Fix You.

6 Capítulo 6 - Quebrando uma regra pessoal.


Notas iniciais
Heeey, galera. Talvez vocês queiram minha cabeça em uma bandeja, eu não sei. Mas de qualquer forma, não tem problema. Esse capítulo já estava pronto a um bom tempo, só faltava acrescentar uns detalhes, mas querem saber, minha vida tá uma bagunça! De um mês pra cá, minha vida tá parecendo um livro e tá difícil conciliar as coisas que eu tenho que fazer e o Nyah! e é por isso que eu pensei em abandonar aqui, até pensei em parar de escrever em FY, ou fazer com que essa fosse a minha última história, mas eu realmente não sei. Eu já vi que não dá pra ficar sem escreve jamais, então vou terminar Fix You, só espero que vocês tenham paciência, mas vamos ao que interessa?
Só tenho que agradecer pelos reviews e a linda recomendação da Nanda M. O melhor de tudo, é que eu conheço ela pessoalmente porque ela estuda na mesma escola que eu ((: Então, Nanda, obrigado mesmo pela recomendação, viu? ;* Ainda não respondi os reviews, mas como eu disse, estou sem tempo até para escrever aqui .-. Amores, prometo que quando eu organizar minha vida, eu coloco os capítulos em dia e tudo mais! Confesso que vou continuar a fic em respeito as meninas que leem e já perderam um bom tempo com isso aqui. Voltarei mais animada, assim que possível, i promisse.
Hoje, a musiquinha do capítulo é da banda P9. Creio que ninguém conhecia essa banda - pelo menos, eu não - mas ouvi a música em algum lugar e gostei. Espero que gostem do capítulo, beijos da tia Júlia e até lá embaixo õ/

(My Favorite Girl — P9)

12h40 AM — Para ser sincera, eu odeio comida de praia. Olhei para os camarões em duas pequenas bandejas sobre a mesa de madeira. O dia estava relativamente quente e abafado. A praia estava vazia, considerando que ainda é domingo. Encarei aqueles bichinhos vermelhos e olhei para Brooke, sorrindo.

- Tenho certeza de que Connor queria estar almoçando com você agora. – Mordiscou um camarão e me olhou, satisfeito. – Mas não pode, porque eu já estou fazendo isso!

- Não acha ridículo disputarem a atenção de uma garota dessa forma? – Dei um gole no refrigerante. – É infantil. Vocês são do time de futebol, já tem atenção o suficiente.

- Não estou disputando sua atenção, Vaughan! – Se inclinou sobre a mesa. – Até porque, sua atenção já é toda minha!

- Não conte com isso, Maxwel. – Brinquei com o canudo na ponta dos lábios. – Não tenho tantos motivos para te dar atenção. Connor Hayes é inteligente, não participa de fraternidades e ainda gosta de ler. – Cruzei os braços. – Quer melhor que isso?!

- Errado! – Sussurrou. – Connor Hayes é um babaca, finge que gosta de ler para te impressionar e você acha que ele é o príncipe encantado, montado naquele Porshe. Acredite, ele não é nada disso que diz ser.

- E se ele realmente não for? – Encarei suas órbes através do óculos de sol. – Isso não muda muita coisa! Ele é legal e além do mais, não precisa de muito para me impressionar!

- Qual é, Lauren? – Bateu fraco sobre a mesa. – Isso muda tudo! Ele se torna um mentiroso e é isso que ele está sendo. – Olhou para baixo e mordeu mais um camarão. – Não sei como ele conseguiu todos aqueles livros e fez você acreditar que é bom o suficiente para você!

- Brooke, nem todo mundo é como você! – Cruzei os braços. – Connor não tem motivos para mentir, porque ele está sendo quem ele é o tempo inteiro.

- Não é estranho ele ter começado a ler de uma hora para a outra? – Abaixou o tom de voz, como se falasse consigo mesmo. – É estranho o cara ter um interesse repentino por alguma coisa só depois de você aparecer...

- Não diga bobagens, Maxwel. – Arqueei uma sobrancelha. – Mas se tudo for mentira, Connor Hayes está se esforçando.

- Talvez não seja só ele, Lauren. – Disse, baixinho. – Talvez eu não estivesse falando dele sobre o interesse repentino pela leitura, mas só talvez.

[...]

Minha mala pesava o dobro quando chegamos na Eastern. A forma com que as roupas estavam bagunçadas lá dentro, a deixava com um peso insuportável. Eu a arrastava escada acima, enquanto Brooke conseguia uma vaga em pleno domingo no estacionamento da faculdade.

- Então você está aí! – Connor parou no batente da porta do seu dormitório. – Não é querendo ser um chato, nem nada, mas não acha que me deve explicações por hoje? – Sorriu, torto.

