Notas iniciais
E aí seus lindos...
Por pedidos de uma querida seguidora... postei esse hoje. Hehe
espero que gostem e comente!
Boa leitura!
^^
Não sabia o que estava acontecendo, estava tudo escuro e o único som que eu ouvia era de um apito que tinha uma sequencia... como se estivesse imitando as batidas do meu coração. Eu não conseguia me mexer, como se uma pedra estivesse em cima de mim. Tentei ao menos abrir os olhos, mas nem isso deu certo. Suspirei e fiquei mais um tempo naquela infinita escuridão. Mas não aguentava mais não ver nada, não sentir nada. Me concentrei o máximo e tentei abrir os olhos. Droga! De novo num hospital?! Sério?! Eu estava olhando para frente, onde havia mais uma cama com outro paciente desconhecido. Era um hospital público, onde cama ficam lado a lado em um único quarto imenso. Olhei para meu lado direito e encontrei David com a cabeça enfaixada, ao seu lado estava Lauren e Alex, ambas com máscara de respiração. Voltei meu pescoço para o lado esquerdo e encontrei Evan do mesmo estado que as meninas, olhei em minha volta e o desespero se mostrava em forma de um apito que repetia mais alto, mostrando que eu estava preocupara.
" Cadê meu irmão?!"
– Lu... Lucas?
Tentei falar, mas nem uma mosca me ouviria com aquele volume de voz.
Uma lágrima caiu.
Fechei os olhos e me concentrei. Um dedo se mexeu!
Respirei fundo novamente e senti meu corpo.
– Ah!
Gemi de dor. E então um flash do que aconteceu passou em minha cabeça. O fogo, as árvores, a luz e uma buzina. Como pude esquecer isso? Pior. Porque fui lembrar disso agora?! Meu corpo ardia, tirei a coberta de cima de mim e quis gritar de medo. Desde o peito até o pé estava cheio de faixas. Vermelhas de sangue.
" A dor é psicológica!"
Ouvi a voz de Lucas na minha cabeça lembrando para mim que preciso ser forte. Fechei os olhos e tentei ao máximo ignorar a dor. Me mexi, tirei os fios que estavam em mim e levantei. Tropecei por falta de força e cai. Respirei fundo de novo e levantei tentando me equilibrar. Me afastei de minha cama e virei olhando todos inconscientes e dormindo. Meu coração doeu com essa imagem. Fui até a saída e me encontrei no corredor de um hospital. Olhei para a janela que havia no fim do corredor: estava de noite e chovendo, muito.
– Senhora, não deve estar de pé.
Ouvi uma voz grossa atrás de mim, ao virar, deparei-me com um homem alto e ruivo.
– Eu conheço você. — Ele sorriu de um jeito assustador. — Você não é médico. Você é o amigo de Thomas.
– Não imaginava que você iria me reconhecer tão rápido.
Comecei a andar de costas e quando eu ia começar a correr ele me pegou no pulso.
– ME SOLTA! SOCORRO, ENFERMEIRA!
Logo uma moça apareceu atrás de mim. Sei por caus do som de seus passos.
– O que houve?
– Ele não é....
Meu corpo congelou ao virar a cabeça e encontrar Cameron de branco e um sorriso mortal.
– Não se preocupe, você está em boas mãos.
Quando eu ia começar a gritar, senti uma picada em meu pescoço e, em seguida o sono me dominava.
**********
– Thomas?
– Alice. Eu fiz besteira e não sei o que fazer.
– Calma. Você resolve. Sempre resolveu.
Eu estava na minha cama, na minha antiga casa e Thomas sentado no canto da mesma, estático.
Pulei da cama e fiquei na sua frente. Ele sentado ficava do meu tamanho. Eu era pequena demais naquela época. Coloquei minhas mãos em seu rosto e levantei sua cabeça.
– Vai dar tudo certo. Eu confio em você. Porque você foi meu primeiro amigo, Lembra?
Ele olhou para mim com lágrimas nos olhos e um peso no coração. Me abraçou forte e eu retornei o gesto.
– Me... me desculpe. Eu fiz uma besteira muito grande.
– Está tudo bem. O importante é ficarmos juntos, não é?
Senti o abraço apertar mais um pouco.
– Não podemos mais ficar juntos.
Ele se afastou e olhou para baixo.
– O que? Porque?!
Falei preocupada e aumentando a voz.
– Eu... eu ataquei os inimigos hoje.
– Isso não é bom? Eles irão parar de nos segui, não é?
