Flames of the North
1 Prólogo
Notas iniciais
A água da tina estava escaldante e exalava um vapor perfumado. Uma criada esfregava-lhe as costas enquanto outra esfregava os pés, em seguida, outra massageava seu cabelo. Ao terminar o banho,saiu da tina e cobriram-na com uma fina túnica azul. Uma criada escovou-lhe os cabelos e em seguida salpicaram perfume de rosas pelo seu corpo.
Foi só quando se levantou que percebeu o bonito vestido estendido em cima da cama, era longo e feito do tecido branco mais macio que já tocara, com tranças em fios de ouro e fios vermelhos decorando o decote, os pulsos e a barra da saia. Correu os dedos pelos intricados bordados brancos ao longo do vestido, que deslizara suavemente pelo seu corpo. Calçaram-lhe sapatos novos, tão delicados quanto botas podiam ser, de cano curto e feitas de couro branco, com desenhos cuidadosamente bordados em fios vermelhos no couro.
Por fim, sentou-se em frente ao espelho de bronze para escovar os cabelos e pediu às criadas que a deixassem só por um momento. Olhou para a face refletida no bronze, era tão branca e serena, grandes olhos verdes em formato de amêndoas a encaravam, os traços delicados escondendo o quão nervosa ela estava por baixo daquele rosto perspícuo.
Não devia estar tão nervosa, ela nem sequer queria se casar e, quando pensava naquele homem, um arrepio estranho percorria-lhe a espinha.
Dentro de algumas horas ele será meu marido, e o que eu farei então?,pensou.
O que estava fazendo aqui, afinal? Por que não fugira para longe? Não, ela não seria tão covarde. O casamento era necessário, se ela quisesse ver as terras e riquezas do oeste, precisava se casar. Faria isso pelo seu pai, por sua família, era esse o seu dever no momento.
Olhou para o lado e percebeu a bainha de seu avô com a espada da família encostada na parede. Levantou-se , pegou a bainha e sentou-se na cama, repousando a bainha em seu colo. Era feita inteiramente de um antigo couro vermelho, correndo os dedos por ela, Snor até conseguia lembrar-se da voz do avô e de seu cheiro que se assemelhava a florestas e batalhas, um cheiro que ela particularmente adorava. Desembainhou a espada e sua lamina brilhou contra a luz das velas, era uma longa lamina prateada com um pulso frio feito de madrepérola, somente o brilho da lua poderia comparar-se ao brilho daquela espada. Quantas de minhas ancestrais já estiveram nessa mesma situação, em seus quartos sozinhas, com essa mesma espada em suas mãos e um marido esperando-as lá fora, pensou. Por fim, prendeu a bainha ao cinto de couro e levantou-se.
Respirou fundo e saiu do quarto, tentando caminhar o mais elegantemente que conseguiu através do grande salão em direção ao ar livre, era um dia alegre e inacreditavelmente o sol havia saído, seus raios tocando sutilmente sua pele. Colocaram sobre sua cabeça uma grinalda de prata, com entalhes de rosas, enfeitada com cristais e cordas de seda vermelhas e verdes e, sob seus ombros, vestiram-na com suas peles castanhas de urso.
Reuniu sua coragem e tentou parecer tranquila enquanto caminhava pela trilha marcada por flores, com suas criadas atrás. Um passo de cada vez, lembrou a si mesma.
Ergueu os olhos e lá estava ele, pela segunda vez esperando-a. Por um momento, a luz do sol tocara em seus cabelos vermelhos e Snor sentiu que não o odiava tanto como pensava.
Notas finais
por favor comentem o que vocês acharam, se querem que eu continue a historia e tals szsz
bjs xx
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