- Desculpe. – Soltei a mala no chão, sentindo um alívio. – Mas não sei do que está falando, Hayes.

- Olhe só. – Chegou mais perto. – Disse que eu poderia te buscar no domingo e depois, iríamos almoçar. – Suspirou. – Achei que estivesse brava comigo, porque ligou para o Maxwel dizendo que ele deveria te buscar e que você queria almoçar com ele. – Passou a mão no cabelo. – Deveria, pelo menos, ter me ligado e dito essas coisas para mim. Ainda não sei o que eu fiz e porquê me chamou de babaca. – Parecia desconcertado e mal conseguia falar. – Se foi por aquele dia no meu dormitório, desculpe. Não quero que ache que eu sou um idiota, ou algo assim.

- Espere. – Encolhi os ombros. – Eu não disse nada disso! Não tenho motivos para estar brava com você.

- Vi você chegando com o Brooke. – Mordeu os lábios. – Certo, só me diga o que eu fiz! Posso concertar, quem sabe...

- Não, você não fez nada! – Suspirei. – Também achei que fossemos almoçar juntos hoje, mas Brooke apareceu de repente e me levou com ele. – Encarei seus olhos claros. – Não entendo, porque eu não liguei para ele e não disse nenhuma daquelas coisas.

De repente, as coisas começaram a ficar suficientemente claras. Era óbvio que Brooke Maxwel precisaria tirar Connor do caminho, se quisesse passar a tarde comigo – e foi exatamente isso que ele fez.

Vi o loiro na ponta da escada, provavelmente ouvindo minha conversa com o Hayes. Seu sorriso tinha um misto de satisfação e vitória.

- Me dê um segundo, Connor! – Sorri e beijei sua bochecha. – Me encontre lá embaixo daqui a meia hora. Juro que não demoro!

Segui até o fim do corredor, arrastando minha mala junto comigo. Ouvi os passos de Brooke vindo atrás de mim. Era justamente isso que eu queria...

[...]

- Apenas me diga o que eu fiz para você. – Bati a porta atrás de mim, jogando minha mala em qualquer canto do dormitório. – Sua vingança pela Megan já foi completa, não acha? – Cruzei os braços. – Eu dei um show quando a garota entrou aqui no quarto, você fez o Connor achar que eu odeio ele. E o que vem depois?

- Isso não foi uma vingança, Vaughan! – Sentou na cama de baixo, olhando para o chão. – Por que o Connor? Estou tentando te livrar de um idiota, só isso!

- Se quisesse realmente me livrar de um idiota – Suspirei, nervosa. — , você me deixaria em paz! Não sou sua irmã mais nova, Maxwel! Não acha que está na hora de parar com isso?!

- Tem razão! – Levantou, vindo na minha direção. – Tenho que parar de te ver dessa forma, só como uma garotinha. – Me prensou contra o armário. – Isso está me enlouquecendo, sabia? Você não é uma garotinha e nós dois sabemos disso! Por que estamos fingindo, Lauren? – Senti sua respiração irregular em cima de mim. – Pode me achar um idiota, um babaca, mas saiba que desde o dia em que a Megan veio para este dormitório, eu não consegui ficar com mais ninguém...

- Não minta, Maxwel. – Arfei, tentando o afastar de mim, mas o esforço foi em vão. – Pare com isso.

- Você não entende! – Me segurou pelos ombros. – Tenho que voltar para esta droga de quarto toda vez que as aulas acabam e mal consigo ir para as festas de fraternidades, porque é doloroso te deixar sozinha aqui. Eu preciso me certificar de que você está bem, senão eu nem durmo! – Disse, enquanto brincava com o meu cabelo. – Achei que fosse coisa de irmãos, mas não é! Connor Hayes está no quarto ao lado e eu não consigo te deixar longe de mim. É que eu não consigo ficar longe de você, é isso.

Meus olhos arderam. Senti as mãos do loiro pousarem sobre a minha bochecha e aí, eu quis chorar, mas não fiz. Não entendia porque meus olhos estavam cheios de água e minha voz estava estranha. A cada batida, meu coração doía de uma forma estranha. É como se o espaço dentro de mim estivesse ficado pequeno demais para suportar as batidas fortes.

Seu toque sobre mim, tinha o efeito de uma anestesia. Quando seus lábios encostaram nos meus, fechei os olhos instantaneamente. Talvez as coisas piorassem depois, mas eu não ligava. Seus movimentos sobre o meu lábio foram simples e lentos e isso fazia eu abaixar a guarda.

E lá estava eu, quebrando mais uma regra pessoal.

- Acreditaria se eu dissesse que tudo isso é verdade? – Perguntou, se separando de mim. – Porque eu nunca fui tão sincero em toda minha vida como eu fui agora.

