Fix You.

23 Capítulo 23 - Universo ao meu favor.


Notas iniciais
Mozões da minha vida. Como prometido, aqui está um dos meus capítulos favoritos. Bom, ontem eu ia postar, mas o Nyah! tava bugado. Estava fora do ar! Mas enfim, só quero agradecer pelos reviews, que inclusive, já estão todos respondidos. Nossa MDC de hoje é Human da Christina Perri. Sim, música dela novamente, porque elas são lindas. Enjoooy, amores []

(Christina Perri — Human)

08h20 AM – O boato sobre o término do namoro já havia se espalhado pela faculdade toda. E não era sobre o meu namoro. Eu não sou tão notável assim. Brooke Maxwel e Megan Collins haviam terminado. E pela primeira vez na vida, eu senti que o universo conspirava ao meu favor.

Mesmo com tudo isso, eu me sentia péssima. Estava sozinha. Harry me ignorava como se eu fosse a pior pessoa do mundo. E eu estava me sentindo assim. Não retornava minhas ligações, me evitava nas aulas e nos corredores. Não podia deixar as coisas como estavam. Assim que vi Harry Mackenzie no corredor, segurei seu braço. Não sabia o que dizer, porque eu estava me sentindo uma idiota.

– Não pode me evitar para o resto da vida, Mack. – O soltei, até ter certeza de que ele não iria embora. – Não deixou eu me explicar.

– Não me chame assim, Lauren Vaughan. – Cruzou os braços, enquanto evitava me olhar. – Além do que, você já deixou tudo bem claro. Não precisa explicar. Eu já entendi.

– Harry, eu só... – Mordi os lábios. –, não sei o que deu em mim. É óbvio eu e Brooke não temos mais chances de voltar. Eu estou contigo. – Pigarreei. – Ou melhor, eu estava.

Deu uma risada. – É engraçado, porque diz isso como se não quisesse reatar com o babaca do Brooke. Está na cara que está se coçando para consolar o Maxwel, já que ele terminou com a Megan. – Brincava com os lábios, me provocando. – Acho que não vai se importar se eu fizer o mesmo com a Collins, vai?

É possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo? Eu estava ficando louca e isso é uma droga.

– A vida é sua, Harry. – Encolhi os ombros. – Pode consolar quem bem entender. E eu também posso.

– Exatamente, Lauren. – Sussurrou, roçando o dedo indicador sobre a minha boca. – Você fez com que eu me sentisse extremamente idiota. Até eu perceber que o idiota não sou eu. É você.

Deu uma risada e saiu. Eu não conhecia aquele Harry cruel e nada sutil. Talvez ele só estivesse se tornando o que eu já era. Realmente, ele aprendeu direitinho.

[...]

10h30 AM – Harry e Brooke faziam parte da minha classe de filosofia. Era como me torturar lentamente. De um lado, Maxwel e de outro, Mackenzie. Resolvi que era melhor ficar quieta e me focar na aula.

– Hoje, meus queridos, falaremos sobre amor! – O Sr. Carter escreveu o tema na lousa. – Então, alguém se habilita a começar?

Geralmente, as aulas de filosofia eram assim. Algum aluno dava início expondo sua opinião sobre o tema. O que era péssimo, porque ninguém naquela classe estava habilitado para falar sobre o tema de hoje.

Harry Mackenzie foi o primeiro. Nunca havia exposto suas ideias nas aulas. Aquela era a primeira vez. Seu braço esticado no fundo da classe fez com que ele ganhasse atenção da turma.

– Eu, por exemplo, não acredito nisso de amor. – Ergueu uma sobrancelha e me olhou de soslaio. – É previsível. Você se apaixona por uma pessoa e aí, ela te deixa. Geralmente, te troca por outro cara.

Foi minha vez de falar. Harry estava enganado. Não é bem assim que as coisas funcionam. Se ele não quis me ouvir por bem, iria me ouvir por mal.

– Isso não é verdade! – Protestei. – O amor não é previsível, só não podemos forçar que ele aconteça. – Olhei de relance para o moreno. – Gostar e amar são coisas distantes. Não podemos comandar nossos sentimentos.

– Certo, o tema está fluindo! – Sr. Carter sorriu e comemorou. – Continuem!

– Mentir significa que você ama alguém? – Harry rebateu. – Porque amor não é só dizer um “eu também te amo”. Amar é sentir. Se você simplesmente gosta, não diga que ama. – Mackenzie falou, olhando nos meus olhos. – Porque como você disse, Lauren, amar e gostar são coisas distantes. Não dá para confundir os dois.

Harry 1 x Lauren 0. Eu me senti uma boba. Não sei o porquê estava participando disso. Só queria esclarecer as coisas, mas só piorei tudo. A verdade é que eu estava errada e queria consertar. Mas meus argumentos não eram válidos.

Brooke levantou a mão. Ele era outro que não podia falar de amor. Eu estava tão machucada quanto ele. Todos estávamos.

– O amor existe. – Sorriu para mim. – Às vezes, mentimos como uma forma de proteção. Mas isso não significa que não há sentimento.

Não era a minha hora de falar. Achei que enceraríamos por ali, mas parece que Harry Mackenzie não havia dito tudo o que tinha para falar.

– Quando há amor, não há mentiras! – Suspirou. – Como queremos proteger alguém mentindo? E quando o “eu te amo” não é verdade? – Me olhou, semicerrando os olhos. – Como isso pode proteger alguém?

