Five nights at Freddy's - Mais do que 5 noites

3 Pesadelos, dúvidas e de volta ao Fazbear Pizzaria.


Notas iniciais
Esse capítulo me fez muito o que pensar antes de sair aqui no site, no final nem saiu com todas as ideias quais eu queria colocar. Ah, mas foi por um bom motivo, estava pensando nos futuros capítulos que precisarão de muito açúcar, tempero e tudo que há de "bom"! Espero que gostem.

6 meses se passaram desde a última vez em que fui ao Freddy Fazbear Pizzaria, tive pesadelos recentes, todas as semanas, com aquela coisa amarela da sala, conseguia ver os dois buracos fundos e escuros onde deveriam estar seus olhos, mas as vezes seu rosto refletia diferente em cada noite. Uma vez foi Freddy, outra Bonnie, há 4 dias atrás foi Chica, mas hoje tinha sido Foxy. Acordei suando frio, dei uma olhada por todo o quarto. Não havia nada, respirei fundo e dormi novamente. O vi de novo, desta vez estava no palco brincando com crianças enquanto contava suas histórias e fazia aqueles sons engraçados de pirata. Nesse sonho ele parecia bem novo, seu gancho estava bem brilhante, limpo, e ainda tinha todos seus dentes, além da sua cor estar bem mais brilhante e bonita com todos os pelos artificiais. Aparentemente todas as crianças o adoravam, o seu palco de pirata estava bem mais cheio de crianças do que o Fazbear band. Na verdade só haviam algumas ali. O local era bem mais animado que a última vez que fui lá, então agora o Foxy não estava mais só... bom pra ele... anh. Vi um calendário junto a bancada, continha o desenho de todos os animatronics, a data marcava... 1987? Espera! Isso era 13 anos atrás. Me virei, agora as coisas mudaram depois de perceber aquela data, haviam diferenças significativas nos animatronics, mas bem perceptíveis.

Observei ao lado do palco que o cenário tinha ganhado um novo membro, junto ao Freddy e os outros, não acreditei em meus próprios olhos quando o vi ali, GOLDIE, de pé e encarando várias crianças. Por que?

Tentei avisar para não chegarem perto só que não conseguia abrir minha boca, mas reparei que algumas chamavam-no tentando faze-lo brincar. Observei atentamente então ele andar até uma das crianças perto de mim e dei alguns passos para trás, finalmente percebi seu rosto, não estava tão velho quanto no quarto e... OLHOS! Ele tinha olhos!

Foi a partir desse momento que o sonho ficou confuso, apenas lembro de ver uma criança chorar, logo depois ela estava atrás de Foxy, Goldie veio estendendo seus braços...

Meio segundo depois tudo mudou mais uma vez, só que agora, drasticamente, toda uma confusão estava armada ali. Pessoas estavam saindo apavoradas e ouvia gritos por toda a parte. Havia alguma coisa no chão brilhando em escarlate e alguém caído, Foxy estava sujo disso também e sua mandíbula, quebrada como da última vez que o vi, era a parte mais coberta. Seu olhar parecia diferente de minutos atrás, estava distante, alucinado, foi aí que ele apagou, suas cortinas se fecharam e as luzes da ambulância piscaram lá fora. Acordei outra vez num sobressalto, já era manhã.

–----------------- DE VOLTA --------------------

– Alô? — uma voz aumentava o tom do outro lado — Alô, está ouvindo?

Ah, é mesmo, o telefone. Tinha telefonado para o número da pizzaria sem pensar, foi automático, faço muitas coisas sem perceber e realmente tenho de parar de fazer isso.

– S-sim, quero dizer, estou ouvindo — bati na cara, as vezes sou muito idiota — na verdade, eu liguei pela proposta de emprego, é... no Fazbear Pizzaria, certo?

Meio que me fingi de desentendido, só pra, sei lá. Bati na minha cara mais uma vez. Não acredito que estava fazendo mesmo aquilo, era o que eu queria?

– Err... claro, o emprego de guarda noturno — fazia uma voz estranha. — Tem certeza disso garoto?

Admito que eu tenho muita curiosidade sobre aquele lugar e que mesmo depois de anos nunca parei de pensar sobre os acontecimentos bizarros acontecidos comigo.

– Absolutamente, preciso muito de um emprego! — "o que ele quis dizer com se tenho certeza, era um teste?".

O ouvi respirar fundo, então o som de alguns objetos, talvez papeis.

Não, não tem nada a ver com isso, vou apenas trabalhar porque preciso de um emprego, de experiência e de grana. Não tem nada com o que aconteceu no passado, nem com aquela maldita raposa e aquele urso... bizarro. Ou qualquer um dos outros.