Lembrei de que Connor já deveria estar me esperando há uns bons vinte minutos do lado de fora, no corredor. Para mim, a melhor opção era deixar a pergunta no ar e esquecer que esse beijo aconteceu, um dia.

- Talvez. – Respondi, não resistindo a aquelas órbes claras que me encaravam.

[...]

- Eu sei que devo me retratar. – Mordi os lábios, caminhando ao lado de Connor. – Nosso domingo não saiu como o esperado, mas a culpa não foi minha. E se quiser, podemos tentar outra coisa. – Sorri torto. – Se quiser, é claro. Posso compensar a tarde, passando a noite com você. – Encolhi os ombros. – Apesar de a Eastern não ser um lugar muito divertido.

- Acho que o tipo de diversão que a faculdade tem a oferecer, você não curte muito. – Repuxou os lábios, formando um sorriso. – Sei que as festas de fraternidades não são divertidas para Lauren Vaughan. Mas vá se acostumando, porque como minha namorada , você terá que aparecer nas festas do time.

Ele tinha razão. Eu precisaria me acostumar com as festas do time, mas seria como namorada de Brooke Maxwel que eu iria.

- Opa, vamos com calma. – Dei uma risadinha. – Festas de fraternidades e namoros são muito para mim! Mas sabe, você está certo. – Apertei os lábios. – Quantas meninas não queriam estar no meu lugar e ter conseguido uma vaga aqui, na Eastern? Mas estou fazendo por merecer. Nada de festas, bagunças e meninos.

- Qual é? – Levantou os braços, exasperado. – Aproveite! É faculdade e logo depois, isso acaba! E convenhamos que uma festinha não iria te matar, não é?

- Acho que você tem razão. – Caminhei, olhando para os meus pés. – Quem sabe na próxima eu não vá?

- Está certo! – Soltou o ar pelo nariz. – Vai ser legal, você vai ver. E não se preocupe, porque se depender de mim, ninguém toca em você a não ser que queira.

- Sei me defender sozinha, Hayes. – Sorri. – Mas obrigado, de qualquer forma.

Quando sentamos no banco frio de madeira, ele parecia menor do que o normal. Talvez eu estivesse encostada no moreno pelo frio, mas eu não ligava. Na verdade, via Connor Hayes como um amigo – mas acho que ele não pensava dessa forma.

- Já disse que você é linda? – Balançou os pés de um lado para o outro, os olhando. – Se eu não disse, então lá vai. Você é linda. Incrível, eu acho!

- Não acha exageiro da sua parte? – Ruborizei. – Esses adjetivos não combinam comigo, não mesmo!

- Além de tudo, é modesta. – Deu uma risadinha, me segurando pelo queixo.

Eu não via mal algum em beijar Connor Hayes se eu tinha vontade. Talvez meu inconciênte fizesse com que eu me martirizasse mais tarde, mas eu não ligava, não mesmo.

[...]

00h23 AM – Voltar para o dormitório depois do toque de recolher tinha sido a primeira vez que eu quebrara uma regra na Eastern. Por insistencia de Connor, fui ficando mais um pouco e mais um pouquinho. Andamos pelo corredor de dormitórios masculinos na ponta dos pés, sem os sapatos, apesar de o chão estar gelado. Para ser sincera, querar as regras de vez em quando, pode ser divertido.

- Ninguém precisa saber disso, mocinha! – Sussurrou, do outro lado do corredor, abrindo a porta do seu dormitório. – Ou conte a todos! Vai ser um prazer ter dito que passei a “noite” com você. – Fez aspas com os dedos.

- Por mim, isso fica entre nós! – Destravei a porta do meu quarto, com cuidado. – Boa noite, Connor.

- Tenha uma ótima noite, Lauren Vaughan. – Mandou um beijo no ar e fez um coração com as mãos, dando uma risadinha.

Joguei o cartão metalizado sobre a mesinha do quarto, não me importando se faria barulho ou não, aliás Brooke Maxwel deveria estar em uma de suas festas de fraternidades. Olhei para a minha cama e o loiro estava lá, com meu livro favorito pendendo em suas mãos. Ele dormia como um anjo e foi então que meu coração apertou. Eu estava apaixonada por Brooke Maxwel.

Notas finais
Sim, sim! Esse momento chegou! Agora as coisas vão começar a melhorar, acreditem. Eu só preciso de tempo para escrever, senhooor! Mas meus planos para os próximos capítulos são ótimos. Não percaaam! - ou percam, quem sou eu pra mandar vocês lerem, né KKK Enfim, preciso de críticas - construtivas, claro -, elogios, qualquer coisa, galera! Apesar de eu não responder aos reviews, saibam que eu leio cada um deles, viu? u_u RECOMENDAÇÕES DE PÁSCOA SÃO ACEITAS. Obrigado u.u
3beijos da tia Júlia e feliz páscoa p vocês, amoreees ♥