Fix Me
19 Him
Notas iniciais
eii seus lindos.
Desculpem a demora, parece que vou demorar um pouco para postar por causa das aulas, mas nunca desistirei de voces, então não desistam de mim, please.
Boa leitura
Kiss
Acordei com a maior dor de cabeça.
" Será que tudo foi um sonho?"Pensei enquanto encarava o relógio. 5:30 Ainda é cedo e eu não queria sair da cama, mas o sono não voltava então levantei e sai do quarto com a intenção de ir a cozinha, mas me surpreendi ao ver um corpo deitado no sofá da sala. Mark Wayne. Sim, meu pai estava aqui e estava dormindo no sofá. Não é falta de quarto disponível, mas acho que ele devia estar muito cansado. Agachei e fiquei olhando seu rosto calmo que tinha poucas rugas, mas muitas olheiras por causa do trabalho. Toquei em seus cabelos lisos e grisalhos e o acariciei. Era uma sensação boa pensar que aquele homem elegante era meu pai, ignorar o fato de não termos muita intimidade de pai e filha. Mas quando o vejo dormir, imagino ele como o melhor pai do mundo, pois ainda tenho a esperança de ver esse lado dele novamente. Olhei para seu pescoço e não vi nenhuma gravata, logo retirei a mão de seus finos fios com medo de ele acordar de mal humor. Levantei e virei para a cozinha até sentir sua mão fria me pegar pelo pulso fazendo-me dar um pequeno pulo. Ele suspirou e abriu os olhos virando aquele globos claros para mim.— Porque está acordada tão cedo?— Não consigo dormir. Vou tomar chá. O senhor quer? Ele sentou-se e suspirou mais uma vez. — Sim, de folha verde com abacaxi, por favor. Assenti e logo fui a cozinha preparar a bebida quente. Ao deixar a água no fogo, virei para encarar Mark que estava sentado na cadeira e apoiado na bancada. Sentei a sua frente e o encarei séria.— O que aconteceu ontem?— Quando? Ele não mudou sua expressão. — Quando eu estava com meu amigo e fomos atacados por um atirador. E a última coisa que me lembro é de você me carregando até aqui. O que houve? E é melhor não mentir para mim! Ele suspirou, levantou-se até o fogão e apagou o fogo, pegando a água e colocando em sua xícara, voltando novamente ao seu lugar.— O seu " amigo" – fez aspas com os dedos. — é um membro de uma família de mafiosos. Uma das mais perigosas do país. O atirador trabalha para meu chefe, um cara de muitos contatos que só quer acabar com eles e trazer a paz de volta. Quando soube que você estava junto, corri o mais rápido que pude para te proteger. Ele esticou a mão e colocou em cima da minha, mas logo me afastei. — É mentira. Ele se surpreendeu.— Porque você acha isso?— Porque conheço ele a mais tempo do que imagina. Ele não é assim. E mesmo se ele fosse dessa família, ele é diferente.— O que te garante que ele não está mentindo para você?— A minha confiança. Ele conseguiu conquistá-la melhor do que você. Levantei e tentei sair da cozinha, mas Mark me segurou no braço. — Alice, antes de ser seu pai, sou seu protetor e você minha responsabilidade. Então estou mandando você ficar longe dele.— Não se preocupe. — olhei diretamente para seus olhos. — Você nunca foi meu pai. Ele logo ficou em choque e me soltou. Rapidamente sai de lá para meu quarto, trancando a porta. Peguei meu celular e encontrei uma mensagem." Assim que ler isso, me encontre naquela cafeteria. Estarei esperando. T. C. " Logo me arrumei e, com todo cuidado para ninguém ouvir, tentei sair do apartamento. Lucas ainda estava dormindo e Mark estava no celular com minha mãe. Parecia que eles estavam discutindo, de novo. Ignorei e segui meu caminho até a porta, peguei a chave do carro de Lucas, destranquei a porta saindo sem ninguém perceber. Fui até a garagem, encontrei a SUV preta num canto e a destranquei, entrando e dirigindo para o estranho encontro onde eu poderia tirar minhas dúvidas. *** Após meia hora dirigindo, finalmente encontrei o que procurava, a lanchonete no meio da estrada. Mas ela estava escura e parecia fechada. Estacionei próximo a porta e olhei em volta procurando alguma alma viva. Mas a única coisa que me chamou a atenção foi o ranger da porta de entrada. Sai do carro, trancando o mesmo e entrando na escura lanchonete. — Olá? -Arrisquei. — Tem alguém aí? Olhei em volta mas não enxerguei nada até virar para a mesa onde eu e... Thomas sentava sempre, lá havia uma pequena luz amarela. — Estou aqui, Alice. Reconheci a voz e me aproximei. Vi Thomas sentado com uma pasta em sua frente. Ele estava sério. — Sente-se, por favor.— Porque? Falei séria e desconfiada. — Você quer saber a verdade, não é? Abaixei a guarda e sentei.— Preciso saber em quem confiar, e para isso preciso saber as duas versões da história. — Duas? — Ele olhou para baixo e deu uma pequena risada. — Você falou com seu pai, não foi? Assenti, então ele esticou para mim uma pasta.— O que tem aqui dentro?— A verdade. — Quando eu ia abrir, ele me impediu olhando no fundo de meus olhos e com uma expressão de medo. — Mas depois de saber sua vida irá mudar muito. — Então é melhor me explicar. Comece com quando éramos crianças e o porquê de eu não me lembrar de nada. Você sabe?— Então agora você começou a desconfiar. Ele voltou a olhar para baixo. — Sim. Percebi que meus sonhos não eram apenas sonhos na qual ficamos com medo até chegar a luz do sol e esquecermos depois. Meus sonhos parecem como lembranças de algo que meu corpo não queria lembrar.— É verdade. Eles tentaram limpar nossas mentes.— Eles?— Sim. — Ele suspirou e olhou para mim. — O governo.
— O que?!— Alice, estou te avisando, é muito perigoso. Quanto mais você saber, mais perigo você corre. Bati as mãos na mesa e levantei furiosa.— Se você não quer me contar, eu procuro alguém que me conte! Por que sou a única a ficar sem saber nada?!— Porque você é o maior segredo do governo.— Do que você está falando?!— Estou falando que sua família não é candidata a ganhar o prêmio de melhor do ano. Ele relaxou na cadeira e cruzou os braços, ainda sério para mim.— Parece que me enganei sobre você. Você não é confiável! Ao virar para a saída ouvi o som da cadeira sendo arrastada e Thomas pegou em meu braço. — Espere. — Mais um suspiro. — Eu fui infantil. Desculpe. É que não sei como me comportar no meio de uma crise como essa. Ele coçou a cabeça. Me soltei dele e cruzei os braços. — Você ainda está enrolando.— Vem, senta. Temos muito o que conversar. Eu não sabia que no dia seguinte minha vida iria mudar tanto.
Notas finais
E então?
Comentem, pois alguns segredos nunca somem.
Kiss
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