Não tinha muito o que dizer, mas eu me sentia sufocada. Precisava, de alguma forma, me defender. Levantei o braço.

– Quando não somos sinceros em um relacionamento, é com o intuito de não magoar o próximo, entende? – Mordi os lábios. – Se por um acaso, o “eu te amo” não for verdadeiro, é justamente para evitar mágoas.

A essa altura, eu não sabia do que eu estava falando. De qualquer forma, eu estava errada. Não tinha mais volta. Harry Mackenzie estava tão certo quanto dois mais dois são quatro.

[...]

03h12 AM – Mal conseguia dormir. Estava me martirizando por ser cruel e nada sutil com Harry Mackenzie. Senti uma vibração embaixo do travesseiro. Mensagem de voz de Brooke Maxwel, às três da madrugada. Meus lábios se repuxaram, formando um sorriso.

“As coisas entre você e o Harry não estão muito legais, não é? O que você aprontou, morena? Eu... não estou muito bem. Se estivesse, não estaria acordado ás três. Só preciso de alguém para conversar. Uns conselhos, sabe? E se você quiser alguém para conversar, bem, eu estou aqui. Quero te ver amanhã. Mas não na Eastern. Sabe onde fica meu apartamento. Te espero no almoço. Boa madrugada, morena.”

Senti que aquele era o momento. Finalmente, Brooke Maxwel iria fazer o que deve ser feito. Mesmo que eu estivesse péssima pelo Harry, estava feliz por mim. Brooke e eu estaríamos de volta e depois de um tempo, conseguiria resolver as coisas com o Mackenzie. Tudo voltaria ao seu devido lugar, como era antes.

...

12h32 PM – Antes mesmo que eu pudesse perceber, já estava no centro da cidade. Exatamente na porta de Brooke Maxwel. Estava pronta para esclarecer as coisas e dizer que meu namoro com Harry Mackenzie não foi para valer. Só aconteceu para provar uma teoria boba – que, com certeza, estava errada.

Não foi preciso esperar muito. Brooke abriu a porta com um sorriso e sem a camisa. Se era uma forma de me seduzir, ele estava conseguindo. Era incrível a forma como ele me instigava. Parecia ser de propósito.

– Desculpa. – Bagunçou os fios dourados com os dedos. – Eu estava no banho.

Não tinha mais dúvidas de que ele queria me provocar. Ele me tentava quase sempre que tinha oportunidades. E isso era bom.

– Não tem problema. – Cocei a nuca. – Desculpe se atrapalhei algo.

Deu uma risada gostosa. – O que é isso, Lauren? – Mordeu os lábios. – Você nunca atrapalha. Vem cá.

Me puxou pelo pulso para um abraço. Não era nada justo o que o loiro estava fazendo comigo. Seu cheiro forte me inebriava, mas o abraço não durou muito tempo.

– Senta aí, morena. – Apontou para o sofá. – Só vou vestir uma camisa.

Droga! Mas não podia esperar que ele conversasse comigo só de calça. Não iria prestar atenção em uma palavra sequer do que ele dissesse. Enquanto Brooke ia se vestir, observei o apartamento. Então, eu poderia estar morando aqui agora, se o destino não fosse tão cruel. Brooke era organizado. E todos os cômodos tinham seu cheiro.

– Pronto, Vaughan. – Sorriu e sentou ao meu lado. – Voltei.

Sabia que Brooke estava nervoso. Ele dava sinais de que estava. Piscava mais rápido, batia as mãos nos joelhos e suas pernas estavam inquietas. Ele não conseguia parar de sorrir. Só estava esperando algumas palavras. E então, acabaria com toda aquela tortura que é ficar perto do loiro sem poder tocá-lo.

– Há algumas coisas que eu quero saber, primeiramente. – Coçou a nuca. – O que eu quero fazer tem a ver com reconquista, sabe? – Sorriu. – Porque Lauren, eu sei que eu não fui o namorado perfeito e eu sinto muito por isso.

Assenti. Não queria atrapalhá-lo dizendo nada. Estava tão ansiosa que só queria ouvir.

– Me diga, exatamente, como seria sua ideia de um encontro perfeito. – Bagunçou o cabelo. – É que eu não sou muito bom com essas coisas.

Não tinha uma ideia pronta, mas pensei em algo. Talvez eu tivesse que esperar mais um pouco. Brooke queria consertar as coisas. E ele teria todo tempo do mundo.

– Talvez pôr-do-sol em alguma praia. – Mordi os lábios, contendo minha vontade de sorrir. – E ouvi dizer que você toca violão muito bem. Flores seriam legais também...

Brooke encostou no sofá e comprimiu os lábios. Estava tão nervoso quanto antes. Suas pernas balançavam sem parar. Precisei me conter. As coisas estavam acontecendo tão rápido, que mal pude acreditar.

– Que tipo de flores você acha que combina com a Megan? – Perguntou e bagunçou o cabelo.

Talvez o universo não estivesse ao meu favor. Ele só estava brincando comigo.

Notas finais
Por essa vocês não esperavam, né çaslçals Pois é, a Lauren foi cruel e agora tá sendo punida pela vida - ou pela autora aslkas #TeamBrooken, e agora? Não me matem, please! Agora só nos próximos capítulos, haha. Obrigada e beijos da Júlia []