vamos ter que levar pro hospital né? – Nina olhou para Wilson como salvação sóbria para aquela encrenca.
- Eu estou sem carro, mas posso chamar uma ambulância e vou junto. – falando com as mãos tentando acalmar a histeria.
- Sozinho? NUNCA. Eu e a Déa vamos juntas de ti. – afirmou Angie como se fosse a coisa mais óbvia.
No final das contas Wilson foi com elas na ambulância e as outras foram no carro de Cuddy que milagrosamente não tinha se embebedado de Mojitos.
As duas falavam, falavam, mas Wilson não conseguia prestar atenção na voz delas, no conteúdo do que diziam. Entrava por um ouvido e imediatamente saia pelo outro.
Ele observou Stacy e House por toda a noite com um aperto forte no peito, sem quase conseguir respirar. Ante de seus olhos via a pessoa que secretamente (talvez nem tanto) tinha seu coração cruzar a linha entre interesse sexual e algo próximo a amor.
Foi um flerte fatal para ambos, no fundo ele via uma crônica do desastre inevitável para os dois, pois um dia House voltaria a ser House (isso se ele deixasse de sê-lo em algum momento) e ela não agüentaria, poucos agüentam, poucos suportam, poucos amam o suficiente para continuar a seu lado apesar de ser quem é.
House caía em uma situação semelhante ao amor sincero sem perceber que só James Evan Wilson poderia suportá-lo verdadeiramente. No balanço da ambulância, na histeria das garotas bêbadas, Wilson sentiu seu coração partir de prefácio ao mundo dos pedaços dos seus sonhos e sentimentos.
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