Ele negou com a cabeça.
– Era uma armadilha.
– O... o que você está dizendo?
– Não posso mais te ver. Preciso de proteger, de longe.
– Po... por que?! — Gritei brava por não entendê-lo. — Não quero que você vá embora. E se eu esquecer de você?! E se eu não conseguir mais te ver? E se eles me pegarem de novo?!
As lágrimas de preocupação escorria no meu rosto queimando onde passava. Thomas pareceu mais triste e preocupado e, por incrível que pareça, surpreso. Forçou um sorriso e tirou uma corrente que sempre ficava em seu pescoço.
– Alice. Minha mãe me disse que, nós que somos de uma família perigosa, precisamos sempre de um esconderijo. Se você precisar me ver e não conseguir me achar, confie nesse colar, e eu te garanto que você nunca esquecerá de mim. E mesmo que sua mente te iluda, sei que estarei em seu coração. Esqueceu, você é minha! Nunca ficaremos para sempre longe um do outro.
Falou cada palavra enquanto se levanta, pegava meu rosto delicadamente e enxugava minhas lágrimas. Colocou o colar em mim e me abraçou forte, de um jeito único, de um jeito meigo.
Meu coração começou a se acalmar, até eu ouvir um barulho vindo da cozinha.
– Não precisa se preocupar. Estou aqui.
Senti meu corpo tremer.
– Eu sei. Confio em você.
Tiros foram disparados sem parar no andar debaixo.
– Vamos. Precisamos nos esconder.
Thomas me levou até meu armário e ficamos lá. Um ao lado do outro. Estava escuro e eu não parava de encarar a versão mais nova de Thomas.
– Alice, me perdoa. Eu fiz besteira.
Eu já tive essa visão antes.
– Adeus, amigo.
**********
– Ei, acorda. Vamos, bela adormecida. Está na hora do show.
A última voz que gostaria de ouvir estava ecoando em meu ouvido.
Acordei cansada, com dor e exausta sem motivo. Senti meu corpo arder e não consegui me mexer direito além de ouvir correntes balançando a cada movimento meu. Pisquei os olhos algumas vezes para melhorar a visão. Eu estava em um quarto velho e vazio, onde havia apenas eu, Cameron e.... Thomas?!!
Thomas estava preso numa cadeira na minha frente, com a cabeça para baixo e inconsciente. Eu não estava muito bem, na verdade, estava como ele: preso numa cadeira velha de madeira acorrentada.
– O que você fez com ele, vaca?!
– Ui. Começou a ficar estressada só por causa do amiguinho.
Colocou a mão no peito e fingiu estar magoada.
– Nem vem ser falsa agora. Eu sabia que você era louca, mas não imaginei que iria fazer isso com seu próprio namorado. Ele te amava de verdade, sabia? Não parava de falar de você para mim. Tanto que me irritava!
– Querida, você não entendeu ainda? Qual seria o único motivo de eu namorar alguém grosso e ignorante como Thomas? — Ela se aproximou dele e pegou seu rosto com uma mão, levantando-o para ela olha. — Mesmo com esse rosto bonitinho. Lógico que era pelo seu status. E também por causa do plano.
Soltou seu rosto sem delicadeza alguma.
– Plano? Você queria o dinheiro dele?! Qual é o nível da sua ignorância, garota?! E agora? Vai pedir resgate?
Ela riu, bem alto.
– Nossa, como você é ingênua. — começou a andar em minha direção. — Não entendeu? — Ela abriu os braços. — Não quero vocês dois juntos. E quando falei sobre o plano para Thomas, ele se virou contra mim. Então precisava fazer algo antes de ele atrapalhar tudo.
– Não me diga que você é um deles. Você é uma Ghost?!
– Uma não. Sou A Ghost. Pra falar verdade sou a herdeira do trono do maior reino da máfia que irá existir. Só preciso tirar algumas peças do jogo.
Fiquei pasma. O pai dela era o culpado de começar uma guerra?! Sério?!
– Não fique assim. Ainda não. Tem mais uma surpresa para você.
– Não quero ver mais nada que venha de você!
– E de mim? Pode?
Ouvi uma voz grossa vindo atrás de mim. Uma voz familiar, que me acalmava nos tempos que eu tinha medo. Uma voz que me protegia. E então ele apareceu na minha frente. De terno, camisa e gravata.
– Acho que você já conhece meu irmão. O futuro rei de nosso reino.
Uma lágrima caiu. E minha voz falhou.
– Lucas?
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