– Certo, preciso do seu nome e seu número, assim quando eu tiver certeza se não apareceu outro candidato antes... — escutei o som dele limpando a garganta — ligarei para avisa-lo de vir aqui assinar os papeis de contrato. Tudo bem?

Na verdade, nunca cheguei a odiar Foxy de verdade, não do modo que repugnava a criatura amarela sem olhos, ou aquele coelho roxo que me achava uma especie de palhaço, Freddy mesmo...

– Perfeito! — Chega de pensar nisso, preciso focar no emprego! Passei tudo o necessário para ele, soletrando meu nome e o número da casa — Vou ficar no aguardo da ligação.

Pronto, era isso, nada demais e tudo certo. Apenas teria que encarar um pouco do passado observando aquele lugar toda noite.

– Claro garoto, claro. — resmungou algo como: "maluco" e então o telefone ficou mudo.

Me larguei no sofá e estiquei meus braços para cima, FINALMENTE eu tinha um emprego! Embora ele fosse onde fosse... olhei para a tv, o telejornal da noite tinha acabado e começado um filme antigo. Já era bem tarde agora, apenas desliguei e fui me deitar, levei o telefone comigo por garantia.

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Estava com uma lanterna no mais total breu, muitos sons surgiam de várias direções e haviam alguns monitores ao meu redor. Hu. Apertei um dos botões que me levaram a uma câmera de monitoramento numa sala muito familiar. Mudei para uma próxima câmera e ouvi uma caixa de música, mudei para outra e caí da cadeira quando alguma coisa apareceu gritando do outro lado.

Acordei caindo da cama, chutando tudo a minha volta enquanto gritava. Sentei no chão suando frio e tremendo, encarei minhas mãos no escuro. O que diabos foi aquilo?

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UM TEMPO MAIS TARDE

...

–Então você é o Michael Schmidt? — Ele deu uma conferida no meu currículo, parecia ser o mesmo que me atendeu 2 noites atrás enquanto procurava um emprego — você não precisava trazer isso, de toda forma, aqui estão os papeis.

Olhei os papeis com curiosidade, aquela coisa tinha umas 5 ou 7 folhas borradas e manchadas de uma impressora aparentemente com defeito. Fiquei as encarando por um tempo, lendo por cima das coisas básicas e pulando várias palavras. Não estava acreditando no que estava fazendo, era isso mesmo o que eu queria? Sim...!?

–Aí estão termos de um acordo muito "simples" — consegui ouvir a as aspas na palavra sem sutileza nenhuma. — em que você aceita todos os riscos contidos nesse emprego, sem responsabilidade da empresa ou terceiros.

Achei muito estranho (sério Mike?), desde o momento em que abri o jornal eu sentia alguma coisa muito errada em fazer isso, mas me conhecia bem demais e já tinha vindo longe, além da metade do caminho, tarde para desistir. Realmente hesitei mais um segundo ou dois, foi quando se na minha cabeça alguma coisa tivesse falado mais alto do que a mim mesmo e novamente no automático eu preenchi os papeis. Encarei-os por um tempo, não senti arrependimento, apenas um medo muito familiar na boca do estomago.

Logo após todas informações necessárias de horário, portas e janelas como deveriam ser e permanecer fechadas, eu o segui até a sala onde iria trabalhar a partir de amanhã (eles já estavam há um bom tempo sem funcionário e queriam evitar logo isso). Teria de aparecer ás 23h00 para garantir que todos saíram e que estava tudo trancado, depois deveria estar imediatamente ás 00h00 na saleta, nenhum segundo à mais. Não soou como uma ordem quando ouvi, foi mais como uma recomendação.

De repente paramos, ele me apontou uma entrada aberta e sem por... ou melhor, com uma porta eletrônica. Nossa!

– É aqui que você vai ficar — Disse entrando e me mostrando o comodo — Acredite, é bem diferente a noite.

Quando entrei no pequeno cubículo em que iria ficar eu já quis fazer milhares de perguntas. O cara deve ter visto meu rosto e provavelmente adivinhando minhas próximas palavras, meu guia, chamado Guibbe como dizia em sua carteirinha de identificação — "Olá me chamo Guibbe, Secretário, em que posso ajudar?" — que ficava em cima da sua mesa e vi por completo acidente e não curiosidade, apenas disse que explicariam tudo amanhã mesmo, durante meu turno. Em seguida, sem mais nem menos, ele me deixou sozinho ali por um instante e acho, talvez por causa da aflição daquilo tudo, vi algo sentado naquela cadeira, largado de lado. Não que eu seja medroso ou algo assim, porém admito ter saído dali mais rápido do que se poderia dizer 'dourado'.

Notas finais
Achei meio fraquinho, ia começar o primeiro dia logo, só que é melhor deixa-lo todo completo num capítulo só. Como sempre, se chegaram até aqui, obrigada!