Fix a Heart
1 Prólogo
Notas iniciais
Boa Leitura!
Prologue
No final, todos eles tinham razão. Talvez eu só precisasse esquecer. Esquecer que Edward quebrou meu coração, que Alice me abandonou. Talvez eu necessitasse de uma mudança, não só psicológica como física também. Se eu não tivesse sido tão pegajosa e dependente, Edward não teria me abandonado. Naquele momento eu sentia muito ódio, meu ser transbordava ódio, não dele, mas de mim mesma. Ódio, por ser tão fraca a ponto de deixar-me abater por isso, ódio por ter acreditado em provas tão simples como palavras, palavras não valem de nada. Ódio por ter me apaixonado loucamente por algo sobrenatural, algo que se duvidasse, não tinha sentimentos, não era humano. Ódio por ser tão pateticamente ridícula e tão insignificante. Ódio, principalmente de ainda estar irrevogavelmente apaixonada por ele, apesar de sua decisão ter sido clara.
Charlie simplesmente tomou a decisão de me mandar de volta para Mystic Falls, sozinho. Sozinho não porque eu podia apostar que tinha o dedo de Renée nessa história. Eu era maior de idade, sabia tomar minhas próprias decisões, mas se meus pais me mandam para o fim do mundo, quem sou eu pra discutir? Se eles decidiram sozinhos, sem me consultar era porque sabiam que eu recusaria. Além do mais eu não vou estar sozinha.
Não, não seria tão ruim, afinal diferente de Forks, Mystic Falls é ensolarada- E a chuva não molharia minhas roupas, meus sapatos não fariam “Ploc, Ploc” quando eu andasse, como em Forks. — e eu amo o calor. Realmente não seria tão ruim porque eu teria muitos conhecidos, apesar de ter poucos amigos em Falls. Eu me recordava de Caroline Forbes, ela era do nosso grupo de amigas, que se constituía em: Caroline, Elena e eu. Matthew Donovan era um dos meus melhores amigos da infância, não só meu como de Elena também. Mas nós dois éramos como unha e carne.
Eu não queria lembrar a dor que passei, dos meses conturbados, das noites mal-dormidas, dos pesadelos e gritos agonizantes, dos momentos de torpor. Não, era muita dor para um só coração. Mas eu também não queria esquecer, porque afinal eu o amei imensamente, os momentos que vivi com Edward poderiam não ser verdadeiros, mas foram felizes, ele me fez feliz apesar da dor. Ele fez com que eu sorrisse e esperasse ansiosamente pelo próximo amanhecer. Eu vivia um Impasse. Proibida de Lembrar, com medo de esquecer. E ainda assim eu me pergunto:
Até quando um coração quebrado continua a bater?
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